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Política Nacional

Dilma rebate fala de Temer: “História não perdoa traição”

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A ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff
Reprodução/Twitter @dilmabr

A ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff


Nesta sexta-feira (22), a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) divulgou uma carta aberta respondendo aos comentários feitos pelo também ex-presidente Michel Temer (MDB), na qual a chamou de “honestíssima” e que o impeachment de 2016 aconteceu por “dificuldades” de relacionamento da petista.

“Eu agradeceria que o senhor Michel Temer não mais buscasse limpar sua inconteste condição de golpista utilizando minha inconteste honestidade pessoal e política. É justamente essa qualidade que despreza, rejeita e repudia uma avaliação que parte de alguém que articulou uma das maiores traições políticas dos tempos recentes”, diz Dilma no início da carta.

Ela acusou Temer  de articular “uma das maiores traições políticas dos tempos recentes” e que o emedebista seguiu projetos que “não estavam presentes nos planos dos governos eleitos em 2010 e 2014”.

“As provas materiais da traição política estão expressas na PEC do Teto de Gastos, na chamada reforma trabalhista e na aprovação do PPI para as quais não tinha mandato. Nenhum desses projetos estavam em nossos compromissos eleitorais, pelo contrário, eram com eles contraditórios. Trata-se, assim, de traição ao voto popular que o elegeu por duas vezes”, acrescentou a ex-presidente.

A carta escrita por Dilma ocorreu após Temer afirmar que o impeachment não tinha sido um golpe. Ele acusou sua ex-companheira de chapa de ter dificuldade de dialogar com deputados e senadores, além de sofrer enorme pressão popular.

Leia na íntegra a carta aberta escrita por Dilma:

“Eu agradeceria que o senhor Michel Temer não mais buscasse limpar sua inconteste condição de golpista utilizando minha inconteste honestidade pessoal e política. É justamente essa qualidade que despreza, rejeita e repudia uma avaliação que parte de alguém que articulou uma das maiores traições políticas dos tempos recentes.

É de todo inócuo afirmar que não houve um golpe, pois este personagem se ofereceu como vice-presidente por duas vezes. E, assim, sabia por duas vezes qual era o programa político das chapas vitoriosas que foram eleitas em 2010 e 2014.

As provas materiais da traição política estão expressas na PEC do Teto de Gastos, na chamada reforma trabalhista e na aprovação do PPI para as quais não tinha mandato. Nenhum desses projetos estavam em nossos compromissos eleitorais, pelo contrário, eram com eles contraditórios. Trata-se, assim, de traição ao voto popular que o elegeu por duas vezes.

Lembro ainda que a “dificuldade de diálogo com o Congresso” não é razão legal e constitucional para impeachment em um regime presidencialista, como ele bem sabe.

Tal “dificuldade” era uma integral rejeição às práticas do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, criador do Centrão, que queria implantar com o meu beneplácito o “orçamento secreto”, realizado, hoje, sob os auspícios de um dos seus mais próximos auxiliares na Câmara Federal.

Finalmente, relembro que a História não perdoa a prática da traição. O senhor Michel Temer não engana mais ninguém. O que se conhece dele é mais que suficiente para evitá-lo, razão pela qual não pretendo mais debater com este senhor”.


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Fonte: IG Política

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Política Nacional

IFI projeta crescimento do PIB de 2% e superávit pela primeira vez

Publicado

A Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgou o Relatório de Acompanhamento Fiscal referente ao mês de agosto. As novas projeções apontam que o PIB pode crescer 2% este ano, mas em 2023 terá uma desaceleração. O diretor-executivo da IFI, Daniel Couri, explicou que os cálculos foram afetados por medidas que aumentam a renda disponível para o consumo das pessoas, como as previstas na PEC 15/22. No entanto, o desempenho positivo não será mantido em 2023.

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Datafolha: Lula lidera com 47%; Bolsonaro avança e tem 32%

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Bolsonaro e Lula, candidatos à Presidência
Gabriel de Paiva – 24.07.2022 e Jarbas Oliveira – 30.07.2022

Bolsonaro e Lula, candidatos à Presidência

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (18) aponta que o  ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança da corrida pela Presidência com 47% das intenções de voto. O presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar com 32%.

O levantamento atual demonstra que Bolsonaro está diminuindo a diferença com Lula para 15 pontos. Em maio, a distância era de 21 pontos e, em julho, de 18.

Na pesquisa  divulgada no dia 28 de julho , Lula também aparecia com 47% das intenções de voto, assim como no levantamento de 23 junho. Bolsonaro tinha 29%.

O terceiro colocado na disputa, Ciro Gomes (PDT), aparece com 7% dos votos, diminuindo em relação à última pesquisa. A senadora Simone Tebet (MDB) aparece com 2%.

O Datafolha ouviu 5.744 eleitores em 281 cidades. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09404/2022. A margem de erro do levantamento feito nesta terça (16) até esta quinta-feira (18), é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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Fonte: IG Política

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