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Doria parabeniza envolvidos na reforma, mas não cita Bolsonaro

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Marcos Corrêa/PR – 3.7.19

Antes próximos, o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria estão com relação desgastada

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), deixou o presidente Jair Bolsonaro de fora dos seus cumprimentos a políticos pela aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara. Em entrevista nesta tarde, ele disse que telefonou para os presidentes da Câmara e do Senado e o ministro da Economia, Paulo Guedes, para comemorar a votação.

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Perguntado se não havia procurado Bolsonaro , Doria disse:”O ministro Paulo Guedes representa o governo. Dei meus cumprimentos a ele.”

Doria estava em viagem ao exterior no dia da votação da reforma e retornou nesta manhã a São Paulo. Para o tucano, a aprovação da proposta foi mérito da Câmara e de suas lideranças partidárias.

“Foi uma vitória da Câmara. De Londres, cumprimentei nosso líder deputado Rodrigo Maia. Foi uma vitória da liderança composta por ele e demais líderes”, afirmou.

Doria e Bolsonaro protagonizaram no mês passado o primeiro embate político tendo próxima eleição presidencial como pano de fundo. Desde então, embora descartem publicamente um estremecimento da relação, ambos passaram a ver com desconfiança movimentos um do outro.

Doria é o principal nome do PSDB para a Presidência daqui quatro anos. Bolsonaro tem dado sinais de que pode disputar a reeleição. Após uma semana no exterior em busca de investimentos, Doria comentou que investidores receberam com “entusiasmo” a aprovação em primeiro turno da reforma da Previdência e que, quando concluída, “abrirá as comportas para investimentos em desestatização”.

O governador considerou o texto aprovado “robusto e importante”, apesar das mudanças que flexibilizaram trechos da reforma.

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“A reforma foi consistente, atingiu patamar muito elevado ainda que não tenha sido 100% do que a equipe econômica desejava. Doria também disse ter confiança de que estados e municípios sejam incluídos na reforma na discussão no Senado”, concluiu Doria .

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Onde não tem atuação do garimpo não tem Covid-19, diz líder Yanomami

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Líder indígena faz denúncias em série documental


As tentativas de controle da pandemia têm sido comprometidas , principalmente, pelo cabo de guerra político travado entre prefeitos, governadores e governo federal. E, para jogar luz nesse debate , o capítulo IX da série documental “A tirania da minúscula coroa: Covid-19” traz uma composição de importantes visões acerca do tema.


Um dos participantes é o líder da tribo indígena Yanomami , Maurício Ye’kwana. No episódio 9º episódio, “A (des)politização da panemia”, Ye’kwana afirma que o garimpo está destruindo a comunidade Yanomami e pede ações do governo federal. “O número de garimpeiros está, cada vez mais, aumentando nas terras indígenas. Os garimpeiros entram, poluem, trazem a violência e levam o que não tem que ser levado”, diz.

O líder – que também é diretor da Hutukara Associação Yanomami -, acredita que a quantidade de pessoas vindas de fora das terras indígenas é responsável pelo aumento no número de casos de Covid-19 entre os membros da tribo. “São 94% de infectados, principalmente crianças e idosos. Esses são os maiores problemas que enfrentamos hoje”, aponta. “Onde não tem atuação do garimpo, não tem essa doença, aonde tem atuação dos garimpeiros tem essa doença. E mais de 200 (indígenas) estão infectados. Os yanomamis estão sofrendo”, afirma.

Ye’kwana aproveita a oportunidade e faz um apelo ao governo federal . “Que o governo cumpra o seu papel de tirar os invasores das nossas terras, dando autonomia para que a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) faça uma operação.”

Além do líder dos Yanomami, o documentário ainda conta com nomes como o escritor Pablo Ortellado, Fernando Abrucio, Marco Aurélio Nogueira, Carlos Melo, o professor André Singer e a ex-secretária adjunta do Bolsa Família Letícia Bartholo.

Entendimento

O jornalista Gustavo Girotto, diretor da série, destaca que o episódio ouviu cientistas políticos, antropólogos e lideranças indígenas para traçar uma linha de compreensão .

“Tentamos entender os efeitos e os impactos dessas medidas na vida das pessoas, mais que isso, as possíveis consequências dessa politização. As ruas se tornaram virtuais e, diariamente, popularidades estão sendo testadas. Qual o efeito prático dessas ações?”, questionou Girotto, mencionando que partiu dessa premissa.

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TSE adia decisão a respeito de tese sobre abuso de poder religioso

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José Cruz-Agência Brasil

O julgamento deve ser retomado na terça-feira (18)


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu, nesta quinta-feira (13), o julgamento que pode definir a possiblidade da aplicação da conduta de abuso de poder religioso nas eleições municipais deste ano.

Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes e Tarcísio de Carvalho Neto votaram contra a medida. Somente o relator, Edson Fachin, defendeu a tese para punição. O julgamento deve ser retomado  na terça-feira (18).


O tribunal julga o caso em que o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a cassação de uma vereadora do município de Luziânia (GO), eleita em 2016, por suposto abuso de poder religioso. De acordo com o processo, o pai da parlamentar e pastor da Assembleia de Deus teria promovido um reunião com membros da igreja para pedir votos. Pelo episódio, a vereadora foi condenada pela Justiça Eleitoral, mas recorreu ao TSE. 

Até o momento, os três ministro que votaram, inclusive o relator, entenderam que as provas anexadas ao processo não são suficientes para cassação da vereadora, mas decidiram analisar a tese de abuso de poder religioso para aplicação em outros casos. Essa forma de abuso nas eleições não está prevista em lei. 

Segundo Fachin, é necessária impor limites às “atividades eclesiásticas” para proteger a liberdade do voto e a legitimidade do processo eleitoral. Alexandre de Moraes e Tarcísio de Carvalho Neto entenderam que não se pode impedir os religiosos de votarem em quem professa sua fé e limitar a atuação do seguimento religioso na política. Ainda faltam os votos de quatro ministros.

O TSE é composto por sete ministros, sendo três do STF, dois do STJ, e dois advogados com notório saber jurídico.

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