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Economia

Empreiteiras criam instituto para ‘limpar a barra’ após Lava Jato; entenda

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Sergio Etchegoyen arrow-options
Marcos Corrêa/PR – 2.1.19

Sérgio Etchegoyen é o presidente do instituto das empreiteiras lançada nesta quarta-feira

Com a imagem profundamente arranhada pela Operação Lava Jato , as empreiteiras brasileiras decidiram se unir em um esforço comum para recuperar sua credibilidade.

Um grupo de 22 empresas e instituições lançou, nesta quarta-feira, o Instituto Brasileiro de Autorregulação do Setor da Infraestrutura . A entidade traz, em seu estatuto, a missão de fortalecer a ética, a integridade, a transparência e o combate à corrupção .

Brasil deve retomar grau de investimento em breve, diz ministro

“É o momento de celebrarmos a coragem moral de olhar pra trás, de confirmar que foram cometidos erros , de identificar os caminhos que podem ser percorridos a partir do presente e de enfrentar um novo ambiente, em que as disputas se façam exclusivamente pela competência técnica de cada um”, afirmou o presidente da entidade, Sergio Etchegoyen.

Artigo: A volta das concessões

Ele foi o general que chefiou o Gabinete de Segurança Institucional no período em que Michel Temer era presidente da república.

Ambiente melhor

Wagner Rosário arrow-options
José Cruz/Agência Brasil

Wagner Rosário, ministro da Controladoria-Geral da União, comemorou a iniciativa

De acordo com o “termo de adesão” assinado pelos empresários, o momento atual é estratégico para o setor de infraestrutura reforçar o compromisso com a boa governança, marcada pelo fim da tolerância ante esquemas de corrupção, como  fraudes, concorrência desleal e lavagem de dinheiro.

Entenda: Compliance: o que é, para que serve e como colocar em prática

Uma das metas é o surgimento de novas e melhores condições de negócios. “Muitas empresas do setor têm manifestado preocupação com a ostensiva mídia negativa a que suas marcas estão sendo vinculadas e o quanto isso tem sido óbice à demonstração das ações positivas ora em curso para a reestruturação de suas organizações e contribuição positiva para a economia”, diz um trecho do documento.

A medida foi aplaudida pelo governo. Wagner Rosário, ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), afirmou que a iniciativa ajuda a trazer mais segurança , contribui para o crescimento sustentável do setor e para a atração de investimentos estrangeiros.

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Economia

Covid-19: A pandemia pode mudar as privatizações em SP?

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Na cidade de São Paulo, epicentro da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, espaços públicos que estavam prestes a serem privatizados viraram hospitais de campanha para atender o grande número de afetados pela doença. 

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Locais tradicionais que estavam na mira da privatização, como o Estádio do Pacaembu e o Sambódromo do Anhembi , abrigam hoje hospitais e abrem a discussão os projetos de desestatização que estavam ocorrendo devem continuar. 

Hospital de Campanha do Anhembi (SP)
Redes Sociais /Reprodução

Hospital de Campanha do Anhembi (SP)


O vereador Antônio Donato ( PT ) afirmou que sempre foi contra aos projetos de privatização. “Fui contra pela maneira como foram feitos. Temos duas situações: a do Pacaembu e a do Anhembi. O Pacaembu já tem uma concessão feita, portanto, é difícil de reverter. Agora, no caso do Anhembi, ficou clara a importância do espaço para a cidade, então para mim não deveria ir para frente”, afirma.

Já Fábio Riva ( PSDB ) crê que a privatização do Pacaembu foi positiva para a cidade. “A Concessão do Pacaembu foi exitosa, inclusive, temos hospital de campanha lá dentro, auxiliando a prefeitura no combate ao coronavírus”, avalia.

De acordo com nota enviada ao portal iG , a Prefeitura afirma que “no contrato de concessão pactuado entre a Prefeitura e o vencedor da licitação do Pacaembu, único espaço utilizado como hospital de campanha municipal, o concessionário manifestou-se de acordo e apoiou a iniciativa da Prefeitura”.

Como a pandemia pode afetar projetos futuros de privatização?

O vereador do PSD e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Police Neto , afirmou que “todas as privatizações de grande porte tendem a ser adiadas para buscarmos um cenário menos turvo para que de fato possamos gerar uma disputa entre os atores”.  

“A disputa das privatizações também coloca em jogo o tempo em que você a realiza, associando dois elementos mínimos: uma boa modelagem e a capacidade de atratividade. Com um ambiente muito instável, teremos baixíssima atratividade. Então creio que as de grande porte não ocorram em um curto espaço de tempo”, disse Neto.

Fábio Riva (PSDB) acrescentou à discussão, afirmando que “a dificuldade será em acharmos investidores interessados com recursos para isso. A prefeitura está tentando poder salvar vidas, aumentar o número de leitos na UTI e garantir uma retomada gradual da economia”, diz.

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Sobre o assunto, a Prefeitura declara que “os projetos de desestatização da Prefeitura seguem, normalmente, os procedimentos estabelecidos uma vez que as autorizações foram aprovadas pela Câmara Municipal de São Paulo , seguindo a legislação pertinente e as recomendações dos órgãos de controle externo. Além do mais, são importantes enquanto medida anticíclica por envolverem investimentos e novos negócios, o que gera emprego e renda na cidade”.

Sambódromo do Anhembi

O sambódromo do Anhembi é o local mais visado no plano de desestatização da prefeitura, contudo, passa por imbróglios que impedem a prefeitura de fechar o negócio. “Tivemos um problema com o valor de referência. A prefeitura estimou um valor e o Tribunal de Contas havia majorado este valor”, afirmou Riva. 

Police Neto (PSD) explicou a importância da área do Anhembi . “O Anhembi tem uma importância estratégica para a cidade e para o país. Ele foi o centro de maior relevância dos encontros mundiais em SP. E tem uma importancia no desenvolvimento urbano de SP, estando na confluência entre o Rio Tamanduateí e Pinheiros”.

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“A nova fronteira de desenvolvimento da cidade é a zona norte , por conta do ‘pseudo-congelamento’ desde os anos 30 com a implantação do campo de marte e isso faz com que a gente tenha para aquela privatização a maior e a melhor modelagem, garantindo que um projeto público se implemente ali e não uma venda de terreno apenas”, afirma.

Para Antônio Donato (PT), o Sambódromo do Anhembi seria a “jóia da coroa” do plano de privatização. “O Anhembi era a jóia da coroa do projeto de privatização. Antes já tinham dificuldade em privatizá-lo, agora então, mais difícil ainda”.

O papel do Estado após a pandemia

O petista declarou que “até neoliberais convictos tem discutido que é importante o fortalecimento do estado nesse momento de crise”.

“A gente só consegue enfrentar a crise dessa forma com o estado forte e articulado. Com capacidade de intervir, investindo em saúde , educação , ciência e tecnologia . Que possa exercer o papel que a iniciativa privada nunca vai conseguir suprir”, completa Donato. 

Já o vereador Police Neto (PSD) argumenta que “a recuperação econômica da cidade só vai ocorrer com uma participação forte do Estado. Então, a sociedade vai exigir muito mais dos seus governantes e o estado terá mais importância a partir de agora”.

“Nossa vida será reavaliada. Eu acredito que vai ter um momento de repensar muitas coisas. Precisamos reavaliar aquilo que deu certo e o que não deu”, acrescenta Fábio Riva .

Segundo a prefeitura de São Paulo, o prefeito Bruno Covas  se manifestou na assinatura do contrato de concessão onerosa para exploração do serviço de estacionamento rotativo em vias e logradouros públicos do município de São Paulo, conhecido como Zona Azul.

“Não é fácil vencer todas as resistências, mas a gente acredita que é o certo. Não faz sentido o Poder Público tratar de temas que a iniciativa privada faz muito melhor, dentro dessa linha de desestatização que estamos apostando. E isso que é importante, vai sair mais barato para o povo e a Prefeitura pode tocar aquilo que é mais essencial como Saúde e Educação”, disse o prefeito na ocasião.

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Economia

Mais usuários entram no Tinder, mas rentabilidade do app registra queda

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Tinder
Forbes/Divulgação

Para chefe-executivo do Tinder, relacionamentos nunca mais serão os mesmos após a quarentena

Os relacionamentos mudaram drasticamente durante a quarentena , segundo o executivo-chefe do Tinder, Elie Seidman. Com encontros desestimulados por praticamente todos os países do mundo, além do fechamento de bares, restaurantes e casas noturnas, as pessoas estão utilizando plataformas online para flertar. Mas isso não chega a ser uma boa notícia para o app de paquera.

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“O envolvimento dos usuários aumentou. É uma tendência reportada por outros aplicativos de namoro”, ressalta Seidman. Durante a quarentena, o Tinder bateu recorde de matches em apenas um dia. No dia 29 de março, o app reportou mais de 3 milhões de matches e aumento de 12% na quantidade de conversas diárias.

No entanto, o executivo-chefe afirma que os números positivos não revelam a real situação. “Dependemos da rentabilidade das 6 milhões de assinaturas premium. A proporção desses usuários diminuiu na quarentena”, afirma Seidman.

O desemprego também preocupa Seidman, que teme o cancelamento de mais assinaturas. “Estou preocupado com o que pode acontecer na economia, e o impacto que isso terá sobre os usuários premium do Tinder”.

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