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Política MT

Deputado diz que MT não precisa importar candidato e manda ministro cuidar da infraestrutura do país

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Postulante ao Senado, Neri Geller criticou postura de ministro que sinalizou que poderá disputar o cargo por Mato Grosso

O deputado federal Neri Geller (PP), presidente do partido no Estado, questionado pelo Portal O Documento sobre o fato de o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, ter admitido a possibilidade de disputar o Senado da República por Mato Grosso nas eleições de 2022, disse que o ministro “precisa cuidar da infraestrutura do Estado e do Brasil”, e que política se discute no ano que vem.

Geller disse que viu a notícia com tranquilidade. “Vejo com muita tranquilidade. Primeiro, eu tenho moral para falar do governo Bolsonaro porque as matérias difíceis de serem encaradas eu fui chamado pelo governo e dei toda sustentação nas matérias de interesse do País, fiz oposição firme sem fazer demagogia nas redes sociais, trabalhando para ajudar o Estado e o Brasil”, disse o federal mato-grossense.

“Tenho legitimidade para falar em nome do governo até pela função de liderança que ocupo no Congresso Nacional. Segundo ponto, democracia é isso, todo mundo pode ser candidato desde que tenha título, o dele não é de Mato Grosso. Eu fiz o meu primeiro título quando completei 18 anos em Lucas do Rio Verde. O meu título sempre foi de Mato Grosso”, destacou o parlamentar.

“Será que nós vamos precisar importar gente para disputar o Senado Federal? Nós temos gente competente aqui no Estado, lideranças com serviços prestados, com todo respeito ao ministro Tarcísio, mas ele acha que ele pode ser governador em São Paulo, pode ser senador no Goiás, senador no Mato Grosso, parece que ele é do Rio de Janeiro, daqui a pouco ele pode ser governador lá”.

“Todos os meus possíveis adversários que possam vir no ano que vem, Medeiros, Wellington, todos são meus colegas e falo com muita tranquilidade que o debate político eleitoral nunca vai sobrepor o meu trabalho enquanto deputado federal. Vou trabalhar com a possibilidade de ser candidato ao Senado porque meu grupo político definiu isso, mas vou discutir isso ano que vem, agora, o ministro precisa cuidar da infraestrutura do Estado e do Brasil, política se discute no ano que vem”, completou o federal.

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Política MT

STJ aceita recurso e autoriza retorno de Sérgio Ricardo para o cargo de conselheiro do TCE após quase 5 anos

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Conselheiro está afastado de suas funções desde janeiro de 2017

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio de decisão monocrática do ministro Mauro Campbell Marques, acatou recurso e autorizou o retorno do conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida às suas funções de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). Ele esta afastado do cargo desde janeiro de 2017 por decisão do juiz Luís Aparecido Bortolussi Junior, então titular da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular, suspeito de ter comprado a vaga de conselheiro.

“Ante o exposto, defiro o pedido de liminar de efeito suspensivo ao recurso especial, com fundamento no art 288, §2º, do RISTJ, para suspender os efeitos do acórdão proferido pela 2ª Câmara de Direirto Público e Coletivo do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso”, determinou o ministro.

De acordo com o Ministério Público Estadual (MPMT), em 2009, Sérgio Ricardo, na época deputado estadual, comprou a cadeira do conselheiro Alencar Soares Filho ao preço inicial de R$ 8 milhões, na vaga que seria por indicação da Assembleia Legislativa. Além dele, outras 10 pessoas tornaram-se réus nessa ação, entre elas, o próprio Alencar Soares, Blairo Maggi (à época governador), Eder de Moraes Dias (ex-secretário de Fazenda), Gercio Marcelino Mendonça Júnior (empresário), Humberto Bosaipo (ex-conselheiro do TCE) e José Riva (ex-deputado e ex-presidente da Assembleia Legislativa). Conforme a denúncia, R$ 4 milhões foram envolvidos na negociação.

Nesse período em que esteve afastado, Sergio Ricardo chegou a sofrer novo afastamento por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), sem setembro de 2017, com a deflagração da “Operação Malembolge” (12ª fase da Ararath), que investigou propina de R$ 53 milhões do Governo Silval Barbosa em troca de aprovação de contas e de pareceres do TCE para autorizar andamento das obras da Copado Mundo de 2014. Além de Sérgio, foram alvos os conselheiros Antonio Joaquim, José Carlos Novelli, Valter Albano e Valdir Teis, que foram afastados. Todos já retomaram suas funções.

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Política MT

Projeto de lei institui a “hora do colinho” na saúde pública mato-grossense

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O tempo de “colo” mostra melhoria de indicadores como tempo de sono e ganho de peso

Foto: Ronaldo Mazza / Secretaria de Comunicação Social

Dr. Gimenez explica que o mesmo projeto foi implantado com sucesso no estado da Paraíba

Foto: MARCOS LOPES / ALMT

O Projeto de Lei nº 990/2021, de autoria do deputado estadual Dr. Gimenez (PV), institui a “hora do colinho” na rede de saúde pública de Mato Grosso. O objetivo é oferecer acolhimento afetivo a bebês recém-nascidos órfãos ou que por algum motivo estejam privados da presença materna durante a hospitalização.  

Conforme o parlamentar, o projeto será implementado por meio do Protocolo Operacional Padrão (POP), oferecido pela equipe multiprofissional competente. Poderão participar profissionais treinados pelas unidades hospitalares cadastrados ao projeto.  

“Após tantos anos trabalhando com crianças, posso dizer que, sem sombra de dúvida, o amor cura, pois a resposta do bebê será muito positiva ao tratamento depois desse momento de relaxamento proporcionado pela equipe de profissionais. A humanização ajuda a diminuir o estresse e reduz as sensações de eventuais dores”.  

A orientação é que o governo estadual faça convênio com os municípios para a efetivação do POP, ampliando a abrangência para a rede municipal de saúde. Além de capacitação, essas unidades poderão criar uma sala específica, tecnicamente preparada e apta com ambiente silencioso, acolhedor e conforto para a recepção dos bebês recém-nascidos órfãos.

Os estabelecimentos de saúde que adotarem o projeto “hora do colinho” estarão autorizados a firmar convênios público-privados locais, nacionais ou internacionais de capacitação, treinamento, divulgação, publicidade e cooperação técnica pertinente ao uso do Protocolo.

Dr. Gimenez explica que Mato Grosso seria um dos pioneiros na implantação da proposta que vem sendo estudada pelo Ministério da Saúde para uso via Sistema Único de Saúde (SUS). “Muitas crianças ficaram órfãs durante a pandemia, o que nos sensibilizou muito e então veio a ideia de criar o projeto, afinal, a mão que cuida também é o colo que acalenta”.

Ele explica que o tempo de colo deve ser ajustado de acordo com a demanda do bebê. A técnica aprimora a respiração e promove a expansão da caixa torácica do recém-nascido, auxiliando o funcionamento do intestino e do estômago. 

“Nós avaliamos os dados preliminares da Maternidade Frei Damião, na Paraíba, onde esse projeto já foi implementado com muito sucesso e é realmente animador observar que de fato o tempo de “colo” mostra melhoria de indicadores como tempo de sono e ganho de peso, além da redução do refluxo e do tempo de internação”.  

Fonte: ALMT

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