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Opinião

EDUARDO PÓVOAS – Capitão “te” cuida

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Escrevi cerca de dois meses antes da eleição presidencial que o candidato Jair Bolsonaro não era nenhuma Brastemp e muito menos um Posto Ipiranga.

Com os candidatos pretendentes à vaga de Presidente da República, tinha e tenho até hoje a certeza de que o Capitão seria o menos ruim para o Brasil.

Não quero falar sobre os outros, faça o seu juízo que eu respeito, porem nenhum deles a não ser o Capitão convenceria a ter meu voto.

Diziam amigos meus que Bolsonaro não era preparado, não era culto, não era isto ou não era aquilo. Pouco me interessava se preparado ou culto era o Capitão, pois já tivemos um cultíssimo que na minha ótica “asfaltou” o caminho para o PT chegar ao poder, e outro sabiamente inculto, deixando nosso país ser “inquilino” das principais páginas policiais do planeta.

Cheguei à eleição passada, tendo a absoluta certeza de que o Brasil não precisava mais de um Presidente culto ou de um inculto, precisava de um Presidente Macho (com M maísculo).

Aí brota o Capitão, mais grosso que papel de embrulhar prego, e já sabendo de algumas posições sua no Congresso, penso eu: “taí o cara”!

Mas, confesso-lhes que nunca soube que seus filhos interferiam tanto na sua vida pública. Uma coisa é ser Deputado Federal, outra é ser chefe de um poder.

Capitão, seus filhos enquanto atiram para Bebianos, Olavos e Mourões da vida (embora este seja o segundo do país), parece estar tudo bem. Parecem aceitar a desculpa de que “é sangue do meu sangue”.

Mas cuidado com o giro dessa metralhadora pois pode fugir de controle.

A hora que a metralhadora desses seus “meninos” virar no sentido do Congresso Nacional, não tenha dúvida Capitão, sua faixa presidencial começará a cair do seu peito.

Eu não votei, ninguém votou nos seus filhos, uma nação de duzentas e vinte milhões de pessoas, ávida por voltar as trilhos da decência e da probidade, está começando a se preocupar com o cargo que a duras penas lhe demos.

Tá na hora de colocar o uniforme do Jardim de Infância nos seus garotos, encher a lancheira deles e encaminha-los para a escola.

Amor e afeto a um pai tem-se diferentes maneiras de ser expressado, e agressão não é a melhor forma para tal.

Nós que aí te colocamos, esperamos, isto sim, que o senhor nos devolva um país digno de criarmos filhos e netos.

Este é um alerta, se o senhor não acreditar, salve este artigo em uma pasta no seu computador para que, se continuarem seus filhos a interferir no seu governo e o senhor achar que “sangue do meu sangue” pode fazer isso, abra-o em um futuro breve.

EDUARDO PÓVOAS PÓS GRADUADO PELA UFRJ.

 

 

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Opinião

LICIO MALHEIROS – Lei 1.095/2019

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Brasil, país com dimensões territoriais continentais com 8,5 milhões km², com riquezas naturais abundantes, contamos com os biomas: a Floresta Amazônica, maior floresta tropical úmida do mundo, o Pantanal, maior planície inundável, o Cerrado de savanas e bosques e por aí vai.

Porém, faltava uma legislação mais firme e punitiva, para quem praticasse atos e abusos, maus-tratos, ferir ou mutilar animais, como comumente vinha acontecendo em nosso país, e o que é pior de forma exacerbada, como se estes fossem, seres desprezíveis e descartáveis.

Felizmente, em nosso meio ainda existe racionalidade e amor nos corações de algumas  pessoas abnegadas,   que são capazes de enxergar e entender que um animalzinho desses, não pediu para vir ao mundo, e muito menos para sofrer maus-tratos, e em alguns casos extremados até tortura; por parte daquele, que ele mais ama o seu dono, isso, é algo abominável, descabido e irracional, maltratar um bichinho indefeso e carente.

Temos que parabenizar o autor desse projeto altruísta e de alcance social inimaginável, proposto pelo deputado federal Fred Costa (Patriota-MG) e também ao relator Celso Sabino (PSDB-PA), que não mediram esforços no sentido da aprovação do mesmo.

A maior morosidade na aprovação do mesmo, se deu por conta das penas previstas que são maiores do que a prevista para crimes semelhantes contra seres humanos, talvez seja esse, o ponto divergente e que para alguns  tornou-se polêmico, porém esses animaizinhos não tem a quem recorrer.

O presidente Jair Messias Bolsonaro estadista que é, sancionou nesta terça-feira (29) a Lei 1.095/2019; este novo texto modifica o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais 9.605/98 que previa a pena previa de três meses a um ano de reclusão, além de multa.

Com a sanção da  Lei 1.095/2019, que aumenta a punição para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais, a pena agora vai de dois, a cinco anos de prisão, além de multa e a proibição de guarda de novos bichos; esperamos, que as pessoas  pensem duas vezes, antes de maltratar esses bichinhos indefesos.

Eu, como sou ferrenho defensor dos animais, tratando-os de forma diferenciada, dando-lhes amor, carinho e principalmente um tratamento adequado, quando o assunto é pet shop.

Cada qual, leva seu animalzinho de estimação no local que melhor lhe convier, porém o  meu, o levo, à Casa Rural, situado na Rodovia Palmeiro Paes de Barros, n° 150, Coxipó, pode parecer estranho, mais foi lá, que encontrei o melhor atendimento e uma atenção especial com meu cãozinho; não se trata de Merchandising,  quem transitar por essa  região, e quiser levar seu animalzinho de estimação  lá, faça o teste.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

 

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DIRCEU CARDOSO – O gravoso e abandonado patrimônio da União

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Lemos nos jornais que o Governo vai vender o Edifício “A Noite”, localizado na Praça Mauá (Rio de Janeiro) que, de 1937 o o começo deste século abrigou a Radio Nacional, a principal emissora de rádio do país nos anos 40, 50 e até 60, quando a TV não existia ou ainda era incipiente. O imóvel, de 22 andares e 102 metros de altura, inaugurado em 1929, foi o mais alto da América Latina, primazia que perdeu em 1934 para o Edifício Martinelli, de 105 metros, construído em São Paulo. Nos seus primeiros anos foi sede do jornal “A Noite”, que circulava diariamente às 19 horas, e recebeu o seu nome. Era propriedade da Companhia Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande e acabou passando à propriedade da União em troca de impostos devidos por aquela empresa que, a rigor, não devia ter nada de economicamente salutar para manter um investimento dessa natureza, mesmo sendo o Rio de então a capital da República. Agora a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, espera arrecadar R$ 90 milhões com a sua venda.

O imóvel é assinado por festejados arquitetos e engenheiros da época, autores dos Hotéis Copacabana Palace e Glória, no Rio, e do Viaduto do Chá, em São Paulo. Mas o que intriga é que está sem utilização desde 2012, quando sua venda já era cogitada. E o pior é que, segundo a Secretaria do Patrimônio da União, em números do ano passado, existiam 3.830  imóveis sem uso e avaliados em R$ 36 bilhões, para a venda. Destacam-se entre eles 2.231 terrenos, 425 casas, 259 edifícios, 151 apartamentos, 77 fazendas e quantidades diferentes de estações ferroviárias, açudes, fábricas, espelhos d´água, presídios, aeródromos, escolas, ferrovias e outros. Tudo sem qualquer utilidade, mas com elevado custo de manutenção e administração.

É preciso, desimobilizar urgentemente. O dinheiro do Governo é do povo e sua finalidade precípua é custear os serviços públicos. Esse vasto patrimônio, ajuntado e mal utilizado por décadas consome recurso que poderiam estar empregados em Saúde, Educação, Assistência Social, Segurança e outros serviços que a instituição publica tem o dever (até constitucional) de oferecer à população mas são negligenciados por falta de investimentos. Espera-se que o Executivo se adiante na oferta dessas propriedades gravosas e os outros poderes – Legislativo e Judiciário – tenham boa-vontade e seus membros não lancem entraves e protelações como as que temos presenciado na conturbada relação institucional. Que os homens das instituições sejam capazes de atuar pelo Brasil e jamais por suas teses pessoais, ou por interesses de grupos.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

[email protected]                                                                                                     

 

 

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