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Opinião

LICIO MALHEIROS – Talento cuiabano

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A musicalidade tem: caráter, qualidade ou estado do que é musical. A música é uma arte e como tal, uma expressão; portanto é peculiar aos homens, não apenas através do conhecimento, como  também, pela possível compreensão.

A música exerce em nós, verdadeiro fascínio, ela nos faz pausar e refletir em um período de tempo passado, e concomitantemente, relembrar nossas experiências: amorosas, familiares, e de  vivência, ela nos faz viajar no tempo.

Esse tempo cronológico me remete, ao bairro em que nasci o bairro do porto, mais precisamente na Avenida Mário Corrêa nº 77, sou saudosista, trago arraigado em mim, a minha infância e adolescência ali vivida; portanto, sempre que possível estarei valorizando e divulgando, as pessoas que ali nasceram e cresceram.

A chamada em questão, por si só, já denota a importância da valorização da nossa gente e dos nossos valores, a família Pouso, pela qual tenho maior carinho e apreço; família  tradicional do bairro do mesmo nome.

Reporto-me ao novo talento em Cuiabá, o cantor sertanejo João Marcio, excelente cantor cuiabano, filho do meu amigo Marcio Pouco, sucesso inconteste.

No domingo passado dia (6), foi realizada uma grande peixada, no bar do Portuga, com todas as medidas de prevenção, preconizadas pela (OMS), como: distanciamento, álcool em gel, mascara e por aí vai.

Contando com a apresentação do cantor João Marcio que abrilhantou o evento.

A comida em questão foi um sucesso, peixe fresquinho, farofa de banana, e o tradicional pirão, prato cuiabano de altíssima qualidade, tudo preparado pelo nosso amigo Mauro Pouso tio do cantor, um exímio cozinheiro.

Mais que uma festa, foi uma confraternização, principalmente pelo fato de ali encontrarmos, grande número de amigos que há muito tempo não os via, algo memorável, impagável, revi amigos de infância.

Tive o prazer de reencontrar, um colega de trabalho nos idos dos anos 80, quando dávamos aula no Colégio Afirmativo, o meu grande amigo, Gerson Valério Pouso conhecido popularmente como (Nico), hoje procurador do Estado.

Próximo do final do evento encostou  um veículo, da Secretaria de Ordem Pública e Defesa Civil, com os agentes de regulação e fiscalização, os senhores: Givanildo Bezerra Guimarães e Edimirson Otávio  de Oliveira.

Pediram apenas, para que o som fosse baixado, o fazendo de forma cordial,  educada; temos que parabenizá-los pelo cumprimento do dever.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo.

 

 

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Opinião

LICIO MALHEIROS – Regularização fundiária

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O engendramento e alinhamento entre os poderes constituídos, quando ocorre de forma harmoniosa e dirigida com objetivo de atender os mais humildes os expropriados do capital, aí a coisa flui.

Para que isso ocorra, necessário se faz, a quebra de paradigmas, mais do que isso, a ruptura das barreiras, institucionais, partidárias e por aí vai.

Principalmente, pelo despojamento dos seus pares, em deixar de lado: vaidade pessoal, egocentrismo, soberba e por aí vai, principalmente, em se tratando do Poder Público.

Quando isso ocorre, a tendência, é que a coisa tenda a caminhar, em direção a um bem comum que é restritamente dirigido à justiça social e igualdade.

No mundo moderno vivemos hoje, injustas desigualdades sociais, fruto do pluralismo, do individualismo e da intolerância, fatores estes, que acabam refletindo diretamente nas condições de vida de muitos brasileiros, desta forma ampliando cada vez mais a pobreza urbana, algo a ser corrigido.

Quando nos deparamos com uma notícia alvissareira por parte do governo estadual, na pessoa do governador Mauro Mendes (DEM), sobre Regularização Fundiária.

Regularização esta, que se deu através da sinergia e parceria entre os poderes constituídos, o Executivo e o Legislativo; que não mediram esforços no sentido de disponibilizar recursos, para este tão sonhado feito, a titulação desses imóveis de forma definitiva.

Nessa parceria entre os poderes, a ALMT, retirou de seus cofres R$ 7,5 milhões para garantir que o programa fosse à frente. Parabéns, ao Governo do Estado e aos trabalhos dos 24 deputados estaduais, que unidos liberaram orçamento da Assembleia para somar com o dinheiro do Intermat e do MT Par, para a realização desse feito memorável; atingindo os moradores dos bairros CPA I, II e IV respectivamente.

Os títulos entregues são documentos de posse definitivos, registrados em cartório. A emissão da certidão cartorária é o que garante, de fato, a propriedade do imóvel aguardada há décadas pelas famílias. Com a posse legal, o morador não só viverá com mais segurança, como terá o direito a sucessão (de herança), de venda, e de utilizar o imóvel como garantia para empréstimos.

Vale lembrar, que os documentos serão entregues nas casas das pessoas para evitar aglomerações, e sem custo algum.

Como sou adepto ao uso das redes sociais, mais precisamente ao Facebook; deparei-me, com a postagem do deputado estadual Elizeu Nascimento (PSL), político municipalista, portanto, com uma trajetória política voltada a atender os bairros da capital, principalmente os periféricos.

Em sua fala, exalta a alegria e satisfação pelo feito memorável alcançado, e vai além ao diz “Como vice-presidente da Comissão de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e Regularização Fundiária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT); hoje participei de um sonho que agora é realidade para os moradores dos bairros CPA I, II na entrega de títulos de regularização fundiária, que aconteceu na Escola Ana Maria do Couto no bairro CPA II e para os moradores do CPA IV 1 ETAPA na Escola Victorino Monteiro da Silva, esse feito é motivo de orgulho e satisfação por parte de alguém oriundo da periferia”, sábias palavras deputado.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

 

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Opinião

EMANUEL FILARTIGA – Os Saberes da Floresta

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À mangueira do quintal de casa, que me segurou quando eu caí.

O Brasil perde 24 árvores por segundo. Parece não haver tempo para os órgãos de fiscalização ambiental chegarem a todos os alertas de desmatamento feitos pelos satélites que monitoram, pelas denúncias anônimas que chegam, pelas chamadas por telefone que tocam …

Não conheci meu avô, mas lembro da sua voz. Quando eu andava pelo quintal, curioso, ao puxar uma folha verde de uma planta, o som forte e rouco veio: “Não faça isso, menino!”

Meu irmão, sempre que o chão duro e as palavras de chumbo da vida nos apertam, convida-nos a ter com as árvores e a cachoeira. Quando sai de baixo da queda d’água ou do meio da mata, ele diz: “Alas, tava precisando”. Meu irmão sabe da ecologia de saberes de que nos fala Boaventura Sousa Santos.

Não nos esqueçamos que o Brasil é país que tem nome de árvore. Ela está no nosso DNA. Lembremos sempre, leitor amigo, em nosso sangue não há apenas plasma, hemácias, leucócitos e plaquetas; há seiva, terra e vida.

E é com a dor de terra sem mata, com o grito da árvore quando tomba, com o vazio que enche olhos, que eu quero lembrar a você, a você com as motosserras físicas ou imaginárias: a floresta em pé tem mais valor que os troncos, galhos e folhas deitados.

Não me venha falar que isso é desenvolvimento, globalização ou necessária exploração de recursos naturais. Não é isso que vemos. Só vemos serra, fogo, ranger, quebra e vazio; acima de tudo vazio. Vejo o solo vazio, a gente vazia e a memória vazia.

Na Odisseia de Homero, Ulisses não pode, nem sequer por um segundo, “esquecer o retorno”, mesmo com todos os obstáculos, com todas as aventuras, ele não pode esquecer de onde veio. A viagem nunca é só de ida. O desejo de um futuro a ser conquistado é garantido pela memória de um passado.

Como disse Ítalo Calvino, “…a memória conta realmente – para os indivíduos, as coletividades, as civilizações – só se mantiver junto a marca do passado e o projeto do futuro, se permitir fazer sem esquecer aquilo que se pretendia fazer, tornar-se sem deixar de ser, ser sem deixar de tornar-se.”

Somos, no interior e no início e para sempre, povo da floresta.

*Emanuel Filartiga é Promotor de Justiça em Mato Grosso

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