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Política Nacional

Dia D: PSDB e MDB se reúnem para discutir apoio a Tebet

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Simone Tebet durante a CPI da Covid
Reprodução: flickr – 23/05/2022

Simone Tebet durante a CPI da Covid

Em clima de desconfiança, o PSDB aguarda uma contrapartida do MDB no Rio Grande do Sul para destravar o apoio à pré-candidatura presidencial da senadora Simone Tebet (MS) até amanhã. Na noite de ontem, o ex-governador Eduardo Leite se reuniu com a cúpula do MDB gaúcho, mas, depois do encontro, disse ao GLOBO que a conversa acabou sem avanço.

A direção do PSDB condiciona a coligação ao apoio do MDB a uma candidatura tucana no Rio Grande do Sul. Para isso, o partido precisaria abrir mão da pré-candidatura do deputado estadual Gabriel Souza (MDB-RS), já lançada. Ele sinaliza que só desistiria de concorrer se fosse enquadrado pelos líderes da sigla no estado — que até agora não esboçaram qualquer movimento. Para viabilizar a chapa de centro, os tucanos também gostariam de reciprocidade do MDB no Mato Grosso do Sul e em Pernambuco, mas já admitem que os aliados não deram sinal verde para esses pedidos.

Aliados de Leite afirmam que a sua eventual candidatura ao governo do Rio Grande do Sul está mais próxima, por mais que contrarie uma promessa de campanha de não concorrer a um segundo mandato — naquele estado, aliás, um governador nunca conseguiu esse feito. Apesar disso, Leite estaria animado com pesquisas internas que mostram chances de ele quebrar essa tradição, avaliam pessoas próximas.

Resistências

O combinado entre as siglas para resolver o impasse na disputa ao governo gaúcho é que as alianças regionais sejam resolvidas até hoje. Na hipótese de o MDB ceder aos tucanos pelo menos no Rio Grande do Sul, a executiva do PSDB referenda o nome de Tebet como cabeça de chapa no dia seguinte. Essa é a tendência majoritária no PSDB, embora haja uma ala resistente que prefere uma candidatura própria.

Apesar das dificuldades, o entorno de Tebet está otimista e vê possibilidade de uma aliança com Leite tendo o pré-candidato a governador e deputado estadual, Gabriel Souza (MDB), como um potencial vice. Souza era o presidente da Assembleia Legislativa quando o governo Leite aprovou as reformas no estado que permitiram o pagamento dos salários dos servidores em dia.

Os quadros históricos da legenda, porém, que têm grande influência na sigla, resistem a apoiar a Leite. Por um lado, entendem que a sigla tem tradição no estado e já elegeu quatro governadores desde a redemocratização. Por outro, há um incômodo com a indefinição de Leite, que ainda não deixou claro se vai se candidatar ao governo gaúcho, se concorrerá ao Senado ou tentará de novo ser o candidato a presidente. O ex-governador tem sido cotado até mesmo para a vaga de vice de Tebet.

Enquanto isso, dirigentes tucanos têm apelado ao presidente do MDB, Baleia Rossi, para uma solução do impasse na corrida pelo Palácio do Piratini. Nas redes sociais, Baleia afirmou que pediu aos dirigentes do partido no Rio Grande do Sul para que avancem nas conversas por uma aliança estadual e nacional. O gesto do emedebista foi bem recebido no PSDB, que vê Baleia “dedicado” à aliança.

“Eu e a senadora Simone Tebet pedimos ao presidente do MDB-RS, Fábio Branco, e ao ex-governador Germano Rigotto para avançar nas discussões com o PSDB e Leite”, escreveu Baleia no Twitter.

Caso o MDB não ceda o apoio no Rio Grande do Sul, os tucanos devem voltar ao debate por uma candidatura própria na convenção nacional, prevista para o período de julho a agosto.

As articulações tucanas e emedebistas

  • Vaivém tucano

Apesar de vencer as prévias, superando o ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto, o ex-governador de São Paulo João Doria foi pressionado a desistir da candidatura ao Planalto. Leite também não conseguiu uma virada de mesa e ser o nome dos tucanos na disputa. Agora, cogita um novo mandato de governador.

  • Dissidentes do MDB

Apesar da escolha de Simone Tebet como candidata à Presidência, o partido segue dividido. Oficialmente, a senadora tem o apoio dos diretórios estaduais, mas na prática enfrenta dissidências Um grupo quer apoiar Lula, e outro, Bolsonaro.

  • Negociação nos estados

Para fechar uma aliança nacional com o MDB, os tucanos querem liderar as chapas no Rio Grande do Sul (neste caso, o nome natural é Eduardo Leite); em Pernambuco (Raquel Lyra); e no Mato Grosso do Sul (Reinaldo Azambuja). A negociação, porém, esbarra em acordos locais e candidaturas próprias.

  • Bater o martelo

Amanhã, a cúpula do PSDB se reúne para decidir se aprova as decisões da reunião com os emedebistas promovida hoje.

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Política Nacional

Datafolha Rio: Lula lidera com 41% dos votos; Bolsonaro tem 34%

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Lula lidera com 41% no Rio de Janeiro
Ricardo Stuckert/Divulgação e Presidência da República

Lula lidera com 41% no Rio de Janeiro


Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como líder na disputa ao Palácio do Planalto entre os eleitores do estado do Rio de Janeiro, com 41% das intenções de voto. O presidente Jair Bolsonaro (PL) segue em segundo, com 34%.

Veja o desempenho dos pré-candidatos à Presidência no Rio:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 41% Jair Bolsonaro (PL) – 34% Ciro Gomes (PDT) – 8% Simone Tebet (MDB) – 2% André Janones (Avante) – 1% Vera Lúcia (PSTU) – 1% Sofia Manzano (PCB) – 1% Felipe d’Avila (Novo) – 1% Pablo Marçal (Pros), Leonardo Péricles (UP), Eymael (Democracia Cristã) e Luciano Bivar (União Brasil) foram citados, mas não alcançaram um ponto percentual. O General Santos Cruz (Podemos) não foi citado.

Votos nulos e brancos no estado representam 7%; e 3% não sabem ou não responderam. O Datafolha ouviu 1.218 eleitores em 32 municípios do Rio de Janeiro entre quarta e sexta-feira desta semana. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo RJ-00260/2022. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.


Se comparado com o cenário nacional, a distância entre Lula e Bolsonaro é menor entre os fluminenses. Segundo o último levantamento, o petista tem 47% das intenções de voto no país, enquanto o atual chefe do Planalto marca 28%.

Os nomes da chamada terceira via, por outro lado, seguem tentando se viabilizar na disputa. Considerando o cenário nacional, Ciro Gomes (8%) e Simone Tebet (1%), assim como o deputado federal André Janones (2%), mantiveram seu desempenho ou oscilaram dentro da margem de erro da pesquisa no estado do Rio, que é de 3 pontos percentuais.

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Comissões vão discutir produção de vinho e promoção do turismo em vinícolas

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Marco Couto/Assembleia Legislativa do RS
Agropecuária -> plantações -> uva, vinho, Vale dos Vinhedos
Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul

Audiência pública nesta quarta-feira (6) vai discutir como reduzir os custos de produção e venda do vinho brasileiro, agregar valor ao produto exportado e promover o turismo em vinícolas. O evento, marcado para as 17 horas, no plenário 5, é promovido por três comissões da Câmara dos Deputados: Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Turismo; e Seguridade Social e Família.

O debate dever reunir representantes dos ministérios do Turismo, da Economia e da Agricultura; pesquisadores e produtores de vinho nacional do Rio Grande do Sul e do Espírito Santo.

Estimativas do setor apontam para a existência de mais de 1,1 mil vinícolas em todo o País. A maioria é instalada em pequenas propriedades com média de 2 hectares de vinhedos por família. “Grande parte carece de apoio para aumento de produção, produtividade e aprimoramento técnico”, relata o deputado Bibo Nunes (PL-RS), um dos autores do pedido da audiência pública.

Da Redação/FB

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

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