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Saúde

Diagnósticos e tratamentos para a dor crônica

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Diagnósticos e tratamentos para a dor crônica
Redação EdiCase

Diagnósticos e tratamentos para a dor crônica

Veja quais são as maneiras de identificar e controlar esse tipo de problema

O diagnóstico da dor é muito difícil, devido à subjetividade, pois não existe um método preciso para mensurá-la, assim como existe para diagnosticar outras doenças, como diabetes, pressão alta, entre outras.

Nesses outros casos, por exemplo, os exames mostram exatamente o nível no qual a doença se encontra. O médico que trata a dor, por outro lado, possui apenas o relato dos pacientes. 

Identificando o grau de dor 

De acordo com o Dr. George Miguel G. Freire, médico e coordenador da equipe de controle da dor do Hospital Israelita Albert Einstein, quando os pacientes não são capazes de expressar o que sentem, como é o caso de crianças muito pequenas , os médicos se baseiam em técnicas visuais para avaliar a dor do paciente. Por meio da expressão, da movimentação, do apetite do paciente, entre outros sinais indiretos, é possível identificar alguns graus e tipos de dor.

“Entretanto, na maioria dos pacientes, é possível utilizar escalas numéricas e de cor para classificar a intensidade da dor. As escalas numéricas vão de zero a dez, em zero é sem dor e dez é o maior grau de dor”, explica o especialista.  

Ainda segundo ele, é feito um acompanhamento do tratamento e, de tempos em tempos, pergunta-se novamente em qual número está a dor do paciente. “Dessa forma é possível adequar o tratamento e acompanhar os resultados até o tratamento completo”, enfatiza. 

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Dor diferente para cada pessoa 

O modo como cada um experiência a dor depende de diversos fatores, como genéticos, culturais e emocionais . A dor que uma pessoa sente em determinada situação nunca será igual à de outra.  

Formas de tratamento para a dor

Atualmente existem inúmeras possibilidades de tratamentos para a dor. De acordo com o Dr. George Miguel Freire, o tripé feito com tratamento psicológico, fisioterápico e farmacológico é o principal eixo de atuação.  

“Hoje, na maioria dos casos, se inicia o tratamento com métodos farmacológicos , medicamentosos. Associado aos medicamentos, iniciamos também o tratamento com medicina física, fisioterapia e acupuntura”, explica. 

Além disso, segundo o médico, atualmente é muito comum que os médicos incentivem o paciente a iniciar atividades físicas, como natação, para fortalecer a musculatura.  

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Tratamentos alternativos para controle da dor 

Quando o tratamento psicológico, fisioterápico e farmacológico não é eficaz, o médico inicia os tratamentos intervencionistas. Algumas pessoas, por exemplo, não toleram os efeitos colaterais dos medicamentos.  

Nesses casos, é preferível optar por algum tratamento intervencionista. O arsenal que existe atualmente para o tratamento da dor inclui remédios e cirurgias e pode tanto controlar quanto curar a maioria dos casos de dor crônica.  

Além dos tratamentos atuais, existem diversos grupos de pesquisa da dor que buscam novos tratamentos, cada vez mais eficazes. O doutor em Medicina na área de dor e vice-presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), João Batista Santos Garcia, afirma que estamos vivendo um período bastante otimista para estudo da dor crônica. 

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid-19: Brasil registra 22.167 casos e 206 mortes em 24 horas

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O Brasil registrou, em 24 horas, 22.167 casos de covid-19 e 206 mortes pela doença. Desde o início da pandemia, são 34,245 milhões de casos confirmados e 682.216 óbitos, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (18) pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o boletim, há 33,16 milhões de pessoas que contraíram a doença se recuperaram, o que representa um índice de cura de 96,8%. Há ainda 407.001 casos em acompanhamento.

O boletim não apresenta os dados de mortes atualizados do Mato Grosso do Sul.

Estados

O estado com maior número de casos e mortes é São Paulo, com 5,99 milhões e 173.839, respectivamente. Em relação ao número de casos, o estado do Sudeste é seguido por Minas Gerais (3,86 milhões) e Paraná (2,72 milhões). Os menores índices estão no Acre (147.922), Roraima (174.184) e Amapá (177.892).

Em relação às mortes, São Paulo também lidera com 173.839, seguido por Rio de Janeiro (75.250) e Minas Gerais (63.365). Os menores índices estão no Acre (2.027), Amapá (2.157) e Roraima (2.167).

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Complexo da Maré teve letalidade por covid duas vezes maior que o Rio

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O Complexo de Favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, chegou a ter uma letalidade duas vezes maior que a capital fluminense no primeiro ano da pandemia da covid-19, mas a intervenção de um projeto que reuniu pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e ativistas da organização não governamental Redes da Maré atenuou o impacto da doença a partir de setembro de 2020.

Os resultados dos projetos Vacina Maré e Conexão Saúde: De olho na Covid-19 foram apresentados hoje (18) no seminário Olhares sobre a Covid em favelas: ciência, participação e saúde pública, promovido pela Fiocruz, no Rio de Janeiro.

O virologista Thiago Moreno descreveu em sua apresentação sobre o mapeamento das variantes genéticas do coronavírus que circularam na Maré que, em julho de 2020, as comunidades do complexo já concentravam 93 óbitos por covid-19, o que representava uma letalidade de 15% em relação aos 592 casos confirmados até então.

“A mortalidade era o dobro que a da cidade do Rio de Janeiro. A gente ficou com a nítida percepção de que era importante entender o que estava acontecendo nessa região”, disse Moreno, vinculado ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz)

O pesquisador vê as condições de vida no complexo de favelas como fatores que estavam ligados a essa maior letalidade, já que a alta densidade populacional e a baixa renda dificultam o isolamento domiciliar e facilitam a transmissão do vírus. A Maré é um complexo de 16 comunidades com cerca de 140 mil habitantes, distribuídos em apenas 5 quilômetros quadrados.

Agravam a qualidade de vida dessa população problemas de saneamento básico, moradias pouco ventiladas e violência urbana, já que diferentes facções criminosas disputam o território, onde ocorrem tiroteios e operações policiais.

A pesquisadora Amanda Batista, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), participou do Conexão Saúde e comparou dados que mostram a evolução da pandemia no complexo após a intervenção do projeto, que foi responsável pela notificação de mais de 97% dos casos de covid-19 na Maré, já que foram realizados 29,5 mil testes RT-PCR e 5,5 mil atendimentos de telemedicina até abril de 2021.

O período de setembro de 2020 a abril de 2021 teve 124% mais casos notificados que os meses anteriores da pandemia, mostrando uma melhora da vigilância, enquanto os óbitos caíram 62%, e a letalidade, 77%.

Para comparar os dados com outras comunidades cariocas, a pesquisadora mostrou como os números evoluíram no mesmo período na Rocinha, Cidade de Deus e Mangueira. Houve um aumento de menor intensidade nas notificações, de 78%, e uma queda menos acentuada nos óbitos, de 27%, e na letalidade, de 52%.

Entre as ações adotadas pelo Conexão Saúde, além da vigilância, ela destaca a assistência para o cumprimento do isolamento social, em que refeições e itens de higiene e limpeza chegaram a ser fornecidos para que 747 famílias pudessem cumprir a quarentena, interrompendo a cadeia de transmissão do vírus sem comprometer a segurança alimentar.

Diante disso, a pesquisadora defende que a comunidade deve ser envolvida nas respostas de saúde pública às emergências sanitárias, construindo com as autoridades de saúde a solução ideal para cada caso.

“Cada local tem sua peculiaridade. Uma mesma política de saúde não funciona da mesma forma para todos os lugares”, alerta.

Também foram apresentados resultados do projeto Vacina Maré, que promoveu a vacinação contra a covid-19 no complexo de favelas, e obteve taxas de imunização superior à média da cidade e permitiu a realização de estudos de efetividade das vacinas.

Fernando Bozza, pesquisador do INI/Fiocruz, disse que foram acompanhados mais de 5 mil pessoas, e agora os estudos buscam continuar a pesquisa por mais 2 anos, o que permitiria investigar outras doenças.

“Podemos adicionar outras questões e esse é um dos pontos em que hoje estamos pensando muito”, disse. Ele conta com um grupo de voluntários de mais de 3 mil pessoas para os próximos 2 anos de pesquisa. “O ciclo dois é um grande desafio, porque naquele momento havia uma grande mobilização em torno da vacina. A gente ainda está aqui batalhando essa inclusão”.

Na abertura do seminário, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, destacou a parceria da fundação com a sociedade civil e agradeceu o empenho dos pesquisadores e voluntários que integraram o projeto.

“Temos que pensar, sempre, que além de apontar as desigualdades temos que apontar a potência dos movimentos sociais, das parcerias e associações para superar esse quadro e aprender com ele. A experiência da Maré é muito importante para seus moradores e para a Fiocruz”, ressaltou.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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