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Saúde

Dúvidas sobre vacinas se espalharam como uma doença, diz executivo

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Vacina
Erasmo Salomão/ Ascom/ MS

Chefe da aliança global lamentou alto número de “fake news” sobre o tema

Dúvidas sobre vacinas se espalharam nas redes sociais como uma doença, e informações falsas de que elas “matam pessoas” deveriam ser retiradas pelas empresas que operam plataformas digitais, disse o chefe da aliança global de vacinas Gavi nessa terça-feira (21).

Leia também: Surto de sarampo chega a 880 casos nos EUA, maior registro dos últimos 15 anos

Falando em um evento patrocinado pelos Estados Unidos por ocasião da assembleia anual da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra, o diretor executivo da Gavi, Seth Berkley, lembrou que há forte consenso científico a respeito da segurança das vacinas .

Para ele, as redes sociais privilegiam conteúdo sensacionalista em vez de fatos científicos , convencendo rapidamente pessoas que nunca viram familiares morrerem de doenças evitáveis.

“Temos que pensar nisso como uma doença. Isso é uma doença”, disse Berkley. “Isso se espalha na velocidade da luz, literalmente”.

Leia também: Ministro diz que baixa adesão à vacinação pode comprometer hospitais

 A OMS diz que a imunização insuficiente está causando surtos de sarampo globais, cujos números estão atingindo picos em países que estavam quase livres da doença, incluindo os Estados Unidos.       

 A desinformação sobre vacinas , que a OMS diz salvarem 2 milhões de vidas por ano, não é uma questão de liberdade de expressão, e as empresas de redes sociais precisam tirá-la da internet, disse Berkley. “Lembro que isso mata pessoas”.

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Saúde

Contágio acelerado pelo novo coronavírus chega a 15 semanas no Brasil

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Centro de Manaus com pedestres andando pelas ruas
Mário Oliveira/SECOM

Brasil tem registrado cenas de aglomeração em meio à pandemia da Covid-19

O contágio pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) no Brasil chegou a 15 semanas de alta acelerada, mostram cálculos do centro de controle de epidemias do Imperial College , uma das maiores instituições de excelência na área da medicina.

Desde a semana de 27 de abril, o País tem taxa de transmissão acima de 1. Isso significa dizer que cada 100 pessoas contaminadas transmitem o novo coronavírus para 108 pessoas. Na semana que começou neste domingo (3), o índice se manteve em 1,08, o mesmo registrado na semana passada.

Nesse mesmo período, países que estavam na mesma situação que o Brasil em maio, como são os casos de Japão e Emirados Árabes Unidos, controlaram completamente a transmissão comunitária da Covid-19.

Apesar da preocupação com uma segunda onda, o países asiáticos tem tido sucesso na política de testagem em massa e rastreamento de contatos para suprimir novos focos.

Ainda de acordo com o Imperial College, Arábia Saudita e Paquistão, que também tinham transmissão sem controle há três meses, registram Rt abaixo de 1 desde julho. No balanço desta terça (4) da OMS, os dois aparecem também sem transmissão comunitária.

Segundo a OMS, sem medidas coordenadas de restrição ao contágio, o Brasil ainda terá um “longo caminho” antes de controlar a proliferação do novo coronavírus.

Dos países da América do Sul com mais de dez casos nas últimas duas semanas, só o Chile tem taxa de transmissão abaixo de 1. Argentina, Bolívia (ambos com 1,16), Venezuela (1,13), Colômbia, Peru e Equador (1,09) também apresentam contágio acelerado.

O Imperial College calcula essas taxas com base no número de mortes reportadas, dado menos sujeito a subnotificações. como há uma defasagem entre o momento do contágio e a morte, mudanças nas políticas de combate à epidemia levam em média duas semanas para se refletirem nos cálculos.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Vacina de Oxford evita que macacos tenham pneumonia, diz pesquisa

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Mão aplicando vacina em braço de paciente
Pixabay

Vacina de Oxford é uma das opções que estão sendo desenvolvidas contra a Covid-19

Uma pesquisa realizada em abril que teve seus resultados publicados na última semana na revista científica Nature mostra que a vacina experimental da Universidade de Oxford contra a Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), impediu que macacos desenvolvessem pneumonia. O imunizante está sendo desenvolvido em parceria com o laboratório AstraZeneca e deve ser a  vacina que o Ministério da Saúde usará para imunizar a população brasileira.

A vacina, que foi batizada de ChAdOx1, é produzida a partir do adenovírus, um vírus que causa resfriado em chimpanzés.

O vetor viral é modificado com uma parte do material genético do novo coronavírus, que tem a função de codificar a proteína que se liga à célula do hospedeiro que será infectado. A imunização ocorre pela indução da criação de anticorpos neutralizantes no organismo.

Além dos testes nos animais, as fases iniciais 1 e 2 da vacina ChAdOx1 foram realizadas entre 23 de abril e 21 de maio com 1.077 humanos voluntários saudáveis entre 18 e 55 anos no Reino Unido. A terceira fase está em andamento, sendo realizada em vários países, inclusive o Brasil.

A pesquisa valeu-se de três grupos, cada um com seis indivíduos de macacos rhesus. Cada grupo recebeu, respectivamente, uma dose, duas doses (uma no início do estudo e a segunda 28 dias depois) e uma dose placebo.

Passados nove dias após a imunização do grupo que recebeu dose foi dupla, os cientistas colheram sangue dos animais para verificar a presença de anticorpos anti-Sars-CoV-2 no organismo. O mesmo foi feito com os voluntários que receberem dose única, mas em um período de 14 dias depois.

No caso de quem recebeu dose única, o nível de anticorpos neutralizantes apareceu elevado já de sete a nove dias após a vacina. Já para os que receberam a dose dupla, o aumento foi ainda mais considerável. No grupo controle, a quantidade de anticorpos detectada foi próxima a zero.

Os pesquisadores também coletaram amostras para fazer testes RT-PCR 14 dias após a primeira e a segunda doses da vacina.

Tanto nos macacos que recebream dose dupla quanto naqueles que receberam apenas uma injeção houve queda significativa na presença do vírus no organismo. Além disso, não foi encontrado RNA viral no tecido dos pulmões desses animais.

Os macacos que receberam medicamento placebo continuaram a apresentar taxas elevadas do vírus tanto no tecido pulmonar quanto nas vias do nariz, da garganta e da traqueia.

Para os autores, esses resultados reforçam que a vacina tem altas chances de ser eficaz, embora estudos que comprovem sua segurança e eficácia em impedir a infecção estejam ainda em desenvolvimento.

Outra vacina que passou por esse teste foi a da Johnson & Johnson, que também teve sucesso. Assim como a ChAdOx1, ela é feita a partir de adenovírus.

A gigante farmacêutica foi a responsável por desenvolver vacina similar contra ebola e usa agora a mesma tecnologia contra a epidemia causada pelo novo coronavírus.

Fonte: IG SAÚDE

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