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Opinião

ÉDER MORAES DIAS – O VLT é viável, autossustentável e com tarifa de R$ 3,50 sobra dinheiro

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O VLT – Veículo Leve Sobre Trilhos, modal de transporte coletivo escolhido pelo governo do estado de Mato Grosso e pelas prefeituras municipais de Cuiabá e Várzea Grande, conforme contratos e demais documentos já aportados na CPI da COPA instaurada pela ALMT (Assembleia Legislativa de Mato Grosso), é viável e possível e a conta é bem simples, como demonstrarei a seguir.

Em 2012 o Governo utilizou o evento Copa do Mundo FIFA 2014 para, numa jogada de mestre, trazer o que há de mais moderno e confortável para os usuários do atual sistema de transporte urbano. Sistema que, convenhamos, está arcaico e “demodê,” além de poluente e causador de transtornos no cotidiano do trânsito da Baixada Cuiabana. Falou-se muito em VLT para a Copa, mas esquecem-se que o VLT é para toda população do Vale do Cuiabá e turistas vindos de várias partes, inclusive do interior do estado colocando a Capital na vanguarda da modernidade e excelência em prestação de serviços.  A Copa do Mundo FIFA 2014 foi o pretexto perfeito para dar uma arrancada sem precedentes na infraestrutura urbana da Capital e Várzea Grande (vide obras tais como: viadutos, trincheiras, duplicações de vias, pontes, distribuídos em mais de 250 projetos, dos quais foram executados apenas 58).

O mundo está no compasso da modernidade buscando alternativas de transportes de massa não poluentes, com baixo nível de poluição sonora, movidos a energia limpa e sobretudo, ambientalmente corretos, neste caso o VLT se encaixa como “uma luva” para a região metropolitana de Cuiabá.  Hoje judicializada, a obra está parada, mas é perfeitamente possível retomá-la desde que apresente-se ao judiciário a sua viabilidade e cronograma físico e financeiro, com precificações auditadas. O governador do estado de Mato Grosso, em recente declaração postada em diversos veículos de comunicação disse: “não temos como retomar as obras, pois teria que investir mais R$1 bilhão e a manutenção anual chegaria a R$ 50 milhões por ano.” (fonte site RDNews).

Então decidi avaliar estes números e desmistificá-los e para que todos acompanhem o raciocínio, cito alguns dados: não precisa de R$1 bilhão para terminar as obras e colocar o VLT em pleno funcionamento. Estudos feitos e já apresentados ao judiciário, inclusive, apontam que faltam, considerando todas as variáveis (desapropriações, obras, estações e sistemas…) algo próximo de R$ 800 milhões. Contudo vale lembrar que já existem contratados junto ao Ministério das Cidades/BNDES, valores cujo saldo disponível é da ordem de R$ 200 milhões, ou seja, faltam então exatos R$ 600 milhões para colocar o sonho dos usuários do transporte coletivo, conforme pesquisa (fonte A Gazeta) 80% querem o VLT, funcionando. Este valor pode ser contratado em 20 anos com carência de dois anos junto ao Ministério das Cidades na rubrica mobilidade urbana e há recursos para isso, o que geraria para o estado, a uma taxa de 6% ao ano, parcelas anuais da ordem de R$ 52 milhões.

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Então teríamos os R$ 50 milhões de manutenção do VLT (energia, aposentados, passes livres, manutenção, etc…) com todos os itens de despesas fixas e possíveis variáveis, e se ficar sob a responsabilidade da gestão do VLT o pagamento do empréstimo (Companhia Metropolitana de Transportes – economia mista de capital aberto) o pagamento anual de mais R$ 52 milhões, totalizando R$ 102 milhões ano  (o empréstimo, na minha opinião, deve ser arcado pelo estado e prefeituras).

Todos os estudos apontam para um número de usuários médio na ordem de 130 mil pagantes já retirados dessa conta os isentos. Pra fazer conta de “padaria”, vou reduzir a quantidade de dias do mês para apenas 20 dias, com uma tarifa de R$ 3,50. Então seriam arrecadados R$ 455 mil diariamente, considerando só uma passagem/bilhete desprezando a volta. Vejam só, estou usando como base de cálculo apenas 50% do potencial tarifário.  Ao mês, considerando apenas 20 dias, (ultra conservador este cálculo!) seriam arrecadados R$ 9,1 milhões e ao ano, R$ 109,2 milhões, ou seja, se tudo ficar por conta só do VLT ainda sobrariam R$ 7 milhões para investimentos na própria malha.

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Se considerarmos o potencial máximo apontado nos estudos de 250 mil usuários/dia, seriam arrecadados R$ 210 milhões/ano, sobrariam R$ 108 milhões para investimentos. Se considerarmos o gasto médio de R$ 7,00 por dia, na primeira conta arrecadaria R$ 218,4 milhões/ano e na segunda conta R$ 420 milhões/ano.

Portanto senhor governador, porque não terminar o VLT? A viabilidade é cristalina, demonstrada com ciências exatas.  Portanto, senhor governador, não se trata de uma tese aleatória de alguém que discorda por exemplo, da implantação do BRT, como já foi ventilado.   O que está atrás do morro?   Capitais como São Paulo já implementaram políticas públicas para até 2030 retirarem das ruas todos os ônibus com combustíveis fósseis. O mundo caminha no sentido da qualidade de vida e nós aqui na Capital, chamada “Cidade Verde”, estaríamos então na contramão da história? Usar o VLT do Rio de Janeiro como exemplo não serve, pois não foi inteiramente concluído, embora novos estudos já demonstrem sua viabilidade. As PPPs (Parcerias Público-Privadas) não seriam a melhor opção para este momento, conforme demonstrado acima, sobretudo porque refletiria na tarifa e seria fundamental a necessidade de retorno de capital neste caso, o que não ocorreria se investidos recursos públicos somente.

Eder de Moraes Dias

Ex- Secretario de Fazenda de Mato Grosso – Casa Civil  –  Ex Pres. Agecopa – Ex-Sec. da Copa do Mundo Fifa 2014 – Ex Relações Institucionais do Governo de MT em Brasília – Ex-Presidente MT Fomento – Ex- Sec. Fazenda de Várzea Grande – Educação e Governo ( VG ) – Bacharel em Direito – Agronegócios – Gestão Comercial – MBA Economia/Administração/Contabilidade – pós graduado em Governança Corporativa – Direito Constitucional – Filosofia e Direitos Humanos

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Gatuno Madraço

Deveria estar preso.

Cala sua boca e volta pro covil de onde não deveria ter saído.

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NILTON BORGATO – MT Ciências inicia novo formato com parceria dos municípios

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Contribuir para a popularização da ciência em Mato Grosso. Essa é uma das principais metas do projeto MT Ciências – Circuito Itinerante da Ciência, que possibilita à população o acesso a um universo de conhecimento nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.

Promovido pelo governo do estado, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), o projeto é composto por uma unidade móvel (carreta) com baú adaptado, que dispõe de uma série de recursos que provocam a curiosidade dos visitantes.

Neste mês, estamos iniciando um novo formato de atendimento às cidades mato-grossenses. Agora, o MT Ciências conta com a parceria dos municípios, e é muito importante que os gestores públicos tenham ciência dessa ação para o desenvolvimento de sua cidade.

Estamos vivendo a era da 4ª Revolução Industrial, conhecida como Indústria 4.0 e a transformação científica e tecnológica têm avançado níveis que sequer imaginávamos há alguns anos e, para não ficarmos alheios a esse processo, precisamos acompanhar, entender e participar dessa renovação mundial.

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Uma das formas para atingir esses objetivos é promover ações que transmitam conhecimento e permitam o descobrimento dessa nova realidade, permeada pela ciência e tecnologia, que são essenciais para o crescimento sustentável de qualquer nação.

A carreta atua justamente no despertar dessas áreas. As experiências possibilitam a percepção de uma ciência acessível, abrindo um horizonte mais real, ainda que virtual, de oportunidades. Eu sou do tempo das “feiras de ciências” nas escolas, quando as crianças ficavam encantadas com as experiências que eram realizadas.

E o MT Ciências possibilita o acesso ao conhecimento de forma lúdica, capaz de despertar vocações, principalmente nas crianças e nos adolescentes. Com isso, podemos estar contribuindo para o surgimento de futuros cientistas, pesquisadores ou empreendedores no nosso estado.

Histórias parecidas como a da nossa aspirante a astronauta, Maria Gisllany, que se encantou com a ciência e tem conseguido trilhar um belo caminho para a realização do seu sonho.

Para se ter uma idéia da potencialidade desse projeto, somente os estados de Mato Grosso e Minas Gerais possuem unidades móveis nesse padrão em todo o país, porém, a de Mato Grosso é a maior e mais bem equipada.

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O MT Ciências já percorreu 11 municípios do estado e também participou de um evento em São Paulo. Mais de 40 mil alunos já conheceram as atrações do projeto. Nesta semana, a carreta está em Colíder e, nos próximos meses, seguirá para as cidades de Canarana, Tangará da Serra, Lucas do Rio Verde e Campo Grande (MS).

Diante da necessidade de ampliar essa ação tão essencial para o estado, conclamamos aos prefeitos para unirmos os esforços. O estado contribui, o município contribui e toda a população ganha com o projeto. É a ciência indo ao encontro dos excluídos do circuito da cultura científica e fazendo a diferença para o futuro do nosso país.

*Nilton Borgato é secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação

 

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WILSON FUÁH – As viagens urbanas

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Os sinais estão em toda parte, e ao absorvemos as partes favoráveis, estes estarão ligados às energias interiores, e é através delas que criamos a fórmula para atrair os vários fatores, que produzirão uma nova realidade planejada por nós.

Todos os pensamentos são importantes, desde que bem usados, e estes fazem partes dos dias que seguem em constantes transformações, se movimentando para todos os lados, às vezes apresenta vestido com roupa da verdade e às vezes todas as verdades vêm de uma vez só, e surpreende a realidade por um dia ou pela vida toda, e que pode nos levar para outros caminhos.
Vemos pessoas indo através das viagens urbanas, olhando pelas janelas sujas dos ônibus,  e seguindo em frente,  são rostos tristes refugiados em seus próprios pensamentos, e sem poder pra mudar nada da sua existência, pois esta segue em profunda desvantagem.

Mas, aquele povo humilde,  que faz parte da força trabalhadora,  têm no fundo das suas almas, eternas procura por ações extraordinárias,  que na verdade são alimentadas pelas heranças culturais, que foram condicionadas aos pensamentos simplistas, previsíveis e mecânicos, mas por querer ser o que não é, passam por atores políticos que produzem grandes obstáculos imagináveis, por isso, vemos uma geração de pessoas vazias e totalmente dependentes das mãos dos dirigentes, que pela procuração do voto, tem o poder de assumir a sua realidade para os outros, porque a harmonia social, passa bem além da magia da vida, pois leis produzidas tem viés para produzir as dependências futuras, por isso, para os 75% da população brasileira acreditam em reformas não são produzidas para eles, pois o poder do povo se encerra após o voto.
No resumo da vida, haverá momentos de tristeza ou de alegria, por isso, não importa em que estágio você está, o importante é sair por aí simplesmente vivendo, e seguindo o seu coração, e acima de tudo, não usar o medo como freio das suas ações, o importante é colher os frutos da sua  de fé, por isso, devemos sempre,  acreditar em nós mesmo, e acima de tudo produzirmos o sentimento de fé em Deus e nos milagres que a vida possa nos oferecer.

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Não nos devemos surpreender com nada que nos cerca, pois nas nossas dúvidas e nas nossas distrações é que se encontram os milagres da realidade, discursos políticos são palavras soltas ao ar,  que se perdem e renovam as esperanças a cada 04 anos nesse mundo político.

Economista Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.

Fale com o Autor: [email protected]          

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