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É seguro fazer depilação a laser em peles negras?

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Especialista explica se é seguro realizar depilação a laser em peles negras
Unsplash/Reprodução

Especialista explica se é seguro realizar depilação a laser em peles negras

depilação a laser é uma das opções mais certeiras de depilação para quem quer praticidade, manter a pele lisa e macia por mais tempo ou mesmo retirar os pelos sem sentir dor. No entanto, o procedimento causa receios em quem tem a pele negra, já que alguns tipos de laser não são próprios para tons escuros e podem causar reações adversas como manchas, quelóides, queimaduras e cicatrizes.

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Com isso, muitas pessoas negras se perguntam se é possível fazer depilação a laser ou, ao menos, quais tipos de estabelecimento buscar e os cuidados necessários. A biomédica Suelle Lima, gestora de uma das unidades da empresa Vialaser, especializada na técnica, conta que se o procedimento for realizado com os equipamentos adequados e em uma clínica especializada, é possível fazer a depilação com segurança.

Por que a depilação a laser causa insegurança em quem tem pele negra?

Lima explica que, de maneira geral, o método usado na depilação a laser queima os pelos pela raiz, agindo diretamente nos bulbos capilares da área desejada. “Uma das características mais importantes do laser é o comprimento de onda, medido em nanômetros. Quanto maior for o seu comprimento de onda, maior é a sua capacidade de penetração; ou seja, consegue atingir camadas mais profundas da pele”, explica.

A melanina, que é a proteína que confere pigmentação à pele e aos cabelos, é o alvo do laser. Nos casos de pessoas que têm uma concentração maior de melanina na pele, o aparelho precisa “competir” com a melanina do corpo e com a do pelo. “Se a depilação não for feita com equipamentos específicos, pode ocasionar em queimaduras, cicatrizes, quelóides e manchas”, confirma a biomédica.

Outra questão que intensifica o receio é que, até pouco tempo, não existiam soluções consideradas seguras para realizar a depilação a laser na pele negra. Portanto, o procedimento era considerado arriscado. “Isso porque diversas soluções encontradas no mercado captam a melanina do pelo, e o aparelho não conseguia distinguir o que é pelo e o que é pele”, reforça Lima.

“A luz do laser é absorvida pela concentração de melanina. O ganho de energia faz com que o fio seja removido e não volte mais a crescer. Quanto mais grosso e escuro for o pelo, mais melanina ele terá e mais fácil será removê-lo”, acrescenta.

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Laser adaptado para peles negras

A profissional explica que existem equipamentos que adaptam o laser para agir corretamente na pele negra, identificando a melanina presente apenas nos pelos que se deseja remover. Desde 2019, a empresa disponibiliza uma tecnologia exclusiva que potencializa os resultados da depilação a laser com redução de dores e ideais para todos os fototipos.

O equipamento Splendor X, desenvolvido pela empresa Lumenis, possibilita esse resultado ao unir os lasers Alexandrite ao ND-Yag na mesma aplicação. Nesse caso, o alvo do laser continua sendo a melanina, mas em uma concentração mais baixa. O foco do laser ND-Yag é irrigar a raiz do pelo ao atingir os vasos sanguíneos, que irrigam a raiz do pelo.

“O ND-Yag consegue alcançar o bulbo capilar sem afetar a pele de forma tão agressiva a ponto de marcá-la. Isso ocorre porque, como o foco é o vaso, a melanina acaba sendo ponto de atração de menor proporção em relação a outras tecnologias”, explica Lima. Ou seja, a melanina presente na pele não é o alvo principal desse laser, tornando-o seguro para pessoas negras.

Cuidados extras

A biomédica explica que os cuidados pré e pós procedimento são os mesmos para todos os tipos de pele, como não tomar sol na região para evitar manchas e sensibilidade; aplicar filtro solar diariamente; não usar outro método de depilação a não ser lâmina entre as sessões; e evitar uso de ácidos.

No entanto, pessoas negras precisam intensificar a hidratação da região depilada. Lima indica o uso de cremes corporais à base de ureia, pois auxiliam na manutenção do aporte de água por mais tempo na pele. “O laser estimula a produção de colágeno, mas ele por si só não é suficiente. A falta de hidratação pode aumentar a sensibilidade na hora da aplicação, além do risco de microfissuras”, diz.

A especialista lembra ainda que, após o procedimento, é comum que a região depilada fique sensível. “Portanto, além dos cuidados básicos com a pele, vale manter a região hidratada e protegida com o uso do protetor solar.

Fonte: IG Mulher

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Tipos de manchas na pele: conheça cada um deles e saiba como tratar

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Tipos de manchas na pele: conheça cada um deles e saiba como tratar
Vitoria Rondon

Tipos de manchas na pele: conheça cada um deles e saiba como tratar

Manchas de pele é uma queixa comum entre homens e mulheres nos consultórios de dermatologia. Ocasionadas por fatores, como acne, exposição solar, medicamentos ou envelhecimento, elas costumam afetar a autoestima e exigem cuidados específicos. Por isso, as dermatologistas Cláudia Merlo e Paola Pomerantzeff e a esteticista dermaticista Patrícia Elias explicam como resolver esse problema. Confira!

O que são as manchas de pele?

Segundo Patrícia Elias, especialista em hipercromias (processo de formação de manchas escuras), o escurecimento da pele ocorre devido a uma anormalidade na pigmentação natural da pele. Ou seja, acontece quando os melanócitos (células que produzem melanina, responsáveis por dar cor e proteção à pele) sofrem algum estímulo, favorecendo o surgimento de manchas.

Causas da s manchas de pele

A alteração da cor natural da pele pode ser causada por diversos motivos, Patrícia Elias lista alguns deles:

  • Exposição excessiva ao sol; 
  • Alterações hormonais;
  • Envelhecimento da pele; 
  • Queimaduras; 
  • Picadas de inseto; 
  • Contato com frutas cítricas; 
  • Inflamação. 

Tipos de manchas na pele e tratamento 

Melanoses 

Popularmente conhecida como mancha senis, esse tipo é causado devido a excessiva exposição ao sol. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), elas costumam aparecer no dorso das mãos, colo e costas, que são as áreas mais expostas ao sol.

“As melanoses solares são encontradas principalmente em regiões com maior exposição ao sol, pois são resultado do efeito cumulativo da radiação solar, surgindo com o passar dos anos”, complementa a dermatologista Dra. Cláudia Merlo.

Entre os tratamentos indicados para esse tipo de mancha está o laser de luz pulsada, pois é uma das formas mais eficazes no clareamento de manchas resistentes. Além disso, também podem ser indicados pelo médico dermatologista o uso de ácidos na pele.

Fitofotodermatose

Conforme explica Patrícia Elias, as manchas de fitofotodermatose são causadas pela reação de frutas cítricas em contato com o sol. Ainda de acordo com a especialista, para esse caso, os tratamentos indicados são microagulhamento, luz intensa pulsada, ozonioterapia, ledterapia e peelings químicos específicos.

“O microagulhamento é ótimo aliado para tratar as manchas e estimular a produção de colágeno da pele. A luz intensa pulsada, que trabalha diretamente nos locais que existem mais melanina, promove uma coagulação que renova a área, clareando manchas. A ozonioterapia também é recomendada com o intuito de melhorar a qualidade da pele e ajudar a dispensar o pigmento”, esclarece. Além disso, manter a pele hidratada e utilizar o protetor solar também é fundamental durante o tratamento.

Melasma

O melasma é causado devido ao excesso de produção de melanina, influenciado por fatores genéticos, hormonais e exposição ao sol. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), costuma aparecer durante a gravidez ou por causa do uso de pílula anticoncepcional.

Apesar de não ter cura, esse tipo de mancha pode ser tratado com a utilização regular de filtro solar, além de cremes clareadores com Vitamina C e com ação de calmante e antioxidante, conforme explica a esteticista Patrícia Elias.

“É importante não se expor ao sol durante o tratamento. O melasma é uma mancha difícil e requer muito cuidado, por isso, é sempre importante procurar um profissional qualificado e especialista em hipercromias para indicar o tratamento adequado”, enfatiza.

Melanomas 

Apesar de sua origem também estar ligada às células que produzem melanina, esse tipo de mancha é cancerígena. “Para identificar o melanoma, preste atenção a pintas que se enquadram na regra ABCDE: apresentando assimetria, bordas irregulares, cores múltiplas, diâmetro maior que 6mm e evolução anormal”, explica a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff.

Ainda segundo a médica, ao encontrar alguma dessas alterações é importante procurar um dermatologista para receber o diagnóstico e tratamento adequado. “Inicialmente, realizamos a remoção cirúrgica do melanoma, que, dependendo da evolução do quadro, pode ser acompanhada de tratamentos como a quimio, a rádio e a imunoterapia”, explica.

Nevo Ota 

O nevo de Ota é uma pinta extensa com coloração amarronzada, azul, verde ou até arroxeada. Apesar de ser frequentemente confundida com manchas, é preciso ficar atento a esse tipo de pinta, pois ela não pode aumentar de tamanho. “Não é possível tratar o nevo de Ota com cosméticos tópicos clareadores, sendo necessário combatê-lo através do uso de tecnologias como o laser Q-Switched, que emite uma energia que atua exatamente sobre os melanócitos”, diz a especialista.

Manchas de acne 

Tecnicamente conhecida como hipercromias pós-inflamatórias, essas manchas, segundo a Dra. Cláudia Melo, surgem na pele após processos inflamatórios, causados por acne, lesões e procedimentos como lasers e peelings. Ao contrário dos outros tipos de mancha, nesse caso não é necessário realizar tratamento, pois elas costumam sumir com o tempo.

Mas, para ajudar no processo, é possível utilizar esfoliantes e máscaras. “Uma alternativa é a máscara de argila branca que, além de calmante, também possui propriedades desintoxicantes e deve ser misturada com água filtrada ou gel de babosa, deixando agir por cerca de 20 minutos uma vez por semana”, ensina a esteticista dermaticista Patrícia Elias.

Consulte um especialista 

É importante ressaltar que, independentemente do tipo de mancha, a consulta com um especialista é essencial para realizar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado para cada caso, evitando que problemas mais graves possam ocorrer. Por isso, evite se automedicar e preste atenção em qualquer sinal que possa surgir no seu corpo.

Fonte: IG Mulher

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5 frutas utilizadas em produtos para cabelos

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5 frutas utilizadas em produtos para cabelos
Redação EdiCase

5 frutas utilizadas em produtos para cabelos

As frutas não só alimentam, mas também são dotadas de substâncias benéficas para os cabelos. “Muitas frutas são fontes de ingredientes ativos para os cosméticos, mas é preciso usar a tecnologia para extrair as frações ativas e isolar os ingredientes que poderiam causar danos para pele e cabelos”, afirma a pesquisadora científica especializada em cosmetologia Sônia Corazza.

A profissional explica que as técnicas modernas de obtenção de ativos possibilitam a extração de princípios biológicos a partir de polpas de frutas. “Mas é preciso muita cautela, pois simplesmente adicionar sucos ou polpas diretamente sobre a pele ou cabelo pode causar sérios problemas de irritação, alergia ou fotossensibilização”, alerta.

A seguir, Sônia Corazza cita as frutas e as respectivas propriedades cosméticas usadas como ativos em cosméticos.

1. Abacaxi

É uma fruta rica em uma enzima chamada bromelina, contém vitamina C , tiamina, ácido fólico, vitamina B6 e minerais como potássio, magnésio, cálcio e manganês. Essa composição faz do abacaxi uma fruta de propriedades adstringentes, nutrientes e amaciantes e é indicado para limpeza e condicionamento dos cabelos.

2. Amora

Rica em mucilagens, açúcares, ácidos orgânicos, flavonoides e sais minerais como potássio, magnésio, cálcio e manganês, a amora apresenta propriedades protetoras e adstringentes. Fórmulas que se apropriam dessas características da fruta são indicadas para hidratar, nutrir e equilibrar os fios.

3. Pitanga

É uma fruta rica em açúcares essenciais, bioflavonoides antioxidantes e sais minerais. As propriedades estimulantes e adstringentes da pitanga são bem-vindas em fórmulas para o tratamento de cabelos em produtos com apelo nutritivo e estimulante.

4. Maracujá

Rico em vitaminas, proteínas, açúcares essenciais, bioflavonóides antioxidantes e sais minerais, o maracujá apresenta propriedades adstringentes, nutrientes e protetoras. É indicado para fórmulas de tratamento, limpeza e proteção de cabelos mistos ou oleosos, ou para condicionamento e proteção em produtos leave-in.

5. Cacau

Apresenta propriedades emolientes, hidratantes e nutrientes. É indicado para utilização em fórmulas para hidratação, nutrição e proteção de cabelos enfraquecidos. Pode ser utilizado em tratamento de cabelos ressecados. Por sua atividade hidratante e emoliente, também é recomendado para uso em produtos para a pele, como cremes e loções de tratamento, loções pós-sol, entre outros.

Fonte: IG Mulher

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