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Durante visita no Hospital Metropolitano, Botelho lamentou demissão do ministro Mandetta

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), considerou o momento inoportuno para a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirmada ontem (16), pelo presidente da República Jair Bolsonaro. Botelho, que esteve nesta sexta-feira (17), no Hospital Metropolitano – Hospital Estadual Lousite Ferreira da Silva, em Várzea Grande, também falou sobre as inúmeras ações que a ALMT está fazendo para ajudar no combate à pandemia e reforçou a importância sobre os cuidados de higienização para que não haja aumento da curva do coronavírus em Mato Grosso. 

A visita ao hospital foi feita também pelo governador Mauro Mendes e demais poderes para verificar o andamento da obra de reforma e ampliação dessa unidade que, antes, dispunha de 68 leitos e passará a ter mais 210 leitos, se tornando referência no tratamento de pacientes infectados pela Covid-19. A ALMT destinou R$ 10 milhões para ajudar o governo nessa obra. Ou seja, serão 278 leitos, sendo 40 de UTI.

“Foi muito ruim, evidentemente. O Mandetta vinha fazendo um trabalho brilhante na condução dessa crise e ele foi demitido nesse momento em que nós precisamos mais dele. Mas, a vida continua, a luta continua e acredito que não vai mudar muita coisa”, afirmou Botelho.

Da mesma forma, o governador também lamentou a saída do ministro da Saúde do cargo. “Mandetta um grande profissional, mostrou-se uma pessoa extremamente competente, carismática, fez um belíssimo trabalho. É lamentável, mas nesse momento temos que torcer para que o novo ministro possa dar continuidade no trabalho sério que vinha sendo feito, não só do Mandetta, mas por todo Ministério da Saúde e que isso não possa representar uma ruptura desta política de saúde pública tão importante nesse momento”, afirmou Mendes, ao reconhecer o empenho da Assembleia Legislativa nas ações de combate à pandemia.

Na oportunidade, Botelho falou à imprensa e mandou mensagem de otimismo à população, alertando sobre os cuidados necessários. “O momento é de esperança, calma e tranquilidade. Todos precisam se proteger, principalmente, os idosos. Ainda vamos ter dias difíceis porque o número de infectados ainda não subiu. Sabemos que vai subir porque a hora que começar a liberar um pouco, mas é natural. Não temos como paralisar o vírus nesse momento. Esse isolamento já ajudou muito porque não aumentou tanto o número de contaminados, mas não vai acabar. É importante ficarmos atentos porque após isolamento será necessário todos os cuidados, até que encontrem um remédio ou vacina”, destacou. 

AÇÕES – além da aprovação de projetos para o governo enfrentar a pandemia, a Assembleia Legislativa criou a comissão mista Observatório Socioeconômico para acompanhar e sugerir ações que protejam a população. Também mantém diálogo com alguns sindicatos de classes para entendimento, por exemplo, sobre o pagamento de mensalidades escolares e situação de professores interinos.

De acordo com Botelho, a ajuda para a construção de novos leitos no Hospital Metropolitano foi fundamental. “A Assembleia está atuando em todos os setores. Já ajudou a Santa Casa, o Hospital Universitário Júlio Muller, fizemos um trabalho para criar o FEEF [Lei 10.709/18]. A Assembleia está atuando na vanguarda, está à frente de tudo, especialmente nesse momento de dificuldade”, afirmou Botelho, ao destacar que também atuam para consolidar a criação de linhas de créditos, via MT Fomento, para micro empresários. 

ISOLAMENTO – Botelho também falou sobre a necessidade de se analisar o isolamento social conforme a realidade de cada município. Para ele, não dá para uniformizar e a regra tem que ser diferenciada. “Agora, acho que tem que prevalecer a decisão dos prefeitos. São eles que têm as informações e estão acompanhando diariamente através das secretarias municipais de Saúde”.

HOSPITAL DE CAMPANHA – Conforme o governador, a ampliação de novos leitos foi decidida após avaliação do alto custo à construção de um hospital de campanha, ou seja, hospital temporário. 
“Pegamos orçamento das mesmas empresas que fizeram lá em São Paulo, mas o preço é mais caro por quatro meses apenas. Depois, se quiser mais um mês tem que pagar em média de R$ 3 milhões por mês. A implantação custaria uns R$ 15 ou 16 milhões. Esse hospital [Metropolitano] com mais 210 leitos vai ficar mais barato e é uma obra definitiva. Adotamos a melhor estratégia para entregar resultado à população gastando bem o dinheiro público”, finalizou Mendes. 

FEEF – LEI Nº 10.709/18 – Institui o Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal de Mato Grosso – FEEF/MT e dá outras providências. Lei que instituiu o Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal de Mato Grosso – FEEF/MT, gerido pela Secretaria de Estado de Fazenda, destinado à alavancagem de recursos para a implementação e a execução de políticas públicas de saúde e ao auxílio na recomposição das finanças públicas estaduais, a fim de se promover o equilíbrio fiscal.

Fonte: ALMT

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Delegado Claudinei defende a reativação da unidade avançada do Incra de Rondonópolis

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Foto: SAMANTHA DOS ANJOS FARIAS

Foto: SAMANTHA DOS ANJOS FARIAS

O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) se reuniu com representantes de assentamentos rurais e autoridades para debater a reabertura da unidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Rondonópolis, na segunda-feira (20), na sede da União das Associações de Moradores dos Bairros de Rondonópolis (URAMB). Também, o superintendente da entidade, Marcos da Cunha, participou por videoconferência da reunião.

“Uma reunião importante, onde eu representei a Assembleia Legislativa junto com outros parlamentares. É uma preocupação de todos que é reativar a unidade do Incra de Rondonópolis. Eu já havia conversado com o superintendente do Incra, Marcos Cunha, semana passada, e informou que estão chegando mais dois ou três servidores de outro Estado para aturarem em Rondonópolis, sendo que ele já havia pedido esse apoio para a gente firmar essa parceria junto ao prefeito José Carlos do Pátio para manter o prédio e conceder servidores”, explica o parlamentar.

Unidade

A unidade de Rondonópolis foi fechada no mês de julho deste ano, sendo que todos os municípios 11 municípios das regiões sul e sudeste de Mato Grosso passaram a ter o apoio para a regularização fundiária, atendimentos de processos de reforma agrária e cadastro de imóveis rurais e outros serviços, na sede do Incra de Cuiabá. Após a assinatura do prefeito José Carlos do Pátio (SD) do Programa Titula Brasil, no dia 17 de agosto, uma das expectativas é a reabertura da unidade avançada do Incra. De acordo com ex-chefe do Incra do município, Nelsivon Silva Gomes, a entidade atende 5.800 famílias e se todas elas que forem contempladas com definitivos terão a possiblidade de acessar linhas de créditos de cerca de R$ 4 bilhões como empréstimo, com juros mais baratos e sem fiador.  

“Precisamos de pouca coisa, a regularização tão sonhada. O programa Titula Brasil ajuda, mas não resolve tudo. Quando eu estava à frente do Incra, fui sincero com o deputado Claudinei, nós queremos a mão dupla. Estamos cansados de ganhar tapas nas costas. Nós precisamos simplificar. Precisamos de quatro coisas, sendo que três estão certas como novos servidores, bom entrosamento com Marcos Cunha e envolvimento da classe política. Mas, nós precisamos apenas de um, com toda a certeza, espero que a sede seja na Rua João Pessoa, número 164, para atender todos os municípios”, declarou Gomes.

Ele alerta que foram golpeados pela gestão municipal quando foi fechada a unidade do Incra. “Tem gente que não conjuga com os mesmos interesses do trabalhador. Preciso deixar claro. Tem gente de Rondonópolis que não tem os mesmos interesses que cada trabalhador tem. Nós conseguimos identificar isso. Pessoas que financiaram para levar os processos daqui para a unidade de Cuiabá, financiou do próprio bolso, com uso do caminhão da prefeitura, para levar os processos. Nós já reclamamos, documentado ao prefeito. Precisamos comunicar à população. Até pessoas de mal caráter está na gestão municipal, precisamos comunicar à população e aos assentados”, expôs Nelsivon.

Também, marcaram presentes os deputados estaduais Thiago Silva (MDB), Gilberto Cattani (PSL), vice-prefeito de Pedra Preta, Iraci Souza, secretário de Habitação e Urbanismo de Rondonópolis, Huani Rodrigues, representantes de assentamentos rurais de Rondonópolis, do parlamentar Nininho (PSD), prefeito José Carlos do Pátio (SD) e dos municípios de Juscimeira, Poxoréu, Pedra Preta e São José do Povo.

Programa – Com a efetivação do Programa Titula Brasil, os municípios terão a oportunidade de aumentar a capacidade operacional dos procedimentos de titulação e regularização fundiária das áreas rurais do Incra. A execução será feita diretamente pelo Núcleo Municipal de Regularização Fundiária (NMRF) por meio da disponibilização de equipe técnica pelo município.

Fonte: ALMT

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Padarias receberam R$ 11,7 milhões de empresário cuiabano e CPI suspeita de lavagem de dinheiro

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Danilo Trento, durante depoimento à CPI na última quinta-feira [Foto – Agência Senado]

Metrópoles – Uma receita de pãozinho milionária elaborada por quatro padarias está na mira da CPI da Covid-19. Juntas, as panificadoras receberam R$ 11,7 milhões entre 2019 e 2020. A fortuna foi repassada para a empresa Elite Trading Comércio, Importação e Exportação, ligada à Primarcial Holding e Participações Ltda, empresas ligadas ao empresáro cuiabano Danilo Trento. A empresa fica no mesmo endereço da Precisa Medicamentos, que atuou na negociação de venda da vacina Covaxin ao Ministério da Saúde, em negócio frustrado ante a sucessão de escândalos apontados pela CPI.

Em uma das transações suspeitas, a Primacial fez transferências para a empresa Elite Participações, que repassou dinheiro para quatro padarias. As transferências teriam sido feitas entre dezembro de 2019 e dezembro de 2020. Uma delas supera o valor de R$ 9,5 milhões. “A Elite é a que chama mais atenção. Algumas transferências vão da Primarcial para quatro padarias, uma transferência é de R$ 9 milhões. Haja pão”, comentou o senador e vice-presidente da CPI Randolfe Rodrigues (Rede-AP),

A  suspeita é que as padarias Carlinhos CNS Padaria e Mercadinho, a Dax Padaria e Merc Eireli, Padaria e Mercadinho Uberlan Eir e Princesa Renata Padaria e Mercadinho, localizadas em São Paulo, façam parte de um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a Primarcial.

 

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