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Opinião

DIRCEU CARDOSO – O necessário equilíbrio institucional

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A prisão do deputado Daniel Silveira é apenas mais um capítulo do calvário por que passam a sociedade e as instituições brasileiras. O ambiente político-institucional vem conturbado desde a descoberta dos mensalões, petrolão, eletrolão e outras ações não republicanas que envolveram governantes, parlamentares, megaempresários, executivos e contumazes criminosos de colarinho branco. Cada lance revelado provocava sismos nos alicerces da República, que pavimentaram o caminho aos extremismos. Até a eleição do presidente Bolsonaro pode ser catalogada como  um dos produtos da duradoura crise de identidade política por que passa o país. E ele próprio enfrenta as duas faces da moeda; de um lado os esquerdistas e simpatizantes que o fantasiam de ditador e, de outro, os ultradireitistas que pregam o golpe de estado, fechamento do STF e do Parlamento e legislação forte e similar ao proscrito AI-5.

O brasileiro amargou duras provas durante todos esses anos, dissabores como o “impeachment” da presidente Dilma Rousseff, as prisões dos ex-presidentes Lula e de Michel Temer, de parlamentares, ex-ministros, empreiteiros e executivos públicos e privados. São mais de 200 encarcerados em diferentes momentos, a maioria deles revelando esquemas que estremeceram a Republica. Com tudo isso, o clima tenso nunca baixou e torna-se ainda mais agudo quando, provocado, o presidente responde â altura. Até quando as instituições resistirão – indaga-se.

Viver sob lanças é incomodo à Nação. O artigo 2º da Constituição estatui como “independentes e harmônicos entre si”, os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Mas, mesmo conhecendo a Carta Magna, os político desenvolveram o mau-hábito de recorrer ao Judiciário para resolver questões que não conseguem pacificar no Legislativo ou para barrar atos do Executivo. E, estranhamente, virou habito no Judiciário deixar em segundo plano a solução das contendas da sociedade para tratar de questões que, por natureza, são outros dois poderes e só deveriam ser judicializadas em situação extrema de interpretação constitucional . Isso enfraquece a República e, o pior, coloca seus poderes em rota de colisão. .

Não devem os ocupantes de altos postos se arvorar em donos da sociedade e se permitirem agredir seus opositores ou as instituições. Da mesma forma, é impróprio que entre eles existam os ditos defensores da democracia que, em nome da liberdade, recorrem a medidas de força. Precisamos de uma sociedade justa, ordeira e solidária, interessada em resolver as questões nacionais sem arroubos nem ameaças. Quem deve ter força é a instituição e só aplicá-la por decisão do seu conjunto de integrantes. Daniel Silveira, por exemplo, em vez de denunciar solitariamente, deveria ter feito suas queixas formalmente à Câmara, para a Casa, com seu peso institucional, analisá-las e, se assim o decidisse, remetê-las, com pedido de apuração, ao Senado Federal, a instância constitucional encarregada de aprovar a nomeação e, se for o caso, o afastamento de ministros da corte.

Temos hoje colocada sobre a mesa a relação do Legislativo com o Supremo Tribunal Federal. Espera-se que o bom senso de ambos presida a solução e também se irradie rumo ao Executivo. Os três poderes têm importantes tarefas e, envoltos em contendas, vaidades e incompreensões, jamais as cumprirão, Com isso, perde o país e sofre a população. O equilíbrio institucional não pode ser esquecido. Só assim poderemos marchar rumo à estabilidade e a  melhores dias…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

[email protected]                                        

 

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Opinião

MANOEL VICENTE DE BARROS – Gatilhos da 2ª onda

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Situações traumáticas marcam. Medo, batedeira no peito, falta de ar, frio na barriga. Doeu, mas passou. Nosso cérebro armazena essas memórias nas camadas mais profundas e elas podem emergir à superfície trazendo todo o borbulhar de sensações e angústia do sofrimento original.

Uma palavra, um cheiro, uma notícia pode ser o gatilho para reviver aquele evento e todas as sensações associadas. Uma vez que o gatilho é disparado, é difícil interromper o que se segue, o processo ganha vida própria.

Esse mês estudos apontaram que o COVID 19 pode ter efeito direto sobre o cérebro dos infectados, mas muito além da invasão ao tecido nervoso, parece que ele penetrou fundo em nosso emocional e gerou memórias traumáticas.

E os gatilhos estão aparecendo: poucos leitos, lockdown, nova onda, e o turbilhão emocional do primeiro susto também ameaça voltar.

Quando pensamos no vírus, emergem o medo, a incerteza, o temor pelos entes queridos e a insegurança financeira. Também pode emergir a raiva dos que não se isolaram ou da obrigação ao isolamento. Entrar nessa estressa ainda mais sua saúde mental.

Se focar ao máximo em informações realistas do presente te ajuda a interromper o fluxo emocional negativo.  É se beliscar para acordar.

Quem se fixa no presente não se entrega a memórias ou confabulações de um futuro catastrófico. Usa como referência apenas o que realmente está acontecendo. Então vamos aos fatos, efetivamente existe uma pandemia. Um vírus não pode infectar menos pessoas, sempre serão mais, os números vão subir, querendo ou não. Podemos tentar diminuir a velocidade e só.

Países ricos europeus e nossos vizinhos latinos não foram capazes de prevenir uma triste segunda onda, então era certo que ela nos atingiria também.

É importante ter em mente que estamos muito mais preparados. Médicos tiveram tempo de aprender sobre o manejo da doença, a melhor hora de prescrever o remédio certo, o uso de oxigênio e prevenção de tromboses. Os estabelecimentos estão adaptados, com mais higiene, distanciamento, máscaras são realmente vistas em qualquer lugar.

Sim, bares estão cheios, pessoas sem proteção ainda estão por aí, mas a maioria está fazendo o que é possível. No começo da pandemia a orientação era de máscaras apenas para os doentes, então certamente avançamos.

Um lockdown é questão de tempo, pois os números justificam, mas deve ser menos duradouro que o primeiro e não seremos privados de espaços abertos. Empresas se modernizaram, a telemedicina avançou, consumidores estão mais à vontade na Internet e nos aplicativos.

É indiscutível que estamos mais próximos da imunidade coletiva do que 10 meses atrás. Vários foram contaminados e já tem anticorpos que conferem proteção, não absoluta, mas significativa. Profissionais de saúde e idosos mais frágeis estão sendo imunizados.

Nossos eus da primeira onda invejariam essas vantagens, o você de hoje precisa ter clareza delas. Dominado por gatilhos, não existe clareza. Devemos seguir com serenidade para aceitar o que não se pode mudar, coragem para enfrentar essa segunda onda e não perder de vista o que já conquistamos.

Manoel Vicente de Barros é psiquiatra em Cuiabá

 

 

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Opinião

WILSON FUÁH -O controle eletrônico veio para ficar

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Com a construção de avenidas tipo a Miguel Sutil, com viadutos e trincheiras, o transito de Cuiabá teve a sua velocidade média aumentada, além desta, várias outras avenidas, também melhoram o seu fluxo, com isso, aumentando também a possibilidade de acidentes, mas para que isso não ocorra o Poder Público Municipal, vem modernizando Sistema de Controle de Trânsito de forma a instalar os equipamentos eletrônicos, e com as instalações de equipamentos de monitoramento de trânsito na Capital, com implantando  redutor de velocidade eletronicamente, radares fixos e controle de avanço de sinal vermelho nos cruzamentos.

Com isso os infratores estão sendo punidos na forma da Lei, e para aqueles que respeitam a velocidade e não infringem a Lei de convivência no trânsito, estarão dirigindo mais seguros, por que: não furam sinal; não param nas faixas de pedestres; não fazem das avenidas uma pista de fórmula 1;  não trancam as ruas e avenidas, passando após os sinais fechados.
Os equipamentos eletrônicos reduzem significativamente os números de acidentes e melhora o fluxo do trânsito, isso é indiscutível, pois seria impossível colocar em cada cruzamento e em cada avenida um “amarelinho” com os seus talonários sendo preenchidos manualmente, além de aumentar a carga emocional entre os transgressores e os Inspetores de Trânsitos.  Os motoristas irresponsáveis, sabendo que não há fiscalização, produzem todo tipo de infrações: fura sinal e ultrapassa o limite de velocidade. Esses transgressores das leis de trânsito, de um momento para outro, de um simples condutor de veículo, podem transformar-se em um criminoso do trânsito, matando e se matando, o remédio é punir duramente aplicando multas pesadas e levando o transgressor a perda da CNH, pelas reincidências.
Cumprir regras está no esforço e na ação educacional de cada indivíduo, mesmo com leituras, informações publicitárias e punibilidades do CNT, são fatores determinantes que pode altera em muito, a evolução educacional nas ações de trânsitos, variando de pessoa para pessoa.

A punibilidade será aplicada aos transgressores,  porque as regras existem para serem cumpridas, e quem as cumprir, jamais será penalizado, apenas aqueles que desrespeitam o Código Nacional de Trânsito são multados.
Para não ser multado, basta que o motorista dirija com cuidado e com respeito. Alguém que dirige dentro das normas de trânsito algum dia foi multado? Alguém que nunca furou sinal algum dia foi multado?

Alguém que respeita a velocidade máxima fixada, algum dia foi multado?

O registro eletrônico de uma infração é mais preciso e eficaz, também porque não tem qualquer tipo de emoção envolvida. Com certeza a tendência natural será o aumento da utilização dos equipamentos na fiscalização e do uso da mão de obra humana, passaram a desenvolver outras funções, ficando utilizadas  mais de planejamento e nas engenharias de trânsitos.
Nas grandes cidades os inspetores de trânsitos passaram  a ser apenas os organizadores do trânsito, e as suas ações são exercidas somente quando há um acidente ou mesmo como direcionador de desvio quando há uma catástrofe ou acidentes, cada vez mais as tecnologias estão substituindo os inspetores de trânsito. Os radares e outros equipamentos como,  as câmaras e aparelhos são os acessórios hoje usados no mundo inteiro, e  que, além de controlar a velocidade, controlam o avanço da faixa de pedestre, as conversões perigosas e o avanço de sinal, essa é também a realidade bem vinda em Cuiabá. Equipamento eletrônico é o que realmente controla o comportamento das pessoas, porque as infrações serão corrigidas através da dor no bolso, já as placas de sinalizações ficarão apenas como assessórios de orientações e direcionamentos, e as imagens também servem para análises dos peritos em caso de acidentes.

Os condutores de veículos ao saberem que as suas atitudes no trânsito estão sendo vigiadas, (o tempo todo, em todos os lugares), com certeza não cometerão infrações e o trânsito inteiro fluiria melhor, ou alguém acha que não?

Econ. Wilson Carlos Soares Fuáh – É Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas. Fale com o Autor: [email protected]    

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