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Economia

Do total de endividados, 22,2% têm 50% da renda comprometida, diz CNC

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Percentual de brasileiros com mais de 50% da renda comprometida com dívidas atinge o maior patamar em 5 anos, aponta CNC
Arquivo/Agência Brasil

Percentual de brasileiros com mais de 50% da renda comprometida com dívidas atinge o maior patamar em 5 anos, aponta CNC

A inflação em alta, além de corroer o poder de compra dos brasileiros, fez com que a proporção de famílias com dívidas ou contas em atraso no país batesse recorde em maio, segundo dados divulgados ontem pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Do total de endividados, 22,2% precisaram de mais de 50% da renda para pagar débitos com bancos e financeiras, proporção mais elevada desde dezembro de 2017. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), a dificuldade em honrar as dívidas é influenciada, entre outros fatores, pela inflação ao consumidor persistente acima dos 12% anuais.

A pesquisa mostrou, também, que o comprometimento médio da renda familiar com dívidas chegou a 30,4% em maio, o maior percentual desde agosto do ano passado.

Ainda conforme o estudo, 28,7% das famílias estavam inadimplentes, maior percentual desde janeiro de 2010, quando ficou em 29,10%. Em maio, quando foi realizada a pesquisa, 10,8% das famílias endividadas disseram não ter condições de pagar as dívidas, pouco abaixo do registrado em abril (10,9%), mas 0,3 ponto percentual (p.p.) acima de maio do ano passado, quando essa proporção era de 10,5%.

Em maio, o país registrou a maior taxa de inflação acumulada em 12 meses desde 2003, conforme dados prévios divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril acumulado em 12 meses ficou em 12,13%.

Na comparação com maio do ano passado, aumentou de 68% para 77,4% a proporção de famílias endividadas no país, o que corresponde a uma alta de 9,8 pontos percentuais. Mas, em relação a abril (77,4%), esse percentual apresentou ligeiro recuo, de 0,3 p.p.

A proporção de endividados, segundo a pesquisa, desacelerou nas duas faixas de rendimento, após sucessivas altas a partir de abril de 2021. A queda foi maior entre as famílias de menor renda, com até dez salários mínimos (0,3 p.p.).

Para esse grupo, além disso, o volume dos que afirmaram não ter condições de pagar as contas já atrasadas se manteve estável (13,1% do total). Essa dinâmica é explicada pela melhora do mercado de trabalho e pela transferência de renda, como o incremento no valor do Auxílio Brasil, o saque extra do FGTS e a antecipação do 13º salário para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a CNC, foi a primeira vez, desde novembro de 2020, que essa desaceleração foi observada nas duas faixas de renda da pesquisa.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, atribui essa desaceleração aos programas de transferência de renda, além da melhora no mercado de trabalho.

“São medidas essenciais para apoiar as famílias no pagamento de dívidas e despesas e que permitem ainda a manutenção do consumo e a consequente movimentação da economia”, avaliou.

Cartão de crédito responde por 88,5% do endividamento

O tipo de dívida mais comum, por cartão de crédito, em um ano apresentou avanço de 7,6 pontos percentuais, taxa acima da média trimestral. No entanto, na avaliação mensal teve uma leve queda de 0,3 p.p., chegando a 88,5% do total de famílias endividadas.

A economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, explica que esse resultado foi motivado por mais gastos no cartão entre os consumidores com ganhos acima dos dez salários mínimos, já que o endividamento na modalidade aumentou 12 p.p., alcançando históricos 92,9% de famílias nesse grupo.

“A flexibilização da pandemia e a vacinação contra Covid-19 têm possibilitado a retomada do consumo de serviços, como viagens, lazer e entretenimento, habitualmente pagos com cartão de crédito pelos consumidores na faixa de maior renda”, observa a economista.

Para Carlos Heitor, professor de Finanças do Coppead da UFRJ, no cenário de pandemia de coronavírus e a guerra na Ucrânia, os números, que indicam maior comprometimento da renda familiar no pagamento de dívidas, já eram esperados.

“Outro ponto a destacar é a redução drástica da atividade econômica, que fez com que muitas famílias perdessem o emprego. O efeito da inflação no dia a dia dessas famílias levaram ao endividamento. Por exemplo: elas gastavam X para pagar as suas despesas, como alimentação, combustíveis e transportes e agora gastam 40, 50 vezes mais e, infelizmente, os salários não acompanharam a inflação, fazendo com que as pessoas se endividassem”, avalia.

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Economia

Crise nas aéreas gera atrasos e cancelamentos de voos nos EUA e Europa

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Feriado de 4 de julho nos Estados Unidos pode ser afetado por atrasos e cancelamentos de voos
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Feriado de 4 de julho nos Estados Unidos pode ser afetado por atrasos e cancelamentos de voos

O feriado prolongado de 4 de julho nos Estados Unidos, que celebra a Independência norte-americana e é uma das datas mais importantes do ano para os locais, é afetado neste ano pelos altos preços das passagens aéreas e a crise global do setor. Nos EUA e na Europa, trabalhadores de companhias aéreas fazem mobilizações e promovem greves, gerando atrasos e cancelamentos de voos.

A expectativa é que, ao longo do feriado prolongado, 12,3 milhões de pessoas passem pelos postos de segurança dos aeroportos norte-americanos, segundo levantamento da universidade DePaul.

Em maio, no fim de semana do Memorial Day, outro importante feriado nos EUA, quase 21 mil voos entrando ou saindo do país foram cancelados ou tiveram problemas com atraso. No 4 de julho, o movimento esperado é ainda maior, então há um temor em relação às greves das aéreas, que podem colocar em xeque as férias de europeus que vêm aos EUA e aos norte-americanos que se deslocam tradicionalmente no feriado da Independência.

Além do risco de cancelamento ou atraso dos voos, a passagens estão mais caras no feriado em 2022 em comparação com os anos anteriores.

“Infelizmente, o verão de 2022 será muito desagradável para muitos passageiros de companhias aéreas”, disse à agência Bloomberg Henry Harteveldt, fundador e analista do setor de viagens do Atmosphere Research Group.

De 27 de maio a 30 de junho, as sete maiores companhias aéreas dos Estados Unidos cancelaram mais voos – 2,7% – do que em 2019, último verão sem impacto da pandemia. No mesmo período daquele ano, 1,7% dos voos foram cancelados. Os atrasos também aumentaram, de 19,4% para 25,3%.

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Segundo a RadarBox.com, empresa de rastreamento de voos, na Europa o cenário é ainda mais grave, com mais que o dobro dos cancelamentos de companhias aéreas dos EUA entre abril e junho.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Receita alerta para golpe do falso IOF antecipado via Pix

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Cobrado sobre operações de crédito e de câmbio, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) está sendo usado por criminosos para enganar tomadores de empréstimos. A Receita Federal emitiu um alerta sobre estelionatários que se passam por supostas empresas para condicionar a liberação do crédito ao pagamento antecipado de IOF via Pix.

Segundo o Fisco, os fraudadores fornecem documentos falsos de notificação e de arrecadação que induzem o cidadão a recolher taxas inexistentes para a liberação do dinheiro. A vítima repassa o suposto IOF por meio de transferências Pix para pessoas físicas.

Boleto usado no golpe condiciona transferência de empréstimo a pagamento adiantado de IOF por Pix Boleto usado no golpe condiciona transferência de empréstimo a pagamento adiantado de IOF por Pix

Boleto usado no golpe condiciona transferência de empréstimo a pagamento adiantado de IOF por Pix – Divulgação/Receita Federal

Em comunicado, a Receita Federal informa que jamais fornece dados para recolhimento de tributos ou de taxas via transferência. Segundo o órgão, os servidores do Fisco não prestam serviços de empréstimo à população nem entram em contato para cobrar pagamentos.

Embora alguns tributos possam ser pagos via Pix, a Receita esclarece que o IOF só pode ser quitado por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), pago pela instituição que concede o empréstimo, não pelo tomador. Caso desconfie ser vítima de um golpe, a Receita Federal orienta que o cidadão procure imediatamente a polícia, munido de todas as provas possíveis, e registre um boletim de ocorrência.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Economia

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