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Opinião

DIRCEU CARDOSO – A vacina chegando em outubro

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A disponibilização, já em outubro, dos primeiros 5 milhões de vacinas de origem chinesa para a prevenção da Covid 19, é fato relevante. O anúncio feito no domingo pelo governador João Dória devolve aos paulistas a esperança de logo voltar à normalidade sem o temor de estar assinando a sentença da própria morte e/ou do reaquecimento da pandemia. É bom lembrar que além da vacina chinesa – que o Instituto Butantã prevê fornecer 46 milhões de doses até dezembro – temos em andamento os testes e produção da vacina da Universidade de Oxford (Reino Unido) pela federal Fundação Oswaldo Cruz (Rio), e da russa Sputnik V, pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Curitiba).

A chegada das vacinas era prevista só para o próximo ano e isso deu força à adoção do isolamento social e outras medidas de necessidade e eficiência amplamente festejadas, mas, para desencanto geral, até hoje não comprovadas. A vacina, somada à redução do número de infectados e de mortes pela pandemia, abre novas perspectivas. Espera-se que a distribuição do imunizante se faça na forma mais racional, sem a repetição dos arroubos e discussões políticas presentes – que escandalizaram a população – na chegada e alastramento do coronavírus pelo país. Que as autoridades e especialistas – federais, estaduais e municipais – cumpram rigorosamente seus protocolos éticos e jamais misturem esse trabalho com as eleições do presente ou do futuro. Se não tiverem outras razões, que o façam pelo menos em respeito aos 136.895 brasileiros que já pereceram e aos outros que fatalmente ainda perderão a vida em decorrência do mal.

Quanto à população, é do seu interesse manter as cautelas. Mesmo com a queda das mortes e da infestação, o vírus continua circulando. Por isso, devemos manter, com a devida seridedade, o uso regular da máscara, evitar as aglomerações e observar o distanciamento pessoal. Deixar as festas e reuniões sociais para depois que as vacinas ja tiverem sido aplicadas e produzido os efeitos imunizantes. Tudo o que se fizer antes disso será exposição a riscos evitáveis…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

[email protected]                                                                                                     

 

  

 

 

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Opinião

ORAÇÃO PELA PÁTRIA – Gaudêncio Torquato

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Pai nosso que estás no Céu, santificado seja o vosso nome!

Pedimos as suas bênçãos, Senhor, nesse tormentoso ciclo em que nosso país registra mais de 150 mil mortos de uma pandemia que já contaminou até o momento 5,1 milhões de pessoas em todos os Estados. Ouça nossa prece, Senhor, antes que a mortandade continue a se expandir pelo território.

É bem verdade, Senhor, que habitamos um território belo e imenso, do tamanho de um continente, que até abriga a maior reserva de água doce do mundo, 12% do total existente nos 193 países do nosso planeta, mas os nossos biomas terrestres – Mata Atlântica, Amazônia, Cerrado, Caatinga e Campos do Sul – padecem de secas, queimadas, incêndios perpetrados por espíritos maldosos. Estamos ameaçados de perder os 20% das espécies que habitam o planeta. Nosso torrão nunca viu destruições tão monumentais, mesmo sem o poder destruidor de tufões, terremotos e furacões que consomem nações poderosas.

Pero Vaz de Caminha certamente tinha razão, Senhor, na carta escrita ao rei Dom Manuel em 1º de maio de 1500, ao descrever que a terra descoberta pelo comandante português Pedro Álvares Cabral, em 22 de abril, “em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem”. Também é verdade, Senhor, que mãos sorrateiras surrupiam parcelas das nossas riquezas naturais.

Agradecemos, Senhor, pela extrema generosidade com que nos agraciou, dando-nos terra tão rica, onde se plasmou a índole de uma gente singular, assentada em um “processo de equilíbrio de antagonismos”, como ensina o mestre Gilberto Freyre: as culturas europeia, indígena e africana; o católico e o herege; o jesuíta e o fazendeiro; o bandeirante e o senhor de engenho; a paulista e o emboaba; o pernambucano e o mascate; o bacharel e o analfabeto; o senhor e o escravo”. Mas as desigualdades têm se expandido ao longo de séculos.

A convivência entre contrários plasmou um caráter cordial, um povo hospitaleiro, afeito à paz, acessível, mesmo que também carregue traços negativos, como ilustra Afonso Celso em seu clássico Por que me Ufano do meu País: “falta de iniciativa, falta de decisão, falta de firmeza”.

Que venha a nós o vosso Reino!

Que venha logo, Senhor. Antes que o nosso Pantanal seja tragado pelo fogo. Antes que a boiada passe nas fronteiras da ilicitude e das estripulias de gente sem escrúpulo. Antes que a extrema pobreza volte a massacrar a base da nossa pirâmide social. Que se derrube para sempre esse muro que separa “nós e eles”. Vivemos um clima de guerra aberta. Irmãos contra irmãos. A violência urbana volta a assolar bairros, ruas, vielas das grandes e médias cidades. Nosso mais bonito cartão postal, o Rio de Janeiro, virou praça de guerra. Balas perdidas matam crianças e sonhos.

A velha luta de classes, Senhor, aposentou suas armas após a queda do muro de Berlim, em 1989, mas por estas plagas figuras que cultivam o populismo teimam em defender a litigiosidade social, pregando a “revolução”, o fim das elites e do ideário progressista.

Dai-nos, Senhor, bom senso para evitarmos usar as armas da intolerância e da condenação aos infernos de quem ousa discordar de métodos como invasão de propriedades, depredação de patrimônios, incitação à violência. Queremos paz. Aquele sinal de uma sociedade que podia sair de casa sem medo de assaltos, roubos, tiros. Tempos bucólicos aqueles dos dias de ontem.

Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu.

Que a vossa vontade, Senhor, chegue até nós sob a paz dos céus baixando no nosso território, elevando os menos favorecidos a degraus superiores e dando aos habitantes do alto da pirâmide social nobreza de espírito para minorar desigualdades e enxugar as lágrimas dos aflitos.

Perto de 15 milhões de brasileiros estão desempregados, Senhor, e outros milhões não têm recursos para comprar comida em quantidades necessárias para sua sobrevivência. Falta pão sobre a mesa nos lamacentos espaços das periferias das grandes cidades, onde favelas, palafitas, construções de papelão e lonas plásticas desenham a estética da miséria.

O pão nosso de cada dia nos daí hoje. Esse pão que é para uns e escasso para outros.

Rogamos, Senhor, que injete na consciência dos homens públicos o dever sagrado de cumprir sua missão sem manchas. Temos uma eleição no próximo mês. Ilumine, Senhor, a consciência dos candidatos, fazendo-os assumir compromissos para garantir qualidade aos serviços públicos. E não permitam aumentos exagerados de impostos.

Perdoai as nossas ofensas. Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

O perdão, Senhor, é para as ofensas do nosso cotidiano, essas comuns que se revelam em deselegância na interlocução, em gestos mal educados que ferem a sensibilidade do interlocutor. Mas assaltantes do Estado, que formam as milícias do poder invisível, esses precisam prestar contas à Justiça.

E não nos deixei em tentação, mas livrai-nos do mal.

Amém!

Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação [email protected]

 

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Opinião

Dirceu Cardoso – O Judiciário e o muro cinzento

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O Poder Judiciário, para mim, sempre foi uma instituição solene, respeitável e guardiã intransigente da Constituição e das leis. Uma espécie de muro cinzento que jamais troca de cor e, por isso, não muda, trazendo na sua essência o conceito básico do certo e o errado. Tanto que seus membros, por mais integrados à sociedade (e precisam ser), são discretos e, como tal, respeitados. Afinal, manipulam assuntos da mais alta relevância e a tinta de suas canetas tem a força do Estado de Direito. Nos últimos anos, no entanto, com certo espanto, temos visto o protagonismo dos outrora discretos operadores do Direito e – o pior – suas atitudes serem contestadas acerbamente nas redes sociais e outros meios, a ponto de se lançar cores indevidas ao indefectível muro cinzento.

No começo do mandato de presidente do STF,o ministro Luiz Fux, nos parece um lutador “pela ordem”. Além da revogação da liminar de Marco Aurélio, que soltou o dirigente do PCC, ensejou sua fuga e, pela repercussão, acenou com uma crise na corte, o novo presidente decidiu enviar ao plenário e, consequentemente, retirar do alcance monocrático as questões criminais, numa saudável correção de curso. Observe-se que causa espécie a facilidade com que alguns endinheirados (até os que sabidamente levam no bolso o dinheiro do povo) têm tido acesso seguidas vezes àquela instância – a mais alta da Justiça brasileira – para, sob a égide do direito de defesa, protelar o cumprimento de decisões líquidas e certas das instâncias competentes. Isso apequena a imagem da instituição, especialmente quando se atribui viés político à atuação dos seus magistrados.

Não queremos um STF – ou qualquer outra instância – sob suspeição ou debaixo daquela saraivada de críticas que têm ocorrido nos últimos anos. Para o bem da Nação, suas decisões têm de ser discretas, eficientes e justas e não dar margem a dúvidas ou a raciocínios inferiores. Afinal, ali está o ultimo bastião da segurança jurídica a que têm direito todos os brasileiros, desde o mais respeitável até o extremo delinqüente. Decisões monocráticas, foro privilegiado, turmas preferenciais, inquérito pilotado por quem vai julgar e outras coisas do gênero, não podem persistir, pois são os combustíveis daqueles que pregam o fechamento da corte ou a derrubada de ministros.

Ao cidadão comum que, via-de-regra, nunca apresentará um recurso ao Supremo, pois isso custa muito dinheiro e seus processos terminam antes de lá chegar, interessa apenas o imaculado funcionamento da corte nos moldes tradicionais, confiável e sem novações. Oxalá Fux consiga restaurar imagens e a devida segurança de procedimentos. Se o fizer, com certeza, passará para a História entre os destacados dirigentes do Judiciário brasileiro…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

[email protected]                                                                                                     

 

 

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