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Política Nacional

Eduardo Paes chama Carlos Bolsonaro de “comunista” após voto na Câmara; entenda

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Prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes
Fernando Frazão/Agência Brasil

Prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes

O prefeito Eduardo Paes usou suas redes sociais para provocar o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) após aprovação do projeto Reviver Centro pela Câmara, no final da noite desta terça-feira (22).

O filho do presidente da República votou contra o pacote de medidas do executivo, que recebeu 51 emendas, assim como os vereadores do PT e do PSOL . Circulando o nome de Carlos Bolsonaro numa foto do painel da Casa, Paes escreveu:

Até o começo da tarde desta quarta-feira, Carlos Bolsonaro não havia respondido a provocação. A vereadora Tainá de Paula (PT), arquiteta e urbanista e presidente da Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara , rebateu Paes no post do Instagram. Ela chamou de “leviana” a comparação.

“Não sei os motivos que o vereador Bolsonaro teve pra votar contrário ao Reviver, mas pela bancada do PT digo com tranquilidade que tentamos SALVAR o projeto que o Executivo realizou a toque de caixa, com fragilidades gigantescas e pouca consistência em várias áreas, inclusive na garantia para acesso mais democrático ao Centro e menos elitista, coisa que essa gestão está empenhada em ser”.

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O projeto, que teve incluídas 51 emendas de um total de 126 apresentadas, passou em segunda discussão com 36 votos favoráveis, recebendo dez contrários. O ponto mais polêmico apresentado pelo Executivo envolvia a chamada Operação Interligada.

A meta da operação é atrair investidores: os que fizerem obras para erguer ou reconverter imóveis no Centro e na Lapa poderão, mediante pagamento de contrapartida ao município, fazer construções com mais pavimentos no Leme, em Copacabana , em Ipanema e em áreas nobres da Zona Norte.

Cerca de 500 imóveis, dos quais 200 na na Zona Sul, poderão sofrer intervenções dentro das novas regras estabelecidas.

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Política Nacional

Vídeos comprovam que Pazuello mentiu sobre a oferta das vacinas da OMS

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Ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello
Foto: Anderson Riedel/PR

Ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello

O governo Bolsonaro não comprou uma quantidade de vacinas do consórcio Covax Facility , em setembro de 2020, suficientes para imunizar metade da população brasileira, como foi oferecido, e resistiu a aderir a compra coordenada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Em uma publicação exclusiva de Crusoé, foram divulgados vídeos de reuniões que mostram que o ministério da Saúde ignorou os alertas do Itamaraty, de que seria uma operação arriscada, e aderiu à iniciativa coordenada pela OMS em quantidade mínima, com a compra de doses para apenas 10% da população. 

Pazuello disse que não aceitou a oferta de 50% porque a negociação era “nebulosa”. O então ministro também mentiu sobre o preço inicial da vacina, que alegou ser de 40 dólares a dose .

No vídeo divulgado, a embaixadora do Brasil em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo, deixa claro que o valor inicial da dose era de 20 dólares e que, logo depois, foi reduzido para 10,55 dólares. “O preço da dose baixou bastante. De 20 foi para 12…entre 12 e 16… e agora está sendo apresentado para nós a 10 dólares e 55 centavos”, disse. 

Sete meses depois, o ministério da Saúde, sob o comando de Pazuello, negociava a Covaxin por 15 dólares.

A embaixadora também alerta, em um dos vídeos, sobre a repercussão política de não aderir ao consórcio. Fábio Marzano, secretário de Soberania e Cidadania do Itamaraty, braço direito do então chanceler Ernesto Araújo , chega a falar que o país viveria “um inferno” pela falta de vacinas se não aderisse à proposta. “Acho muito difícil não termos ao menos uma vacina premiada”, emendou Nazareth.

O Brasil foi um dos últimos a ingressar no Covax, optando pela quantidade mínima de vacinas oferecias. Foi necessário pedir, inclusive, uma extensão da data de assinatura do contrato, pela demora do Governo Bolsonaro.

– Com informações de Crusoé.

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Política Nacional

“Bolsonaro vai totalmente contra o que Jesus ensinou”, diz padre Lino

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Padre Lino Allegri
Reprodução/redes sociais

Padre Lino Allegri

Era uma tranquila manhã de domingo quando o padre italiano Lino Allegri , que vive no Brasil há mais de cinco décadas, ousou dizer que o governo de Jair Bolsonaro também tem responsabilidade pelas mais de meio milhão de vítimas da Covid-19 no país. Por conta disso, aos 82 anos de idade e quase meio século depois de ter sido ameaçado de morte por grileiros na ditadura militar, o sacerdote voltou a ser alvo de intimidações , só que desta vez em plena democracia.

As perseguições contra o padre Lino começaram em 4 de julho, durante uma missa matutina na Paróquia da Paz, em Fortaleza (CE) . Durante sua homilia, o sacerdote relacionou a palavra de Deus com as dificuldades enfrentadas pelo povo na pandemia, afirmando que o governo Bolsonaro também tinha responsabilidade pelo saldo de mortes por Covid no Brasil.

Ao fim da missa, oito pessoas – sete mulheres e um homem – entraram na sacristia e afirmaram, aos gritos, que o padre estava errado e que Bolsonaro era um bom cristão. Esquerdopata, comunista, petista e lulista foram alguns dos adjetivos ouvidos pelo padre Lino, além dos “convites” para voltar à Itália.

“Isso durou alguns minutos, até que os ministros da eucaristia, que estavam na sacristia, se colocaram entre mim e as pessoas e as convenceram a sair. Não foi uma tentativa de diálogo, foi uma agressão verbal”, conta o sacerdote em entrevista por telefone à ANSA.

No domingo seguinte, 11 de julho, o padre Lino não participou da missa das 8h, mas um apoiador de Bolsonaro se levantou após a leitura de uma breve nota da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sobre o caso da semana anterior e começou a gritar palavras de ordem. “Eu não estava presente, mas isso criou uma grande confusão”, diz.

Na semana posterior, em 18 de julho, outra tentativa de intimidação, apesar de o italiano novamente não estar na igreja. A missa matutina teve presença em peso de bolsonaristas, muitos deles vestindo camisas verde e amarelo e com o número 17. Não houve confusão, mas após a celebração, o grupo posou para uma foto na frente da igreja, como se comemorassem uma conquista. Na visão do padre Lino, a atitude dos apoiadores do presidente de extrema direita na Igreja foi “ostensiva” e até “provocatória”.

Desde a confusão de 4 de julho, o sacerdote não voltou a celebrar missas na Paróquia da Paz, cuja secretaria já recebeu telefonemas de tons ofensivos e ameaçadores.

Meio século no Brasi Nascido em dezembro de 1938, em San Giovanni Ilarione, cidadezinha de 5 mil habitantes situada na região italiana do Vêneto, Lino Allegri era parte de uma família de oito filhos e se mudou aos seis anos para Bolzano, um importante município do extremo-norte do país.

Após estudar em um seminário de Trento, foi ordenado padre em 1965 e iniciou sua carreira eclesiástica na diocese de Bolzano.

O sacerdote conta que um de seus sonhos quando jovem era atuar diretamente com os pobres e ser uma espécie de “padre operário”, seguindo a tradição de uma família de chão de fábrica.

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“Minha família toda era operária, então eu queria ser operário na siderúrgica onde meu pai trabalhou. Em julho, que é mês de férias, eu fui lá e trabalhei, mas depois o bispo não deixou. Eu era um padre novo, bastante obediente, então decidi que, se não fosse lá, queria ir para a América Latina”, diz o italiano.

Na época, um grupo de padres estava se preparando para partir para o subcontinente, e Lino resolveu se juntar ao movimento, desta vez com a bênção do bispo. “Quando completei cinco anos de trabalho na Itália, o bispo me deixou sair e eu fui destinado ao Brasil em 1970”, acrescenta.

Em 1974, Lino e outros padres italianos foram enviados à diocese de Bom Jesus da Lapa (BA), que era marcada por conflitos de terra entre latifundiários e posseiros. Os sacerdotes logo tomaram o lado dos trabalhadores e receberam até ameaças de morte por parte de grileiros.

“Foi um momento tenso, porque os pistoleiros não eram brincadeira. Houve várias mortes de lavradores na paróquia e até de um advogado do sindicato. O momento atual é menor em perigo e violência, mas não deixa de ser preocupante”, afirma.

Segundo o sacerdote, causa incômodo em algumas pessoas ouvir um padre falar sobre opressão, pobreza, desigualdade. “Tem palavras que quase não se pode pronunciar. Falar de pobre, para muita gente, é fazer política.”

Esses temas são recorrentes nas homilias e nos discursos de ninguém menos que o papa Francisco, líder da Igreja Católica e que já dedicou até uma encíclica a questões sociais, a “Fratelli tutti” (“Todos irmãos”, em tradução livre).

Para o padre Lino, o surgimento do pontífice argentino é um “milagre de Deus na Igreja”. Já taxado de “comunista” pela ultradireita, Francisco prega desde o início de seu mandato a construção de uma “Igreja de saída”, ou seja, uma Igreja que procure o povo ao invés de esperálo, especialmente nas periferias.

Lino seguiu esse exemplo e criou um grupo em Fortaleza com pastorais sociais e comunidades de base para estar “no meio do povo”. “E acho que isso incomoda. Alguns acham que dá para viver o Evangelho sem se meter nos problemas concretos dos pobres”, diz o padre, que não poupa críticas a Bolsonaro – ele já participou até de protestos contra o mandatário.

De acordo com o sacerdote, o presidente contraria todos os ensinamentos de Jesus Cristo, especialmente por sua atitude debochada em relação à pandemia, pelo apoio ao armamento da população e por sua postura com mulheres, homossexuais, negros e os “que são diferentes”.

“Ele vai totalmente contra aquilo que é o ensinamento de Cristo. Não é parcialmente, não, é totalmente. Ele é católico quando interessa, evangélico quando interessa, não está respeitando as religiões”, afirma.

Diante das intimidações, não há previsão para o padre Lino retornar às missas na Paróquia da Paz, mas ele garante que vai voltar, “se Deus quiser”.

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