conecte-se conosco


Nacional

Em um raro protesto, egípcios vão às ruas contra o presidente Sisi

Publicado

source
Abdel-Fatah al-Sisi  e Donald Trump%2C em agosto deste ano arrow-options
Reprodução/Twitter/AlsisiOfficial

Presidente do Egito, Abdel-Fatah al-Sisi com o presidente dos EUA, Donald Trump, em agosto deste ano

Milhares de manifestantes desafiaram a repressão estatal e foram às ruas protestar contra o presidente do Egito, Abdel-Fatah al-Sisi, nesta sexta-feira (20). Os grupos se reuniram na parte central da capital, Cairo, com gritos e cartazes denunciando supostos esquemas de corrupção dentro do governo e das Forças Armadas. Apesar da segurança reforçada, os manifestantes acabaram se dispersando, passando a protestar em ruas menores.

Leia também: Coalizão liderada pela Arábia Saudita faz ataques aéreos no Iêmen

Nas redes sociais, refrões como “fale não tema, o traidor precisa ir” e “o povo quer a queda do regime” também aparecem nas centenas de vídeos postados ao longo do dia. Além do
Cairo, houve atos contra Sisi em cidades como Alexandria e Suez.

O governo egípcio não se pronunciou até o momento. Os canais de notícias, controlados de perto pelas autoridades, diziam que as pessoas se reuniram apenas para “tirar selfies e
fazer vídeos” para publicar na internet.

Leia Também:  Metade do conselho do MP aprova processo contra Deltan Dallagnol

Leia também: Após caso de racismo, Trudeau tenta mudar de assunto em campanha no Canadá

As manifestações tiveram início após uma série de vídeos publicados pelo ator e empresário Mohamed Ali , fazendo graves acusações de corrupção contra os militares, para quem
trabalhou por 15 anos. Segundo ele, ocorrem desvios bilionários nas obras de infraestrutura, com o dinheiro indo para os bolsos dos comandantes e funcionários do governo.

Em resposta, Ali, que hoje vive na Espanha, foi acusado de “ alta traição ”, enquanto a mídia estatal disse que ele era um membro da Irmandade Muçulmana, organização considerada
terrorista pelo governo egípcio.

No poder desde 2013, quando assumiu justamente após uma onda de protestos e um golpe contra o então presidente, Mohamed Morsi , Sisi imprimiu um estilo autoritário, similar ao de
Hosni Mubarak , o homem que comandou o Egito por quase três décadas até ser deposto, em 2011, durante a Primavera Árabe . Manifestações, como as vistas nesta sexta-feira, são
raras, com seus líderes sendo presos ou mortos pelas forças de segurança.

Leia Também:  Doleira da Lava Jato posta foto com sapato de luxo e tornozeleira eletrônica

Leia também: Pessoas tentam invadir Área 51 para “libertar aliens”

Além da repressão política, Sisi , que foi reeleito com 97% dos votos nas eleições de 2014 e 2018, é criticado pela sua condução da economia, marcada por ações de austeridade e
grandes projetos de infraestrutura, mas cujos impactos nem sempre foram positivos para a população.

Fonte: IG Nacional
publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Nacional

Motorista bêbado invade lanchonete, mata jovem e deixa feridos em Jundiaí

Publicado

source
Motorista bêbado perdeu o controle de van%2C invadiu lanchonete e matou jovem em Jundiaí arrow-options
Divulgação/Guarda Municipal de Jundiaí

Motorista bêbado perdeu o controle de van, invadiu lanchonete e matou jovem em Jundiaí

Uma pessoa morreu e outras três ficaram feridas após um homem que dirigia uma van perder o controle do veículo e invadir uma lanchonete , na noite de sábado (12), na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo.

Leia também: Identificadas as seis vítimas que morreram em grave acidente na Via Dutra

De acordo com a Polícia Civil, o teste do bafômetro indicou que o motorista estava embriagado e, por este motivo, ele foi preso. O acidente com a van aconteceu em um bairro
periférico de Jundiaí.

A polícia informou ainda que guardas municipais relataram que o motorista não conseguiu fazer uma curva com o veículo. Assim, ele subiu na calãda e invadiu o estabelecimento,
onde atingiu os frequentadores e pessoas que estavam na calçada.

Thamyres Soares Marques Jacinto, de 29 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu. A Guarda Municipal de Jundiaí informou ainda que duas mulheres de 51 e 17 anos, mãe e irmã de Thamyres, respectivamente, e um jovem de 17 foram socorridos e levados a um pronto-socorro da região.

Leia Também:  Ônibus bate em poste e deixa 18 feridos no Rio; quatro estão em estado grave

Além de o teste do bafômetro ter dado positivo, a polícia encontrou um pino vazio que seria usado para o transporte de cocaína nas roupas de Antônio Barbi Junior, de 41 anos.

Leia também: Filha de bicheiro diz que guerra na família é por herança de R$ 25 milhões

O motorista da van, após o acidente e antes dos policiais chegarem, foi agredido pelas pessoas que estavam no local. Levado pela Polícia Civil, Junior foi autuado por homicídio e lesão corporal culposa.

Fonte: IG Nacional
Continue lendo

Nacional

Filha de bicheiro diz que guerra na família é por herança de R$ 25 milhões

Publicado

source
Shanna arrow-options
Reprodução

Filha do bicheiro Maninho, Shanna sofreu atentado na última semana

Alvo de um atentado na semana passada, Shanna Garcia, filha do bicheiro Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, é aguardada hoje pela Polícia Civil do Rio para prestar seu primeiro depoimento depois da tentativa de homicídio no Recreio. Em entrevista ao Extra, após ter alta do hospital na última sexta-feira (11), Shanna diz que o responsável pelo crime é o seu ex-cunhado Bernardo Bello, mas não apresenta provas de sua acusação. Segundo ela, ele hoje controla os pontos do jogo do bicho e máquinas caça-níqueis herdados do seu pai.

Leia também: Carlos Bolsonaro usa rede social para atacar Major Olímpio: “É um bobo da corte”

A herança do bicheiro Maninho, um patrimônio estimado por Shanna em R$ 25 milhões, está por trás da guerra que já matou quatro integrantes da família nos últimos anos. Os homicídios, jamais desvendados, a exemplo de vários outros ligados ao jogo do bicho no Rio, expõe uma “polícia corrompida”, diz Shanna, que afirma não confiar na Delegacia de Homicídios (DH) para tocar o seu caso, por ter “um monte de gente vendida”. Mais uma vez, ela não apresenta provas das acusações. Desde a semana passada, o caso da tentativa de homicídio saiu da 16ª DP (Barra) para a DH, unidade responsável por desvendar os assassinatos de maior repercussão, como o da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL).

Em novembro de 2018, o miliciano Orlando de Curicica já havia acusado a polícia fluminense de “acobertar assassinatos de contraventores”. Procurada, a Polícia Civil informou que não vai comentar as declarações de Shanna.

“Tem exceções, claro, mas eu diria que quase toda a polícia do Rio é corrompida. Por isso, não resolve os casos. Um exemplo: no inquérito do meu irmão (Myro), morto em 2017, só fui prestar depoimento esse ano. Falei muita coisa e meu relato foi para dentro da gaveta. Não queria falar na DH novamente em vão. Vou chegar lá e falar várias coisas para um monte de gente que é vendida? Não confio”, diz, pedindo para ser ouvida pelo Ministério Público do Rio, que, através do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vem reativando investigações envolvendo assassinatos relacionados ao jogo do bicho.

Em meio à guerra dentro da família Garcia, a própria Shanna já chegou a ser acusada de ordenar um homicídio no passado. Em 2011, ela teve a prisão decretada após ser acusada da morte do tio, o pecuarista Rogério Mesquita, assassinado dois anos antes. Na mesma época, um relatório da Subsecretaria de Inteligência (da extinta Secretaria de Segurança) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas apontou o ex-capitão da PM Adriano Magalhães como envolvido no crime. O ex-militar, foragido, é acusado de chefiar o “Escritório do Crime”, braço da milícia formada por assassino de aluguel.

Leia Também:  Ônibus bate em poste e deixa 18 feridos no Rio; quatro estão em estado grave

Shanna, que nega envolvimento, acabou excluída da ação e o caso não teve solução, assim como a morte de Maninho, executado em 2004 após sair de uma academia na Barra; o homicídio de José Luiz de Barros Lopes, o Zé Personal, ex-marido de Shanna, atacado ao sair de um centro espírita; e o assassinato de Myro, seu irmão, após ser sequestrado por três homens em 2017.

Embora a polícia do Rio investigue a participação de Shanna na contravenção, ela nega que receba recursos oriundos do bicho. De acordo com a filha de Maninho, todos os pontos do império do jogo construído pelo avô, o bicheiro Miro, em bairros como Vila Isabel, Tijuca, Largo do Machado e Ipanema, estão com o ex-cunhado Bernardo, que também controlaria cerca de duas mil máquinas caça-níqueis. Shanna, que diz viver do aluguel de espaços comerciais que seu pai tinha, afirma que deixou de receber em 2013 dinheiro das atividades da contravenção por ordem de Bernardo.

Tiro falhou

Com o braço esquerdo na tipóia e um curativo abaixo da axila, Shanna acredita que só escapou da emboscada porque o primeiro dos tiros disparados pelo criminoso falhou. Como ela estava atenta e ouviu o som seco do tiro frustrado, disparado por um homem de capuz, teve tempo de voltar ao carro blindado e trancar-se, antes de ser atingida por outros disparos. Para ela, o estopim do ataque que diz ter sido ordenado por Bernardo seria o fato de ter contratado, recentemente, uma nova advogada, que vem questionando a forma como o espólio de Maninho está sendo administrado.

O legado da família, segundo Shanna, é estimado hoje em R$ 25 milhões, dos quais pelo menos R$ 20 milhões se referem ao Haras Modelo, fazenda onde a família criava cavalos de raça e gado de corte em Guapimirim, na Baixada Fluminense. Desde 2013, quando foi impedida de entrar na propriedade, Shanna disse que não pisa no local. A disputa desta fazenda e de imóveis no Rio, especialmente em lojas de Vila Isabel, também é a explicação para a briga física entre a filha de Maninho e sua irmã gêmea, Tamara, ex-mulher de Bernardo Bello, em 2016.

Leia Também:  Bolsonaro diz que Moro no governo é “motivo de honra para brasileiros de bem”

“Procurei a minha irmã para conversar sobre a divisão dos bens. Quando cheguei, ela tentou fechar o portão na minha cara. Foi quando a briga começou. Trocamos tapas, socos e mordidas, até os seguranças do condomínio dela nos separarem”, diz Shanna, para, depois, se recordar que Bernardo passou a ameaçá-la. Segundo ela, ele foi até a entrada do condomínio onde ela mora para lhe ameaçar.

A pós a briga, Shanna disse que depôs na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), onde relatou as desavenças.

‘Medo de morrer’

O ex-cunhado, segundo Shanna, era varejista quando conheceu Tamara. Após casar com a outra filha de Maninho, foi envolvendo-se nos negócios da família até assumir o controle de tudo, em 2013. Bernardo, segundo ela, chegou a remunerá-la com 30 salários mínimos mensais, mas já não repassa mais nada e nem presta contas dos bens familiares que desfruta — um bar e uma loja localizada em dois imóveis dos Garcia em Vila Isabel.

“Hoje, não tomo conta de nada. Ele toma conta de tudo. Não pode ter vindo de outra pessoa, a não ser dele a ordem para matar. Do meu irmão, não tenho dúvidas de que a ordem veio dele. Mirynho estava tentando saber e participar de tudo. É o que está acontecendo comigo agora, mas, graças a Deus, escapei”, disse.

Leia também: Tiririca gasta R$ 70 mil de dinheiro público com viagens ao Ceará

Shanna disse que depois que Bernardo assumiu o controle dos negócios, a mãe dela deixou de receber a pensão estabelecida pela contravenção. De acordo com ela, enquanto mora numa casa alugada, Bernardo vive uma mansão, cercada de seguranças e de carros blindados. Procurado, o ex-cunhado de Shanna não foi encontrado para responder às acusações.

Os três tiros atingiram Shanna num momento em que ela, a convite da ex-presidente do Salgueiro Regina Celi Fernandes, estava tentando retornar à escola de samba que já foi dominada pela família Garcia. Depois do ataque da semana passada, a preocupação agora é com a proteção. O dilema, segundo ela, é saber em quem confiar a investigação do seu atentado no Recreio: “hoje tenho medo de morrer. Acho que se isso tivesse acontecido, seria mais um caso arquivado, não daria em nada. Sair do Rio e ir morar em outro lugar é uma possibilidade”.

Fonte: IG Nacional
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana