conecte-se conosco


Opinião

DIRCEU CARDOSO – O gravoso e abandonado patrimônio da União

Publicado

Lemos nos jornais que o Governo vai vender o Edifício “A Noite”, localizado na Praça Mauá (Rio de Janeiro) que, de 1937 o o começo deste século abrigou a Radio Nacional, a principal emissora de rádio do país nos anos 40, 50 e até 60, quando a TV não existia ou ainda era incipiente. O imóvel, de 22 andares e 102 metros de altura, inaugurado em 1929, foi o mais alto da América Latina, primazia que perdeu em 1934 para o Edifício Martinelli, de 105 metros, construído em São Paulo. Nos seus primeiros anos foi sede do jornal “A Noite”, que circulava diariamente às 19 horas, e recebeu o seu nome. Era propriedade da Companhia Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande e acabou passando à propriedade da União em troca de impostos devidos por aquela empresa que, a rigor, não devia ter nada de economicamente salutar para manter um investimento dessa natureza, mesmo sendo o Rio de então a capital da República. Agora a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, espera arrecadar R$ 90 milhões com a sua venda.

O imóvel é assinado por festejados arquitetos e engenheiros da época, autores dos Hotéis Copacabana Palace e Glória, no Rio, e do Viaduto do Chá, em São Paulo. Mas o que intriga é que está sem utilização desde 2012, quando sua venda já era cogitada. E o pior é que, segundo a Secretaria do Patrimônio da União, em números do ano passado, existiam 3.830  imóveis sem uso e avaliados em R$ 36 bilhões, para a venda. Destacam-se entre eles 2.231 terrenos, 425 casas, 259 edifícios, 151 apartamentos, 77 fazendas e quantidades diferentes de estações ferroviárias, açudes, fábricas, espelhos d´água, presídios, aeródromos, escolas, ferrovias e outros. Tudo sem qualquer utilidade, mas com elevado custo de manutenção e administração.

É preciso, desimobilizar urgentemente. O dinheiro do Governo é do povo e sua finalidade precípua é custear os serviços públicos. Esse vasto patrimônio, ajuntado e mal utilizado por décadas consome recurso que poderiam estar empregados em Saúde, Educação, Assistência Social, Segurança e outros serviços que a instituição publica tem o dever (até constitucional) de oferecer à população mas são negligenciados por falta de investimentos. Espera-se que o Executivo se adiante na oferta dessas propriedades gravosas e os outros poderes – Legislativo e Judiciário – tenham boa-vontade e seus membros não lancem entraves e protelações como as que temos presenciado na conturbada relação institucional. Que os homens das instituições sejam capazes de atuar pelo Brasil e jamais por suas teses pessoais, ou por interesses de grupos.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

[email protected]                                                                                                     

 

 

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Opinião

JORGE MACIEL – O crime eventual e as autoridades se fingindo de mortas

Publicado

JORGE MACIEL (*)

A balbúrdia provocada pelos recém-criados ‘institutos’ de pesquisas eleitorais em Cuiabá [às vezes Várzea Grande] promete deixar úlceras intensas com alto grau de interferência e infecção no processo eleitoral. A criação de instituto de pesquisas é normal e até salutar. Mas que sejam comprometidos com a ética e a verdade, quer não pareçam estar à serviço de outem ou que não nos deem a margem da dúvida para pô-los em xeque.

Enquanto recebem dinheiro dos interessados em comprar seus números, os proprietários desses núcleos de gente dedicados a produzir índices se esquecem que as pessoas com razoável capacidade de raciocínio não destinam o mínimo credibilidade às suas planilhas e recortes.

Deveriam os promotores e juízes e eleitorais, até em respeito ao que ganham e ao que lhes é função, atentarem para esse tipo de crime e repelir a ofensiva antidomocrática.

Ao que parece direcionados pelos  interesses de candidatos e/ou mandatários, os números são bizarros e colidem com a própria realidade e com outras amostragens extraídas de institutos, se não mais sérios, pelo menos tradicionais e com certo índice de acertos históricos.

Enquanto essa “feira” está alojada com intuito de estimular os votos úteis, cujos índices são forjados ou na mentira,  contradição ou ficção planejada, o Ministério Público simplesmente se faz de morto, embora se saiba que depois de tantas e tantas, o MP é uma instituição que caiu no descrédito popular, com pouquíssimas chances de confiança diante do cidadão. No caso específico em que deveria tomar a inciativa para corrigir a manipulação grosseira e os rumos, o MP simplesmente asila o malfeito.

Nas últimas pesquisas exibidas, há enormes contrassensos, como por exemplo a soma de mais de 100% dos quesitos, índices de 1% para brancos, indecisos e nulos, juntos, o distanciamento nos números de um ao outro índice apurado e a própria extemporaneidade desses ditos “institutos”. Há cenários suficientes para uma ampla auditoria e investigação, que deveriam começar agora, antes que o sol das eleições raia e antes bem antes que os danos à democracia se materializem.

—————————–

(*) Jornalista em Cuiabá

 

Continue lendo

Opinião

LICIO MALHEIROS – Exemplo de vida

Publicado

Vivemos momentos diferenciados, com o processo de globalização, processo este, que advém de um fenômeno do modelo econômico capitalista, o qual consiste na mundialização do espaço geográfico por meio da integração econômica.

Trocando em miúdos, esse processo nos permitiu dividendos econômicos, melhorias substanciais no padrão de vida, nos meios de produção, no avanço da medicina, que nos permitiu maior longevidade, e melhoria na qualidade de vida.

Porém, essa busca incessante pelos meios de produção, através do trabalho e objetos de trabalho, acaba criando entre as pessoas, competitividade exacerbada, busca por melhorias na condição de vida, através de um modelo estereotipado e marcado, pelo poder, pelo ter; isso acaba criando em algumas pessoas, uma disputa constante por uma curtida, um like nas redes sociais e por aí vai.

Não é regra, porém essa busca exacerbada pelas “benesses” do mundo moderno acaba criando uma disputa incessante, principalmente entre os jovens, pela aquisição de bens materiais entre os quais: um celular iphone ultra moderno, um tênis de marca, roupas caríssimas e por aí vai.

Essa busca incessante por melhor qualidade de vida (aparente), acaba aumentando substancialmente o número de suicídios principalmente entre os jovens, em um período de 28 anos, houve um aumento de 30% nos casos de suicídio, taxa maior, que a média das outras faixas etárias.

Paradoxalmente, a tudo que foi dito por mim na narrativa a cima; eis que recebo de um amigo morador da cidade de Chapada dos Guimarães distante 70 Km da capital, Rafael José de Siqueira Neto, que dirigiu a mim,       com os olhos lacrimejando e a voz embasbacada, reportando  um fato no mínimo inusitado.

Em suas andanças pela zona rural do município de Chapada dos Guimarães, ele disse emocionado ter conhecido  uma anciã com 106 anos, a senhora Laudelina Pires de Souza, mãe de nove filhos, incontáveis netos, bisnetos, trinetos e tataranetos, nascida em 25/06/1914, no vilarejo denominado Cachoeira Bom Jardim, distrito de água fria, distante 50 Km  da cidade de Chapada.

A dona Laudelina disse a ele emocionada, ter recebido do deputado estadual Elizeu Nascimento (DC), moção de aplausos, pelo seu exemplo de vida e determinação,  não apenas, por ter vivido de forma intensa, como  também, por passar  para as pessoas que a cercam e não são poucas, concelhos e lições de amor.

Parafraseando dona Laudelina, conforme narra Rafael Neto, “ela diz sorrindo, tenho prazer em viver e ajudar as pessoas, passando a elas um pouco da minha vida, que vivi com maior dificuldade, porém consegui chegar aos 106 anos, com disposição e lucidez, morando no mesmo local em que nasci, criando minha prole, dentro dos princípios éticos e morais”. Essa senhora deve ser vista, como exemplo de vida para as futuras gerações.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo  

 

Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana