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A empresários, Mendes mostra números, anuncia revisão de incentivos e nega populismos

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Em reunião na Fiemt nesta sexta-feira, Mauro Mendes cobrou que todos terão que dar sua parcela de contribuição

O governador Mauro Mendes (DEM) participou da reunião da diretoria da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), nesta sexta-feira (24), e afirmou que todos os setores da sociedade terão que ajudar na recuperação do Estado.

“Todos precisam dar sua parcela de contribuição para que seja possível fazer um freio de arrumação e, assim, ser possível mudar o rumo desse Estado, pois com um Estado recuperado, todo mundo ganha. Contudo, se ficar como está, todos nós iremos perder”, afirmou.

Ainda de acordo com o governador, as medidas necessárias para que o Estado possa atingir o equilíbrio financeiro passa pela tomada de ações impopulares em todos os setores da sociedade, como é o caso da revisão dos incentivos fiscais. “Têm incentivos fiscais que foram concedidos por meio de portarias há mais de 20 anos e nós estamos revendo tudo”, destacou.

“Precisamos fazer políticas públicas olhando para os problemas, para que seja possível atingir as soluções. Por que com medidas populistas, vamos afundar ainda mais o nosso Estado”, destacou ao apresentar os números do Estado, que confirmam a necessidade de cortar despesas e reorganizar as contas públicas para que possa ser possível melhorar a qualidade do serviço público prestado ao cidadão.

Aos empresários que participaram da reunião, o governador destacou que o trabalho realizado pela atual gestão é para que o Estado se transforme em um indutor de crescimento, “porque hoje ele é uma âncora”.

Também participaram da reunião os secretários Gilberto Figueiredo (Saúde), Basílio Bezerra (Planejamento e Gestão), Marcelo Oliveira (Infraestrutura) e Alberto Machado (Gabinete).

Homenagem

Durante a reunião, o governador recebeu uma homenagem da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O deputado Carlos Avalone (PSDB) entregou a medalha de “Mérito Industrial” ao governador por todos os serviços prestados em prol da indústria de Mato Grosso.

A honraria foi repassada ao governador em referência ao trabalho realizado quando era presidente da Federação das Indústrias.

Entre as ações de destaque realizadas por Mendes está o fato de o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT) ter sido considerado o melhor do país em desempenho em sua gestão.  Mauro Mendes também exerceu o cargo de vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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No bastidor, Taques tenta superar preferência por Leitão para disputa ao Senado

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Embora afastado da vida política desde que terminou seu mandato no governo do Estado, após ser derrotado na tentativa de se reeleger, o ex-governador Pedro Taques (PSDB), está trabalhando nos bastidores a possibilidade de disputar a eleição suplementar do Senado da República, já marcada para o próximo dia 26 de abril, com a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos), por caixa 2 e abuso de poder econômico.

No seu partido, o PSDB, Taques tem como adversário o ex-deputado federal Nilson Leitão, que dificilmente perderá a condição de disputa para o ex-governador. Os dois foram derrotados na campanha de 2018. Pedro Taques era candidato à reeleição e ficou em terceiro lugar no pleito e Nilson Leitão ficou em 5° lugar na disputa ao Senado.  “Não debati isso com o PSDB. O nosso partido tem sim bons candidatos, mas precisamos aguardar a Justiça Eleitoral decidir sobre as regras”, diz o ex-governador.

Empolgado com resultado de uma pesquisa interna, na qual estaria bem pontuado, aparecendo entre os preferidos ao Senado, mesmo após deixar o cargo de governador com grande desgaste, Pedro Taques vem flertando com alguns partidos, como o Cidadania, comandado em Mato Grosso pelo seu ex-secretário Marco Marrafon, e também com o Solidariedade.

O líder do Solidariedade no Estado, o prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio, deseja atrai-lo para partido. Acontece que Taques perdeu espaço no PSDB, cuja maioria prefere apostar de novo na candidatura de Nilson Leitão.

Agora, o ex-governador entende que só vai conseguir ser candidato se o Tribunal Regional Eleitoral permitir filiações às vésperas do pleito suplementar de 26 de abril e concorrer por outra legenda. Na eleição de 2018, Taques, que disputou a reeleição, entrou para a história em Mato Grosso como o primeiro governador no exercício do cargo que não conseguiu se reeleger.

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Com três aliados pré-candidatos ao Senado, Mauro adia a anuncio público de quem apoia

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O governador Mauro Mendes (DEM), apesar dos apelos de aliados para que fique neutro em relação à eleição suplementar do Senado, já marcada para 26 de abril próximo, decidiu colocar um fim ao assunto: “vou, como cidadão, dizer a minha opinião, mas tenho tempo para fazer isso”, resumiu.

Conforme Mendes, “a eleição tem passos e datas definidas. Portanto, vou esperar  esses passos serem dados para ter um cenário concreto. Eu não preciso ficar antecipando um problema que vou ter daqui a 20, 30 dias”, observou.

Segundo o democrata, “uma possível declaração de apoio poderia causar ciúmes nos outros. Digo sempre: há pessoas que ficam contentes e pessoas que ficam descontentes quando assumimos um lado. Então, nesse momento, o mais sábio é que eu continue cuidando de Mato Grosso”, disse.

Mendes adiantou que na reunião do DEM que oficializou a autorização para que o ex-governador Júlio Campos movimentasse sua candidatura, decidiu ficar neutro apenas por enquanto. “O cenário não está definido. Então vamos esperar os candidatos registrarem as suas candidaturas e aí nós vamos analisar, conversar, para ver se muda alguma coisa”, comentou. “Eu acho natural os candidatos que pretendem disputar essa vaga comecem a fazer suas movimentações

“Sobre eu apoiar mais incisivamente alguém, eu acho que a população é muito sabida, muito esperta, muito conectada, então, eu tenho um voto apenas e vou dizer como cidadão qual é minha opinião, mas tenho tempo para isso”.

Mendes vem desde o início do ano sento aconselhado por aliados a se manter neutro em relação a eleição do Senado da República. O fato de o governador ter pelo menos três aliados com pretensão de disputa, o próprio Júlio Campos (DEM), o ex-vice-governador do Estado e atual representante do escritório de Mato Grosso em Brasília, Carlos Fávaro (PSD) e o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), no entendimento dos aliados, é a grande justificativa para a neutralidade do governador.

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