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Opinião

DIRCEU CARDOSO – O oportunista ativismo antipolicial

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Os habituais críticos da atividade policial ainda não haviam esgotado a repercussão da operação policial que resultou em mais de duas dezenas de mortes na Vila Cruzeiro (RJ), quando veio a notícia de policiais rodoviários federais do Sergipe que prenderam um homem, trancaram-no na viatura e acabaram matando-o asfixiado com gás. É uma imagem que corre o mundo e denigre a reputação do Brasil. Se bem, que não estamos sozinhos, pois fatos desse naipe – tiros em escola, na multidão e massacre de arrestados – são recorrentes nos Estados Unidos, Europa e outras partes do mundo. Mesmo assim, não deveriam ocorrer. E, mais do que “violência policial”, são resultantes de desvios na sociedade e precisam ser estudados e mitigados.
O episódio do Rio de Janeiro, por exemplo, é decorrência de anos de omissão estatal que ensejou ao crime organizado assumir o controle de vastas áreas do território, notadamente as mais pobres, onde os indivíduos fragilizados são mais facilmente subjugáveis e cooptáveis. Tanto naquele quanto em outros pontos, onde o crime dá as ordens, toda vez que a polícia chega – em nome do Estado – ocorre o confronto e as mortes são inevitáveis. Os criminosos possuem armamento de guerra, inadequado para o emprego urbano, e pouco se incomodam com os efeitos colaterais de seus tiros, inclusive com as mortes desnecessariamente produzidas. É uma hipocrisia criticar apenas os tiros dos policiais e tentar a eles atribuir todas as mortes ocorridas no embate. Não se pode exigir que o agente de lei, recebido à b ala, se exponha deliberadamente à morte só porque os adversários da instituição não querem que atire. Afinal, o Estado deu-lhe uma arma como ferramenta de trabalho para que, no momento certo, a utilize. No confronto da Vila Cruzeiro, o rescaldo dos fatos mostra nuances inesperadas como, por exemplo, a presença entre os mortos de três perigosos criminosos vindos do Pará que ali se encontravam escondidos.
A polícia, mesmo sendo uma instituição mantida pelo Estado, tem funções constitucionais e dispõe de estrutura própria – ouvidorias e corregedorias – para apurar e punir excessos ou desvios cometidos por seus membros. Tudo o que se apura passa pelas instâncias administrativas, que tomam suas providências e, quando o crime se tipifica, é colocado sob a apreciação da Justiça Militar, área especializada dos tribunais. Não há a menor utilidade no ativismo que insiste em imputar indiscriminadamente atrocidades aos policiais. A própria instituição possui seus mecanismos e, além disso, está aberta a denúncias e informações que muitos preferem encaminhar aos meios de comunicação e até delas tirar proveito pessoal, político o u institucional.
Pela sua natureza, a polícia não é simpática. Mesmo atuando pela proteção da comunidade – seu emprego e a maioria dos feitos passam anônimos – suas ações contrariam interesses e provocam a reação dos contrariados. E os beneficiados não se manifestam e nem têm porque fazê-lo. Mesmo com essa incômoda natureza, é um serviço necessário; basta imaginarmos o que seria da comunidade em que vivemos se não existisse a polícia.

Os críticos da polícia precisam tomar cuidado para não esticar a corda até criar um estado de terror através de sua pregação insustentável. Se isso ocorrer, haverá o risco de o policial, acuado e temeroso de punições ou represálias, deixar de usar a devida força para resolver o embate com os criminosos. Nisso, o grande prejuízo será da sociedade e dos cidadãos que, mesmo tendo sua polícia estruturada, ficarão à mercê do crime porque o agente da lei temeu  pagar a injusta reprimenda que os adversários do sistema insistem em cobrar. Carece lembrar: toda vez que a polícia é chamada, não é para levar flores; há um crime em andamento e este tem de ser estancado sem que o agente da lei pague pessoalmente pelos resultados. Basta a severa investigação que a própria corporação realiza. A pressão externa chega a ser desumana…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)
[email protected]                                                                                                     

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Opinião

Servidores terão que devolver valores pagos ilegalmente na compra de combustíveis por prefeitura

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Conselheiro-relator, Sérgio Ricardo

O Pleno do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou que três servidores restituam valores pagos irregularmente pela Prefeitura de Rondolândia na aquisição de combustíveis durante o exercício de 2016. As falhas foram apuradas em tomada de contas ordinária (TCO) julgada irregular na sessão ordinária de terça-feira (5).

De acordo com o relator do processo, conselheiro Sérgio Ricardo, o ex-secretário de finanças, responsável pelos pagamentos, agiu com um elevado grau de negligência ao não verificar que as notas não haviam sido atestadas pelo responsável pelo recebimento, propiciando que ocorressem pagamentos de despesas sem a regular liquidação.
Também foram condenados os responsáveis pela emissão das notas de liquidação e pela fiscalização do contrato. Para o conselheiro, o primeiro foi omisso ao analisar os processos de pagamentos, pois emitiu notas de liquidação de despesas sem que elas tivessem sido atestadas pelo responsável.
Já no segundo caso, explicou que, embora apenas uma das dezesseis notas fiscais irregulares tenha sido emitida durante o exercício do seu cargo, esta somou um valor elevado. “Devendo o servidor ser responsabilizado nos limites”, avaliou o conselheiro-relator.
Por outro lado, afastou a responsabilidade da ex-prefeita. “Uma vez que não está presente a figura do dolo ou erro grosseiro, já que as irregularidades somente poderiam ser identificadas mediante completa e minuciosa visão dos atos praticados pelos seus subordinados” explicou.
Dessa forma, acolheu parcialmente o parecer do Ministério Público de Contas e votou no sentido de julgar irregular a TCO, condenando solidariamente os três servidores mencionados à restituição ao erário. Emitiu ainda recomendações à atual gestão do município.

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Opinião

VANESSA MORAES -Labirintite e perda auditiva

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Labirintite é um termo usado para denominar uma doença que pode comprometer tanto a audição quanto o equilíbrio da pessoa.

É causada por uma infecção que atinge a audição e as principais funções do labirinto e suas estruturas, que são responsáveis pela audição (cóclea) e pelo equilíbrio do corpo (vestíbulo).

Ela tem uma ligação muito grande com problemas auditivos como é o caso do zumbido nos ouvidos, podendo em casos mais complexos, levar a perda auditiva temporária, que dura até que a inflamação seja completamente tratada.

A labirintite manifesta -se comumente antes ou após os 40-50 anos e isso acontece por causa das alterações metabólicas do organismo.

O principal sintoma da labirintite é a tontura, mas este é apenas um dos mais comuns. Outros sinais também, podem aparecer, como:

– Vertigem, tontura e desequilíbrio: a pessoa sente que tudo está rodando e há uma dificuldade de se manter em pé. Não é comum o desmaio, mas a recomendação é evitar deitar quando a tontura for excessiva;

– Audição diminuída: pode acontecer de forma mais grave ou mais suave, dependendo de cada caso;

– Perda da audição: pode ser de leve a aguda;

– Alterações gastrointestinais: da mesma forma como as náuseas, é possível ter prisão de ventre e outros desconfortos intestinais;

– Zumbidos no ouvido: é um som que é originado no ouvido ou na cabeça, produzindo extremo desconforto de difícil caracterização e tratamento;

– Náusea e vômitos: são os sintomas mais comuns (depois da tontura) e, para aliviá-lo, é importante consultar um médico otorrinolaringologista para prescrever a medicação correta;

– Sudorese: o excesso de suor acontece em decorrência de outros sintomas que, juntos, aumentam o mal-estar.

A fase mais aguda da doença pode surgir de repente, sem nenhum tipo de sintoma inicial, podendo durar minutos ou até dias. Quando a labirintite é desencadeada por gripe ou resfriado, os sintomas podem demorar mais para surgir, cerca de 1 ou 2 semanas, normalmente.

Quando a labirintite é totalmente causada pela inflamação do labirinto, é comum ocorrer perda auditiva. Quando ela acomete o ramo do nervo auditivo, caracterizando uma neurite vestibular, os sintomas são apenas tonturas e não há nenhum tipo de perda auditiva, pois o ramo coclear fica intacto nestes casos.

O labirinto é responsável por informar ao cérebro o deslocamento do corpo. Quando essas informações não são corretas entre labirinto, visão e outras partes do corpo, como ligamentos e músculos, o resultado é a tontura, onde há a sensação de desequilíbrio, escurecimento da visão, entre outros.

A grande relação entre o sistema do equilíbrio do corpo com a audição são as funções do sistema nervoso central. Muitas pessoas que apresentam problemas de equilíbrio tendem a apresentar, também, sintomas como zumbidos no ouvido, dificuldade para compreender a fala, diminuição da audição e desconforto ao ouvir sons intensos.

A causa pode auxiliar no tratamento desta forma, procure um médico especialista para o diagnóstico correto. As causas podem incluir também: infecções virais como resfriados, sarampo, gripe e febre irregular; crises alérgicas agudas; colesterol alto, pressão alta e diabetes; tumor cerebral algumas doenças neurológicas; disfunção da articulação temporomandibular (ATM); excesso de cigarro e bebidas alcoólicas; excesso de ansiedade e estresse excessivo.

São fatores considerados de risco para labirintite: idade; má alimentação, com excesso de gordura, por exemplo; altas taxas de ácido úrico; tabagismo; otites (que são infecções nos ouvidos); açúcar em excesso; hipoglicemia e diabetes; uso de medicamentos em excesso, como anti-inflamatórios e alguns tipos de antibióticos.

O tratamento costuma ser dividido em 3 etapas: 1- Tratamento dos sintomas: realizado com medicação;2-Tratamento da causa: que a investigação do que ocasionou o problema e realização de exames de audição; 3-Reabilitação do labirinto: a reabilitação é o tratamento fisioterápico da vertigem, ajuda o paciente a estimular o equilíbrio, que pode ser feito com ou sem medicação, dependendo da causa da labirintite.

Quando a pessoa está em crise é indicado não dirigir, evitar excesso de medicações e beber bastante líquido. Evitar situações estressantes e é primordial manter uma alimentação saudável. O cigarro e o álcool tendem a aumentar a labirintite.

É importante respeitar a medicação indicada pelo médico, mesmo que os sintomas cessem. Só se deve parar de tomar, após o período indicado.

Vanessa Moraes é fonoaudióloga e audiologista

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