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Opinião

DIRCEU CARDOSO – As redes sociais como patrimônio do povo

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A novidade dos últimos dias é o banimento de páginas de políticos e ativistas – tanto de situação quanto de oposição – nas redes sociais, por determinação dos controladores destas. De inopino, os usuários foram privados do meio de comunicação e debate de idéias, por suposta infringência às normas e regulamentos das plataformas eletrônicas, hoje investidas de status midiático. A reclamação recorrente é de censura, prática proibida pela Constituição. Estatui o artigo 220 que “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição”, e arremata o § 2º: “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”.

Em 1987/88, quando redigiram o texto da Carta hoje vigente, os constituintes jamais podiam imaginar o surgimento das redes sociais e principalmente o seu desenvolvimento como mídia popular e concorrente dos tradicionais meios de comunicação. Mas isso aconteceu e tomou de assalto a sociedade. A eleição do presidente Jair Bolsonaro é um dos exemplos mais marcantes da força dos novos meios de difusão. O candidato, esfaqueado em campanha e internado sob rigorosos cuidados médicos durante todo o período de postulação de votos, falou com a Nação pelas redes sociais e venceu, mesmo sem ter um grande partido nem elevados investimentos. As eleições municipais deste ano serão o segundo embate pelo voto dentro da nova configuração da internet e seus recursos.

Da mesma forma que um dia foi estabelecido aos veículos da mídia tradicional – jornal, revista, rádio, televisão, agências noticiosas e assemelhados – é preciso uma boa regulação às mídias e instrumentos eletrônicos de comunicação. Jamais para estabelecer o controle ou censura (estatal ou privada) sobre opiniões e conceitos emitidos. Pelo contrário, para garantir que todos tenham ali um território livre para veicular com responsabilidade, mas sem restrições, o seu pensamento. Essa eficiente mídia tem de ser libertadora, jamais castradora, elitista ou ideológica. Para ser boa, tem de ser apenas o campo, jamais parte no debate. A ninguém deve ser permitido o anonimato, mas a todos garantido o direito de se comunicar naquilo que lhes pareça o mais correto e pertinente. Para controlá-la, há de se utilizar o mesmo regramento jurídico a que são submetidas as mídias tradicionais; nem mais, nem menos.

Das plataformas internacionais há que se exigir o respeito a traços culturais e ao ordenamento jurídico nacional. Reconhecer que são empresas privadas. Mas não permitir que interfiram de forma alienígena nos interesses nacionais e nem que desequilibrem o confronto de idéia entre os brasileiros. E o mesmo rigor operacional tem de se observar às organizações nacionais que atuem no ramo. Censura jamais. Mas é fundamental não ficar à mercê de grupos dominantes do setor. Mesmo de personalidade privada, a grande rede tem abrangência pública e, por isso, deve obrigatoriamente ser disponível a todos, cumprindo suas missões sociais, educacionais e formativas da sociedade…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

[email protected]                                                                                                     

 

 

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Opinião

WILSON PIRES – Há 83 anos nascia Júlio Birré, um boêmio equilibrado

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Seus documentos, por favor. A voz imperiosa do popular Júlio Ramos de Morais (Julinho Birre); era fato corriqueiro. E esboçava o seu posicionamento quando alguém tentava entrevistá-lo. “É preciso uma apresentação, para depois soltar a língua”, dizia em tom jocoso.

Fundador e proprietário do Bar e Restaurante Kavú, Júlio Ramos de Morais, nasceu em 14 de agosto de 1937. Sobre Várzea Grande de antigamente, ele dizia com ar de deboche: “era simplesmente sem asfalto”.

Ele sempre foi pontual em seus compromissos. Júlio Ramos de Morais, mais conhecido como Júlio Birré, proprietário do antigo Bar e Restaurante Kavú, que era ultimamente localizado, na Rua Nossa Senhora do Carmo, nº 129, no Centro de Várzea Grande. Jeito simples, e sempre disposto a conversa (“com os amigos, é claro”), Júlio Ramos é Várzea-grandense de nascimento e da infância recorda a falta de infraestrutura do município. “Aqui no centro não tinha asfalto”.

Cursou até a primeira série. Depois teve que abandonar os estudos para trabalhar. O primeiro emprego foi em um Bar, como recorda de João Pinto, na Av. Couto Magalhães. Depois foi trabalhar com seu cunhado, no famoso Bar da época o “Balança, mas não cai”, do senhor Athaíde Gomes da Silva (Athaíde Balança). Com 20 anos, Júlio Birre decidiu arrendar o Clube Esportivo Operário. O presidente na Época – lembra, era Rubens dos Santos. Essa trajetória foi de 1958 até 1964.

Os bares – após ser arrendatário do Clube Esportivo Operário, Júlio Birre montou um bar, na Couto Magalhães. Só voltava a arrendar o Operário em tempos de Carnaval. Nessa corrida, a criação do Restaurante Kavú, diz – começou na residência de dona Graci, esposa do finado Joãozito. O significado de Kavú, conforme Birre é “tempo bom”. “É uma palavra indígena”, complementa. Em 1974, devido a já exigência do mercado Várzea-grandense, Júlio Ramos de Morais criava o Jufat Bar. Nessa mesma época, casou-se com Francisca de Souza Gomes. “Eu tinha 35 anos”. Desse relacionamento Birré tem uma filha, chamada Sandra.

Tradicional ponto de encontro de várias personalidades, inclusive políticos, o Restaurante Kavú, foi parada obrigatória para quem desejava saborear, em primeiro plano, a famosa galinha com arroz, além da peixada. Ali, Júlio Birre mantinha alguns pontos pitorescos. Como por exemplo, o muro que circundava o estabelecimento. “Os frequentadores escolhiam uma parte para pintar a propaganda de suas empresas”. O mais interessante nisso tudo é que cada local tinha seu preço, era de acordo com a localização do muro.

Outro fato corriqueiro no Restaurante Kavú eram as apostas políticas. Em época de eleições, os frequentadores assíduos do Restaurante Kavú não hesitavam, após um gole e outra cerveja, em apostar neste ou naquele candidato. Muitos eram os apostadores, entre eles, conforme Birré eram: João Federal, Ary Campos, Juarez Toledo Pizza, Joaldo, Rubens dos Santos, Miltinho (seu garçom), entre muitos outros. As apostas eram feitas em cheques. “O dinheiro ficava depositado em banco, rendendo. O ganhador levava tudo. Quer dizer, menos 10 por cento da comissão do Bar”. Acontece que o Birré sempre foi o juiz das apostas.

Júlio Birré é talvez, o maior colecionador de discos de Vinil da boêmia, época marcante da música popular brasileira. De Vicente Celestino, passando por Altemar Dutra, Carmem Costa, Núbia Lafaiete, Cauby Peixoto, Silvinho, Nelson Gonçalves, até Roberto Carlos (Velha Guarda) era possível ouvir saboreando uma suculenta galinha com arroz, ao lado de uma loira gelada, no Restaurante Kavú. Dessa coleção de discos de Vinil, dizem, que há aproximadamente 780 Lps. “Sempre, dizia, não vendo e nem empresto, pois já perdi muitos discos com essa brincadeira”.

Outro fato jocoso e tradicional do Restaurante Kavú era a famosa caderneta em poder de Júlio Birré. Já amarelada pelo tempo, as páginas da referida caderneta registravam velhas contas a pagar de personalidades ilustres como jogadores de futebol, radialistas, políticos, etc. Em seus últimos dias do Restaurante, essas personalidades não mais compareciam no recinto, nem para acertar o antigo débito. Tanto é, que quando entrava um cliente amigo, Júlio já ia disparando, em voz alta e bom som “acertando”. Há contas de 1977 e também cheques sem fundos. Em forma de brincadeira, Birré dizia que agora não tem mais o “marcando”.

Questionado uma vez sobre política Várzea-grandense, Júlio adiantou que nunca quis participar disputando cargos. “Já foram feitas várias reuniões de políticos no Bar e Restaurante. Todos são fregueses. Há inclusive fofocas, mas após a bebedeira, tudo ficava na mesa do Bar”, dizia Júlio Ramos de Morais, o conhecido, falado e famoso Júlio Birré.

Júlio Birré lutava incansavelmente contra o Mal de Alzheimer, uma doença incurável acompanhada de graves transtornos as vítimas.

Júlio Ramos de Moraes morreu no dia 09 de abril de 2014, em Várzea Grande. Júlio Birré e o Kavú ficarão vivos para sempre na história de Várzea Grande.

Wilson Pires de Andrade – Jornalista.

 

 

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Opinião

WILSON FUÁH – Até a coerência é passageira

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Todos os dias, somos abastecidos por uma pequena cota de esperança, e com elas vêm também alguns enigmas que precisam ser entendidos ou descartados, pois nenhum dia será igual ao outro, e por isso, até a coerência é passageira, nada se completa ao final do dia.

Vivemos cercados por pessoas que tentam ser coerente o tempo todo, mas o certo é entender que não somos senhores dos nossos desejos e muito mesmos dos resultados que acontecem em nossas vidas, pois toda a sabedoria do mundo, não é nada, diante de Deus.

Muitas pessoas até tentam ser coerente, e faz da sua aparência a necessidade de se mostrar como um espelho de um mundo perfeito:

1 – só saem de casa, se a cinto estive combinando com as cores dos sapatos;

2 – e logo pela manhã abastece a sua mente com as mesmas opiniões de ontem, para não ser diferente logo no amanhecer;

3 – e procura aceitar as coisas mesmo que estejam erradas e não procuram debatê-las, porque quer ser visto, como, aquele que vive num mundo aparentemente perfeito, e para serem vistos entre aqueles que agem “politicamente correto ou coerente ao extremo”.

Mas, tudo munda no mundo verdadeiro, e em todos os instantes a realidade é outra, por isso, não devemos envergonhar-nos, por ter que mudar de opinião, principalmente quando as nossas contradições são maiores que a realidade modificada de “ontem para hoje”.

O importante é evoluir, e mudar de pensamento, desde que não prejudique ninguém. Mudar de opinião faz bem, porque, promove uma nova adequação para uma nova realidade satisfatória, e por serem mudanças necessárias, não devemos envergonhar-nos das contradições evolutivas, porque o mundo está em movimento sempre.

Todos nós temos o direito de modificar a nossa vida o tempo todo, desde que, independente do que os outros vão pensar de nós, porque eles vão pensar de qualquer maneira.

Ficar parado no tempo em nome da coerência passada, e não evoluir, é tentar interromper o movimento do Universo, que gira incessantemente em nossa volta, por isso, devemos ter certeza que o novo, envelhece a cada virada da noite.

Por isso, relaxe.

Seja um transformador constantemente e aceite a evolução, descubra a alegria de ser uma surpresa para você mesmo, saiba que durante o tempo todo, a sua vida recebe as mudanças em todos os setores das atividades sociais, tecnológicas, politicas e econômica, e tudo envelhece ao final do dia, e moderniza a cada amanhecer, a evolução será uma constância por um mundo melhor.

Economista Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.

Fale com o Autor: [email protected]

 

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