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Opinião

DULCE FIGUEIREDO – A depressão pode ultrapassar doenças cardíacas em 2020

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) já identifica a depressão como a doença do século. Esse transtorno emocional afeta o humor e a emoção causando uma tristeza profunda, alterações repentinas de humor, ânimo e apetite, baixa autoestima, pensamentos pessimistas e comportamentos de autodepreciação ou até automutilação, além de outros sintomas.

Atualmente, o transtorno depressivo é a quarta doença mais popular, mas a tendência é que durante o ano de 2020 passará a ocupar o segundo lugar. Ainda de acordocom a OMS, a depressão só está atrás de doenças cardíacas. O preconceito que cerca a depressão é um dos maiores fatores de risco, porque por medo de represálias, a pessoa passa a esconder o que está sentindo. Pessoas com depressão tendem a ter uma visão piorada e distorcida das situações, por isso precisam de apoio e atenção.

Além dos fatores externos, como experiências traumáticas e a forma prática de lidar com situações adversas, a predisposição à depressão aumenta caso alguém da família já tenha desenvolvido o transtorno. Isso não quer dizer que, se seus antepassados tiveram quadros depressivos você decerto terá, mas sim que um acompanhamento psicológico antecipado pode ser uma forma de prevenção, já que você pode entender de onde vem seus pensamentos, sentimentos e sensações a ponto de transformá-los, antes que fujam de controle.

Pensamentos de morte são um dos sintomas mais graves de depressão. Muitas pessoas deprimidas querem morrer ou sentem que, por valerem pouco, merecem morrer.
Aproximadamente 15% das pessoas deprimidas não tratadas terminam a sua vida se suicidando. Uma ameaça de suicídio é uma emergência, deve ser sempre ser levada a sério. Quando a pessoa ameaça se matar, é importante buscar ajuda imediatamente e é possível que o médico a interne para que ela possa ser supervisionada até o tratamento reduzir o risco de suicídio.

A família desempenha um importante papel no tratamento e no bem-estar dessas pessoas. Todos temos a necessidade de nos sentirmos de alguma forma especiais, queridos e amados pelas pessoas do nosso convívio, principalmente àquelas com quem crescemos e que fizeram parte do nosso desenvolvimento. Por isso, a compreensão da condição como sendo um transtorno sério e não uma simples indisposição, ou ainda, uma forma de chamar a atenção é de suma importância.

A falta de empatia dos familiares pode inclusive dificultar a compreensão da própria pessoa sobre seu quadro, quando ela própria passa a acreditar que está apenas melancólica já que é o que as pessoas que ela admira e confia afirmam, o que acaba causando ainda uma grande sensação de incompreensão, inadequação, solidão e de que não é possível receber ajuda.

Mas a boa notícia é que existe sim assistência e tratamento para a contenção, que dão oportunidades de uma vida plena e feliz ao paciente depressivo. Acredito no acompanhamento combinado, psicoterapia e uso de fármacos quando recomendado por um psiquiatra. A dedicação do paciente na frequência em seu tratamento psicoterápico e psiquiátrico determinarão a evolução do quadro chegando a uma recuperação completa. A participação das pessoas de seu convívio, no apoio ao tratamento psiquiátrico e incentivo na frequência à psicoterapia faz total diferença na recuperação.

Dulce Figueiredo, psicóloga clínica há 25 anos em exercício.

 

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Opinião

A popularidade do governo e do governante

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A pesquisa do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) diz que 40% dos brasileiros consideram o governo ótimo ou bom, subindo 11 pontos em relação à verificação anterior, de dezembro. O número de ruim e péssimo, nesse mesmo período, caiu de 38% para 29%. É o maior índice da gestão de Jair Bolsonaro, cuja avaliação pessoal elevou-se de 41% em dezembro, para 50% atualmente, número próximo aos 51% aferidos em abril de 2019.

Os números demonstram a força de Bolsonaro, mesmo com toda a carga de críticas, intolerâncias e revezes sofridos e da pandemia da Covid 19, que já matou quase 140 mil brasileiros e envolveu o presidente e governadores numa indigesta discussão político-administrativa. O alarido e as críticas – fundadas ou infundadas – não tiveram força para minar o prestígio popular tanto do governo quanto do governante.

No regime democrático, a crítica é admitida, desde que de fonte identificada e não constitua crime (pelo que o autor pode ser processado). A Oposição consciente é bem-vinda. Os que criticam construtivamente ajudam na correção de rumo e na colocação do pais na linha do desenvolvimento. Já os que criticam apenas por criticar acabam caindo no vazio da falta de credibilidade. A política mundial – inclusive a brasileira – vive um momento desconfortável. Afastados do poder ou inconformados com a perda das eleições recorrem a narrativas mentirosas (fake-news) ou a manifestações de intolerância contra os que obtiveram a maioria dos votos e têm a missão de governar ou compor as casas legislativas. Essa onda de “jogar futebol” com simulacros da cabeça do presidente ou de outras autoridades e pessoas para contra elas protestar, por exemplo,  é uma das ações de mais mau-gosto que se pode presenciar. Pregação da barbárie.

Se realmente querem fazer oposição, os adversários do presidente,  dos governadores e dos prefeitos devem, antes de tudo, deixá-los trabalhar e pelo menos tentar cumprir o que prometeram quando pediam votos para se eleger. Nada obsta criticar e sugerir medidas, mas jamais criar sinistroses culpando o governante de absurdos como fogo na Amazônia e no Pantanal, avanço da Covid 19 e outras fantasias que não se prova. Esse comportamento, em vez de prejudicá-los, pode transformá-los em vítimas e beneficiá-los, não se esqueçam…

Ser oposição, mais do que um legítimo direito, consiste no respeitável princípio basilar da democracia. Mas tem de ser inteligente o suficiente para não cair no ridículo e ainda beneficiar o alvo. Em vez dos protestos que nada fazem além do agito momentâneo, os que pretendem ser candidatos deveriam guardar suas forças para o período eleitoral. E os demais – especialmente artistas e desportistas – seriam mais bem sucedidos se evitassem tomar partido, pois lhes é mais lógico conviver bem com toda a população e não apenas com a parcela contra ou favorável ao governo. Em vez manifestação política, fariam melhor se, mercê dos seus talentos, aprimorassem seus trabalhos para atrair platéia, não precisando recorrer a dinheiro do cofre público para se sustentar.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

[email protected]                                                                                                     

 

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Opinião

LEONARDO CAMPOS – Pantanal equilibrado é possível

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No último final de semana estive no Pantanal acompanhado de outros membros da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e demais autoridades políticas, regionais e nacionais, que participaram da audiência pública do Congresso Nacional, e pudemos ver o cenário devastado que substitui as impressionantes paisagens que estávamos acostumados a contemplar.

Também pudemos verificar no local o resultado trágico da catástrofe provocada pelas chamas, que já resultou no número incontável de animais e espécies de vegetação que morreu e ainda morre nas chamas do incêndio que persiste há mais de dois meses.

Tudo isso demonstra o total descumprimento ao princípio fundamental que temos ao meio ambiente equilibrado. Esta é uma garantia que surge na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, em 1972, em Estolcomo (Suécia), e foi acolhida pela Constituição Federal (1988) com o propósito de demonstrar que a dignidade humana passa pela convivência com um ecossistema pleno.

O questionamento que se faz neste momento de crise ambiental é: qual é o nosso dever em relação ao meio ambiente? Como alcançar esse equilíbrio?

Diante destas incógnitas muitas respostas já tentaram ser dadas. É bem verdade que em muitas vezes as soluções encontradas são notadamente desequilibradas, porque pendem para os extremos. E, neste ponto, a filosofia aristotélica nos ensina que a virtude está no meio, no equilíbrio.

Precisamos ter consciência de que a preservação ambiental não se dá no sentido absoluto da palavra, e muitas interpretações apontam equivocadamente que o ideal deveria ser a manutenção intocável das áreas verdes.

É bem verdade que temos uma legislação ambiental no Brasil que possui regras de proteção ao meio ambiente, mas ainda é insuficiente na promoção do protagonismo do homem e da mulher que mora no bioma como guardiões e promotores de uma diversidade econômica sustentável.

No Pantanal, que é conhecido por ser a maior planície alagável do mundo, os pantaneiros dão prova de que esse modelo de exploração econômica alinhado com a preservação ambiental sustentável é possível. Além da pecuária praticada na região, os moradores da região também atuam na indústria do turismo e no extrativismo, fatores que demonstram a importância dessas pessoas na construção de um sistema ecológico equilibrado.

Neste momento no qual a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) em conjunto com o Conselho Federal da OAB se une para defender nossas riquezas naturais por meio da fauna e flora, assim como a dignidade de um povo que habita as planícies alagadas do Pantanal, o que precisamos combater é o desequilíbrio, a falta de bom senso, as práticas ilegais e criminosas que afrontam o direito de todos nós em ter um meio ambiente equilibrado.

Isso é comprovadamente possível e não pode ser tratado como utopia. Somos nós os protagonistas desta história. Somos nós, os habitantes do Pantanal – e assim me considero porque minha família possui propriedade na região há mais de 160 anos – e todos aqueles, que mesmo não morando dentro do bioma desfrutam de suas riquezas-, temos a missão de transformar as premissas constitucionais em uma realidade harmoniosa comum.

Leonardo Campos é advogado e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

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