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Política Nacional

Deputados manifestam repúdio por assassinato de homem negro em supermercado

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Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
89ª Reunião técnica por Videoconferência - Acompanhamento dos ensaios clínicos da vacina Coronavac no Brasil. Dep. Perpétua Almeida(PCdoB - AC)
Perpétua Almeida ressaltou o elevado grau de violência mostrado no vídeo da agressão

Deputados de diversos partidos manifestaram repúdio pela morte de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de 40 anos que foi espancado por seguranças em um supermercado da rede Carrefour, em Porto Alegre (RS). Por meio de suas redes sociais, os parlamentares lamentaram o episódio, ocorrido na noite de quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra (20 de novembro).

“O assassinato de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de 40 anos, na véspera do #DiaDaConscienciaNegra, nos lembra que, no nosso país, a luta antirracista ainda tem um longo caminho pela frente. Minha solidariedade aos amigos e familiares de Beto. A nossa luta agora é por justiça!”, disse a deputada Tabata Amaral (PDT-SP).

“Num país como o Brasil, forjado na escravidão, onde a cada 23 minutos uma pessoa negra é morta, precisamos dar um fim nessa estrutura genocida e racista, nesse ciclo que há séculos mata e cria abismos sociais nesse país”, disse o líder da Minoria, deputado José Guimarães (PT-CE).

A líder do PCdoB, deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), também manifestou repúdio. “Se você não se indignar com esse vídeo [o registro da agressão], é porque já morreu por dentro! Na véspera do Dia da Consciência Negra, João Alberto foi espancado e morto por seguranças do Carrefour em Porto Alegre! O crime? Ele era negro! Racismo mata!”

Usando a hashtag “VidasNegrasImportam”, o líder do MDB, deputado Baleia Rossi (MDB-SP), afirmou: “que Deus conforte a família da vítima dessa atrocidade. Todas as autoridades do País precisamos nos manifestar contra isso e tomar mais atitudes”.

O líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), também lamentou o episódio de violência. “O Dia da Consciência Negra amanheceu com as imagens brutais de um negro sendo espancado até a morte em um supermercado de Porto Alegre. Um crime bárbaro, que nos causa indignação, revolta e mostra que, infelizmente, ainda existe racismo em nosso país. É inaceitável qualquer tipo de violência, ainda mais se for motivada por discriminação racial”, disse.

Racismo estrutural
O líder do PDT, deputado Wolney Queiroz (PDT-PE), citou a necessidade de combate ao racismo estrutural: “Dia da Consciência Negra e mais uma notícia da triste realidade desse racismo estrutural que ainda assola o Brasil: João, assassinado por seguranças do #Carrefour. Negros são 75,7% dos brasileiros assassinados em 2018. Todos juntos na luta antirracista #VidasNegrasImportam”.

O líder do Novo, deputado Paulo Ganime (Novo-RJ), classificou o episódio como “brutal e covarde”. “Absurda a morte de João Alberto Silveira Freitas. Atitude brutal e covarde que aconteceu no Carrefour de Porto Alegre. Não é a primeira vez que fatos absurdos acontecem nas dependências da rede francesa. Uma vez pode ser erro individual, duas vezes pode ser coincidência, mas 4?”, questionou.

A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) criticou a fala do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que afirmou não haver racismo no País. “O vice-presidente Hamilton Mourão disse hoje que racismo não existe no Brasil. Hoje, Dia da Consciência Negra e em que o Brasil se revolta com a morte de um homem negro a chutes e pontapés no Carrefour.”

“Quando se ouve que não há racismo no Brasil, devemos observar de onde vem a afirmação, se de alguma fonte ignorante, ou de alguém interessado na manutenção desse flagelo, resultado de uma escravidão ainda não superada e a perpetuação da ideologia da casa-grande”, disse o líder do PT, deputado Enio Verri (PT-PR).

O líder do PSB, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), afirmou que o racismo “não só existe, como mata”. “Um governo que nega as mazelas estruturais de nossa sociedade a empurra para o abismo. É isso o que vemos o tempo todo. Basta.”

“As cenas que vimos em vídeo ontem em Porto Alegre revoltam e reforçam a sociedade doente que vivemos, de um racismo estrutural. É preciso colocar um fim nessa triste realidade. A luta antirracista precisa ser de todos. Justiça e respeito!”, disse o líder da oposição, deputado André Figueiredo (PDT-CE).

Investigação
O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, deputado Helder Salomão (PT-ES), pediu urgência na investigação do caso e a punição dos envolvidos. “É um homicídio trágico em um quadro sistêmico e intolerável. As imagens que circulam nas redes sociais são nítidas e mostram a absoluta desproporcionalidade nas agressões e indicam até mesmo a prática de tortura”, declarou.

O deputado lembrou que os dois agressores de João Alberto Silveira Freitas foram presos em flagrante. “Um deles é policial militar e foi levado para um presídio militar. O outro é segurança da loja e está em um prédio da Polícia Civil. Um deles não tem o registro nacional para atuar na profissão, mas a polícia não informou qual dos dois. Ambos são funcionários de uma empresa terceirizada.”

Helder Salomão lembrou ainda que João Beto, como era conhecido a vítima, era soldador de portões e que deixa mulher e uma enteada.

Da Redação
Edição – Pierre Triboli

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Política Nacional

Prazo para indicações ao Diploma Carlota Pereira de Queirós encerra-se na próxima semana

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Carlota Pereira de Queirós primeira deputada federal do Brasil
Carlota Pereira de Queirós foi a primeira deputada federal do Brasil

Deputados têm até o próximo dia 6 para fazer indicações à 10ª edição do Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós. Concedido pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados desde 2003, o diploma presta homenagem a mulheres que tenham contribuído para o pleno exercício da cidadania, na defesa dos direitos da mulher e nas questões de gênero no Brasil.

Em setembro, uma comissão escolherá as cinco mulheres agraciadas. A cerimônia de premiação será realizada em 14 de outubro.

O Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira Queirós já foi concedido a 45 mulheres, premiando cinco indicadas a cada ano, em 2004, 2006, 2007, 2008, 2009, 2016, 2017, 2018 e 2019.

Quem foi Carlota Pereira de Queirós
Carlota Pereira de Queirós (1892-1982) foi a primeira mulher brasileira a votar e ser eleita deputada federal. Nascida na cidade de São Paulo, foi médica, escritora e pedagoga.

Formou-se em 1926, pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com a tese “Estudos sobre o Câncer”. Em 1929, foi comissionada pelo governo de São Paulo para estudar Dietética Infantil em centros médicos da Europa. Carlota fundou a Academia Brasileira de Mulheres Médicas, em 1950.

Eleita pelo estado de São Paulo, participou dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, entre 1934 e 1935. Seu mandato em defesa da mulher e das crianças, lutando por melhorias educacionais, foi encerrado com o golpe de 1937, quando Getúlio Vargas fechou o Congresso.

Para mais informações sobre o prêmio, acesse a página da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher ou entre em contato por e-mail.

Da Redação – ND
Com informações da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher

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Política Nacional

Receita Federal aponta movimentação financeira suspeita de Ciro Nogueira

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Senador Ciro Nogueira (PP-PI) aceitou o convite de Bolsonaro para ser o ministro da Casa Civil
Agência Brasil

Senador Ciro Nogueira (PP-PI) aceitou o convite de Bolsonaro para ser o ministro da Casa Civil

Escolhido para ser o  novo ministro da Casa Civil, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) é alvo de cobranças da Receita Federal que somam R$ 17 milhões, segundo documento que consta de um dos inquéritos envolvendo o parlamentar. Os autos de infração que apontam os débitos foram lavrados nos anos de 2017 e 2018. Um deles se refere ao suposto pagamento de propina de R$ 6,4 milhões pelas empresas JBS e UTC, sob investigação no Supremo Tribunal Federal (STF). Os auditores fiscais sustentam que houve omissão dos rendimentos e cobram o recolhimento dos impostos correspondentes aos cofres públicos. O outro caso está relacionado a transações financeiras envolvendo diversas empresas do senador que não foram devidamente declaradas, segundo o Fisco.

O senador contesta as multas em procedimentos, ainda não julgados, apresentados ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Procurado ontem, Nogueira não se manifestou. Alvo de investigações da Lava-Jato sobre o suposto recebimento de propina, Nogueira sempre negou ter cometido qualquer crime.

Encaminhados em agosto de 2018 à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal, os autos de infração embasaram ações de busca e apreensão, em 2019, em endereços ligados ao senador. Ao analisar as contas bancárias de Nogueira e suas empresas, o Fisco apontou, em relatório, ter encontrado uma série de depósitos em espécie sem a identificação da origem dos recursos e pagamentos de despesas com dinheiro vivo.

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