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Saúde

Diabetes: uma ameaça chamada hipoglicemia

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A hipoglicemia também precisa ser controlada
Arquivo pessoal

A hipoglicemia também precisa ser controlada

Quando falamos em diabetes, logo associamos ao nível elevado de glicose no sangue, que, se não controlado, pode trazer complicações sérias para a vida da pessoa. Entre eles estão infarto, derrame, problemas renais, amputações e perda de visão. Calma, não é para se desesperar! Isso pode acontecer após muito tempo convivendo com os níveis elevados de açúcar no sangue, ou seja, não fazendo um tratamento adequado.

Mas o que muita gente não sabe ao receber o diagnóstico de diabetes é que existe também o risco de ter hipoglicemia. Eu, por exemplo, descobri isso dá pior forma possível: tendo uma crise hipoglicêmica e não sabendo o que fazer para tratar.

Assim como eu, muitas pessoas me escrevem ou relatam que não foram avisadas pelo médico sobre hipoglicemia após o diagnóstico de diabetes. Foi assim com a Josefa Sousa, mãe do pequeno Wemersson, de 8 anos, que convive com diabetes tipo 1. A família mora no sertão do Piauí. “Meu filho começou a passar mal de madrugada e eu não sabia do que se tratava. Coloquei os sintomas que ele estava tendo na internet para descobrir o que estava acontecendo. Foi assim que descobri o que era hipoglicemia. Consegui tratar na hora e salvei a vida do meu filho”, relata Josefa.

Josefa Sousa só aprendeu sobre hipoglicemia quando o filho já estava em crise
Arquivo pessoal

Josefa Sousa só aprendeu sobre hipoglicemia quando o filho já estava em crise

A hipoglicemia ocorre quando o nível de glicose no sangue está muito baixo, glicemias inferiores a 70mg/dl. Apesar de ser mais comuns em pessoas com diabetes que fazem uso de insulina ou até mesmo medicações para baixar a glicose, a hipoglicemia não pode e não deve ser tratada com normalidade, como explica a endocrinologista e pesquisadora Denise Franco. “Crises de hipoglicemia fazem com que a pessoa tenha uma perda do reflexo, podendo resultar em acidentes, por exemplo. Além disso, a crise pode causar convulsão e, em caso mais severo, até levar à morte quando não tratada a tempo.”

Além do risco imediato à saúde e à vida da pessoa, a hipoglicemia também afeta o controle do diabetes, sendo um dos principais fatores para não adesão do tratamento, já que muitos pacientes deixam de usar as medicações ou a insulina por medo.

Principais causas de hipoglicemia em pessoas com diabetes:

  • Dose excessiva de insulina ou medicamentos utilizados no tratamento de diabetes 
  • Ingestão de bebida alcóolica
  • Excesso de atividade física
  • Jejum por muitas horas

Atenção: hipoglicemia não é embriaguez

Em alguns casos, as crises de hipoglicemia são confundidas aparentemente para as pessoas que desconhecem a causa com embriaguez, isso pode atrasar o socorro. Portanto, separei os principais sintomas de glicose baixa:

  • Tremor
  • Suor
  • Calafrios
  • Confusão mental
  • Tontura
  • Taquicardia
  • Fome excessiva
  • Náusea
  • Sonolência
  • Visão embaçada
  • Dor de cabeça
  • Convulsões
  • Inconsciência 

Tratamento da hipoglicemia

Em casos de hipoglicemia em que a pessoa está consciente, o tratamento deve ser feito com ingestão rápida de 15g de carboidrato simples, por exemplo:

  • 1 copo de 150ml de água com açúcar, suco natural ou refrigerante com açúcar
  • 3 balas moles

Depois de 15 minutos é preciso fazer um novo teste para saber se a glicose subiu. Caso a crise de hipoglicemia persista, repita as orientações acima e, se mesmo assim não melhorar, procure ajuda de emergência.

Nos casos mais graves, o serviço de urgência precisa ser chamado ou a pessoa deve ser levada ao Pronto-Socorro mais próximo.


Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid: Coreia do Norte declara que venceu doença 3 meses após 1° caso

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Kim Jong-un declara que Coreia do Norte venceu a Covid
Reprodução

Kim Jong-un declara que Coreia do Norte venceu a Covid

O governo da Coreia do Norte declarou “vitória” sobre a Covid-19 , cerca de três meses depois do primeiro caso da doença ter sido confirmado no país, ainda virtualmente isolado do exterior por conta da estratégia sanitária local para enfrentar a doença. 

E em uma declaração ainda pouco clara, a irmã do líder do país, Kim Jong-un, afirmou que ele ficou “gravemente doente” durante o pico de casos, mas sem confirmar se ele foi contaminado.

“Nosso Partido e o governo avaliaram a atual situação de quarentena e chegaram à conclusão de que a crise epidêmica maligna que se criou no país foi completamente resolvida com base nos dados de análise detalhada apresentados pelo departamento de pesquisa científica”, disse Kim Jong-un, durante uma conferência para analisar a situação da pandemia, de acordo com a KCNA. “A dolorosa guerra de quarentena chegou ao fim e hoje finalmente declaramos vitória.”

A Coreia do Norte estabeleceu, ainda em fevereiro de 2020, uma das mais duras estratégias do mundo para tentar conter a doença: fronteiras foram fechadas, diplomatas estrangeiros e suas famílias deixaram o país e foram aplicadas restrições sobre movimentações internas, aliadas a práticas como o uso de máscaras.

Como resultado, o país não registrou, ao menos oficialmente, casos de Covid-19 até maio, quando surgiram os primeiros relatos de uma “febre”, como as autoridades se referem à doença. Ao todo, foram registrados 4,8 milhões de casos e 74 mortes, um número relativamente baixo, ainda mais em um país onde o sistema de saúde é considerado precário e onde poucas pessoas foram vacinadas.

“É mais uma vitória brilhante proteger de forma confiável o bem-estar nacional e popular do maior perigo de saúde pública global que mergulhou o mundo em uma situação catastrófica, e eliminar o desafio mais importante e ameaçador que enfrentamos em tão curto tempo”, disse Kim Jong-un, destacando que não há registro de casos desde o dia 29 de julho.

No discurso, ele destacou que as medidas de controle de fronteiras seguirão em vigor, apontando para o risco de novas variantes do coronavírus, da varíola dos macacos e de “várias doenças infecciosas causadas pelas mudanças climáticas”.

”Febre” de Kim Jong-un

Em outro discurso, a irmã de Kim Jong-il, Kim Yo-jong, apontada como segunda na linha de comando, acusou a Coreia do Sul de ter introduzido o vírus no país, mencionando “objetos estranhos”, uma referência aos itens mandados por grupos de oposição a Pyongyang através da fronteira, como pendrives, panfletos e dinheiro. Esse tipo de envio, normalmente feito com balões, está proibido desde 2020.

“Já consideramos vários planos de reação, mas nossas ações devem ser de uma forma retaliatória mortal”, declarou, segundo a KCNA. “Se o inimigo persistir em tais ações perigosas, como fomentar o caminho do vírus para nossa república, vamos responder não apenas exterminando o vírus, mas também eliminando as autoridades sul-coreanas.”

No meio da fala, ela afirmou que Kim Jong-un chegou a ficar “gravemente doente” durante o pico de casos, no que seria uma rara menção à saúde do líder norte-coreano, normalmente mantida em sigilo.

“O Marechal [Kim Jong-un], que estava gravemente doente com alta febre diária nesta guerra da quarentena, mas não podia deitar-se nem por um momento por causa do pensamento nas pessoas que deveriam ser responsabilizadas”, declarou Kim Yo-jong.

Não ficou exatamente claro se ele foi contaminado pela Covid-19, ou se foi apenas um dos recorrentes exageros em falas oficiais em uma tentativa de aproximá-lo do povo, no momento em que o país enfrenta um difícil período na economia, agravado por secas, inundações e pelo isolamento comercial.

A menção à febre estava presente apenas no artigo em coreano sobre o discurso, e não apareceu na versão em inglês divulgada pela KCNA.

* Com informações da agências internacionais

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid-19: Brasil registra 255 mortes e 30,9 mil casos em 24 horas

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As secretarias estaduais e municipais de Saúde registraram 30.935 novos casos de covid-19 e confirmaram mais 255 mortes por complicações associadas à doença em um período de 24 horas em todo o país. 

Os dados estão na atualização divulgada nesta quarta-feira (10) pelo Ministério da Saúde. O boletim de hoje não traz o total de óbitos ocorridos em Mato Grosso do Sul, que não informou os dados ao ministério. 

Com as novas informações, o total de pessoas infectadas durante a pandemia de covid-19 no Brasil soma 34.096.935.

O número de casos da doença em acompanhamento está em 514.876. O termo é usado para designar casos notificados nos últimos 14 dias em que o paciente não teve alta, nem foi a óbito.

Com os números de hoje, o total de óbitos desde o início da pandemia chegou a 680.786. Ainda há 3.237 mortes em investigação. As ocorrências envolvem casos em que o paciente faleceu, mas a investigação sobre a causa ainda demanda exames e procedimentos complementares.

Até agora, 32.901.273 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a pouco mais de 96% dos infectados desde o início da pandemia.

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, com 173.484 mortes, São Paulo é o estado com maior número de óbitos desde o começo da pandemia. Em seguida, aparecem o Rio de Janeiro, com 75.119 óbitos; Minas Gerais, com 63.193; o Paraná, com 44.726; e o Rio Grande do Sul, com 40.598.

Já os estados com menos óbitos resultantes da covid-19 são Acre, com 2.022; Amapá, com 2.153; Roraima, com 2.161; Tocantins, com 4.189; e Sergipe, com 6.421.

boletim epidemiológico 10.08.2022 boletim epidemiológico 10.08.2022

boletim epidemiológico 10.08.2022, por Ministério da Saúde

Vacinação

Até esta quarta-feira, o vacinômetro do Ministério da Saúde apontava um total de 470.462.239 doses de vacinas contra covid-19 aplicadas no país desde o início da campanha de imunização. Destas, 178,6 milhões como primeira dose, 159,7 milhões como segunda e 4,9 milhões como dose única.

A dose de reforço já foi aplicada em mais de 103,9 milhões de pessoas e a segunda dose extra ou quarta dose, em pouco mais de 18,3 milhões. O painel registra ainda 4,7 milhões de doses como adicionais, que são s aplicadas em quem tinha recebido o imunizante da Janssen, de dose única.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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