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Em nota, Ministério da Saúde defende hidroxicloroquina e ataca vacina

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Hélio Angotti Neto
Governo Federal

Hélio Angotti Neto

O secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Neto, afirmou em uma nota técnica que vacinas contra a Covid-19 não têm efetividade nem segurança demonstradas, mas que a hidroxicloroquina tem. A afirmação contraria posição da Organização Mundial de Saúde (OMS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e dos especialistas.

A posição consta no documento no qual Angotti Neto baseou sua decisão de rejeitar protocolo aprovado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) que contraindica o uso do “kit Covid”, ou tratamento precoce, em pacientes em regime ambulatorial, ou seja, que não estão internados.

Na nota técnica, o secretário faz diversas críticas ao protocolo aprovado pela Conitec. Uma delas é que teria havido uma “assimetria no rigor científico dedicado a diferentes tecnologias”. Para ele, “a hidroxicloroquina sofreu avaliação mais rigorosa do que aquela feita com tecnologias diferentes”.

Angotti Neto expõe um quadro que compara vacinas com a hidroxicloroquina e outras opções de tratamento: ventilação não invasiva, manobra de prona (deixar a pessoa de bruços) e anticorpos monoclonais. Para cada tecnologia, há cinco perguntas, sobre efetividade, segurança, financiamento pela indústria, custo e apoio de sociedades médicas.

A vacina aparece como sem efetividade e segurança comprovadas, com alto custo e financiada pela indústria. No caso da hidroxicloroquina, as respostas são todas inversas.

Segundo o secretário, a avaliação sobre os imunizantes é baseada em “dezoito ensaios não finalizados, dos quais, oito ainda em fase de recrutamento, nove ainda não finalizaram o seguimento e um finalizado, mas ainda em fase insuficiente para a avaliação de segurança”.

Já a posição sobre a hidroxicloroquina vem de “treze estudos controlados e randomizados com direções de efeito favoráveis à hidroxicloroquina, com efeito médio de redução de risco relativo de 26% nas hospitalizações (Figura 1), altamente promissor para o uso discricionário e prosseguimento dos estudos”.

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Entretanto, além das vacinas já terem efetividade comprovada, o pneumologista e professor da Universidade de São Paulo (USP) Carlos Carvalho, que coordenou os trabalhos do grupo que elaborou o parecer criticado pelo secretário, afirmou que eles não trataram de imunizantes, já que o Ministério da Saúde não solicitou essa avaliação. Por isso, ele diz que a comparação não faz sentido.

“Em nenhum momento nós discutimos qualquer ponto relacionada em vacina, que não foi alvo do pedido do Ministério da Saúde”, afirma Carvalho. “Ele (ministro Marcelo Queiroga) pediu parecer nas coisas que havia dúvida, não nas coisas que havia certeza.”

Para o professor, Angotti Neto tenta mais confundir do que esclarecer.

“Ele está usando de argumentos simplesmente para embolar o meio de campo, para trazer confusão para uma situação que é simples. O Ministério da Saúde pediu para um grupo de especialistas fazer uma diretriz. Ou o Ministério da Saúde concorda com a diretriz e publica, ou o ministério discorda e não publica.”

O grupo de especialistas está agora elaborando um recurso contra a decisão de Angotti Neto, que pode ser apresentado em até dez dias. A expectativa de Carvalho é que ele fique pronto até quarta-feira.

Além disso, Carvalho critica a metodologia adotada de comparar tratamentos diferentes:

“Você não pode comparar duas formas diferentes, porque o tipo de estudo é diferente, eu não consigo fazer da mesma maneira. Eu não consigo, por exemplo, fazer uma manobra de prona placebo. São estudos com uma formulação diferente.”

Fonte: IG SAÚDE

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3 Comentários

3 Comments

  1. Venâncio de Sant'Ana TAvares disse:

    Boa noite,
    Por favor coloquem os links da nota e dos estudos que são contra ela.
    Grato

  2. Alessandro silva disse:

    Eu penso o seguinte…EXISTE sim MUITA MANIPULAÇÃO sobre a INEFICÁCIA dos métodos de mais baixo custo… Deviam falar que essas vacinas NÃO TEM uso massivo usando essas novas técnicas de produção que SÓ SE APLICAM a Vacinas. Quando muito aos novos comprimidos que RENDERÃO muita grana aos laboratórios e MUITA VERBA PUBLICITÁRIA gasta nessas divulgações ESPECIALMENTE por Administrações Pública que NADA GASTARAM com aquisição dos imunizantes… quanto deixou de ser gasto para comprar medicamentos de largo uso além desses PERSEGUIDOS e que NUNCA tiveram publicidade ONTENSIVA favorável nos meios de comunicação….E “DO NADA” surge uma CAMPANHA BARULHENTA, e, provavelmente, MUITO CARAcontra.. ISSO É IRRACIONAL..Como toda doutrina que defende DOMINANCIA POSITIVA em Processos Revolucionários. Que cabalmete já está demonstrado o contrário A DESPEITO de revoluções MUITO SANGRENTAS a população humana e de muitos animais NÃO SE EXTINGUIU.

  3. Alessandro silva disse:

    Como eu consigo acesso a integra dos documentos do CONINTEC que era para ser apenas sobre cada uma das vacinas e ESTRANHAMENTE desviaram o objeto para medicamentos que NÃO ERA INTERESSE dos requerentes ver em uso liberado para novas aplicações RESPEITANDO-SE os critérios de posologia já em uso para as doenças.
    A maioria dos Protozoários, fungos e bactérias conhecidos NÃO CAUSAM doenças nem nos homens, nem demais animais ou em vegetais. E os que causam não devem ser por ação de toda a célula deles , mas do DNA ou RNA que se replique.
    E ai compara vacinas entre si depois de cada uma ser liberada em cada Nação Independente, SEGUNDO os Critérios Legais JÁ CONSOLIDADOS. Cada um pede a sua liberação para vacinas e , o produtor que interessar também liberação de um novo medicamento EM COMPRIMIDO ou Liquido para tratamento.. Eu vejo como DESVIO DE FINALIDADE dos pareceres versar sobre ASSUNTO DIVERSO que é LICENCIAMENTO de NOVO(S) Produtos.. Que DEVEM TER Caracteristicas de EM TESTE por tempo MUITO MAIOR que o que estão aplicando para esses novos medicamentos… Outra coisa vergonhosa e INEXPLICÁVEL é choradeira para CLAUSULAS DE RESPONSABILIDADE CIVIL ficarem apenas para os Governos que adquiriram e NUNCA foram todos os produtores de Novas vacinas que queriam vender apenas aos Governos Centrais… Por exemplo a Vacina Russa… A Vacina do Laboratório indiano que a U CAUSA REAL de NULIDADE ABSOLUTA do Processo era a FALTA de Parecer técnico inicial dentro do Ministério da Saúde (só quem operou diretamente instrução pode ser até mesmo condenado por dar nulidade ao processo licitatório e não muitas outras que foram citadas, até mesmo os que NUNCA SE REUNIRAM com ninguem com poder de decisão a respeito de compra de vacinas, seja No Ministério da Saude, seja na ANVISA. Deveria constar parecer sobre DISPENSA DE LICITAÇÃO Fundamentada e mais a consulta de preço realizada pelo Poder Público por que É OBRIGAÇÃO LEGAL…. desde a Lei 8666/1993- cuja parte ainda em aplicação , por quem quiser, estará vigente até Abril de 2023.. então so quem estava mais proximo com poder de mando é que poderia penalizar os servidores que cometeram erros, com recurso ao Ministro.. não ia direto ao Ministro… Não apresentaram prova que o PAD contra os servidores foi pedido e houve negativa da AUTORIDADE COMPETENTE.. então o Roberto Dias… Eu penso que ambos os tratamentos são eficazes…. e NÃO EXISTE prova alguma que a maioria das pessoas que usou adequadamente os tratamentos voluntários off label TENHA TIDO COMPLICAÇÕES e depois mortes e que todos os mortos, ou a maioria deles foi justamente pelo uso off label ORIENTADO e ACOMPANHADO….Em lugar algum do Planeta existe tal conclusão validamente ofertada. #USOEXCESSIVODEMEDICAMENTOSMATA

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Estado vai pagar empresas que não receberam de ex-gestora dos cartões Ser Família

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Empresas devem fazer credenciamento até o dia 13 de junho, conforme consta no Edital Nº 01/2022, para o e-mail [email protected] [Foto – João Reis]

O Governo de Mato Grosso iniciou o credenciamento dos estabelecimentos comerciais que possuem valores a receber da empresa MeuVale, que teve seu contrato encerrado por falta de atendimento no programa Ser Família Emergencial, da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).

“A empresa não fazia o repasse para os estabelecimentos comerciais dos valores já pagos pelo Estado. Mesmo assim, o governador de Mato Grosso Mauro Mendes colocou a opção de que o Estado assumisse esse valor e cobrasse na Justiça o ressarcimento da empresa aos cofres públicos para que, dessa forma, os comerciantes não saíssem no prejuízo. Essa alternativa foi aprovada pela Corregedoria do Estado”, explicou a secretária da Setasc, Rosamaria Carvalho.

Dessa forma, as empresas que possuem crédito com a empresa MeuVale devem encaminhar a documentação exigida no Edital Nº 01/2022, publicada no Diário Oficial dessa sexta-feira (16), para o e-mail: [email protected]

O envio da documentação poderá ocorrer a partir da publicação do Edital até o dia 13 de junho de 2022. Não será aceito credenciamento extemporâneo ou condicional.

O Edital está disponibilizado, na íntegra, no site da Setasc, pelo endereço eletrônico www.setasc.mt.gov.br e, também, poderá ser solicitado o acesso eletrônico externo através do e-mail: [email protected]

 

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Com dados faltantes, Brasil registra 46 mortes por Covid-19 em 24h

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Brasil registra 46 mortes por Covid-19 neste domingo
Edmar Barros/Reprodução

Brasil registra 46 mortes por Covid-19 neste domingo

O Brasil registrou 46 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) neste domingo (15).

Dez entes federados, porém, não enviaram informações relacionadas a casos e mortes pela doença por conta de problemas técnicos: Acre, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima e Tocantins.

Neste domingo, 6.296 novos casos positivos para infecção pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) foram registrados, totalizando 30.688.390 desde o início da pandemia. Ao todo, 664.918 vidas foram perdidas para a Covid-19 no Brasil.

A média móvel de óbitos dos últimos sete dias ficou em 111, mantendo a tendência de aumento dos últimos dias. Já a média móvel de casos ficou em 17.693, também em alta.

Fonte: IG SAÚDE

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