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Opinião

DIRCEU CARDOSO – Governo e mídias, pacificar é preciso

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De tempo em tempo, surge à nossa frente o surrado tema do controle da mídia. São históricas as lutas do próprio meio – jornal, rádio e televisão – em momentos cruciais quando governos, segmentos políticos e forças ideológicas tentaram colocar o tacão sobre a liberdade de imprensa. É verdade que, no passado, os meios de comunicação serviram de arautos das contendas políticas neste país e até tiveram grande influência em governos e, também, na oposição. Chegaram a transformar seus donos e principais integrantes em congressistas e até governantes ou, então, eram sustentados por quem almejava o poder. Há muitos casos de jornais que nasceram porque alguém, com dinheiro no bolso e disposição, pretendeu ser prefeito, governador, deputado, senador ou até presidente da República. E isso não constitui problema, desde que do conhecimento da comunidade e principalmente dos anunciantes. Ainda hoje lembramos dos jornais e emissoras de rádio e TV que pertenceram a esse ou àquele político e todos sabiam, mesmo seu nome não figurando no expediente. E tais veículos prestaram bons serviços às suas comunidades.  .

Depois daquela fase em que cada um tinha seu atrelamento, e por conta das transformações políticas do país, vivenciamos o tempo em que os meios e comunicação posaram de “isentos”, “imparciais”, diziam ter “compromisso só com o povo”  e exigiam essa discrição de seus profissionais. Grande utopia, pois. como empresas, precisavam subsistir. Assim foi até que, no empuxo da redemocratização pós-1985, os políticos ficaram mais ativos e os governos foram gradativamente abrindo as burras com boas verbas publicitárias e institucionais. Reclamou-se durante todo o tempo que alguns veículos – grandes e bem relacionados no poder – ficavam com a parte do leão e pouco ou nada sobrava aos pequenos, principalmente os do interior.

Mesmo tendo o controle através do cofre, o governo do Partido dos Trabalhadores ainda tentou criar o controle social da mídia que nada mais era do quer a volta da censura, proibida pela Constituição (artigo 5º, inciso IX). Os empresários da área perceberam a jogada, protestaram e a mordaça não se consumou. Nesse mesmo tempo surgiram as mídias via internet e hoje os seus operadores sofrem a falta de liberdade e até a violência institucional contra seus direitos de manifestação. Devemos reconhecer que parte deles extrapolou seus direitos de liberdade de comunicação. Mas, em vez de tirá-los do “ar”, desmonetizar seus trabalhos e até encarcerá-los, as autoridades deveriam, por similaridade, submetê-los ao mesmo regime jurídico da mídia tradicional. Processá-los pelos atos cometidos e, se for o caso, obrigá-los a indenizar as possíveis vítimas. Mas nunca aplicar-lhes algo que seja ou possa parecer censura.

Quando assumiu, o presidente Jair Bolsonaro já estava brigado com a imprensa. Uma de suas providências iniciais foi revisar – para menor – as verbas publicitárias que durannte anos irrigaram os sistemas de comunicação. Isso levou empresas antes pujantes a demitir significativa parte do seu elenco – que mantinha ganhando altos salários sem trabalhar para não atuar para os concorrentes – e a revisar seus esquemas operacionais. É difícil concluir se o enxugamento das verbas teve como objetivo a economia de recursos ou se foi retaliação. O certo é que o presidente “apanha” todos os dias e troca farpas com jornais, TVs, jornalistas e artistas que perderam a renda não laborada. Isso tensiona o ambiente, além de incentivar oportunistas a entrarem no circuito.

É importante lembrar que, mesmo sob fogo intenso, o governo não tenta medidas de restrição. Pelo contrário, é acusado e até responde por suposto uso exacerbado do meio de comunicação – o famigerado “fake-news”. Sonhamos com o dia em que os membros do poder – tanto os eleitos quanto os nomeados – tenham convivência harmoniosa e pacífica com os meios de comunicação. E que estes estejam consolidados, economicamente saudáveis e em condições de prestar o melhor dos serviços à cultura, educação e ao bem-estar da sociedade.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) [email protected]                                                                                                     

 

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Opinião

ANDERSON NOGUEIRA – Tecnologia como aliada dos pets

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Um tema que comumente aparece nas redes sociais e nos aplicativos de mensagem como pedido de ajuda é quanto ao desaparecimento de animais domésticos. Os pets se perdem por inúmeros fatores, incluindo incidente na hora do tutor sair de casa, falta de dispositivos de segurança adequados ou até mesmo em um ato de violência, a exemplo roubo ou furto.

Quem já teve um animal desaparecido conhece o tamanho do desespero. Isso porque, não importa o tamanho do engajamento para localizar o pet, há casos em que não há solução.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que o Brasil tem mais de 30 milhões de animais nas ruas, sendo aproximadamente 20 milhões de cães e 10 milhões de gatos. Dentro desta estatística somam-se os que nasceram nas ruas e, boa parte deles, foi abandonada ou se perdeu e nunca mais foi encontrada pelos tutores.

Uma das maneiras de evitar o sumiço do animal é colocar a identificação na coleira do pet. E para isso, a tecnologia é uma aliada. Em Cuiabá, já tem disponível esta ferramenta, por meio da Tag QR Code, que serve como localizador do animal.

Por meio desta ferramenta é possível inserir dados do pet (nome e informações vacinais) e do dono (contato telefônico). A coleira especial serve para cães e gatos e o encaixe da coleira é seguro e não sai com facilidade.

De posse do registro do tutor e do pet, a coleira está apta para marcar a geolocalização do animal (informações geográficas) e, em caso de desaparecimento, o proprietário é notificado se alguém acessou informações contidas na ferramenta. Todo o histórico da saúde do animal, consultas, vacina, cirurgia, dentre outras informações, ficam registrados na ferramenta.

A leitura da Tag de QR Code pode ser feita por qualquer dispositivo apto para esta tecnologia. E o melhor de tudo, essa ferramenta é acessível e proporciona mais segurança para os animais e os tutores.

Anderson Nogueira é médico veterinário há mais de 15 anos e atende na Clínica Veterinária Mato Grosso. 

 

 

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Opinião

VANESSA MORAES – O que favorece minha saúde auditiva?

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Alguns hábitos que envolvem a saúde auditiva são mais simples do que podemos imaginar. Porém, eles devem ser diários!

Seguem alguns para já colocarmos em prática desde já:

– Monitore os volumes dos sons da TV, da música, nunca deixando as pessoas ao seu redor escutar o som de seus fones. Limite o tempo de uso, quanto maior o volume, menor deverá ser  tempo de exposição;

-Faça a limpeza correta de seus ouvidos: com o dedo e uma toalha. O uso de cotonete é indicado para limpeza do nariz;

– Utilize protetor de som quando tiver que se expor a ambientes com ruídos excessivos. Isso até pode ser considerado um exagero, mas até mesmo uma exposição esporádica pode matar a célula auditiva;

-Faça os tratamentos adequadamente para infecções, otites, gripes até o final. Quando mal curadas podem levar a perda auditiva e também a outras complicações;

-Evite ficar muito tempo ao telefone, não somente pela intensidade do som, como também pelas ondas eletromagnéticas emitidas pelo aparelho que causam risco à saúde;

-Realize consultas periódicas com um otorrinolaringologista. Desconforto como zumbido e diminuição da audição merecem uma avaliação mais precisa.

-Alimente-se de forma saudável de 4 a 6 vezes por dia e evite o excesso de cafeína e alimentos muito doces ou muito salgados. Tome bastante água e pratique atividade física regularmente. As vitaminas B12, B9, A, C e E encontradas em alimentos saudáveis são essenciais para a manutenção da acuidade auditiva;

-Rejeite medicamentos sem prescrição. Alguns são prejudiciais e seu uso indiscriminado pode levar a perda auditiva irreversível como também ser nocivo à saúde do corpo em geral;

-Tenha momentos de silêncio. Possibilite descanso aos seus ouvidos. O ideal é que esses “repousos sonoros” sejam feitos de 1 a 2 vezes por dia.

As lesões auditivas ocorrem de maneira lenta e gradual e muitas vezes podem ser irreversíveis. Por isso, ao menor sintoma, faça um exame de audição.

Vanessa Moraes é audiologista – @fonovanessamoraes

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