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‘É realmente um horror’, diz enviado do papa durante visita a Bucha

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Paul Richard visitou Bucha nesta sexta-feira (20)
Diculgação/Vatican News

Paul Richard visitou Bucha nesta sexta-feira (20)

O monsenhor Paul Richard Gallagher, secretário do Vaticano para a Relação com os Estados, visitou nesta sexta-feira (20) a cidade de Bucha, um dos lugares mais emblemáticos da guerra na Ucrânia, e passou por Irpen, Vorzel e Kiev.

Durante sua passagem por Bucha, o religioso rezou junto a uma vala comum perto da Igreja Ortodoxa de Santo André, de onde foram exumados mais de 100 corpos de civis após a retirada das tropas russas.

“É um horror porque essas coisas foram feitas por homens a outros homens e feitas gratuitamente a civis, de uma forma completamente bárbara. E isso é realmente um horror. Somos testemunhas dos sofrimentos e martírio deste país”, declarou o arcebispo.

Em declaração aos jornalistas, Gallagher comentou sobre sua presença na pequena localidade de Bucha, que ficou mundialmente conhecida por conta da quantidade de corpos abandonados nas ruas e enterrados em valas comuns, sendo que muitos deles estavam com mãos amarradas ou sinais de tortura.

“Estou em Bucha, em um lugar moderno como tantas outras partes da Europa, e deparo-me com esta realidade: aqui, centenas de pessoas foram enterradas. É inimaginável”, disse.

Gallagher também visitou a cripta da Igreja de Santo André e viu as fotografias tiradas durante a exumação das vítimas. “Tudo isto parte o coração”, lamentou. Em relação ao futuro do povo ucraniano e as relações com a Rússia, o enviado especial do Vaticano afirmou que a população encontrará a paz entre si, mas as feridas são profundas. “Agora é difícil falar de paz e de reconciliação, porque no coração das pessoas os sofrimentos, as feridas são tão profundas que é preciso dar tempo e deixar as pessoas falarem”, concluiu.

Além de Bucha, Gallagher também visitou o seminário de Vorzel, que havia sido ocupado e devastado pelas tropas russas, e participou de uma reunião e uma coletiva de imprensa conjunta com o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba.

“Em nome do Papa Francisco, aplaudo tudo o que vocês estão fazendo pelos refugiados e rezo para que a paz reine em breve na Ucrânia sobre a guerra”, escreveu Gallagher no Livro de Honra da Catedral da Ressurreição em Kiev.

Já na coletiva de imprensa, o religioso explicou que sua visita “visa demonstrar a proximidade da Santa Sé e do papa Francisco com o povo ucraniano, especialmente diante da agressão da Rússia”.

De acordo com ele, todos “estão entristecidos com as inúmeras mortes, violências de todo tipo, a destruição de cidades, a separação de famílias e o grande número de refugiados”.

“A Santa Sé reafirma, como sempre fez, sua disposição de favorecer um autêntico processo de negociação, vendo-o como o caminho certo para uma solução justa e permanente” do conflito entre a Rússia e Ucrânia, concluiu.

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Fonte: IG Mundo

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Autores repercutem atentado a Salman Rushdie nas redes sociais

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Ainda não há detalhes sobre o estado de saúde de Salman Rushdie
Reproducao: Facebook

Ainda não há detalhes sobre o estado de saúde de Salman Rushdie

O escritor anglo-indiano Salman Rushdie, de 75 anos, foi esfaqueado no palco de um evento em Nova York, nos Estados Unidos, nesta sexta-feira (12) . Ainda não há detalhes sobre o estado de saúde dele, mas sabe-se que ele sofreu ferimentos no pescoço. Autores se comoveram, compartilharam sua indignação e desejaram melhoras nas redes sociais.

O autor best-seller Stephen King escreveu “Espero que Salman Rushdie esteja bem”. O perfil no Twitter da Fundação José Saramago também publicou palavras sobre o atentado: “Chocados com o ataque de que Salman Rushdie foi alvo em Nova Iorque, enviamos ao escritor e aos seus familiares e amigos um abraço!”

Ricardo Isaías mandou boas vibrações e lamentou o mundo atual. “Todas as nossas orações, toda a nossa energia por Salman Rushdie. O mundo piora a cada dia!” Michel Laub usou as próprias palavras de Rushdie para tentar expressar o que aconteceu. “O atentado contra Salman Rushdie é mais uma derrota no q ele mesmo chamou, na época em q viveu escondido, de ‘guerra da mente literal contra a mente irônica'”, escreveu.

Joca Reiners Terron também deixou sua impressão: “Salman Ruhsdie é esfaqueado. Intolerância e fanatismo são verdadeiras chagas do espírito”. A obra de Rushdie fez com que ele se tornasse alvo de ameças de morte no Irã desde a década de 1980.

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Fonte: IG Mundo

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Ameaçado pelo Irã, escritor Salman Rushdie é esfaqueado em Nova York

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Escritor Salman Rushdie é esfaqueado durante evento em Nova York
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Escritor Salman Rushdie é esfaqueado durante evento em Nova York

O escritor anglo-indiano Salman Rushdie, de 75 anos, foi esfaqueado no palco de um evento em Nova York, nos Estados Unidos, nesta sexta-feira. Ainda não há detalhes sobre o estado de saúde dele. A informação foi confirmada pela polícia, acrescentando que ele sofreu ferimentos no pescoço. A obra de Rushdie fez com que ele se tornasse alvo de ameças de morte no Irã desde a década de 1980.

Um repórter da agência Associated Press (AP) testemunhou o episódio de violência registrado por volta de 10h30 no horário local. Um homem invadiu o palco do anfiteatro do centro educacional Chautauqua Institution e começou a agredir Rushdie. O escritor caiu no chão e o homem foi contido.

A endocrinologista Rita Landman, que estava na plateia, subiu ao palco para prestar os primeiros socorros após o ataque. Ela disse ao New York Times que Rushdie tinha várias facadas, incluindo uma no lado direito do pescoço, e que havia uma poça de sangue sob seu corpo.

“As pessoas diziam: ‘Ele tem pulso, ele tem pulso, ele tem pulso'”, disse Landman.

O homem detido era branco, tinha o cabelo raspado e estava usando roupas camufladas por baixo de um casaco preto. Rushdie foi levado do local de helicóptero por socorristas. A pessoa que estava entrevistando o escritor sofreu um leve ferimento na cabeça.

“Houve apenas um agressor. Ele estava vestido de preto, uma roupa preta folgada, e correu na direção dele”, disse ao Times Elisabeth Healey, 75, que estava na plateia.

“Houve um enorme lapso de segurança. Foi assustador que alguém pudesse chegar tão perto sem qualquer intervenção”, lamentou John Bulette, 85 anos.

O livro “Os Versos Satânicos” de Rushdie é proibido no Irã desde 1988. Muitos muçulmanos consideram a história uma blasfêmia. Um ano depois, o falecido líder do Irã, o aiatolá Ruhollah Khomeini, emitiu um edito, pedindo a morte de Rushdie. Uma recompensa de mais de US$ 3 milhões também foi oferecida para quem tirasse a vida dele. O escritor passou cerca de dez anos sob proteção policial e vivendo na clandestinidade. Ele mora nos EUA desde 2000.

Fonte: IG Mundo

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