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Internacional

Em meio a incêndios, Europa terá semana com recorde de temperaturas

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Portugal está em chamas desde 8 de julho
Reprodução/Twitter – 18.07.2022

Portugal está em chamas desde 8 de julho

Vários países da Europa Ocidental enfrentam incêndios florestais devastadores, deflagrados por uma onda de calor que pode bater recordes de temperatura nos próximos dias. Segundo os cientistas, existe uma relação direta entre o fenômeno e as mudanças climáticas ao redor do planeta, já que as emissões de gases do efeito estufa aumentam sua intensidade, duração e frequência.

Na Espanha, cerca de 20 incêndios florestais ainda estavam ativos e fora de controle no último fim de semana em diferentes pontos do país, do sul ao norte. Na comunidade da Galiza, os incêndios destruíram cerca de 4.500 hectares durante a semana, segundo as autoridades. Na província de Málaga, os bombeiros conseguiram estabilizar um incêndio na serra de Mijas, que destruiu pelo menos 2 mil hectares, segundo autoridades locais. Além disso, as chamas forçaram cerca de 3 mil pessoas a deixarem suas casas. Cerca de 2 mil já conseguiram retornar.

“Não paramos de trabalhar a noite toda”, disse a conselheira andaluza da Agricultura, Carmen Crespo, à rede de televisão pública local, referindo-se ao trabalho dos bombeiros.

A localidade de Don Benito, na província de Badajoz, registrou a temperatura mais alta do país até o momento: 43,4ºC. Em Torrejón de Ardoz, perto de Madri, um homem de 50 anos morreu neste domingo por conta do calor, enquanto fazia um passeio. Na véspera, um funcionário da limpeza de 60 anos havia morrido em Madri pela mesma razão, disseram autoridades locais.

O combate às chamas também matou vários integrantes dos serviços de emergência local. A baixa mais recente foi de um bombeiro, que morreu por queimaduras na noite de domingo na província de Zamora. O chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, manifestou seu “pesar e carinho com a família e os colegas do brigadista” por meio de uma publicação em uma rede social.

“Não há palavras para agradecer o imenso trabalho de quem luta diante do fogo sem descanso”, disse.

As temperaturas também seguirão alta no Reino Unido, onde as autoridades emitiram a primeira emergência nacional por calor extremo. Este alerta “vermelho” implica um “risco de vida”, segundo a agência meteorológica local. No sul da Inglaterra, as temperaturas podem passar dos 40°C pela primeira vez na segunda ou na terça-feira.

Mais de 12 mil hectares arrasados em Portugal

Em Portugal, apenas um grande incêndio é considerado ativo, perto do município de Chaves, no extremo-norte. Ele está “praticamente controlado” em 90% de seu perímetro, segundo a Defesa Civil. Quase todo território português apresentava um risco “máximo”, “muito alto”, ou “elevado” de registrar incêndios no domingo. Ainda assim, nenhum alerta vermelho pelo calor foi emitido pelo instituto meteorológico português.

Foi a primeira vez desde 8 de julho que as temperaturas em Portugal não ultrapassaram os 40°C. Os incêndios da última semana deixaram dois mortos e cerca de 60 feridos, conforme o último balanço das autoridades. As chamas destruíram entre 12 mil e 15 mil hectares, segundo cálculos oficiais.

Na Grécia, outro país onde foram declarados incêndios nos últimos dias, as autoridades decidiram evacuar sete povoados, preventivamente, em uma zona de Retimno, na ilha de Creta. A Defesa Civil local já informou que o incêndio na ilha está controlado.

Na França, os bombeiros continuam lutando contra dois incêndios que já devastaram cerca de 11 mil hectares desde a última terça-feira na região de Bordeaux, uma área equivalente à região metropolitana de Paris, relatou à AFP o engenheiro Guillaume Rozier. Segundo a agência meteorológica Météo-France, as temperaturas podem chegar a 40ºC na área. No domingo, 51 departamentos estavam sob vigilância laranja e 15, sob a vermelha, a mais alta, devido à escalada dos termômetros.

“O calor está aumentando, a onda de calor está se espalhando pelo país”, advertiu a agência.

As autoridades preveem que esta segunda-feira será o “dia mais quente para o oeste do país”, com temperaturas que podem ultrapassar os 40ºC nas regiões da Bretanha, Baixa Normandia e Aquitânia. Na turística Baía de Arcachon, às margens do Atlântico, os bombeiros conseguiram deter o avanço do fogo, embora desde a madrugada de domingo haja “vários novos incêndios” que ameaçavam “os acampamentos da duna de Pilat, os quais tiveram de ser evacuados”, segundo a prefeitura da região de Gironda no Twitter.

Na área de Teste-de-Buch, as chamas avançaram durante a noite e já destruíram 3.400 hectares. Mais para o interior, perto de Landiras, os incêndios perderam intensidade, graças a uma “estratégia eficaz” que consiste em provocar “incêndios táticos e criar corta-fogos”, explicou um porta-voz dos bombeiros. Pelo menos 7.100 hectares já foram queimados.

Na Holanda, os organizadores de uma trilha de quatro dias cancelaram, por causa do calor extremo, o primeiro dia do evento, que começaria na terça-feira. Em algumas áreas do país, a temperatura poderá chegar a 38ºC neste dia.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Ex-ministro Andrea Matarazzo se candidata a vaga no Senado da Itália

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Empresário e ex-ministro Andrea Matarazzo
Matheus Valadão Lopes

Empresário e ex-ministro Andrea Matarazzo

O ex-ministro Andrea Matarazzo lançou sua candidatura ao Senado na Itália. As informações são do Estadão . O político e empresário foi embaixador do Brasil em Roma entre os anos 2001 e 2002 e agora visa tornar-se representante da América do Sul no Senado italiano.

Segundo a reportagem, a eleição para a vaga foi antecipada após Mario Draghi renunciar ao cargo de primeiro-ministro. Após a decisão, o presidente italiano, Sergio Mattarella, dissolveu o Parlamento e antecipou o pleito para o dia 25 de setembro. 

A comunidade italiana no Brasil, no entanto, poderá votar em um representante pelo correio a partir do dia 21 de agosto. 

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Rússia ordena prisão de repórter que protestou ao vivo contra a guerra

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Jornalista Russa protesta contra a guerra
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Jornalista Russa protesta contra a guerra

O tribunal de Basmanny, em Moscou, ordenou a  prisão domiciliar da jornalista russa Marina Ovsyannikova até o dia 9 de outubro, informou o portal Novaya Gazeta Europa nesta quinta-feira (11).

A repórter, mundialmente famosa por ter protestado em um dos maiores telejornais noturnos da Rússia contra a guerra na Ucrânia, foi presa nesta quarta-feira (10) e sua casa foi alvo de uma operação de busca e apreensão.

Agora, segundo o advogado, ela foi acusada de “difusão de notícias falsas”, o que pode acarretar uma pena de até 15 anos de detenção desde o início da invasão russa. Basicamente, o governo de Moscou considera uma mentira qualquer publicação que vá contra à linha oficial sobre o conflito. Isso inclui até mesmo protestar contra a guerra.

Ovsyannikova já foi considerada culpada por “desacreditar” as forças armadas russas durante uma audiência de um processo de outro político que criticou o conflito. Até agora, a justiça determinou o pagamento de uma multa de 50 mil rublos, mas a repórter ainda pode ser condenada à prisão.

A jornalista havia deixado a Rússia após o protesto na TV, passando alguns meses trabalhando na Alemanha. Mas, retornou por conta de uma disputa judicial com o marido pela guarda dos filhos.

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Fonte: IG Mundo

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