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Opinião

DIRCEU CARDOSO – Chegou a vacina e, com ela, a esperança

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Apesar dos trancos, incompreensões, mi-mi-mis e explorações político-eleitoreiras, a vacina contra a Covid-19 já é uma realidade presente em nosso país. Desde a manhã dessa segunda-feira (18), o Ministério da Saúde está transportando a Coronavac rumo aos estados e estes, também de forma acelerada, têm o compromisso de fazê-la chegar aos seus municípios que, pelo esquema tripartite do SUS (Sistema Único de Saúde), é quem vai aplicar a droga  nas respectivas populações. Louve-se o trabalho criterioso da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que ignorou todos os ruídos e cumpriu a sua tarefa. Também se deve destacar a oportunidade da veiculação da reunião da agência – que aprovou o uso emergencial da s vacinas – pela televisão, rádio e iternert. Quem teve interesse e disposição de assistir, restou  informado sobre critérios e outros pormenores que afastam dúvidas daqueles que ainda temiam (ou continuam temendo) a eficiência da droga e seus possíveis efeitos colaterais.

Agora começa uma nova fase. A de verdadeiro combate à pandemia através do enfrentamento do vírus. Resta de tudo o que foi dito na reunião e confirmado por especialistas diversos que, independente do percentual de eficácia da vacina, o indivíduo vacinado dificilmente será atingido pelo coronavírus e, se o for, não evoluirá para o quadro grave que exige internação e entubação e pode levar à morte. Só isso é um verdadeiro alívio a todos nós e uma injeção de ânimo para continuarmos por mais algum tempo – até que haja a baixa na circulação do vírus – usando máscara, lavando as mãos, mantendo distanciamento pessoal e evitando aglomerações. Importante destacar que após a aplicaç&atild e;o, a vacina leva alguns dias para  fazer o efeito imunizante e, ainda, será necessária a aplicação da segunda dose.

Vamos todos seguir as orientações sanitárias para, com isso, diminuir a possibilidade de infecção e reinfecção nesse período em que o vírus continua circulando alto. E esperar que, como resultado da vacinação, logo diminuam a identificação de novos casos, as internações e, principalmente, as mortes. No dia em que isso for percebido, poderemos começar a festejar o fim da praga que já nos fez perder quase um ano de vida útil e mais de 200 mil patrícios.

Louve-se, também, o discernimento dos responsáveis do Plano São Paulo e de prefeitos, que reduziram as restrições estabelecidas. Principalmente os que não fecharam estabelecimentos como ocorreu nas fases anteriores. Mesmo com restrições de ocupação de espaço, bares, restaurantes e outros negócios ainda conseguirão sobreviver até que a quarentena seja levantada. É de se esperar que doravante se encontre motivos para logo começar a afrouxar as medidas e trazer de volta a vida normal.

Quanto ao marketing que alguns – especialmente o governador João Doria tem feito em torno da vacina, pensamos ser irrelevante. Em vez de aplaudi-lo ou repreendê-lo por isso, preferimos reconhecer os esforços que empreendeu para trazer a Coronavac que, diante do retardo da Índia a nos entregar as doses da vacina Oxford, é o único imunizante hoje disponível no Brasil. Que a União, os estados e os municípios façam o melhor proveito dessa droga e não cessem os esforços para que logo a Fiocruz comece a produzir a Oxford – também aprovada pela Anvisa – e ainda possamos contar com as fórmulas da norte-americana Pfizer e da russa Sputinik V. Quanto mais, melhor.

Precisamos vacinar a população. Pouco importa quem vai aparecer na fotografia e se isso poderá render (ou não) dividendos políticos. Chega de estupidez!…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

[email protected]                                                                                                     

 

 

 

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Opinião

ELUISE DORILEO – O poder da Energia Feminina

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Estamos no mês da mulher. A mãe,  filha, esposa, profissional. Um acúmulo de funções que exige muita energia e muitas vezes ela é sugada por ser ligada ao lado emocional.

A energia feminina está ligada a sensibilidade, imaginação, sabedoria, intuição, influindo até mesmo em nossa energia criadora.

Quando há um desequilíbrio dessa energia feminina. O que resulta em comportamentos raivosos e temperamentais.

É nessa situação que a constelação familiar criada pelo falecido filósofo Bert Hellinger consegue ver de onde vem o desequilíbrio. Se está relacionada a algum trauma que traz a repetição de conflitos vividos por nossos antepassados, e quando constelado, quebra o ciclo de reverberação assim não atinge nossos descendentes.

O desequilíbrio pode ser notado na forma de como tratamos nossas mães que são as portadoras da energia criadora que nos traz ao mundo. Esse tratamento mostra como tratamos nossas vidas.

Afinal é a energia da mãe a nossa primeira ligação com o mundo. Essa relação começa antes mesmo de nascermos, enquanto ainda estamos no ventre materno. Por isso, se essa experiência não for prazerosa, ligadas por fortes laços de amor vai resultar em problemas emocionais que se não bem trabalhados influenciam nossas conexões futuras com amigos, parceiros e família.

Uma relação conturbada com a mãe pode nos transformar em autossabotadores.

Esse desequilíbrio é revelado na busca dar resposta as questões tão comuns ao sentimento e às emoções femininas como:

Dificuldades em viver relacionamentos afetivos saudáveis,

Repetição dos padrões masculinos,

Sentimento de raiva não assumida em relação à própria mãe,

Dilema entre profissão e maternidade,

Dificuldades em assumir a liderança através da autoconfiança,

Experiência de assédios ou abortos,

Raiva e ódio inconsciente em relação ao sexo masculino que trazem problemas de relacionamento.

Mas quando esse emaranhado é desfeito, a energia feminina se reequilibra e é vida que segue. A mulher se torna plena só por ser mulher e tudo flui.

Bora para a vida!

Eluise Dorileo é psicóloga, terapeuta familiar e maestria nas novas constelações quânticas.

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Opinião

EMANUEL FILARTIGA – O rio não deixa paz ao canoeiro

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Quem me lê sabe que a natureza é ato inaugural de um viver. Fulgura instante em que a pessoa deixa de sobreviver relesmente, ultrapassa as falas quotidianas e se desvencilha do “círculo-de-gis-de-prender-peru”.

Nas andanças de afazer fomos vistoriar trecho do Rio Jauru, este está sofrendo de PCHs (mal comum na região), pequenas hidrelétricas, muitas, que travam seu curso. O Jauru não é mais um rio considerado “íntegro” e “saudável”. São poucos os rios de curso livre no mundo … pessoas também.

Aprendi com Hermann Hesse que “são muito raros os homens que sabem escutar e ainda não encontrei nenhum que dominasse essa arte com tamanha perfeição. Também nesse ponto serei teu aprendiz [diz Sidarta]. – Hás de aprender isso – replicou Vasudeva –, porém, não de mim. Quem me ensinou a escutar foi o rio e ele será o teu mestre também. O rio sabe tudo e tudo podemos aprender dele. Olha, há mais uma coisa que a água já te mostrou: que é bom descer, abaixar-se, procurar as profundezas.”

Rio abaixo, rio acima, nenhuma das hidrelétricas e usinas que passamos possuía sistema para transposição de peixes, o que até permitiria a migração desses animais aquáticos.

O guia e barqueiro, Sr. Nilson, disse algo inusitado: “os peixes estão se suicidando!” Ele mesmo explicou: “os peixes encontram as barragens, saltam por cima e caem nas pedras!”

Os Avá-Canoeiro, povo indígena brasileiro, preferem a morte a se render ao inimigo e ganharam fama como o povo que mais resistiu ao colonizador no Brasil Central. Eles preferiam as águas, o rio, os peixes, preferiam remar…

Não sou especialista em rios, nem em peixes (na verdade não é querido a mim ser especialista em qualquer coisa), mas tenho com eles desde muito novo. Já atravessei a nado os rios Aquidauana, o Coxim, o Araguaia, o Xingu; já toquei as águas de muitos rios, e sei bem que “a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais embaixo, bem diverso do em que primeiro se pensou.”

Os peixes, mencionados pelo Sr. Nilson, foram mestres dos Avá- Canoeiros: eles não pulam querendo a morte, saltam querendo a vida! E ganharão fama por este salto como bichos que mais resistiram ao colonizador. Colonizador que aporta as margens, não incorpora as vivências do rio e do peixe, não percebe a travessia… nem sabe que o rio e o peixe ensinam a percorrer, está entretido nas ideias de saída e chegada, de dinheiro e poder.

Amigo leitor, mire e veja, “o rio não quer ir a nenhuma parte, ele quer é chegar a ser mais grosso, mais fundo.”

Emanuel Filartiga Escalante Ribeiro é promotor de Justiça em Mato Grosso

 

 

 

 

 

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