Conteúdo/ODOC - Deputados de Mato Grosso estão entre os parlamentares que aderiram à chamada “caminhada pela liberdade”, mobilização de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que segue em direção a Brasília em protesto contra a condenação do ex-chefe do Executivo e as prisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023.
A mobilização é liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e teve início em Paracatu, em Minas Gerais, com percurso estimado em cerca de 240 quilômetros até a capital federal.
Pelo estado de Mato Grosso, participam do ato os deputados federais José Medeiros (PL) e Coronel Assis (União Brasil), além do deputado estadual Gilberto Cattani (PL). Coronel Assis, que é vice-líder da oposição na Câmara Federal, deixou Barra do Garças após cumprir agendas políticas e deve se juntar à comitiva no trecho que cruza o estado de Goiás. O grupo já percorreu os primeiros quilômetros do trajeto pela BR-040.
Além dos parlamentares com mandato, o ex-deputado estadual Ulysses Moraes já está no ato e acompanha a caminhada rumo a Brasília. A expectativa dos organizadores é de que a mobilização ganhe reforços ao longo do percurso e, principalmente, na chegada à capital federal, prevista para o fim de semana.
De acordo com informações de fontes do Portal O Documento, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e o senador Wellinton Fagundes (PL) devem se unir à mobilização no final de semana, durante o ato previsto em Brasília. A participação das lideranças mato-grossenses é vista como um gesto político de alinhamento ao ex-presidente e ao eleitorado conservador no estado.
Ao anunciar a iniciativa, Nikolas Ferreira afirmou que a caminhada não tem caráter pessoal ou eleitoral, mas simbólico, com o objetivo de chamar atenção para o que classifica como desequilíbrio institucional e supressão de garantias fundamentais. Coronel Assis, por sua vez, afirma que as decisões judiciais contra Bolsonaro e os envolvidos nos atos de 8 de janeiro representam um tratamento político desigual e atingem não apenas o ex-presidente, mas também milhões de eleitores que se sentem representados por ele.