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Opinião

DIRCEU CARDOSO – As desconstrutivas campanhas eleitorais

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Embora a tônica das previsões para as próximas eleições indique que a disputa final seja travada entre Bolsonaro e Lula – que encarnam direita e esquerda – é verdade absoluta que não é por rejeitar a primeira que o eleitor está disposto a votar na segunda opção ou vice-versa. Há um grande contingente de brasileiros que prefere algo diferente, preferencialmente novo. Mas, lamentavelmente, a legião de homens e mulheres que se rotulam como a suposta terceira via nas eleições presidenciais não decolou. Alguns, como os tucanos João Dória e Eduardo Leite – que abriram mão dos governos de São Paulo e Rio Grande do Sul em busca da candidatura presidencial- perderam-se em meio ao caminho. E o PSDB patina hoje na possível indicação do senador Tasso Jereissati como um decorativo candidato a vice na chapa de Simone Tebet, feita candidata pelo MDB.
Cada dia torna-se mais presente na lembrança de nós, que o conhecemos, a afirmação do ex-presidente Jânio Quadros que, para justificar a sua injustificada renúncia à Presidência, ocorrida em 1961, dizia ser nova a sua postura de renunciar quando “forças ocultas” não lhe deixavam governar,  num país “onde não se se renuncia nem a posto de inspetor de quarteirão”. O que assistimos hoje é que os propensos adversários de Bolsonaro e Lula provam, mais de meio século depois, que o polêmico homem da vassoura tinha razão.
Chegamos ao estado de polarização em que hoje nos encontramos por conta do insólito comportamento da classe política que, ao reassumir o poder depois dos militares de 64, com o objetivo de guardar diferença em relação ao período tido como  de exceção, fantasiou-se de democrata e vendeu ao povo a ideia de que a democracia é o remédio para todos os males de uma Nação. Quem, na época, tentou desfazer a mentira, sofreu intensa perseguição dos temerários democratas de oportunidade. O certo é que, terminado o ciclo militar, reacendeu-se a disputa entre esquerda e direita, que só serviu para nos impor o atraso político e o impedimento da decolagem de novas e autênticas  tendências e lideranças. Hoje, o que temos é a viabilidade explícita apenas dos representantes das duas vertentes que vão do centro aos extremos. O resto é tão dividido e não passa de uma aglomeração de nanicos que não se entendem. Uma pena!
Já estamos no segundo semestre. Dentro de algumas semanas a campanha eleitoral estará no rádio, na televisão e nos comícios. Na internet – embora de forma camuflada, ela já está faz meses. Mesmo, assim, o que se verifica é o embate negativo. O presidente Jair Bolsonaro é, certamente, o governante mais atacado e perseguido de toda a história do país e, do outro lado, Lula carrega o estigma de ter sido processado e condenado nos processos da Lava Jato, suspensos pela inesperada e surpreendente canetada do ministro Edson Fachin, que encontrou razões formais para tanto, mas não ousou anular os processos, ainda pendentes. O clima de campanha onde, em vez de propostas para o futuro, o que contempla problemas do presente e erros do passado.
Com toda essa atividade desconstrutiva que cercam os dois líderes da corrida ao Palácio do Planalto, supõem-se haver clima favorável ao surgimento de uma terceira liderança capaz de superar as arestas e oferecer ao Brasil uma nova alternativa. Mas, pelo que se verifica, essa possibilidade já naufragou. Para ocorrer, os dissidentes dos dois líderes teriam de primeiro firmar um protocolo de atuação e, em seguida, com toda sinceridade e desprendimento, chegar ao nome de consenso para todos apoiarem. Algo impossível num país onde não se abre mão nem da vaga de inspetor de quarteirão. Espera-se que o eleitor, mesmo com todo esse quadro ruim, vote da melhor forma e escolha os melhores governantes e parlamentares para o Brasil e os estados federados. E que os eleitos tenham discernimento para promover as reformas necessárias e as eleições seguintes sejam mais propositivas d o que essas que se aproximam.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)
[email protected]                                                                                                     

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Opinião

ONOFRE RIBEIRO – Eleição de cara nova

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As eleições de governador e de senador em Mato Grosso mudaram de aparência no fim das convenções.

A eleição de governador mudou significativamente com a entrada da candidata Márcia Pinheiro, esposa do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

A disputa vinha morna aparentando que o governador Mauro Mendes disputaria sozinho a sua reeleição.  O prefeito Emanuel Pinheiro, rival pessoal do governador, vinha lutando pra ter protagonismo na eleição. Temia ficar de fora e ao fim do seu mandato, em 2024, cair no esquecimento. No finalzinho do período das convenções lançou a esposa candidata a governador.

Conseguiu dois pontos. Um, ser protagonista e manter a rivalidade com o governador no mais alto nível de tensão. O outro, mudar a cara da eleição de governador.

De que forma? A entrada de uma candidata feminina  com a alma ferida pelas sucessivas crises políticas do marido, com grandes reflexos familiares,  iniciadas com a estória do paletó, há alguns anos. Mais importante, porém, é a possibilidade de construir um discurso social adequado ao momento que vive o país.

O governador Mauro Mendes tem a cabeça de engenheiro. Pragmático, não tem o perfil do político tradicional. Sua visão tem sido a desenvolvimento da gestão e do desenvolvimento econômico clássico: obras relevantes na infraestrutura. Esse discurso estava correndo tranquilo para a sua reeleição sem uma rival feminina.

Já Marcia Pinheiro, se vier magoada e com o discurso adotado pelo marido na prefeitura, de humanizar a gestão, cai dentro da vertente social que pressiona o país. O presidente Jair Bolsonaro apanha justamente nessa área. Nesta eleição de 2022 o discurso social pragmático dará a tônica.

Aqui aparece o governador tendo que mudar sua visão para a área social se quiser escapar da crítica que só pensa em obras físicas e nos ricos.

O discurso social cairá no gosto dos eleitores. O clima social está no ar. Por outro lado, as mulheres estão na linha de frente nesta eleição.

Na prática, a eleição mudou. Mauro Mendes precisará mudar o discurso do desenvolvimento econômico para uma vertente social, casando as duas pontas. Tipo: uma obra física servirá pra que? O eleitor está muito mais interessado em compreender em que esta obra mudará s sua vida, do que ter a obra mas sem a sua explicação social. O país inteiro navega assim.

Sobre a disputa no Senado vou deixar pra amanhã. É outra eleição, com outras demandas e ofertas e uma relevância grande para uma disputa que nunca emocionou o eleitor.

No geral, a eleição de 2022 em Mato Grosso virá de cara muito nova e muito mais emocionante! Duas candidaturas a governador fortes e muito polarizadas, num duelo inesperado.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso.

 

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Opinião

LICIO MALHEIROS – Jornalismo odioso

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Na atualidade vivemos momentos difíceis em nosso país no que tange, a postura e desatino de alguns jornalistas ativistas políticos; que vestem a camisa de um partido político, e começam a dizer desatinos de forma odiosa e intolerante, contra as pessoas que pensam de forma diferente.

A forma odiosa e intolerante que se alastra em nosso país, por parte de alguns jornalistas ativistas e inconsequentes, tem como premissa básica.

A tentativa de ‘contaminar’ o resto da mídia ignorando os princípios éticos que devem nortear a profissão dos jornalistas; desta forma produzindo uma abjeta caricatura de jornalismo, que envergonha a todos que compartilham a missão de comunicar, com a maior isenção possível.

Esta introdução prolixa tem como objetivo central, dar nomes aos bois ou ao boi.

Este simples artigo foi originado; a partir, de um vídeo por mim assistido, protagonizado por um jornalista ativista político, o senhor Eduardo Bueno.

O mesmo, de forma grosseira, intempestiva, surreal, esdrúxula, vergonhosa e imoral, proferiu ataques contundentes ao governo Bolsonaro e, aos 57,8 milhões de brasileiros que nele votaram.

Esse cara, ao proferir palavras ofensivas foi de uma insanidade mental extremada, para não dizer que agiu como um psicopata, ao diz “Estou cansado desse filho da p…… e dessas pessoas que votaram nesse cara, tem que ser linchados, tem que partir para guerra para o confronto eu era contra ter queimado aquela estátua e ainda sou, mais tem que queimar o Palácio do Planalto, fazendo alusão ao incêndio da cinemateca; então tem que pôr fogo nele ‘Jair Bolsonaro’ e nos seus filhos, pode gravar pode divulgar”. O cara foi enfático ao dizer isso, como se tivesse certeza da impunidade.

Não estou criando nenhum factoide, esse vídeo existe e está sendo exibido em todos os locais livremente. Será que a fala doentia proferida por esse senhor travestido de jornalista, não seria: exaltação ao ódio, apologia a violência, essa fala esdrúxula não caracteriza atos antidemocráticos?????????????????.

Com a palavra, o guardião da Constituição Federal, a nossa Suprema Corte (STF); que por muito menos mandou para prisão muitas pessoas, que falaram muito menos que esse senhor, vamos aguardar os acontecimentos.

Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

 

 

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