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Em defesa do Pantanal, senadores vão a ministros, vice-presidente e ao STF

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Comissão Temporária aprovou plano de trabalho e recebeu a minuta do Estatuto do Pantanal, que será aperfeiçoado com debates

Senadores que integram a Comissão Temporária Externa do Pantanal decidiram nesta quarta-feira, 23, que irão pessoalmente aos ministros de Estado de Agricultura, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional; ao vice-presidente Hamilton Mourão, que preside o Conselho da Amazônia, e também ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, pedir participação ativa dessas autoridades nas ações efetivas em defesa do Pantanal, que está em chamas.

Eles levarão pessoalmente o requerimento aprovado para que os ministros Rogério Marinho, Ricardo Salles e Teresa Cristina, assim como vice-presidente da República possam estar presentes na visita ‘in loco’ que a Comissão realizará no dia 3 de outubro a Corumbá, no Mato Grosso do Sul. No sábado, 19, a Comissão visitou a região de Poconé, em Mato Grosso.

Com mais de 4 mil focos de incêndios, Corumbá segue liderando o ranking de municípios com mais registros de queimadas em todo o país, boa parte dos focos estão localizados no Pantanal.

Presidente da Comissão Temporária do Pantanal, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) afirmou que é fundamental envolver o Executivo para que, de forma objetiva, seja possível definir ações integradas em defesa do bioma, tanto em caráter emergencial – já que as chuvas ainda devem demorar para chegar -, quanto em curto e médio prazo, para evitar que os incêndios se estendam aos anos seguintes.

“Não podemos permitir que essa situação volte a acontecer no futuro. Na seca, o bioma pantanal irá pegar fogo, mas não da forma descontrolada como está neste momento” – disse o senador, que na terça-feira, 22, se mostrou alarmado com os relatos obtidos na reunião da Sala da Crise Hídrica da Bacia do Rio Paraguai, um dos principais formadores do Pantanal Mato-grossense.

No requerimento aprovado pela Comissão Temporária do Pantanal também serão convidados: o secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, almirante Flávio Augusto Rocha, além de dirigentes de órgãos ligados à defesa do meio ambiente e dos setores produtivos.

Foram aprovadas também audiências públicas remotas, como a que vai discutir com o presidente do Supremo Tribunal Federal as ações de enfrentamento às queimadas no Pantanal. Haverá ainda audiências para discutir a atuação governamental no combate às chamas, com representantes do governo e da sociedade civil, visando coletar subsídios para o Estatuto do Pantanal.

O ESTATUTO DO PANTANAL

A Comissão recebeu do senador Wellington Fagundes uma minuta do projeto do Estatuto do Pantanal, cuja elaboração é um dos objetivos da comissão. A minuta é ponto de partida para a série de debates e diligências programadas no plano de trabalho, apresentado pelo relator Nelsinho Trad (PSD-MS).

O texto proposto por Fagundes busca conciliar a conservação e o uso sustentável do patrimônio natural; incentivar as atividades econômicas compatíveis com a proteção ambiental; reconhecer a organização, costumes e cultura das comunidades tradicionais e indígenas; promover a regularização fundiária; e estimular a criação de mecanismos econômicos de incentivo à conservação ambiental e ao combate aos incêndios florestais, entre outros pontos.

Durante a reunião, a senadora Simone Tebet (MDB-MS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, sugeriu que a CTE Pantanal finalize rapidamente a proposta com normas gerais, em 30 a 40 dias, para que a Comissão de Meio Ambiente (CMA) e o Plenário as aprovem ainda este ano.

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Abílio Júnior rebate adversários e diz que o rotulam de ‘louco’ porque não podem chamá-lo de corrupto

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Candidato acusa opositores de fake news e que tem apenas mostrado a realidade enfrentada pela população [Foto – O Documento]

O candidato do Podemos à Prefeitura de Cuiabá, vereador Abílio Júnior, em fala ao portal O Documento, disse que vem sendo taxado de louco e desequilibrado por seus adversários porque não é corrupto e combate os poderosos. “Eles não podem me chamar de corrupto, daí eles vêm e me rotulam de louco, desequilibrado, criam fake news nos caluniando, denegrindo nossa imagem”, disse o candidato.

“A verdade é que quem está com a gente, que acompanha nosso trabalho, principalmente aquelas pessoas que dependem do serviço público, essas sim, sabe que a nossa ‘loucura’ é ter coragem para enfrentar esses grupos de políticos e empresários que pensam e agem apenas para seus próprios interesses. Que não estão nem aí com o sofrimento da população, da senhorinha que tem de acordar às 4h da madrugada para agendar um exame médico num postinho, da dona de casa que não tem onde deixar a criança para poder trabalhar”, adiantou.

O vereador e candidato do Podemos, que chegou a ser cassado na Câmara Municipal, ao contrário do que os adversários esperam, garantiu que vai continuar desenvolvendo uma campanha limpa, calcada em projetos que sejam exequíveis. “Vamos manter uma campanha limpa, com um plano de governo técnico, objetivo e possível de realização, com baixíssimo recurso financeiro, mas com apoio em massa da população. Pessoas que acreditam que podemos fazer a verdadeira mudança”, disse.

Abílio Júnior prega a mudança que, segundo ele, vai fazer a diferença na vida da população. “Uma mudança que vai mudar pra melhor o cotidiano das pessoas numa UPA, numa creche, num trânsito mais ordenado, numa cidade mais arborizada, pensada para as pessoas”, argumentou.

Sobre o fato de ter ficado em primeiro na pesquisa do Ibope, no primeiro levantamento da eleição do 2020 do instituto, o candidato do Podemos disse que viu o resultado como “uma demonstração de que a população tem aprovado nosso trabalho e que o senhor Deus tem nos abençoado nessa batalha. Eu só tenho a agradecer a todos por ter permitido a gente ter chegado até aqui”.

 

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Júlio Campos defende empregos e industrialização da região Oeste de Mato Grosso

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Júlio Campos (DEM), primeiro suplente de Nilson Leitão (PSDB), esteve nesta semana em Cáceres, em campanha pela chapa “Mato Grosso Por Inteiro”. Ele participou de encontros com lideranças regionais e recebeu o apoio da população cacerense, e destacou que o maior problema de Cáceres e das cidades vizinhas é a falta de empregos que impacta diretamente na renda da população.
“Nós temos que mudar a economia daqui. Municípios mais novos do que Cáceres cresceram mais, evoluíram, são mais ricos. A economia daqui não corresponde à realidade. Não adianta focar na infraestrutura e não trazer a indústria e o comércio para cá”. Uma das soluções, segundo ele, seria aprovar o projeto de criação do porto e a volta da navegação fluvial, que está, há anos, parado.
“Hoje, o produtor rural de Sapezal, de Comodoro, de Campos de Júlio, que estão logo aqui em cima, manda a produção para Rondônia, no porto de Porto Velho, gastando pelo menos mais 600 km. Se o nosso porto estivesse funcionando, todos esses produtos seriam canalizados aqui, indo para o exterior, para a Argentina, para o Uruguai, para o mundo todo”, disse.
Júlio Campos destaca que a hidrovia ainda não aconteceu por conta das tentativas do Partido dos Trabalhadores de impedir os avanços na região portuária. “O PT sempre está postergando o desenvolvimento. Eles querem que todo mundo viva de Bolsa Família. Lutamos há 20 anos contra as barreiras criadas por eles e só agora nós estamos reestruturando essa possibilidade. Não tem lógica ter indústria e o porto não estar funcionando. Eles não querem o progresso”, apontou.
O ex-governador destacou ainda que na administração pública, é preciso frequentar mais os municípios do interior mato-grossense. “Infelizmente o governo está muito concentrado em Cuiabá, em termos de diálogo político, e o interior se sente distanciado das decisões governamentais. Eles precisam interagir mais com os cidadãos, ouvir mais os nossos vereadores, os prefeitos do interior, as lideranças sociais e empresariais. Isso, com certeza, precisamos e vamos fazer”, concluiu.

 

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