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Política MT

Emanuel Pinheiro defende legado de Vicente Vuolo e critica escolha do nome da ferrovia estadual

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Prefeito acusa governador pela troca do nome [Foto – Davi Valle]

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), criticou na manhã desta terça-feira (21), durante evento na Praça Alencastro, a mudança de nome da primeira ferrovia estadual, conforme anunciado pelo governador Mauro Mendes (DEM). A ferrovia, que se chamaria Vicente Vuolo, agora terá o nome do empresário Olacyr de Moraes.

“Nós temos que dar um basta nessa agressão a nossa história. Essa insensibilidade de migrantes que vieram para cá, foram recebidos de braços abertos por todos os cuiabanos, um povo hospitaleiro, que recebe os migrantes como se estivessem em casa. Assim recebemos inúmeros migrantes, inclusive o governador do Estado. E agora um tapa na cara da sociedade cuiabana, da cuiabania, da história de Mato Grosso que não começou agora, depois que eles vieram para cá”, disse Pinheiro.

Conforme o prefeito, “não vamos aceitar esse desrespeito com a cuiabania, com a alma cuiabana, com a história da cuiabania e mato-grossense. Quem é o governador do Estado para questionar a liderança de Vicente Vuolo. Quando ele era menino andando nas ruas de Anápolis, Vicente Vuolo já fazia história aqui em Cuiabá. Antes dele nascer, Vicente Vuolo foi um dos prefeitos eleitos mais jovem de Cuiabá, aos 32 anos de idade”.

“Tinha sido deputado estadual, foi deputado federal, foi senador da República. Uma biografia extraordinária. Quando ele era menino de bermuda andando nas ruas de Anápolis, Vuolo levantava a bandeira de forma visionária e sonhava com a ferrovia para o nosso Estado”.

Para Emanuel Pinheiro, “o governador trai a história de Cuiabá, uma covardia e nós temos que reagir. A cuiabania tem que reagir, sair do seu estado de certo conforto para reagir e exigir respeito à nossa história, a nossa tradição, à nossa memória, nossos valores. Basta! Quem ele está pensando que é”, questionou o chefe do Executivo cuiabano.

“Independentemente de quem foi Olacir de Moraes, um grande empresário, um grande produtor, teve um grande papel na história da iniciativa privada deste País, não tiro o seu legado, a sua história, mas não chega aos pés de Vicente Emílio Vuolo como visionário. Ele, sim, foi o verdadeiro pai da ferrovia em nosso Estado, reconhecido por todos, cuiabanos e migrantes”, completou.

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Política MT

STJ aceita recurso e autoriza retorno de Sérgio Ricardo para o cargo de conselheiro do TCE após quase 5 anos

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Conselheiro está afastado de suas funções desde janeiro de 2017

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio de decisão monocrática do ministro Mauro Campbell Marques, acatou recurso e autorizou o retorno do conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida às suas funções de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). Ele esta afastado do cargo desde janeiro de 2017 por decisão do juiz Luís Aparecido Bortolussi Junior, então titular da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular, suspeito de ter comprado a vaga de conselheiro.

“Ante o exposto, defiro o pedido de liminar de efeito suspensivo ao recurso especial, com fundamento no art 288, §2º, do RISTJ, para suspender os efeitos do acórdão proferido pela 2ª Câmara de Direirto Público e Coletivo do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso”, determinou o ministro.

De acordo com o Ministério Público Estadual (MPMT), em 2009, Sérgio Ricardo, na época deputado estadual, comprou a cadeira do conselheiro Alencar Soares Filho ao preço inicial de R$ 8 milhões, na vaga que seria por indicação da Assembleia Legislativa. Além dele, outras 10 pessoas tornaram-se réus nessa ação, entre elas, o próprio Alencar Soares, Blairo Maggi (à época governador), Eder de Moraes Dias (ex-secretário de Fazenda), Gercio Marcelino Mendonça Júnior (empresário), Humberto Bosaipo (ex-conselheiro do TCE) e José Riva (ex-deputado e ex-presidente da Assembleia Legislativa). Conforme a denúncia, R$ 4 milhões foram envolvidos na negociação.

Nesse período em que esteve afastado, Sergio Ricardo chegou a sofrer novo afastamento por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), sem setembro de 2017, com a deflagração da “Operação Malembolge” (12ª fase da Ararath), que investigou propina de R$ 53 milhões do Governo Silval Barbosa em troca de aprovação de contas e de pareceres do TCE para autorizar andamento das obras da Copado Mundo de 2014. Além de Sérgio, foram alvos os conselheiros Antonio Joaquim, José Carlos Novelli, Valter Albano e Valdir Teis, que foram afastados. Todos já retomaram suas funções.

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Projeto de lei institui a “hora do colinho” na saúde pública mato-grossense

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O tempo de “colo” mostra melhoria de indicadores como tempo de sono e ganho de peso

Foto: Ronaldo Mazza / Secretaria de Comunicação Social

Dr. Gimenez explica que o mesmo projeto foi implantado com sucesso no estado da Paraíba

Foto: MARCOS LOPES / ALMT

O Projeto de Lei nº 990/2021, de autoria do deputado estadual Dr. Gimenez (PV), institui a “hora do colinho” na rede de saúde pública de Mato Grosso. O objetivo é oferecer acolhimento afetivo a bebês recém-nascidos órfãos ou que por algum motivo estejam privados da presença materna durante a hospitalização.  

Conforme o parlamentar, o projeto será implementado por meio do Protocolo Operacional Padrão (POP), oferecido pela equipe multiprofissional competente. Poderão participar profissionais treinados pelas unidades hospitalares cadastrados ao projeto.  

“Após tantos anos trabalhando com crianças, posso dizer que, sem sombra de dúvida, o amor cura, pois a resposta do bebê será muito positiva ao tratamento depois desse momento de relaxamento proporcionado pela equipe de profissionais. A humanização ajuda a diminuir o estresse e reduz as sensações de eventuais dores”.  

A orientação é que o governo estadual faça convênio com os municípios para a efetivação do POP, ampliando a abrangência para a rede municipal de saúde. Além de capacitação, essas unidades poderão criar uma sala específica, tecnicamente preparada e apta com ambiente silencioso, acolhedor e conforto para a recepção dos bebês recém-nascidos órfãos.

Os estabelecimentos de saúde que adotarem o projeto “hora do colinho” estarão autorizados a firmar convênios público-privados locais, nacionais ou internacionais de capacitação, treinamento, divulgação, publicidade e cooperação técnica pertinente ao uso do Protocolo.

Dr. Gimenez explica que Mato Grosso seria um dos pioneiros na implantação da proposta que vem sendo estudada pelo Ministério da Saúde para uso via Sistema Único de Saúde (SUS). “Muitas crianças ficaram órfãs durante a pandemia, o que nos sensibilizou muito e então veio a ideia de criar o projeto, afinal, a mão que cuida também é o colo que acalenta”.

Ele explica que o tempo de colo deve ser ajustado de acordo com a demanda do bebê. A técnica aprimora a respiração e promove a expansão da caixa torácica do recém-nascido, auxiliando o funcionamento do intestino e do estômago. 

“Nós avaliamos os dados preliminares da Maternidade Frei Damião, na Paraíba, onde esse projeto já foi implementado com muito sucesso e é realmente animador observar que de fato o tempo de “colo” mostra melhoria de indicadores como tempo de sono e ganho de peso, além da redução do refluxo e do tempo de internação”.  

Fonte: ALMT

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