VÍTIMA ESPANCADA

DHPP prende mais dois suspeitos por morte de policial penal em VG; número sobe para cinco

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DHPP prende mais dois suspeitos por morte de policial penal em VG; número sobe para cinco
Agente penal foi morto em novembro após deixar uma festa

Conteúdo/ODOC - A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (29), mais dois suspeitos de envolvimento no assassinato do policial penal José Arlindo da Cunha, de 55 anos, morto em novembro de 2025, em Várzea Grande. Os novos detidos foram identificados como Wanderson Costa Lazarini e Lucas Lima.

As prisões foram realizadas por equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, que seguem com as investigações para esclarecer completamente o crime.

Com as novas capturas, sobe para cinco o número de pessoas presas temporariamente por suspeita de participação no homicídio. Segundo o delegado Caio Albuquerque, os desdobramentos ocorreram após a prorrogação das prisões iniciais, o que permitiu identificar novas autorias.

De acordo com ele, os indícios reunidos até o momento são robustos e justificaram as novas ordens judiciais, enquanto a polícia trabalha para definir a participação individual de cada envolvido e apurar se há mais suspeitos.

As investigações indicam que todos os presos tiveram algum grau de envolvimento na agressão que resultou na morte do policial penal. Conforme a DHPP, parte dos investigados teria desferido golpes diretos, como socos, chutes e capacetadas, enquanto outros estariam no local, consentindo com o espancamento e contribuindo para o desfecho fatal, ainda que não tenham atacado fisicamente a vítima.

A polícia também apura possíveis vínculos de alguns suspeitos com organização criminosa. Um dos investigados apontados no inquérito morreu durante a ocorrência e, segundo a apuração, também seria integrante de facção. Até agora, cinco pessoas tiveram a autoria individualizada, mas a DHPP não descarta novas identificações.

Sobre a motivação, a linha de investigação aponta para um conflito pontual, sem sinais de planejamento prévio. As evidências indicam que o policial penal foi abordado porque estava armado, o que teria gerado uma discussão que evoluiu rapidamente para o homicídio. A polícia afirma não haver elementos, até o momento, que indiquem que a vítima tenha sido morta em razão de sua profissão.

O crime ocorreu após José Arlindo deixar uma festa no bairro São Mateus. Ele se envolveu em uma discussão e, posteriormente, um grupo foi até a residência onde ele se encontrava. A vítima foi chamada no portão, baleada e, em seguida, espancada, morrendo ainda no local. As investigações continuam para esclarecer a dinâmica completa do caso e responsabilizar todos os envolvidos.