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Economia

Dois mil milionários deixaram o Brasil em 2018; segurança aparece entre motivos

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milionário de terno
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Dois mil milionários deixaram o Brasil no ano passado, revela pesquisa

O Brasil perdeu dois mil milionários no último ano, segundo relatório do AfrAsia Bank, feito em parceria com a consultoria New World Wealth . O número indica que 1% do total de brasileiros com mais de US$ 1 milhão decidiu viver no exterior, segundo a pesquisa. Entre as motivações para a saída do país estão preocupações com segurança e economia. Essas razões, além de busca por mais qualidade de educação e oportunidades no mercado de trabalho, também estão por trás do vaivém de milionários mundo afora.

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No ano passado, 108 mil milionários deixaram suas casas e buscaram residência em outro país pelo mundo. O número representa um acréscimo de 13 mil donos de fortunas milionárias se deslocando. O foco do estudo são os chamados “High-net-worth individual” (HNWI), termo utilizado no universo das finanças para denominar alguém que possui investimentos acima de US$ 1 milhão, ou seja, cerca de R$ 4 milhões.

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No ranking de ” outflows “, categoria que mostra as dez nações que registraram a maior quantidade de milionários deixando seus países no último ano, o Brasil ocupa o 7º lugar, de acordo com o colunista de O Globo , Ancelmo Gois.

A China ficou em primeiro lugar, com 15 mil milionários emigrando de um país superpopuloso, com mais de 1 bilhão de habitantes. Essa leva que deixou o país asiático representa 2% do seu total de milionários, percentual acima do brasileiro (1%).

Em seguida, estão Rússia, com sete mil milionários emigrantes, Índia, com cinco mil, Turquia, com quatro mil e França e Reino Unido, com três mil cada. Após o Brasil, vêm Arábia Saudita e Indonésia, ambos com mil milionários emigrantes

Em 2019, os cinco países que mais receberam imigrantes milionários foram Austrália, que registrou a entrada de 12 mil; Estados Unidos, com dez mil; Canadá, com quatro mil; Suíça, com três mil; e Emirados Árabes Unidos, com dois mil milionários entrando em seu território.

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Segundo o relatório, as cinco cidades  com o maior número de milionários no mundo são: Nova York, com 377,8 mil residentes cujo patrimônio ultrapassa US$ 1 milhão; Londres, com 318,2 mil; Tóquio, com 315,4 mil; Hong Kong, com 235,7 mil; e Cingapura, com 222,3 mil milionários.

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O estudo revela que a riqueza total de indivíduos no mundo é de US$ 204 trilhões, aproximadamente R$ 811 trilhões. A pesquisa envolve 90 países e 150 cidades e é feita anualmente.

Fonte: IG Economia
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Governo acelera projeto de lei para privatizar Eletrobras

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Linhas de transmissão da Eletrobras arrow-options
Getty Images

Orçamento de 2019 conta com R$ 12 bilhões que seria obtidos com a venda da Eletrobras

O governo acelerou, internamente, o andamento do projeto de lei para privatizar a Eletrobras. A necessidade de dinheiro para liberar recursos no Orçamento e conseguir fechar as contas neste ano apressou as discussões nos ministérios da Economia e de Minas e Energia, que contam com a desestatização também como parte da agenda pós-reforma da Previdência.

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A equipe econômica ainda não definiu, porém, quando enviará o projeto de privatização ao Congresso Nacional. Antes, o texto será submetido ao presidente Jair Bolsonaro, que dará a palavra final sobre o assunto. A desestatização da Eletrobras precisa passar pela análise de deputados e senadores porque a empresa foi excluída do Programa Nacional de Desestatização (PND).

No entendimento do governo, é necessário uma nova lei para incluir a empresa no PND e tocar a privatização. É a mesma situação de Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

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A grande maioria das estatais é corrupta, diz secretário de Desestatização

 O Orçamento deste ano conta com uma receita de R$ 12 bilhões que seria obtida com a venda da estatal de energia. Diante das incertezas sobre o avanço do projeto, o Ministério da Economia decidiu retirar esse valor das previsões de arrecadação, o que ajudou a aumentar o total de despesas bloqueadas. Atualmente, cerca de R$ 35 bilhões estão contingenciados.

Agora, o governo busca receitas para desbloquear recursos e evitar novos cortes. A privatização é vista como uma das possibilidades de arrecadação federal. Técnicos reconhecem, porém, que a discussão sobre o tema no Congresso será difícil e que há muita resistência de parlamentares à venda de estatais como a Eletrobras.

Fonte: IG Economia
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Economia

Procon-RJ instaura ato para multar Light por atraso em religação

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Linhas de distribuição de energia elétrica arrow-options
Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

Para o Procon-RJ, a Light não apresentou argumentos que afastasse sua responsabilidade

O Procon-RJ instaurou nesta terça-feira (16) um “Ato Sancionatório” contra a Light. Em maio desde ano, o presidente da entidade, Cássio Coelho, abriu investigação preliminar contra a empresa. A motivação foi demora nos reparos de suas instalações na Região Metropolitana do Rio de Janeiro após as fortes chuvas que ocorreram no dia 28 de Abril.

Na época, após verificarem diversas reclamações dos consumidores nas redes sociais e no material divulgado pela imprensa sobre o serviço da Light , os fiscais do Procon-RJ  realizaram três dias de fiscalização em casas e estabelecimentos comerciais da cidade do Rio e da Baixada Fluminense. Os relatos eram de mais de 24 horas sem fornecimento de energia elétrica. 

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Após prestar esclarecimentos, para o Procon-RJ, a empresa não apresentou argumentos que afastem a sua responsabilidade ou a preocupação em restabelecer a normalidade do serviço público com celeridade.

Segundo o órgão de defesa do consumidor, houve falha no serviço prestado pela concessionária, o que trouxe  transtornos para a população. Moradores e comerciantes de bairros e municípios do Rio, como Vila Isabel, Tijuca, Duque de Caxias e São João de Meriti, tiveram prejuízos com eletrodomésticos , perda de mercadorias e fechamento de lojas.

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Entenda: Quanto tempo se deve guardar um comprovante? Veja dicas do Procon-SP

Muitos consumidores também ficaram sem conseguir contato com a Light devido ao telefone ficar indisponível após a queda de energia. Os que conseguiram contato, relatavam ainda que não era dado prazo para normalização do serviço.  

 A empresa alegou que os prazos obrigatórios para restabelecimento de energia, previstos na resolução da Aneel, eram restritos às hipóteses de suspensão de energia e não se aplicavam ao caso do temporal. Segundo a Light, eles se enquadravam em interrupção de energia elétrica por incidente alheio ao controle da empresa.

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Para os analistas do Procon-RJ, a concessionária de serviço público deixou de cumprir o contrato de prestação de energia de forma adequada por deixar os consumidores sem luz por tempo implausível, além de não ter demonstrado, na oportunidade que lhe foi concedida, as medidas tomadas para minimizar os prejuízos dos consumidores lesados pela ausência de luz.

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O Ato Sancionatório intima a Light para apresentar ao Procon Estadual, a contar do recebimento da notificação, sua defesa em 15 dias e, com ela, o relatório econômico atual, a fim de calcular o valor da multa que poderá ser aplicada. 

Fonte: IG Economia
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