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Saúde

DF tem alto crescimento no número de casos de presença de escorpiões

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De janeiro a junho deste ano, a Vigilância Ambiental do Distrito Federal recebeu 824 notificações de acidentes envolvendo escorpiões. Em todos os meses de 2018, foram registrados, no Distrito Federal, 1.229 casos. Passada a metade do ano, os 824 incidentes já representam 67% de todas as notificações feitas junto à Vigilância Ambiental nas regiões administrativas do DF no ano passado.

Na semana passada, uma criança de 4 anos morreu picada por um escorpião enquanto dormia. As reclamações têm se multiplicado na capital e em outros estados do país. Este não é um fenômeno apenas recente. Nos últimos anos, a incidência de episódios envolvendo escorpiões na capital tem aumentado. Em 2015 foram 514; em 2016, 887; em 2017, 955; e em 2018, 1.229.

A exemplo do DF, a ampliação dos acidentes envolvendo escorpiões é um fenômeno que ocorre no conjunto do país. O banco de dados de casos do Ministério da Saúde registrou 86.413 casos em 2015, 91.722 mil em 2016, 125.229 em 2017 e 156.702 em 2018.

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Cuidados

Para evitar a presença de escorpiões, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal recomenda algumas medidas. Para quem mora em casas, é importante retirar entulhos, restos de construção e aglomeração de lixo, locais buscados por esses animais. Os escorpiões gostam também de espaços escuros e úmidos. Assim, é preciso fechar acessos a frestas, canos e instalações elétricas. Outro cuidado é verificar sapatos, toalhas, roupas e roupas de cama no momento de entrar em contato com esses objetos.

Uma recomendação para evitar a entrada em casa é a adoção de rodos duplos de borracha nas portas, telas nos ralos e janelas. Um chamariz importante de ser controlado são as baratas, alimento dos escorpiões.

Os moradores podem recorrer à vigilância ambiental do seu estado tanto para orientações de prevenção quando encontrarem um escorpião. Para o biólogo da Vigilância Ambiental do Distrito Federal Israel Martins, é importante que os moradores passem a adotar as medidas preventivas e também recorram às equipes da instituição.

“Pessoas precisam saber que há serviço de vigilância que pode auxiliar. No DF, temos 10 equipes. Se for dividir as 824 ocorrências de 2019 pelo número de equipes, dá menos de um por dia. Falta à população tomar mais conhecimento desse serviço e acreditar mais nas medidas preventivas”, disse o biólogo.

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Além dessas medidas, em caso de alguém ser picado é preciso conferir se o hospital ou unidade de saúde para onde a pessoa pretende se deslocar tem soro antiescorpiônico. Secretarias de Saúde podem ter centros de informação toxicológica para fornecer orientações, que podem ser buscadas pelos interessados ou envolvidos nesses incidentes.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde
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Saúde

Hospital faz vídeo emocionante para comemorar Dia da Prematuridade; assista

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Para comemora o Dia da Prematuridade, celebrado neste domingo dia 17 de novembro, o Hospital Nossa Senhora das Graças divulgou um vídeo intitulado “Diário de um prematuro” e emocionou as redes sociais.

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Reprodução/ YouTube

Heloísa é o bebê prematuro do vídeo do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba

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O vídeo tem como objetivo dar apoio para pais e familiares de bebê prematuro. A história narrada no vídeo é a da pequena Heloisa, que nasceu com 1 kg e 500 gramas e precisou de acompanhamentos médicos por dois meses na UTI neonatal do hospital em Curitiba.

“O neném quando nasce prematuro, ele tem uma imaturidade de todos os sistemas como o respiratório, o renal, o circulatório. Então o cuidado especializado vai fazer a diferença tanto na sobrevida do bebê como na qualidade, tentando minimizar as sequelas que a prematuridade pode deixar”, explicou a médica pediatra Cristina Alves Cardozo, ao site Paraná Portal.

Assista ao vídeo abaixo:

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Prematuridade pelo mundo

Segundo a Organização Mundial de Saúde é considerado prematuro todos os bebês que nascem com menos de 37 semanas de gestação (o normal é 40 semanas). Nestes casos existem três classificações:

  • Prematuro extremo: nascido antes das 28 semanas;
  • Muito prematuro: entre 28 e 32 semanas;
  • Prematuro moderado a tardio: entre 32 e 37 semanas.

A OMS aponta que, por ano no mundo, mais de 30 milhões de nascimentos ocorrem antes de a mãe completar as 37 semanas de gestação . Um estudo de 2016, feito pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), apontou que no Brasil, por hora, nascem 40 crianças prematuras, um total de mais de 12% dos nascimentos no país.

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O avanço da medicina já possibilitou que o bebê prematuro  tem maiores chances de sobreviver. Segundo uma pesquisa da USP, publicada em 2018, as principais causas da prematuridade são doenças maternais como hipertensão arterial e infecções, gestação múltipla, pouca idade, malformações fetais, entre outros.

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Fonte: IG Saúde
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Saúde

Credibilidade de vacinas é menor entre homens e jovens, diz pesquisa

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Uma pesquisa feita pela organização não governamental Avaaz, em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), mostra que a credibilidade das vacinas é menor entre homens e jovens de 16 a 24 anos. O estudo mapeou o impacto das fake news contra vacinas e contou com um questionário domiciliar em que o Ibope ouviu 2.002 pessoas entre 19 e 22 de setembro deste ano, em todas as regiões do país.

Segundo a pesquisa, 54% dos brasileiros consideram as vacinas totalmente seguras, e 31% avaliam que elas são parcialmente seguras. Para 8%, elas são parcialmente inseguras, e 6% responderam que elas são totalmente inseguras. A soma dos três últimos grupos mostra que 45% dos brasileiros têm algum grau de insegurança em relação às vacinas. Um percentual de 2% não respondeu ou não soube opinar.

Entre os homens, cai para 49% o percentual dos que consideram as vacinas totalmente seguras, e os outros três grupos somam 48%. Em relação à faixa etária, a situação é mais preocupante entre os jovens de 16 a 24 anos, já que 45% veem as vacinas como totalmente seguras e 53% têm algum nível de insegurança.  

As pessoas com ensino médio se mostraram menos seguras sobre as vacinas do que aqueles com nível fundamental completo ou incompleto, sendo este último grupo o que dá maior credibilidade às imunizações (61%). Segundo a pesquisa, metade das pessoas que pararam de estudar ao concluir o ensino médio têm inseguranças em relação à vacinação, enquanto para quem tem nível superior esse percentual cai para 43%.  

Assim como nos níveis de escolaridade, a camada mais pobre da população, com renda de até um salário mínimo, é a que confia mais nas vacinas. O resultado se repete entre as classes D e E, que superam a A, a B e a C no percentual que avaliou as vacinas como totalmente seguras. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, os dados de renda, classe social e escolaridade mostram que a população mais pobre está menos impactada pelas fake news por consumir mais as informações da mídia tradicional, utilizar mais os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e ter menos acesso às redes sociais.

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“Elas são bastante impactadas pelas mídias tradicionais, mesmo sendo populações mais carentes. E tem a ação do SUS. São pessoas que são usuárias do SUS. E quando elas conseguem acessar o sistema, os profissionais de saúde se tornam muito importantes na informação”.

Outro dado trazido pela pesquisa é que os evangélicos dão menor credibilidade às vacinas que os católicos e as pessoas que se declararam de outras religiões. Enquanto 60% dos católicos e 49% do terceiro grupo consideram as vacinas totalmente seguras, esse percentual cai para 44% no caso dos evangélicos, o menor percentual entre todos os recortes populacionais.

Fake News

O questionário mostra que 61% dos entrevistados já receberam mensagens negativas sobre vacinas nas redes sociais, sendo que 9% disseram que essas mensagens chegam todos os dias ou quase todos os dias.

Entre as pessoas que declararam considerar as vacinas parcialmente inseguras, 72% disseram ter recebido notícias negativas por redes sociais. E, entre os que disseram que elas são totalmente inseguras, esse percentual é de 59%.

A pesquisa revela que a mídia tradicional ainda é a principal fonte de informação sobre vacinas para a população, sendo citada por 68% dos entrevistados, que podiam apontar as três fontes principais de informações sobre o assunto. As redes sociais ficaram em segundo lugar, com 48%, à frente do governo (42%) e dos profissionais de saúde (41%). O presidente da SBIm acredita que a disponibilidade das redes sociais contribui para que elas tenham ultrapassado fontes oficiais.

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“A gente tem que estar disponível para ensinar e esclarecer da mesma forma que as pessoas que disseminam essas inverdades estão. A gente tem que encontrar tempo, disponibilidade e uma linguagem pra isso”, diz ele, que reconhece que redes sociais como o Whatsapp favorecem a criação de “guetos”, onde informações que desmintam fake news dificilmente conseguem penetrar. “É importante a gente ter a parceria com as plataformas [de redes sociais]”.

Para a coordenadora de campanhas do Avaaz no Brasil, Nana Queiroz, o país vive uma epidemia de desinformação que precisa ser combatida por diferentes esferas de governo, sociedades médicas e também pelas plataformas de redes sociais, como o Facebook, o YouTube, o Instagram e o Whatsapp. “Nesse caso, o remédio é que as plataformas mostrem correções (vindas de checadores de fatos independentes) a todos que foram expostos a notícias falsas. Essa estratégia ficou conhecida mundialmente como correct the record [corrigir o erro]. Ela é prática, justa e nos protege contra a censura, pois nada é tirado do ar: apenas corrigido”.

O Avaaz analisou ainda 30 histórias falsas sobre vacinas desmentidas pelo Ministério da Saúde e por serviços jornalísticos de checagem de informações. Esses conteúdos tiveram  23,5 milhões de visualizações e 578 mil compartilhamentos no Facebook. Além disso, foram 2,4 milhões de visualizações no YouTube. Quase metade desses artigos ou vídeos foi traduzida de sites antivacina dos Estados Unidos.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde
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