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Política Nacional

Doria acompanha vacinação de quilombolas em cidade que Bolsonaro viveu

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Agência Brasil

Governador João Doria acompanhou vacinação de quilombolas em Eldorado, cidade em que Bolsonaro viveu no Vale do Ribeira
Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Governador João Doria acompanhou vacinação de quilombolas em Eldorado, cidade em que Bolsonaro viveu no Vale do Ribeira

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) acompanhou moradores do Quilombo Ivaporunduva, no município de Eldorado, na região do Vale do Ribeira, interior paulista, que foram vacinados contra a Covid-19 neste sábado (23). Foi a primeira comunidade quilombola a ser vacinada no estado, justamente na cidade em que viveu o presidente Jair Bolsonaro dos 11 aos 18 anos. Uma parte de sua família ainda mora em Eldorado.

A primeira moradora a receber a dose da Coronavac foi Benedita Ferreira da Silva, de 77 anos: “Nós queremos saúde. Já estamos cansados desse combate da doença. Sinto saudade de quando podia estar na igreja, rezando, ir na casa dos amigos. Agora é mais difícil, tem que usar máscara e álcool”, disse ela, que mora com dois filhos e três netos.

Benedito Alves da Silva, 65, que integra a coordenação da associação da comunidade, foi vacinado na sequência. “É muito importante essa vacina, não só para o Quilombo de Ivaparunduva, mas para todas as comunidades quilombolas do nosso estado. É uma doença devastadora. Então, é muito importante que essa vacina venha para a gente poder retomar o nosso trabalho, a nossa roça, a nossa conversa no final da tarde.”

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À região do Vale do Ribeira, foram enviadas 2,7 mil doses para o início da campanha. Segundo o governo paulista, 300 foram vacinados neste sábado com a presença de Doria em Eldorado.

Os serviços de saúde municipais da região serão responsáveis pelas estratégias de vacinação para alcançar mais de mil famílias de comunidades quilombolas localizadas nos municípios de Iporanga, Cananéia, Itaoca, Barra do Turvo, Miracatu, Iguape, Eldorado, Jacupiranga e Registro.

“Em Eldorado, iniciamos a vacinação nas comunidades Quilombolas de SP no Quilombo Ivaporunduva. Vacinamos 300 Quilombolas que vivem em extrema vulnerabilidade”, escreveu em suas redes sociais o governador.

Os quilombolas foram incluídos entre os grupos prioritários da primeira fase do Plano Estadual de Imunização (PEI). Neste primeiro momento, também receberão as doses da vacina profissionais de saúde, idosos com mais de 60 anos e pessoas com deficiência com mais de 18 anos vivendo em instituições de longa permanência e indígenas aldeados.

“Esses são os primeiros quilombolas vacinados no Brasil . Isso é muito importante, porque é uma representação significativa. O Plano Nacional de Imunização, o PNI, destruiu os quilombolas. Não vou aqui discutir, nem entrar no mérito e nem fazer críticas, apenas dizer que em São Paulo estamos vacinando”, provocou Doria, em mais um capítulo de sua guerra particular com Bolsonaro .

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Política Nacional

Governo negou 3 ofertas da Pfizer por vacina em 2020, perdendo milhões de doses

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Pfizer teve três propostas de vacinas recusadas pelo governo de Jair Bolsonaro
Patrick T. Fallon/Divulgação

Pfizer teve três propostas de vacinas recusadas pelo governo de Jair Bolsonaro

O governo de Jair Bolsonaro rejeitou no ano passado três ofertas da farmacêutica norte-americana Pfizer , deixando de obter pelo menos 3 milhões de doses em meio à escassez de vacinas contra a Covid-19 e impossibilitando que a vacinação começasse ainda em 2020. O volume, que tinha entrega prevista até fevereiro, equivale a cerca de 20% das doses já distribuídas no país até o momento.

Nesta semana, o  Ministério da Saúde anunciou que pretende comprar doses da vacina da Pfizer, quase sete meses após a primeira oferta apresentada pela empresa, que previa que as primeiras entregas fossem feitas ainda em dezembro do ano passado, antecipando o calendário, que começou de fato quase um mês depois no Brasil .

Das três propostas feitas pela Pfizer antes da que o governo diz ter aceito agora, embora ainda não haja nenhum contrato assinado, duas previam vacinas sendo aplicadas já em dezembro, quando o imunizante da fabricante norte-americana passou a ser aplicado em outros países, como Reino Unido e os EUA. A terceira proposta previa entrega das vacinas em janeiro. A primeira proposta feita pela Pfizer ocorreu em 14 de agosto de 2020 e previa a apliacação de 500 mil doses em dezembro do ano passado, segundo a Folha de S.Paulo . Até junho, era prevista a entrega de 70 milhões de doses, mas o governo recusou e, com isso, atrasou todo o processo.

Agora, a proposta que o Ministério da Saúde diz ter aceito tenta negociar com a empresa entregas a partir do mês de maio. As recusas iniciais, portanto, atrasaram por meses as entregas e aplicações de milhões de doses da vacina aos brasileiros, que hoje veem o número de casos e mortes aumentar por todo o país, sistemas estaduais de saúde colapsarem e novas medidas restritivas serem tomadas.

O governo federal, agora, muda o tom e tenta mostrar que busca negociar a compra das doses de vacinas. Até o momento, no entanto, as doses contratadas imunizariam somente 65% da população , percentual considerado insuficiente para a chamada imunização coletiva. A lentidão da campanha nacional impressiona, e governadores e prefeitos buscam negociar a compra de vacinas diretamente com fabricantes, o que incomoda Bolsonaro.

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A exemplo da Pfizer, o Instituto Butantan também teve propostas recusadas pelo governo federal. Hoje, a Coronavac é responsável por pelo menos 78% das vacinas aplicadas no Brasil.

Confira em detalhes as propostas da Pfizer ao governo brasileiro

Primeira proposta, de 14 de agosto de 2020:

  • 500 mil doses em dezembro de 2020;
  • 1,5 milhão de doses em janeiro ou fevereiro;
  • 5 milhões de doses no segundo trimestre;
  • 33 milhões de doses no terceiro trimestre; e
  • 30 milhões de doses no quarto trimestre.

Segunda proposta, de 18 de agosto de 2020:

  • 1,5 milhão de doses em dezembro de 2020;
  • 1,5 milhão de doses em janeiro ou fevereiro;
  • 5 milhões de doses no segundo trimestre;
  • 33 milhões de doses no terceiro trimestre; e
  • 29 milhões de doses no quarto trimestre.

Terceira proposta, de 11 de novembro de 2020:

  • 2 milhões de doses em janeiro/fevereiro;
  • 6,5 milhões de doses no segundo trimestre; e
  • 61,5 milhões de doses, meio a meio, nos terceiro e quarto trimestres​.

Proposta de 15 de fevereiro, aceita segundo o Ministério da Saúde:

  • 2 milhões de doses em maio;
  • 7 milhões de doses em junho;
  • 10 milhões de doses em julho;
  • 10 milhões de doses em agosto;
  • 10 milhões de doses em setembro;
  • 20 milhões de doses em outubro;
  • 20 milhões de doses em novembro; e
  • 21 milhões de doses em dezembro.

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Política Nacional

PF sugere falta de firmeza da PGR em investigação que mira aliados de Bolsonaro

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Procurador-geral da República, Augusto Aras
Pedro França/Agência Senado

Procurador-geral da República, Augusto Aras

A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal entraram em atrito pelo inquérito dos atos democráticos . A última discordância aconteceu pelo pedido de busca e apreensão na casa de Fábio Wajngarten, que ainda era secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, relevado pelo Painel. A PGR se manifestou contra a medida apresentada e a PF insinuou falta de coerência e ausência de ímpeto no início das investigações. As informações foram apuradas pela Folha de São Paulo. 

A PF argumenta que, dois dias antes da solicitação da PGR, o órgão solicitou buscas contra ativistas, jornalistas, deputados e apoiadores do presidente e foi contra as ações da Secom em relação ao Wajngarten. A polícia entende que com essas atitudes, a procuradoria desacelerou o ritmo quando percebeu que os alvos eram próximos do Palácio do Planalto.

No momento, o que se fala nos bastidores é sobre o relatório que foi entregue pela PF em dezembro de 2020, que resumia as diligências. De acordo com a PGR, é entendido que a delegada não encontrou evidências dos crimes apurados. A polícia tem o entendimento que não pode avançar em uma parte das buscas, porque não teve o apoio da procuradoria e que ainda há outros crimes a serem investigados. 

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