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Economia

Dólar sobe 0,66%, fecha a R$ 5,49 e atinge maior valor desde janeiro

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Dólar subiu 0,66%, influenciado por fatores externos, como a queda de commodities
Ivonete Dainese

Dólar subiu 0,66%, influenciado por fatores externos, como a queda de commodities

O dólar fechou em alta ante o real nesta quinta-feira (21) e atingiu o maior patamar em seis meses. A moeda norte-americana subiu 0,66%, negociado a R$ 5,4970.

Durante o pregão, o dólar chegou a atingir a máxima de R$ 5,5144. É a maior cotação de fechamento desde 24 de janeiro, quando o dólar terminou cotado a R$5,5017

O movimento foi influenciado por fatores externos, como a queda de commodities e as preocupações com os rumos da inflação e dos juros globais. O cenário doméstico marcado pelo aumento da percepção de riscos fiscais e políticos também pressiona o câmbio.

“Do ponto de vista externo, vemos a disseminação da inflação de forma global e o movimento de alta nas taxas de juros de países desenvolvidos. Pelo lado interno, o temor de risco fiscal dos investidores e as instabilidades políticas”, disse o especialista de câmbio da SVN, João Felipe Rocha.

Já o Ibovespa fechou em alta nesta quinta e conseguiu recuperar o patamar dos 99 mil pontos.

O principal índice da B3 foi impulsionado pelo avanço das ações da Vale e dos bancos, que compensaram as quedas da Petrobras, além do sinal positivo emitido pelos mercados americanos.

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O principal índice da B3 subiu 0,76%, aos 99.033 pontos. É o maior patamar de fechamento desde o pregão do dia 08 de julho, quando o Ibovespa fechou aos 100.288 pontos.

“O Ibovespa operou no campo positivo muito puxado pelas ações da Vale, após uma queda muito representativa das ações ontem”, destaca o sócio e Head de Renda Variável da Monte Bravo Investimentos, Bruno Madruga.

Papéis da Vale e bancos fecham em alta; Petrobras cai

Os papéis da Vale e dos bancos fecharam com alta nesta quinta-feira, o que compensou as quedas nas ações da Petrobras, que acompanharam o movimento de baixa da commodity no exterior.

Os papéis da mineradora se recuperaram das quedas do dia anterior após a divulgação de dados de produção e vendas abaixo do esperado.

Vale ON subiu 1,75% e CSN ON, 0,21%. Usiminas PN subiu 0,67%

No setor financeiro, Itaú PN e Bradesco PN tiveram altas de 0,81% e 1,35%, respectivamente.

Petrobras ON caiu 1,10% e Petrobras PN, 0,51%. PetroRio ON subiu 2,61% e 3RPetroleum caiu 3,76%

Na ponta positiva, Rede D’Or ON avançou 7,80% e as units da SulAmérica, 6,79%.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Inflação dos aluguéis residenciais sobe 1,05% em julho, diz FGV

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O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (Ivar), divulgado hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FVG), subiu 1,05% em julho. No mês anterior, a taxa havia apresentado queda de 0,31%. Com isso, o acumulado em 12 meses do indicador passou de 8,05% em junho para 8,65% em julho.

Todas as cidades pesquisadas pelo Ibre/FGV tiveram elevação no Ivar na passagem mensal. O maior reajuste ocorreu em Belo Horizonte (2,49%), após apresentar a maior queda em junho (-4.12). Em Porto Alegre os alugueis residenciais ficaram 1,07% mais caros, em São Paulo o aumento foi de 0,82% e no Rio de Janeiro o Ivar subiu 0,39%.

Na comparação anual, houve aceleração do Ivar acumulado em 12 meses em Belo Horizonte (de 7,89% para 9,71%), São Paulo (8,23% para 8,99%) e Porto Alegre (de 6,29% para 6,31%). Já na cidade do Rio de Janeiro, o indicador passou de 10,43% para 10,41%, sendo a maior taxa interanual pesquisada.

Segundo o Ibre/FGV, o Ivar mede a evolução mensal dos valores de aluguéis residenciais no Brasil, analisando dados anônimos de contratos fornecidos por um conjunto de agentes do mercado imobiliário. A próxima divulgação será no dia 6 de setembro.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Economia

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Economia

Rentabilidade dos bancos retorna ao nível pré-pandemia

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A rentabilidade dos bancos já retornou ao nível pré-pandemia, com o crescimento da margem de juros, a redução das despesas com provisões (reserva sobre riscos de crédito) e os ganhos de eficiência. A avaliação é do Banco Central (BC), em seu Relatório de Estabilidade Financeira referente ao segundo semestre de 2021, divulgado hoje (9).

“A rentabilidade do sistema continua se recuperando dos efeitos da pandemia e deve se manter resiliente no curto prazo. Após queda significativa no primeiro semestre de 2020, a rentabilidade do sistema retornou a níveis próximos daqueles observados antes da pandemia”, diz o documento.

Segundo o BC, as despesas com provisões estabilizaram-se e o atual nível de cobertura de provisões “pode contribuir para absorver eventuais aumentos em ativos problemáticos”. A margem de crédito está pressionada pelo aumento do custo de captação, mas deve se beneficiar do mix mais rentável e de novas contratações de crédito a taxas mais altas. Ainda segundo o relatório, as receitas de serviços devem crescer em ritmo mais lento e os custos, apesar de controlados, devem seguir pressionados pela inflação.

O lucro líquido do sistema foi de R$ 132 bilhões em 2021, 49% superior ao registrado em 2020 e 10% acima do observado em 2019. O retorno sobre o patrimônio líquido foi de 15%, retornando a níveis pré-pandemia.

Segundo o BC, entretanto, a expectativa é de evolução mais moderada da rentabilidade nos próximos períodos. “O cenário para 2022 é de atividade econômica mais fraca, menor crescimento do crédito, normalização da inadimplência e de custo de captação e operacional mais altos. Esses elementos representam obstáculos para a evolução da rentabilidade à frente”, diz o relatório do BC.

O crédito bancário às micro, pequenas e médias empresas segue crescendo acima no nível pré-pandemia. Embora tenha havido novas concessões no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e do Programa de Estímulo ao Crédito (PEC), o destaque foi para o aumento da carteira não vinculada a programas.

Testes de estresse

A base de capital sólida e os resultados dos testes de estresse continuavam demonstrando a resiliência do sistema bancário no segundo semestre do ano passado, com provisões adequadas ao nível de perdas esperadas com crédito e capitalização e liquidez confortáveis.

No teste de estresse, o BC simula o quanto uma situação de severa inadimplência e de corrida aos bancos impacta o cumprimento dos limites regulatórios mínimos pelas instituições financeiras e quanto a autoridade monetária precisaria aportar ao sistema financeiro. Entre esses limites estão a manutenção de uma reserva em caixa para garantir que os bancos paguem todos os clientes que forem sacar dinheiro em momentos de crise. São testados também os riscos de crédito, juros, câmbio e desvalorização de imóveis.

O BC considerou dois cenários, o primeiro de queda na atividade econômica e no consumo das famílias, aumento do desemprego, queda da inflação e das taxas de juros; e o segundo cenário de um aumento de incerteza na economia, com deterioração fiscal, alta do câmbio, elevação da taxa de juros e pressão da inflação.

“O BC avalia que não havia risco relevante para a estabilidade financeira. Testes de estresse de capital demonstravam que o sistema bancário estava preparado para enfrentar todos os choques macroeconômicos simulados”, diz o relatório. “Os resultados obtidos nas análises de sensibilidade também indicam boa resistência aos fatores de risco, simulados isoladamente”, completa.

O teste de estresse de liquidez também indica quantidade confortável de ativos líquidos em caso de saídas de caixa em condições adversas ou choque nos parâmetros de mercado no curto prazo.

Riscos

De acordo com o BC, o risco fiscal elevado e o processo de aperto monetário em curso, de elevação dos juros, continuam impactando as condições financeiras atuais e, consequentemente, a atividade econômica atual e futura. “A confiança do mercado na estabilidade financeira permanece elevada, embora tenha recuado levemente. As instituições financeiras manifestaram preocupação com o risco fiscal e com a inflação doméstica, menor confiança na recuperação da atividade econômica e queda na disposição para tomar riscos”, diz o BC.

De acordo com o relatório, para as instituições financeiras “o aumento da inflação afeta as decisões de consumo e de investimento, provoca queda da renda e do poder aquisitivo das famílias e leva ao aperto monetário, afetando a atividade econômica, o endividamento e a inadimplência”.

No âmbito global, o sistema financeiro das principais economias segue resiliente. “Em relação ao risco associado ao aumento das tensões geopolíticas internacionais após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, a reduzida corrente de comércio do Brasil com os países diretamente envolvidos no conflito sugere impacto limitado por esse canal”, explica.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Economia

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