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Deputado minimiza críticas de Bolsonaro ao STF e elogia manifestação: “demonstração de civismo”

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José Medeiros participou em Brasília da manifestação nesta terça-feira

“O que vimos ontem foi uma demonstração de civismo extraordinária. A explanada dos ministérios foi totalmente tomada. As pessoas já chegaram no dia anterior, durante a noite, uma verdadeira festa. Muita gente dormiu na Explanada, passaram o dia e na noite de 7 de setembro ainda estavam ali à noite. Milhões de brasileiros estiveram em todas cidades, pelas capitais, no Brasil inteiro”, comemorou o deputado federal José Medeiros (Podemos), sobre a manifestação de 7 de setembro em todo o País.

“Antes dessas manifestações, o presidente do STF tinha ameaçado ir para a mídia, fazer pressão psicológica junto aos manifestantes, tentando amedrontar as pessoas para que não fossem às ruas. Não adiantou”, afirmou o parlamentar.

Segundo Medeiros, “milhares de brasileiros se dirigiram, de ônibus, de todos os meios de transporte possível para externar a sua vontade de dizer, olha, eu estou indo às ruas desde 2013, eu pedi o impeachment, eu coloquei um presidente, por favor, não mexam aí, porque quem põe ou tira presidente sou eu. Esse é o comunicado das ruas”, destacou o parlamentar.

Conforme o parlamentar, “a mesma imprensa que em determinado momento dizia que isso era democracia, lá em 2013, agora rotulam essas mesmas pessoas de antidemocráticos, chama essas pessoas de imbecis, e mais, começaram a brigar com imagens. Imagens que outrora eles diziam que eram milhões na Paulista, agora dizem que não passa de pouco mais de cem mil pessoas”.

Medeiros vê hoje “uma síntese descortinando na nossa frente, uma realidade que não tínhamos noção. A de que nós fomos enganados. Como não tinha internet, os brasileiros comiam na mão dessa gente mentirosa, que passava para os brasileiros, ali pelas 8 horas da noite, o que bem lhes provia. A verdade, aspas, deles. Agora, resolveram brigar com as imagens. Milhões de pessoas nas ruas e eles mentindo, dizendo que eram umas poucas pessoas”.

O deputado bolsonarista fez questão de argumentar que “as pessoas estão indo às ruas para pedir liberdade para o que eu quero, eu penso, pedindo liberdade de ir e vir, pedindo o direito de respeito às suas escolhas, pedindo uma urna segura, isso é ser antidemocrático, mas criam uma narrativa pelo simples fato de que foram desmamados da Secretaria de Comunicação”.

O deputado disse ainda que “por décadas essa gente viveu do dinheiro da Secom, eram bilhões e bilhões. Por décadas, bilhões de dinheiro que eram para obras públicas foram desviados para poder mandar para essa gente que pautou as grandes ideias que nortearam as políticas públicas do País, e que geraram prejuízos imensos para o Brasil”, disse.

“Para citar só um exemplo, hoje nós estamos aí à beira de um colapso energético, sendo que o Brasil gastou bilhões com a hidrelétrica de Belo Monte. Essa imprensa nacional corrupta foi um dos baluartes para que ao invés de um grande reservatório em Belo Monte, se construísse uma usina fio d´água e hoje apenas uma turbina em Belo Monte está funcionando”, completou.

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STJ aceita recurso e autoriza retorno de Sérgio Ricardo para o cargo de conselheiro do TCE após quase 5 anos

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Conselheiro está afastado de suas funções desde janeiro de 2017

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio de decisão monocrática do ministro Mauro Campbell Marques, acatou recurso e autorizou o retorno do conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida às suas funções de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). Ele esta afastado do cargo desde janeiro de 2017 por decisão do juiz Luís Aparecido Bortolussi Junior, então titular da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular, suspeito de ter comprado a vaga de conselheiro.

“Ante o exposto, defiro o pedido de liminar de efeito suspensivo ao recurso especial, com fundamento no art 288, §2º, do RISTJ, para suspender os efeitos do acórdão proferido pela 2ª Câmara de Direirto Público e Coletivo do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso”, determinou o ministro.

De acordo com o Ministério Público Estadual (MPMT), em 2009, Sérgio Ricardo, na época deputado estadual, comprou a cadeira do conselheiro Alencar Soares Filho ao preço inicial de R$ 8 milhões, na vaga que seria por indicação da Assembleia Legislativa. Além dele, outras 10 pessoas tornaram-se réus nessa ação, entre elas, o próprio Alencar Soares, Blairo Maggi (à época governador), Eder de Moraes Dias (ex-secretário de Fazenda), Gercio Marcelino Mendonça Júnior (empresário), Humberto Bosaipo (ex-conselheiro do TCE) e José Riva (ex-deputado e ex-presidente da Assembleia Legislativa). Conforme a denúncia, R$ 4 milhões foram envolvidos na negociação.

Nesse período em que esteve afastado, Sergio Ricardo chegou a sofrer novo afastamento por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), sem setembro de 2017, com a deflagração da “Operação Malembolge” (12ª fase da Ararath), que investigou propina de R$ 53 milhões do Governo Silval Barbosa em troca de aprovação de contas e de pareceres do TCE para autorizar andamento das obras da Copado Mundo de 2014. Além de Sérgio, foram alvos os conselheiros Antonio Joaquim, José Carlos Novelli, Valter Albano e Valdir Teis, que foram afastados. Todos já retomaram suas funções.

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Projeto de lei institui a “hora do colinho” na saúde pública mato-grossense

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O tempo de “colo” mostra melhoria de indicadores como tempo de sono e ganho de peso

Foto: Ronaldo Mazza / Secretaria de Comunicação Social

Dr. Gimenez explica que o mesmo projeto foi implantado com sucesso no estado da Paraíba

Foto: MARCOS LOPES / ALMT

O Projeto de Lei nº 990/2021, de autoria do deputado estadual Dr. Gimenez (PV), institui a “hora do colinho” na rede de saúde pública de Mato Grosso. O objetivo é oferecer acolhimento afetivo a bebês recém-nascidos órfãos ou que por algum motivo estejam privados da presença materna durante a hospitalização.  

Conforme o parlamentar, o projeto será implementado por meio do Protocolo Operacional Padrão (POP), oferecido pela equipe multiprofissional competente. Poderão participar profissionais treinados pelas unidades hospitalares cadastrados ao projeto.  

“Após tantos anos trabalhando com crianças, posso dizer que, sem sombra de dúvida, o amor cura, pois a resposta do bebê será muito positiva ao tratamento depois desse momento de relaxamento proporcionado pela equipe de profissionais. A humanização ajuda a diminuir o estresse e reduz as sensações de eventuais dores”.  

A orientação é que o governo estadual faça convênio com os municípios para a efetivação do POP, ampliando a abrangência para a rede municipal de saúde. Além de capacitação, essas unidades poderão criar uma sala específica, tecnicamente preparada e apta com ambiente silencioso, acolhedor e conforto para a recepção dos bebês recém-nascidos órfãos.

Os estabelecimentos de saúde que adotarem o projeto “hora do colinho” estarão autorizados a firmar convênios público-privados locais, nacionais ou internacionais de capacitação, treinamento, divulgação, publicidade e cooperação técnica pertinente ao uso do Protocolo.

Dr. Gimenez explica que Mato Grosso seria um dos pioneiros na implantação da proposta que vem sendo estudada pelo Ministério da Saúde para uso via Sistema Único de Saúde (SUS). “Muitas crianças ficaram órfãs durante a pandemia, o que nos sensibilizou muito e então veio a ideia de criar o projeto, afinal, a mão que cuida também é o colo que acalenta”.

Ele explica que o tempo de colo deve ser ajustado de acordo com a demanda do bebê. A técnica aprimora a respiração e promove a expansão da caixa torácica do recém-nascido, auxiliando o funcionamento do intestino e do estômago. 

“Nós avaliamos os dados preliminares da Maternidade Frei Damião, na Paraíba, onde esse projeto já foi implementado com muito sucesso e é realmente animador observar que de fato o tempo de “colo” mostra melhoria de indicadores como tempo de sono e ganho de peso, além da redução do refluxo e do tempo de internação”.  

Fonte: ALMT

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