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Política Nacional

Em nova versão, Jungmann nega interferência do TRF-4 em ordem para soltar Lula

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Marcos Corrêa/PR

Ex-ministro Raul Jungmann

O ex-ministro da Segurança Pública Raul Jungmann deu nova versão nesta sexta-feira (21) sobre os acontecimentos envolvendo os pedidos de prisão e soltura do ex-presidente Lula , em julho de 2018. O caso voltou ao noticiário após Jungmann dar uma entrevista à TV Democracia , do jornalista Fábio Pannunzio, e, no vídeo, ele relembrar o episódio, em que o diretor geral da Polícia Federal teria lhe procurado buscando instrução sobre como conduzir a soltura ou não do petista.

Na entrevista, Jungmann descreve que o ex-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4)  Thompson Flores  atendeu uma ligação sua, que buscava saber o que fazer na situação descrita como “prende-e-solta”. Segundo o ex-ministro diz na gravação, teria sido então que lhe foi pedido que fizesse contato com o então chefe da Polícia Federal do Paraná e atual diretor geral do órgão, Maurício Valeixo, para que ele, nas palavras do ex-ministro “não mexa nessa questão”, enquanto Flores se dirigiria a seu escritório e tomaria nova decisão – até então, havia ordem judicial para soltura do ex-presidente Lula.

“Eu retruquei para ele. Disse: ‘Doutor Thompson Flores, me permita, eu não posso fazer isso. Eu sou o ministro da Segurança Pública, mas eu não posso fazer isso. O senhor, na pressa, talvez tenha se esquecido, é normal. Mas, de fato, isso está totalmente sob o controle do judiciário e qualquer ação minha pode ser imputado a mim obstrução à Justiça.’ Ele entendeu, claramente e rapidamente. E entrou em contato com [Maurício] Valeixo [ex-superintendente da PF no Paraná]”, declarou o ex-ministro.

Em contato com o iG nesta sexta-feira (21), o ex-ministro nega que teve qualquer conversa com o então superintendente da Polícia Federal (PF) no Paraná, Maurício Valeixo. Durante a entrevista à TV Democracia , o ex-ministro disse que apenas fez um comentário de que a PF não sabia o que fazer diante das sucessivas decisões do TRF-4 de soltar e prender Lula.

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Na ocasião, o desembargador Rogério Fraveto , que estava de plantão, concedeu liberdade ao petista. O caso só foi definido quando, horas depois, Flores derrubou a decisão de Favreto e determinou a manutenção da prisão do ex-presidente.

O ex-ministro explica também que ele, de fato, ligou para o ex-presidente do TRF-4 Thompson Flores enquanto o impasse estava armado. À reportagem, Jungmann negou ter falado em “obstrução de Justiça” e se limitou a dizer que teria respondido a Flores que não poderia fazer contato com Valeixo, e nega veementemente que houve um pedido por parte do juiz. De acordo com o ex-ministro, o desembargador queria avisar que o assunto logo seria resolvido, para que Valeixo apenas esperasse, o que, no seu entendimento, não se tratava de uma solicitação.

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O ex-ministro também conta que o desembargador entendeu o motivo de sua negação e, então, disse que ele mesmo falaria com Valeixo. Jungmann não sabe, no entanto, se os dois chegaram a conversar nem qual foi o teor dessa conversa. Segundo Jungmann, desde então, ele não teve mais contato com Flores e só voltou a contatá-lo nesta sexta-feira para se desculpar sobre a repercussão de suas declarações.

Em nota oficial, o ex-ministro de posiciona alegando que “o sr. Presidente Thompson Flores jamais nos fez quaisquer pedido ou interferiu no sentido de manter preso o ex-Presidente Lula” e esclare que “em entrevista que demos esta semana ao canal Democracia, em momento algum afirmamos, demos a entender ou insinuamos qualquer interferência do sr. Presidente a Thompson Flores, como relatado acima”.

Por fim, o comunicado sugere que qualquer dúvida seja dirimida conferindo o vídeo da entrevista, que o iG disponibiliza acima.

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Política Nacional

Bolsonaro pede à Índia que siga enviando insumos para cloroquina

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Neste sábado (04), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou que pediu ao primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, para que seja mantido o fornecimento de insumos para a produção da hidroxicloroquina, medicamento que vem sendo testado no combate à Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus

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Reprodução Twitter

Bolsonaro em reunião com o primeiro-ministro indiano

“Neste sábado (04), em contato com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, solicitei apoio na continuidade do fornecimento de insumos farmacêuticos para a produção da hidroxicloroquina. Brasil e Índia continuarão grandes parceiros pós-crise do coronavírus , e não mediremos esforços na luta para salvar vidas”, escreveu Jair Bolsonaro em seu perfil no Twitter.

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O presidente também publicou uma foto em que aparece em uma teleconferência ao lado do ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e assessores no Palácio da Alvorada.

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Mais cedo, o mandatário foi ao Twitter anunciar que havia zerado impostos para hidroxicloroquina e azitromicina, e que, “nos próximos dias”, faria o mesmo com o zinco e a vitamina D. “Todos usados no tratamento de pacientes portadores da Covid-19 “, escreveu Bolsonaro . Os medicamentos citados ainda estão sendo testados no combate ao novo coronavírus .

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Política Nacional

Robôs impulsionaram tuítes favoráveis a Bolsonaro no 15 de março

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Jair Bolsonaro / YouTube

Robôs postaram ais da metade dos tuítes feitos no dia da manifestação favorável ao governo

Uma pesquisa conduzida entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FespSP) mostra que pelo menos 55% dos tuítes com a hashtag #BolsonaroDay saíram de perfis automatizados ou robôs.

O estudo identificou 66 mil contas que, sozinhas, foram responsáveis por cerca de 1,2 milhão de postagens no dia das manifestações pró-governo, 15 de março .

Os robôs que usaram a hashtag #BolsonaroDay publicaram, em média, 700 tuítes no dia 15 de março. As contas automatizadas mais ativas chegaram a postar mais de 1,2 mil tuítes nessa data.

A grande quantidade de tuítes por conta em apenas um dia é indício de automação, segundo as pesquisadoras. De acordo com o estudo, usuários comuns publicam de três a dez vezes no Twitter por dia e perfis mais ativos chegam a 50 tuítes diários.

Leia: Bolsonaro cria uma crise política ao tratar como inimigos os que o apoiam

“As chamadas ‘tropas cibernéticas’ ou exércitos virtuais são comumente utilizados nas redes sociais para ativar a militância online a favor do governo e falsificar a opinião pública”, afirma a pesquisa.

Para identificar as publicações de perfis robotizados, as pesquisadoras utilizaram o software Gotcha, desenvolvido pelo Laboratório de Microssociologia e Estudo de Redes (NetLab) da UFRJ, em parceria com a Twist System, uma startup de ciência de dados. O índice de acerto é 80%.

A pesquisa identificou alguns padrões de comportamento nas postagens em apoio a Bolsonaro entre 1º de janeiro e 15 de março. Um deles é o de “campanha permanente”: isso significa adotar métodos de campanha mesmo fora do período eleitoral, com uso da militância virtual para atacar adversários.

“O objetivo é provocar o ‘contágio’ emocional e respostas viscerais do público, como raiva, medo, desorientação, negacionismo e indignação”, afirmaram as pesquisadoras.

Em nota, o Twitter afirma que “inferências como essa não levam em consideração as medidas defensivas” da plataforma para “garantir que o conteúdo automatizado não influencie as conversas” na rede social. A empresa diz ainda que não encontrou manipulação coordenada generalizada nos tweets com a hashtag citada, mas que “seguirá acompanhando de perto as conversas sobre o tema na plataforma.”

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