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Opinião

EDUARDO PÓVOAS – Picolé de groselha

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Cuiabá é mesmo uma cidade diferenciada. Não de agora, mas desde que me entendo por gente, a  cidade verde irradia aconchego,simpatia e sobretudo, calor humano deste povo simples, que como poucos sabe receber a quem aqui chega.Lembro-me dos profissionais de diversas áreas que destacados ou por vontade própria, vinham para exercer suas funções neste longínquo rincão temido por grande parte das populações dos maiores centros urbanos.

Ao se aposentarem não queriam nem ver falar de retornar às suas  cidades. Eram funcionários de empresas públicas, empresas privadas, jogadores de futebol, profissionais liberais etc etc. Logo logo todos já freqüentavam o bar do Beto, as domingueiras no Clube Feminino, a maravilhosa Sayonara, o Balneário Santa Rosa, o Bar Internacional, provavam um pacu frito e um picolé de groselha do Sinfrônio.Vários deles casaram com cuiabanas e estão até hoje com seus empreendimentos comerciais, ou aposentados. Estes points faziam de Cuiabá a diferença. Todos tinham suas características que os tornavam locais queridos da cuiabania.

O Colégio Estadual de Mato Grosso, foi “fábrica” de grandes vultos da nossa terra. Tivemos ali, um dos maiores corpos docente de todo Centro Oeste, mas, no horário do recreio, não havia quem resistisse a pedir para algum amigo, ou para quem estivesse passando na rua, pois não podíamos sair do colégio, que desse um pulinho no bar do Sinfrônio e comprasse um picolé de groselha ou de coco queimado.

Depois de chupar o picolé, e brincar de pegador, com a língua vermelha como sangue, estávamos prontos para retornar à sala de aula. Se não conseguíssemos alguém que nos comprasse o picolé, íamos até o campo de futebol, e através de suas antigas bilheterias acessávamos a Avenida Vargas, onde na esquina que hoje é o Getúlio grill, pedíamos para o “seu” Antonio moer um delicioso caldo de cana com umas gotas de limão.

Caso um professor, por algum motivo sério, faltasse, o jipe Toyota azul, do nosso colega Moacir Spinelli esperava-nos do lado de fora do colégio para nos levar a uma das poucas quadras de futebol de salão que existia em Cuiabá, a do Clube Náutico, a beira do nosso querido Rio Cuiabá.Seu jipe era um “quase” ônibus para a gurizada, pois naquela época podia-se andar na carroceria, e o saudoso Toyota ia carregado de amigos, prontos para um belo jogo.

Lá jogávamos até ao meio dia, num escaldante sol refrescando-nos depois num mergulho no lendário rio. Hoje, infelizmente não dá mais para se deliciar nessas praias maravilhosas.Ressalta aos olhos de qualquer um, principalmente neste período de cheia, a quantidade de lixo que é despejado nele. Faça sua parte para que seus filhos e netos possam desfrutar dele como eu desfrutei. Não jogue lixo no rio.

Quem viveu essa época em Cuiabá e não fez isso e mais um pouco, não sabe o que perdeu. Por isso que quando perguntavam ao meu querido pai, qual a cidade de Mato Grosso que ele gostaria de morar, sua resposta sem hesitar era: “numa que tivesse o clima de Campo Grande, as paisagens de Corumbá, e a vida noturna de Cuiabá”. Imaginem Cuiabá com tudo isso.Você tem dúvidas de que aqui seria o paraíso?

EDUARDO PÓVOAS- Amante de Cuiabá

 

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Opinião

LÍCIO MALHEIROS – Discurso de Ódio

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Nosso país vive hoje uma dicotomia, quando o assunto em voga trata-se de um tema muito difundido e discutido nos meios de comunicação de massa, principalmente nas redes sociais, Facebook, Instagram, quando o tema em questão diz respeito a “Discurso de Ódio”.
O termo em questão “Discurso de Ódio” (que de forma genérica, qualquer ato de comunicação que inferiorize ou incite ódio contra uma pessoa ou grupo, tendo por base características como: raça, gênero, etnia, nacionalidade, religião, orientação sexual e por ai vai).
Nos dias atuais, esse tema vem sendo bastante difundido e discutido, principalmente entre poderes constituídos, entre os quais, alguns deles vêm sobressaindo e sobrepondo outros.
Conforme, vem se posicionando atualmente o Supremo Tribunal Federal (STF), que é a mais alta instância do poder judiciário brasileiro e acumula tanto competências típicas de uma suprema corte, ou seja, um tribunal de última instância, como de um tribunal constitucional, ou seja, tem que estar pautado no que preconiza a Constituição de 1988.
Partindo dessa premissa, vamos restabelecer os fatos, a Suprema Corte (STF), através de ações monocráticas, proferidas por alguns ministros, como, mandando prender, a ativista bolsonarista declarada Sara Winter.
Não satisfeitos, mandaram prender o blogueiro Osvaldo Eustáquio; por volta das 6 horas da manhã, o mesmo teve sua casa visitada pela Polícia Federa (PF) e preso, a pedido também da Suprema Corte (STF), no âmbito do inquérito dos atos antidemocráticos, sem falar nas outras pessoas que também foram presas, por expressarem seus sentimentos e pensamentos, pautados naquilo que preconiza a Constituição Federal em seu Art. 5º.
Construí essa narrativa para chegar a um ponto que a meu ver, na condição de um reles articulista, com uma formação acadêmica sofrida, pelas dificuldades enfrentadas para  estudar, porém revestido de um sentimento exacerbado de nacionalismo  e legalismo.
Não posso aceitar a fala do colunista Hélio Schwartsman, do Jornal Folha de São Paulo, ao dizer com todas as letras que deseja a morte do presidente Jair Messias Bolsonaro, grande estadista, ele diz “Torço para que o quadro se agrave e ele morra. Nada Pessoal” imagina então se fosse  pessoal.
Para justificar seu posicionamento bestial, pragmatizado por um discurso de ódio politizado; o mesmo ao explicar o seu desejo de morte a um presidente eleito de forma democrática, e que a duras penas vem trabalhando contra um sistema, esse sim antidemocrático, que alguns chegam a desejar sua morte, para que pudessem voltar  ao poder e pelo poder.
Com a palavra Suprema Corte (STF), que de forma célere e organizada, mandou prender ativistas pró-Bolsonaro, simpatizantes, apoiadores perigosos contra as instituições democráticas, e por ai vai; ou iremos continuar vivendo, em eterno estado de exceção.
Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo.

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Opinião

JOSÉ DE PAIVA NETTO – Vá sem pressa, faça uma prece!

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Sempre tenho chamado a atenção das pessoas para que tomem cuidado com o trânsito nas estradas e nas metrópoles.

Há muitos anos, num editorial do conceituado jornal brasileiro Folha de S.Paulo, encontrei este pensamento de Goethe (1749-1832), famoso vate e escritor alemão: “A morte é, de certa forma, uma impossibilidade que, de repente, se torna realidade”. Realmente, a maioria dos seres humanos não pensa que um dia terá de “passar desta para melhor ou para pior”, de acordo com o seu comportamento na Terra.

O grande equívoco da humanidade é viver como se depois da morte nada houvesse. Certamente, conforme nos revelam os Mentores Espirituais, um dos maiores dramas na Pátria da Verdade é a chegada de multidões livres das algemas da carne, mas completamente ignorantes do que seja o Mundo Invisível.

Mas voltemos ao editorial da Folha de S. Paulo sobre violência no trânsito, cujo conteúdo, infelizmente, ainda é atualíssimo: “(…) a frase do grande poeta alemão reflete com admirável precisão a maneira como muitos encaram a morte. E não resta dúvida de que essa visão é especialmente comum entre os jovens, cuja inexperiência aliada a um arrebatamento natural como que lhes confere um sentimento de onipotência e imortalidade. E esse sentimento, por ser extremamente enganoso, tem muitas vezes consequências terríveis. As mais notáveis e perversas se fazem ver no alto índice de envolvimento de jovens em acidentes de trânsito no mundo inteiro. Desastres do tráfego já são a principal causa de morte nessa faixa etária, fazendo mais vítimas do que a aids ou outras doenças incuráveis”.

Não adianta apenas dispor leis para os seres humanos. É preciso prepará-los para a Lei. O código de trânsito já existe. Todos sabem que têm de utilizar o cinto de segurança, diminuir a velocidade e respeitar sinais e faixas. No entanto, por que muitos não cumprem essas normas? Talvez porque não valorizem a própria existência.

A campanha Vá sem pressa, faça uma prece!, promovida pela Legião da Boa Vontade (LBV), visa à conscientização de motoristas e pedestres, para que venham a acatar as leis de trânsito por Amor à sua vida e à dos semelhantes.

Fica aqui, portanto, a nossa contribuição para o fim da violência no trânsito, de forma que a velocidade irresponsável ainda existente nas ruas se sublime em atos cada vez mais velozes de respeito a todos e de socorro às pessoas em situação de pobreza. Eis o nosso lema: Promover Desenvolvimento Social, Solidário e Sustentável, Educação e Cultura, Arte e Esporte, com Espiritualidade Ecumênica, para que haja Consciência Socioambiental, Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho para todos, no despertar do Cidadão Planetário.

Vá sem pressa, faça uma prece!

LBV — trânsito livre para a Vida

Educação e trânsito

Lamentavelmente, poucos refletem no fato de que, no Brasil, o trânsito tem feito um número maior de vítimas do que muitas guerras. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em média 130 pessoas morrem por dia nesses acidentes no Brasil. Boa parte desses casos não ocorreria se motoristas e pedestres fossem mais prudentes e observassem dicas simples ao conduzir um veículo ou ao atravessar uma rua. Atitudes iguais a essas evitariam o sofrimento de milhares de famílias e o prejuízo que, todos os anos, é superior a R$ 56 bilhões, segundo estimativas do Denatran, em consequência dos acidentes de trânsito nas rodovias e vias urbanas.

Por isso, é fundamental:

— não dirigir cansado, sob a influência de emoções ou sob efeito de bebidas alcoólicas e/ou de qualquer substância entorpecente;

— não trafegar acima dos limites de velocidade;

— usar obrigatoriamente o cinto de segurança;

— conhecer bem o veículo que se dirige e mantê-lo em boas condições de funcionamento;

— desenvolver uma direção defensiva, prevenindo, dessa maneira, acidentes; e

— levar as crianças até 10 anos de idade no banco traseiro do carro.

A conscientização é o primeiro passo para o fim da “guerra” nas estradas e ruas brasileiras. Para isso, é muito importante, acima de tudo, que a Boa Vontade esteja presente entre motoristas e pedestres.

Vivamos, todos nós, em paz no trânsito!

Prece do Motorista

Extraída da revista BOA VONTADE no 26, de agosto de 1958, a oração ficou famosa na interpretação de Alziro Zarur (1914-1979), saudoso fundador da LBV e proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, em seus programas radiofônicos.

“Jesus,

“quero que sejas

“a Luz dos meus olhos,

“para que eu veja sempre o caminho certo!

“O Guia dos meus braços,

“para que eu me dirija sempre para o Bem!

“A Força da minha vida,

“para que eu resista na luta diária pelo pão!

“O meu Amigo constante,

“para que eu sirva a todos com Boa Vontade!

“O Amor do meu coração,

“para que eu ame a todos como a mim mesmo!

“Que a Paz de Deus ilumine os nossos caminhos.

“E viva Jesus!”

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor. 

[email protected]  www.boavontade.com

 

 

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