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Eduardo Gallotti, fundador de rodas de samba do RJ, morre aos 58 anos

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Cantor e compositor Eduardo Gallotti lutava contra um câncer
Reprodução – 12.05.2022

Cantor e compositor Eduardo Gallotti lutava contra um câncer


Morreu, na madrugada desta quinta-feira (12), o cantor e compositor Eduardo Gallotti, aos 58 anos. O músico carioca — que lutava contra um câncer nas cordas vocais — foi fundador de rodas de samba tradicionais no Rio de Janeiro, como a do Candongueiro (Niterói), do Sobrenatural (em Santa Teresa), do Severyna (em Laranjeiras) e do Mandrake (em Botafogo).

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Gallotti — ou Galo, como era apelidado pelos amigos —costumava dizer que sua “missão” era reunir pessoas para belas confraternizações musicais. Em entrevista recente ao GLOBO, publicada em novembro de 2021, o artista, que havia perdido a voz devido ao tratamento contra o câncer, ressaltou que o mais importante, para ele, era “estar vivo e continuar a missão de agregar músicos e pessoas para fazer rodas bonitas e emocionantes”.


Apesar das dificuldades físicas enfrentadas com a doença, ele seguia marcando presença em rodas de samba nos últimos meses. Foi assim em novembro de 2021, na reabertura do Trapiche Gamboa, na Zona Portuária, casa onde o músico comandava a roda do Gallotti, junto ao Grupo Centelha. Com um pano cobrindo o pescoço em razão de uma traqueostomia, o sambista empunhou seu cavaquinho e, à medida que circulava pelo salão, recebia muito carinho.

‘Samba se aprende em roda de bar’

Gallotti começou a cantar samba nos saraus do Colégio São Vicente de Paulo, no Cosme Velho, onde estudava. Mergulhou na obra de Cartola, Paulo da Portela, Candeia e Nelson Cavaquinho graças às fitas cassetes gravadas por seu irmão. Aprendeu a tocar cavaquinho sozinho (“samba se aprende em roda de bar, é a melhor escola”), mas fez dois anos de aula com Henrique Cazes.

Em 1984, trocou a faculdade de Biologia pela noite. Apresentou-se em bares dos bairros da Lapa e de Botafogo, no Baixo Gávea e até no posto de gasolina do Humaitá. O dinheiro que ganhava não era suficiente, mas dava para pagar o ônibus e a cerveja. Nas andanças pelo subúrbio, conheceu gente como Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Beto sem Braço, Fundo de Quintal, Wilson Moreira, Walter Alfaiate, Mauro Duarte…

O músico fez parte dos grupos de pesquisa musical Diz Isso Cantando e Éramos Seis, com o qual participou da novela “Kananga do Japão”. Também integrou a Orquestra Republicana e o grupo Anjos da Lua, que comandaram bailes antológicos no Clube dos Democráticos, na Lapa, nos anos 2000.

Compôs para blocos do carnaval como “Simpatia á quase Amor”, “Suvaco do Cristo”, “Bloco da Segunda”, “Barbas”, “Meu Bem Volto Já”, “Imprensa que Eu Gamo”, entre outros. Foi jurado de bateria dos desfiles das escolas de samba. Dividiu o palco, tocando e cantando, com Elza Soares, Paulinho da Viola, Elton Medeiros no projeto “Roda de Bamba”, no Museu da Imagem e do Som do Rio.

Em 2002, lançou o disco “O samba das rodas”. Estava no auge da potência de sua voz, mesmo castigada pelo cigarro, pelas madrugadas de cerveja gelada e gogó solto — muitas vezes, sem microfone. Todo dia era essa a rotina. Até que vieram os 50 anos, e a conta da vida boêmia, como ele mesmo afirmava — levada no “samba vadio” —, chegou.

Passou a nadar para perder os quilos a mais que lhe prejudicavam a saúde (conseguiu emagrecer 45 quilos) e adotou uma alimentação mais saudável. A luz vermelha acendeu de vez quando a voz passou a não aguentar o tranco e a rouquidão virou companheira constante.

— Queria deixar a mensagem para as pessoas pegarem leve no fumo e na bebida e fazerem atividade física. Aconselho todos que usem a voz para trabalhar a procurarem um otorrino de seis em seis meses — sugeriu ele, em entrevista ao GLOBO, em novembro de 2021.

Fonte: IG GENTE

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Sem convites desde 2019, Rosamaria Murtinho reclama da falta papéis na TV

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DA ISTOÉ

Rosamaria Murtinho ficou conhecida por vários papéis na dramaturgia, como Zuleica na primeira versão de “Pantanal” e Margot em “Chocolate com Pimenta”.

Contudo, aos 86 anos, a atriz revela que não é chamada para trabalhar desde 2019. A entrevista, para o Extra, foi publicada nesta quarta-feira (10). “Estou doida para que me chamem para alguma coisa. Estou com 86 anos e posso fazer perfeitamente papéis de mulheres mais velhas. Tenho o rosto marcado pelo tempo, e isso é um valor. Não entendo por que chamam atrizes mais novas para fazer esse tipo de personagem usando maquiagem”, comentou.

Foi em Pantanal, inclusive, que ela participou do que chamou de “a maior cena da carreira” dela. “Imagina: a personagem precisa contar para o marido que o filho está morto depois de ser envolvido por uma cobra”, relembrou.

“A Zuleica da primeira versão era uma mulher sem grandes conflitos. Acho que a mudança para uma personagem preta traz novas camadas, já que tem a questão do racismo na trama. A Aline Borges, atriz que faz a personagem agora, chegou a me procurar, querendo falar comigo. Estou gostando muito de ver essa história. É uma grande novela, que marcou uma época”, disse.

A artista, que é casada com o ator Mauro Mendonça, falou sobre o seu estado de saúde. “Depressão é coisa muito séria. Só quem já passou por isso sabe o que é. E acho importante falar, porque as pessoas precisam se cuidar. Quem passa por isso precisa sempre de ajuda dos outros. Na vida, a gente só nasce e morre sozinho. Mas agora já estou melhor”, analisou.

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Paula Thomaz e marido travam batalha judicial com Glória Perez

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GABRIEL LIMA
DO METRÓPOLES

A série Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez trouxe de volta aos noticiários o crime que chocou o país na década de 1990.

Entre tantas revelações e esclarecimentos, uma delas é que Paula Thomaz, que na época era casada com Guilherme de Pádua e com quem tem um filho, trava uma briga judicial com Glória Perez. A informação é de Gabriel Vacquer, do portal Notícias da TV, do Uol.

Quem entrou na Justiça foi o marido de Paula, o advogado Sérgio Rodrigues Peixoto, com quem ela é casada desde 2001.

O defensor tenta impedir que o apartamento onde moram, no Rio de Janeiro, seja penhorado para pagar uma dívida de 250 salários mínimos, aproximadamente R$ 300 mil, de sua mulher com a autora de novelas. Ele também alega que Paula já pagou pelo crime, ao cumprir um sexto da pena, previamente definida em 18 anos, por bom comportamento.

A Justiça considerou que o imóvel em que Paula e Peixoto moram seria suficiente para pagar a dívida. O valor é referente à condenação de Paula Thomaz no processo movido por Glória Perez em 2005, mas que só foi decidido em 2017. A mãe de Daniella pedia danos morais, além do reembolso do velório e enterro da jovem atriz.

De acordo com os autos do processo, acessados pelo Notícias da TV antes de se tornar segredo de Justiça, Peixoto alega que o apartamento é o único bem que o casal tem no momento e, caso seja penhorado, eles não teriam outro lugar para morar. Como Paula e o advogado estão casados há mais de 10 anos, a mulher tem direito a 50% dos bens do marido, o que inclui o imóvel.

A última movimentação do caso, que corre na 1ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), foi na última semana, quando Afonso Henrique Ferreira foi designado para ser o relator do caso. Ele tem tempo indeterminado para analisar o processo e, enquanto isso, o apartamento não pode ser colocado à venda.

 

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