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Saúde

Elevado número de incêndios pode agravar pandemia no Centro-Oeste

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Nuvem
EPA/Rogério Florentino/BBC

Cuiabá com nuvem de fumaça em foto de 27 de julho; queimadas continuaram, e seus efeitos puderam ser vistos na capital de Mato Grosso nesta quinta-feira (13)

Uma nuvem de fumaça encobriu cidades do Centro-Oeste na manhã desta quinta-feira (13). O principal motivo é a atual situação do Pantanal. O bioma, localizado em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, enfrenta o maior volume de queimadas nas últimas décadas. A piora das condições ambientais, que costuma vir acompanhada de aumento de problemas respiratórios e de saúde na população, agora se soma também à pandemia de coronavírus .

A região Centro-Oeste foi uma das últimas a serem duramente afetadas pela covid-19 no Brasil. Em julho, a nova doença cresceu em diversos Estados da região que antes figuravam entre os menos atingidos pelo novo coronavírus , como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Hoje, a região é a segunda com maior incidência de casos a cada 100 mil habitantes — 2.044,1 —, atrás apenas do Norte (2.517,7 casos a cada 100 mil habitantes).

Incêndio

Em Cuiabá (MT), um incêndio de grandes proporções, nas margens da Rodovia Helder Cândia, conhecida como Estrada da Guia, piorou a situação.

As chamas começaram na tarde de quarta-feira (12/08), em uma área de Cerrado (outro bioma regional), e logo se alastraram.

Os bombeiros conseguiram conter o fogo somente na manhã do dia seguinte, justamente quando as chamas, associadas aos efeitos das queimadas no Pantanal, levaram fuligem e fumaça para a capital mato-grossense e regiões vizinhas.

Em toda a região Centro-Oeste , o número de focos de incêndio detectados neste ano é 20% superior ao registrado entre janeiro e 12 de agosto de 2019.

Pantanal: pior seca e maior número de incêndios

A atual situação do Pantanal, maior área úmida continental do planeta, preocupa ambientalistas.

O bioma enfrenta a sua maior seca dos últimos 47 anos. Especialistas apontam que a quantidade de chuva no primeiro semestre foi 40% abaixo do esperado.

Nasa
Nasa

Imagem de satélite mostra fumaça sobre Cuiabá e cidades ao Sul do Estado

O Pantanal enfrenta ainda o pior período de queimadas desde o fim dos anos 90 — quando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) desenvolveu a plataforma que se tornou referência para monitorar focos de calor no país.

Segundo o Inpe, entre o início de janeiro e o dia 12 de agosto deste ano, houve alta de 242% no número de focos de incêndio no Pantanal em comparação com o mesmo período do ano anterior.

De janeiro a julho deste ano, foram registrados 4.218 focos de incêndio em todo o Pantanal. Nos mesmos meses em 2019, foram 1.475 registros.

“Nessa época do ano, a região Centro-Oeste passa pelo período mais seco. Isso faz com que as queimadas se tornem mais presentes e a fumaça fique mais evidente”, diz o gerente do programa Cerrado-Pantanal do WWF-Brasil, Júlio Sampaio.

“É comum, nessas cidades (próximas ao Pantanal), acordar pela manhã e parecer que há névoa. Na verdade, é fumaça proveniente das queimadas no Pantanal. Essa fumaça, associada com a fuligem e o tempo seco, faz com que áreas fiquem completamente cinzas, como aconteceu em Cuiabá hoje (13/08)”, declara.

Ele ressalta que cidades como Corumbá e Campo Grande, ambas em Mato Grosso do Sul, e Cuiabá e Poconé, em Mato Grosso, costumam ser as mais afetadas pela fumaça vinda do Pantanal .

De acordo com dados do Inpe, Corumbá foi o município brasileiro que registrou mais focos de incêndio neste ano: 3.918. Em segundo lugar, vem Apuí (AM), com 1.725 focos.

“Tudo isso é proveniente da intensificação de incêndios florestais , que tem várias causas, principalmente o uso indiscriminado do fogo em um período muito seco, sem chuva”, diz.

Especialistas afirmam que a fiscalização no Pantanal reduziu no último ano, após sucateamento de órgãos fiscalizadores como o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente ( Ibama ), em meio a ações do governo federal.

A situação do fogo em outros biomas varia — no Cerrado, que também inclui os Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o nível de focos está semelhante ao do ano passado, diz Ane Alencar, diretora de ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia ( Ipam ).

Já na Amazônia , o cenário é também bastante preocupante, com dados já mostrando que o número de focos em junho e julho deste ano foram maiores do que no período anterior.

Efeitos para a saúde

Incêndio
EPA/CBMMT

Imagem do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso mostra incêndio perto de Paranatinga

Júlio Sampaio, do WWF-Brasil, lembra que a seca é mais comum neste período, mas se associa neste ano a um recorde de queimadas e à pior pandemia da história recente.

“Os atendimentos por problemas respiratórios causados pela fumaça e pela fuligem sempre sobrecarregam o sistema de saúde. Isso acaba tirando o espaço ou a dedicação de energia para os cuidados com a covid-19. Por isso, é fundamental que haja gestão e fiscalização em relação aos incêndios florestais, para que eles não ocorram, principalmente, durante este período”, afirma à BBC News Brasil.

Dados das secretarias de saúde estaduais apontam que Mato Grosso teve 70,6 mil casos de covid-19 e 2.245 mortes. Já em Mato Grosso do Sul foram confirmados 34,5 mil casos e 570 mortes pelo novo coronavírus.

Conforme a Secretaria Estadual de Saúde, em Mato Grosso do Sul há ocupação de 75,6% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva ( UTI ) destinados à covid-19. Já em Mato Grosso, segundo a pasta estadual, a atual ocupação de leitos de UTI é de 72,3%. Em julho, os dois estados chegaram a se aproximar do colapso na saúde pública — a situação, segundo autoridades locais, amenizou principalmente após a abertura de novos leitos.

Pneumologista baseada em Campo Grande (MS), Eliana Setti explica que doenças respiratórias são típicas desta época do ano, mas a chegada da Covid-19 pode levar a uma maior demanda do sistema de saúde e até mesmo à confusão de diagnósticos.

“O ar está muito seco e, junto com o vento, isso irrita as vias aéreas. Os efeitos deletérios acontecem mais para os extremos de idades: crianças e idosos”, explica.

“Além da possível semelhança de quadros, é preciso atentar para a prevenção tanto da Covid-19 quando para as doenças respiratórias (típicas)”, diz, destacando a importância do uso de máscaras e distanciamento social para a primeira e, no segundo caso, a hidratação.

*Colaboraram Mariana Alvim e João Fellet, da BBC News Brasil em São Paulo

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Brasil acumula 141.406 mortes pelo novo coronavírus

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O Brasil soma 141.406 pessoas mortas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. A taxa de letalidade, segundo o Ministério da Saúde está em 3%. Em 24 horas desde o boletim divulgado onetm, foram registrados 28.378 novos diagnósticos positivos para covid-19. Com isso, o país soma 4.717.991 pessoas que já foram infectadas com o vírus.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde no início da noite deste sábado (26), na atualização diária publicada pela pasta.

Entre ontem (25) e hoje (26), os novos óbitos registrados pelas secretarias estaduais de saúde totalizaram 869, mantendo a média abaixo dos 1.000 diários das últimas semanas.

Ainda de acordo com a atualização, 525.748 pacientes estão em acompanhamento. O número de recuperados da covid-19 chega a 4.050.837.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Hospital de Campanha do Ibirapuera dá alta ao último paciente

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Com 35.063 mortes por covid-19 e 970.888 pessoas infectadas pela doença causada pelo novo coronavírus desde março, o estado de São Paulo encerrou hoje (26) as atividades do Hospital de Campanha do Ibirapuera, último hospital de campanha voltado para pacientes com o novo coronavírus.

A data foi marcada por celebração para homenagear pacientes e profissionais que estiveram na linha de frente do combate ao novo coronavírus. O hospital estava em funcionamento desde 1º de maio e foram atendidos 3.189 pacientes até este sábado. Os equipamentos serão doados para entidades assistenciais e para unidades de saúde pública.

Cada profissional que atuou no local saiu da estrutura hospitalar com uma medalha, com a frase “Você fez a diferença. Nossa força vem da união”, carregando balões nas cores azul e branca. As bexigas foram lançadas ao ar para representar e homenagear todas as 2,4 mil vidas salvas no hospital.

Além disso, a primeira paciente internada no hospital, Aparecida Andreza Silva Viana, esteve presente para acompanhar a saída do último paciente, Iray Fernandes, a alta de número 2.433. Ambos são moradores da Grande São Paulo.

Boletim do estado

O Estado de São Paulo registra até este sábado o acumulado de 35.063 óbitos e 970.888 casos confirmados do novo coronavírus. Entre o total de casos diagnosticados com covid-19, 823.720 estão recuperados, sendo que 106.044 foram internadas e tiveram alta hospitalar.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 44,8% na Grande São Paulo e 45,9% no estado. O número de pacientes internados é de 8.932, sendo 5.052 em enfermaria e 3.880 em unidades de terapia intensiva, conforme dados das 11h deste sábado.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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