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Opinião

EDUARDO PÓVOAS – O fim da Piracema

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Esta não seria diferente das outras tantas que já convivemos no passado. Acaba cheia de dúvidas para aqueles que estão “arretados” para mergulhar um anzol, tais como; pescaria do dourado liberada? não, o Governo não liberou a pescaria do dourado.

Há mais de cinco anos que o dourado tornou-se proibitivo de ser embarcado, restou a ele procriar-se de maneira desenfreada, e segundo o homem pantaneiro (este sim vive, sabe e orienta doutores de Nova York, de Paris de Londres), como é que se comporta a bacia pantaneira. Nada nesta bacia com exceção de números de estatística deve ser levado da cidade para lá, e sim obedecer tudo, absolutamente tudo o que nos informa a sabedoria inigualável do pantaneiro.

Vejamos: em conversa com um velho e querido amigo das barracas do Cuiabá abaixo, deixou-me perplexo quando este cidadão começou a falar sobre o nível da água no pantanal, sobre a proliferação desordenada do jacaré e do dourado.

Começou a conversa assim: Eduardo o Manso tem ajudado a acabar com o peixe do pantanal. Perguntei à ele: por que Chico você diz isso? Respondeu-me. Eles soltam a agua que vem rio abaixo o peixe aqui pensa que “Xuva” e desova. Depois fecha a agua. O peixe fica louco sem saber se é “xuva” se desova ou não.

Respeito a opinião de um técnico, mas respeito mais a de um homem que vive ali há mais de 60 anos.

E foi além: Você tá vendo Eduardo o tanto de dourado tem no rio? Esse peixe tá comendo todos os lambaris, Jejum sardinhas, tudo comida de peixe liso, além da quantidade de jacaré que nem medo da gente tem mais.

Eu presenciei isto ao vivo. Se não acredita de um pulinho entre o Porto Cercado e o Porto Jofre e você vai presenciar cenas que você jamais esquecerá.

Tá na hora ou passando dela, do Governo do Estado liberar a pesca do Dourado, e vou além, junto com a Universidade Federal de Mato Grosso, começar a pensar e um projeto sócio ecológico, com supervisão da Policia Federal, da diminuição da exagerada população de jacarés do pantanal.

Ou daqui a pouco tempo o ser humano passara a ser atacado por ele.

Respeitem a opinião do pantaneiro, único que pode de cátedra dar aula sobre o pantanal.

EDUARDO PÓVOAS- PÓS GRADUADO PELA UFRJ.

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WELLINGTON FAGUNDES – Municípios são energia ao Estado forte

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Cabeça, tronco e membros compõem um corpo só. Cada qual com sua função definida e sua importância. Mas por trás dessa “locomotiva” está a energia, provida pelos nutrientes de nossa vasta alimentação.

Assim é o Estado Brasileiro, composto de inúmeros braços, pernas e mentes, com responsabilidades definidas em nossa Constituição, e com a capacidade de crescer e se desenvolver a cada dia. Mas, assim como o corpo humano, a energia é fundamental. É a base para quaisquer movimentações de sucesso.

Neste domingo, 23 de fevereiro, celebramos o Dia Nacional do Movimento Municipalista, para congratular a todos os pequenos, médios e grandes entes federados por fornecerem o vigor que impulsiona o Brasil a seguir competitivo, a se engrandecer. Municipalista convicto, enxergo que não há como termos qualquer tentativa de desenvolvimento se não partirmos da base. Se não “alimentarmos nosso interior”, onde o povo vive, como costumo dizer em Plenário.

Por isso, me apeguei com unhas e dentes ao projeto de fortalecimento dos municípios do meu Estado, e em 2019 tivemos gratas surpresas em relação ao cuidado com vários dos 141 municípios. Especialmente quanto a garantir investimentos. Aliás, fomos eleitos não somente para fazer leis, mas também para cuidar do interesse de todos, através de obras e melhorias.

Esses recursos, bem como a luta por um Pacto Federativo mais justo (onde o repasse dos recursos da União aos municípios faça jus às suas obrigações), compõem a possibilidade de execução de políticas públicas que beneficiem os setores mais sensíveis de nosso país: saúde, educação e segurança. E, neste sentido, quero dar destaque ao excelente trabalho realizado pela Confederação Nacional dos Municípios, capitaneada pelo meu amigo Glademir Aroldi, e à Associação Mato-Grossense dos Municípios, a AMM, chefiada pelo sempre competente Neurilan Fraga.

Em agosto do ano passado, aliás, cobrei que o mesmo Pacto Federativo seja destinado ao combate às dificuldades financeiras enfrentadas pelas pequenas cidades, já que, atualmente, a distribuição dos recursos não garante o necessário para  que as prefeituras possam atender a população com serviços de qualidade. Afinal, o cidadão paga o imposto, e quer serviços de qualidade em troca.

Em novembro do mesmo ano, defendi mudanças na Proposta de Emenda à Constituição do Pacto Federativo (PEC 188/19), ao apresentar sugestão para retirar do texto o trecho que prevê a extinção de municípios com menos de cinco mil habitantes. Isso porque acredito que a possibilidade de extinção de municípios é, inclusive, contrária ao objetivo do governo de dar mais atenção ao Brasil e menos a Brasília. E a criação – ao invés da extinção – dos municípios leva serviços essenciais às pessoas que vivem em regiões isoladas. À época, afirmei, categoricamente: “se o peso do custo dos municípios é muito alto, vamos discutir a eficiência das nossas administrações”.

Outro alvo de nossas constantes tratativas junto ao Poder Executivo é a Reforma Tributária – sobre a qual debruçaremos,  deputados, senadores e a sociedade, em uma comissão criada na última quarta-feira (19/2).

Todos sabemos que é necessária a aprovação urgente de um grandioso projeto como esse: a mais importante de todas as reformas, que evitaria situações como a do não pagamento da compensação das transferências das exportações (o FEX). Como também já afirmei, recentemente, tal reforma deve privilegiar, com afinco, o consumo, de forma a permitir que o comércio e a indústria funcionem a pleno, gerando emprego e oportunidades. E também, que facilite a vida de quem quer empreender, diminuindo a burocracia, reduzindo a enorme quantidade de tributos.

Com recursos para que os prefeitos possam trabalhar, oportunidades para o cidadão que quer empreender, teremos um “boom” de desenvolvimento sem precedentes. Isso é estatisticamente comprovado, e é por essa vitória que lutaremos incessantemente.

“Saco vazio não pára em pé”, já dizia a Dona Miné, minha mãe. E para que o município se mantenha de pé, convenhamos, não podemos deixá-los de pires vazio.

Por isso meu apego ao municipalismo e nossa luta diária pelo pacto federativo!

*Wellington Fagundes (PL-MT) é senador por Mato Grosso e vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Municípios

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Opinião

DEUSDÉDIT ALMEIDA – Campanha da Fraternidade – 2020

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promoverá, durante a quaresma, a 57ª Campanha da Fraternidade, em vigor no Brasil desde 1964. Na arquidiocese de Cuiabá a campanha  é lançada no último dia do “Vinde e Vede:”

Este ano tem como tema, “fraternidade e Vida: dom e compromisso ” e como lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”, versículo recolhido da parábola do bom Samaritano (cfr Lc 10,33-34).

O objetivo principal desta Campanha é conscientizar, à luz da palavra de Deus, para o sentido da vida como dom e compromisso, que se traduz em relações de mútuo cuidado entre as pessoas, na família, na comunidade, na sociedade e no planeta, que é nossa casa comum.

Sobre a parábola, Jesus não temeu em colocar um Samaritano como protagonista e modelo do seu ensinamento. Historicamente falando, os Samaritanos eram menosprezados, rejeitados e tratados como pecadores hereges pelos Judeus. Entretanto, na postura inesperada do bom samaritano está o centro do ensinamento de Jesus: a compaixão e o cuidado com a vida humana. Jesus exalta a bondade e solidariedade de um Samaritano.

Segundo a parábola, o próximo não é apenas alguém com quem possuímos vínculos, mas todo aquele de quem nos aproximamos. Não se deve questionar quem é o destinatário do amor. Importa identificar quem deve amar e não tanto quem deve ser amado.

A medida do amor para com o próximo não é estabelecida com base em pertença religiosa, grupo social, ou visão de mundo. Ela é estabelecida pela necessidade do outro.

Por isso, a parábola do bom Samaritano é a chave para uma melhor compreensão do mandamento do amor, essência do cristianismo.

A Campanha da Fraternidade propõe a compaixão, a ternura e o cuidado como exigências fundamentais da vida para que as relações sociais sejam mais humanas, fraternas e cordiais.

A temática da “vida” vem ocupando, sucessivamente, a reflexão das ultimas campanhas realizadas pela CNBB. Isto porque estamos atravessando tempos que alguns chamam de “sombrios”.

Fala-se, hoje, do fim o até da morte das “grandes utopias” que moviam as mentes, os corações e inspiravam uma sociedade mais justa, fraterna e solidária.

Os ares pós-modernos parecem conduzir o mundo para um individualismo exacerbado e egocêntrico, tornando as pessoas indiferentes e anestesiados contra as dores humanas. Vemos crescer, hoje, a naturalização do sofrimento alheio e a banalização da vida. Porquanto, a vida deve ser defendida e respeitada em todas as suas etapas e manifestações, desde a sua concepção até o seu declínio natural.

Preocupa-nos, hoje, o aumento da violência, do ódio, do feminicídio e o  retorno aos tempos da barbárie: “olho por olho, dente por dente”. Esta campanha, retomando o tema da vida, denuncia a cultura da morte que vem se impondo na sociedade.

O tema da indiferença foi amplamente abordado pelo Papa Francisco, logo no início do seu pontificado, chamando-a de “globalização da indiferença”.

A campanha da fraternidade nos ensina que a compaixão é o antídoto da indiferença. Finalmente, a Campanha da fraternidade é uma atividade evangelizadora global  para aproximar as pessoas de Deus e ajudá-las a se tornarem  mais cristãs, mais humanas, mais fraternas, mais serenas, mais respeitosas e no relacionamento com seus semelhantes.

Vamos refletir e rezar, durante a quaresma, em grupos, a via-sacra em Família. Os livrinhos estão disponíveis nas livrarias Católicas de Cuiabá e nas Paróquias.

Este pequeno subsídio preparado para as famílias, além de construir relações fraternas, de amizades, redes de solidariedade e orações com a vizinhança, contém as ideias mais proeminentes  da Campanha da fraternidade.

Deusdedit M. de Almeida é sacerdote Diocesano e Pároco da Paróquia Coração Imaculado de Maria (Cuiabá).

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