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ÉDER MORAES DIAS Vencendo os Gigantes da Alma – Capítulo VII – Ódio

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Com esse artigo, intitulado “Ódio”, o sétimo sobre os Gigantes da Alma a serem vencidos, encerramos nossa sequência. Aqui, já falamos em artigos anteriores sobre os outros seis, na seguinte ordem: ANSIEDADE, MEDO, IRA, AMARGURA, DESESPERO e SOLIDÃO. Espero que, de alguma forma, tenha alcançado sua reflexão e, por conseguinte, a primazia de ter melhorado, ainda que por momentos, a sua vida. “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?”, I João 4:20.

“Aquele que diz que está na luz e odeia a seu irmão, até agora está em trevas”, I João 2:9. “Qualquer que odeia a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele”, I João 3:15. “Mas aquele que odeia a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos”. I João 2:11.

O Ódio é um sentimento de profunda inimizade; paixão que conduz ao mal que se faz ou se deseja a outrem; ira contida; rancor violento e duradouro. Viva repugnância, horror. Aversão instintiva, antipatia. Ódio mortal ou figadal, o que é muito intenso e leva uma pessoa a desejar a morte de outra. O Ódio está sempre acompanhado por um sentimento ruim.

Vemos na Bíblia a história de Caim e Abel. Eram os únicos filhos de Adão e Eva, viviam sempre ao lado dos pais e tinham tudo à sua disposição e tudo para serem unidos, prósperos e felizes. Porém, Caim passou a odiar a seu irmão em virtude da inveja despertada pelo fato de Deus ter atentado para a oferta dele. O Ódio assimilado leva à vermelhidão dos olhos e à irracionalidade, envenena o sangue, levando a dar lugar à malignidade e brota, instantaneamente, no coração, o desejo de eliminar o objeto odiado, mesmo que esse objeto seja seu próprio irmão. O odioso não tem compaixão, nem misericórdia, o odioso quer a aniquilação do outro. Muitas vezes mascaramos o ódio em nossos corações e dizemos: eu não odeio, apenas não tenho simpatia e não tolero tais pessoas. Meu irmão, se você evita outros, isso se chama ódio mascarado, então é ódio mascarado ou escondido.

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O Ódio traz consigo um pacote de maldades a si mesmo, como: estresse, sofrimento emocional e psíquico, gastrite, úlcera, depressão, câncer e até a morte.

Então, há cura para o Ódio? Sim, existe, e essa cura se chama JESUS CRISTO, O FILHO DE DEUS. A cura começa no exato momento em que você decide liberar o perdão à pessoa a quem odeia ou não quer bem. Não é necessário sentir, é necessário querer. Quando você decide querer perdoar e substituir o sentimento de ódio pelo sentimento de amor, através da confissão de Jesus Cristo como Senhor e Salvador de sua vida, o Espírito Santo encherá o seu coração.

Diz a Bíblia: “Porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”, Romanos 5:5. “O ódio excita contendas, mas o amor cobre todos os pecados”, Provérbios 10:12.

Caminhos para cura do ódio podem se dar: 1. Se encher do Espírito Santo! “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito”, Efésios 5:18. 2. Rejeitar firmemente toda ira e furor! “Deixa a ira, abandona o furor; não te indignes de forma alguma para fazer o mal”, Salmos 37:8. 3. Lançar fora todo sentimento de ira e cólera! “Mas agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca”, Colossenses 3:8. 4. Falar de forma tranquila, branda e serena! “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”, Provérbios 15:1. 5. Transferir todo assunto de ira para Deus! “Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós”, I Pedro 5:7. 6. Vencer o mal com o bem! “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”, Romanos 12:21. 7. Pensar em coisas boas e buscar a Paz! “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo oque é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco”, Filipenses 4:8-9. 8. Utilizar a virtude da longanimidade! “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”, Gálatas 5:22.

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Encerro esse ciclo dos Gigantes da Alma a serem combatidos com uma oração. “Meu Deus e meu Pai, nesta hora em tua presença, em nome do senhor Jesus Cristo, eu confesso que sou pecador e, por causa do pecado, tenho armazenado ódio em meu coração. Reconheço que sou pecador e peço perdão em o nome de Jesus Cristo. Lava-me no sangue precioso que foi vertido na Cruz do Calvário e torne-me limpo e alvo. Dá-me a unção do Espírito Santo e encha-me. Faça transbordar o meu coração de amor e ajude-me a amar incondicionalmente, em nome de Jesus”.

Como já havia dito em meu primeiro artigo sobre os Gigantes da Alma, após concluir os sete gigantes a serem combatidos, tratarei em outros três artigos vindouros sobre sentimentos a serem agigantados. Fica para nossos próximos encontros. “JEOVÁ SHALOM!”

EDER DE MORAES DIAS é ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso; Casa Civil MT; Secopa MT 2014; MT FOMENTO; Articulação Institucional em Brasília; Ex-Diretor de Portos da Metamat; Ex-secretário de Educação VG; Ex-secretário de Governo VG; Ex-secretário de Fazenda VG; Bacharel em Direito; Gestão Comercial; Gestão de Agronegócios; Pós Graduado em Direito Constitucional; Filosofia e Direitos Humanos; Governança Corporativa; MBA em Contabilidade, Economia e Administração de Empresas; MBA em Psicanálise Clínica, Cursando Procedimentos Gerenciais Tecnólogos, MBA Ciências Políticas e iniciante em TEOLOGIA.

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Opinião

EMANUEL PINHEIRO – Mauro só pensa em desconstruir. Menos irritação e mais trabalho, governador!

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Definitivamente, o governador Mauro Mendes está tendo dificuldade de fazer oposição a uma gestão que tem entregas, apresenta resultados e, por gostar tanto de gente, avança na prioridade aos mais carentes. Na política, a especialidade do Mauro é desconstruir. Só assim ele consegue se afirmar como o salvador, aquela figura antiga que para existir precisava de uma sociedade acéfala e subjugada.

Como já percebeu que a teoria da “terra arrasada” não vai funcionar para desconstruir nossa gestão, ele se desespera. E randomicamente sai testando linhas de ataques ao sabor do seu descontrole e permanente irritação, mas elas sempre se enfraquecem por falta de fundamento. Vale notar que os ataques frequentemente são pessoais, o que não condiz com a estatura de um governador.

Basta pesquisar na internet para ver como os ataques na imprensa à minha pessoa têm sido recorrentes, pessoais e infundados. Mauro já disse que eu era preguiçoso (vejam que nível semântico!), mas viu logo que a estratégia estava errada, pois há um reconhecimento amplo de que nossa gestão é de trabalho recorde, em todas as áreas. Aí abandonou essa estória. Mas na mesma linha, me chamou de mentiroso, para depois se dar conta que a alcunha não iria colar em um prefeito que está entregando muito mais do que prometeu, como se constata em levantamentos feitos pela imprensa.

Às vezes parece aflorar no Mauro um traço até de ciúme juvenil. Feito aquele menino rico e mimado que quer mandar no jogo, mas esquece de combinar com a torcida. Parece incomodá-lo de verdade que um prefeito possa estar indo além do que ele fez como gestor de Cuiabá. Com a perspectiva da inauguração do HMC Mauro ventilou a notícia de que não iria comparecer, por não gostar de inaugurações. Lembram disso? Mas aí a cidadania cuiabana resgatou fotos dele inaugurando até parada de ônibus em posto de gasolina, quando era prefeito. E na inauguração do HMC lá estava o Mauro, sempre irritado, tentando chamar o protagonismo para si, mesmo se tratando de uma obra que deixou incipiente e em estado de abandono. Depois disso, danou-se a inaugurar as obras do Pedro Taques. (Pelo visto essa tal de “reconstrução” é seletiva).

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Recentemente, deu para falar e orientar seus áulicos a propagarem o seguinte: a cidade está quebrada e o próximo mandatário enfrentará o caos. Mais uma bola fora. Cuiabá tem os gastos dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal, baixo nível de endividamento, e consegue viabilizar financiamentos porque tem credibilidade e capacidade de pagamento comprovada. Com transparência, licitamos um montante expressivo de recursos nos últimos anos, conseguindo economizar mais de R$ 230 milhões nesses procedimentos.

A diferença da nossa gestão é que fazemos tudo isso valorizando e pagando em dia os servidores, pois eles também movimentam a economia, além de cumprirem a sagrada missão de atender a população. Servidor não é problema; é solução!

As declarações de hoje são mais do mesmo. Ou mais do Mauro. Ele tenta colocar a pecha da corrupção na nossa gestão na base do “se colar colou”, usando suas já manjadas técnicas de desconstrução. E não vai dar certo outra vez. Porque não tem base na verdade nem na percepção dos cuiabanos, que são justos por natureza.

Infelizmente, são declarações irresponsáveis. Merecem tão pouco crédito tais acusações que o Mauro, se fazendo de desentendido, fala da Operação Sangria, criada para investigar um esquema envolvendo licitações e contratos que vieram – pasmem – da própria gestão dele na Prefeitura. Sem nenhuma denúncia até o início de 2017, honrei de boa-fé os compromissos assumidos por ele. Faço essa anotação apenas para ilustrar que com esse mix de sentimentos mal resolvidos do Mauro (irritação, angústia, ciúme, leviandade, raiva) não está dando para levá-lo a sério.

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Ele cita ainda uma operação com a qual não tenho nada que ver e traz a questão da Santa Casa, a mesma que na inauguração do HMC ele disse ser de responsabilidade da iniciativa privada. Aliás, na área da Saúde cheguei a pensar que uma disputa entre Governo e Prefeitura seria benfazeja para a população, mas com o Mauro esse tipo de competição não vira debate, vira bate-boca e isso não traz ganhos para a sociedade.

Por fim, Mauro revela baixa estatura para o cargo de governador ao fazer eco a “conversas de corredores”, as chamadas fofocas. Mais uma vez é preciso dizer: essa postura não combina com a responsabilidade exigida pelo cargo que ocupa. Muito menos com o tamanho histórico de um homem como Dante de Oliveira e tantos outros gigantes que representaram nossa bandeira.

Em bares e corredores, se conversa de tudo, é verdade. Tem gente relatando que o Mauro Mendes foi até um bom prefeito, mas ainda não encontrou a chave para ser um grande governador. São comentários comezinhos, não é por isso que devam se transformar em notícias embasadas em forma de críticas nos noticiários.

Mauro criou para si a imagem do redentor, mas felizmente esse cenário sombrio no qual maneja a desconstrução de seus opositores não serve para a Cuiabá de hoje e do futuro. Meu conselho é que ele trabalhe mais, e com mais alegria, pelo nosso estado. Cuiabá está no caminho certo e com um futuro alvissareiro.

Emanuel Pinheiro é prefeito de Cuiabá

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Opinião

DIRCEU CARDOSO – O salário mínimo e a harmonização do trabalho

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Criado pela lei nº 185, de janeiro de 1936 e regulamentado pelo decreto-lei nº 399, de abril de 1938, o salário mínimo só entrou em vigor em 1º de maio de 1940, quando o decreto nº 2162 fixou seu valor em  240 mil réis por mês. Em 1943, ano da criação do cruzeiro como moeda nacional, seu valor foi determinado em Cr$ 300,00. A presunção legal foi de que esse valor era o suficiente para garantir alimentação, moradia, saúde, transporte, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência a uma família de quatro pessoas. Passados quase 80 anos, onde ocorreram muitas alterações, experiências e o país se tornou diferente, o mínimo ainda é algo a corrigir para poder preencher os requisitos que motivaram sua instituição. Segundo o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, o salário mínimo de hoje, para cumprir o que estabelece a Constituição, deveria ser cerca de R$ 4.400, mais de quatro vezes o fixado pelo governo, que é R$ 1.045 mensais.

O Dieese, constituído por sindicatos, faz há muitos anos o estudo do salário mínimo ideal e de acordo com a lei original. Mas a correção da defasagem é difícil. Tanto que o economista Walter Barelli, que dirigiu o órgão entre 1966 e 90 e ganhou projeção e prestígio divulgando as projeções, tornou-se ministro do Trabalho, secretário estadual de Relações do Trabalho em São Paulo e deputado federal sem, contudo, poder implementar as mudanças pregadas durante sua trajetória. Isso porque o salário mínimo tornou-se indicador econômico de referência e, mesmo o governo proibindo-o como tal, ainda serve de base para proventos previdenciários e outros desembolsos públicos e privados. Sua defasagem deu-se por conta da desosrganização econômica do país e, principalmente, a escalada inflacionária de diferentes épocas.

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O secretário especial do Ministério da Fazenda, Waldery Rodrigues, anuncia que o governo vai mudar a sistemática de reajuste. Não usará mais o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do ano para determinar o novo salário pois esse índice fecha no dia 31 de dezembro e só é conhecido no mês de janeiro, quando o novo salário mínimo já foi estipulado com base em previsão de fechamento do INPC anual, pois entra em vigor a 1º de janeiro. Foi o eu ocorreu este ano, quando o valor foi inicialmente anunciado como R$ 1039 e depois corrigido para R$ 1045. A previsão é que se utilize, para fixar o salário de 2021, a variação de preços dos 12 meses (de dezembro de 2019 a novembro de 2020) e em dezembro já se tenha os números fechados.

O governo deverá enviar ao Congresso, no mês de agosto, projeto-de-lei para regular a matéria. É preciso buscar o salário, sem qualquer conotação política ou partidária, como meio de harmonização nas relações do trabalho (empregado-patrão).  O grande desafio está no encontro de fórmulas que amenizem a histórica defasagem e, se possível, evitem que o valor fixado continue elevado para quem paga e insuficiente para quem recebe…

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Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

[email protected]

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