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Economia

Demissão de Levy do BNDES foi “covardia sem precedentes”, defende Maia

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Rodrigo Maia, presidente da Câmara
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Demissão de Levy do BNDES foi “covardia sem precedentes”, segundo Rodrigo Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), comentou nesta segunda-feira (17), em evento promovido pela Bandnews em São Paulo, a saída de Joaquim Levy do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo ele, foi uma “covardia sem precedentes” a forma com que o economista deixou o posto.

Leia também: Economistas apontam que saída de Levy do BNDES é fonte de turbulência no governo

Levy deixou o cargo de presidente do BNDES no último domingo, após ameaças públicas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) cobrando a demissão de Marcos Barbosa Pinto, que atuou no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e foi nomeado como chefe da área de Mercado de Capitais do banco.

“Uma pena [para o Brasil] ter perdido um nome como o Joaquim Levy . Em especial, a forma como ele saiu foi uma covardia sem precedentes”, declarou Maia. “Não digo nem do presidente , digo de quem nomeou, que é o ministro da Economia [Paulo Guedes].” Segundo o presidente da Câmara, era responsabilidade de Guedes “garantir o equilíbrio dessas relações”.

Após as ameaças de Bolsonaro, o ministro da Economia minimizou a situação e disse entender a “angústia” do presidente com a situação. Pouco depois, Levy enviou carta pedindo demissão, agradecendo Guedes pelo convite de servir ao País e desejando sucesso nas reformas. Antes da saída do chefe do BNDES,  Marcos Barbosa Pinto já havia decidido deixar o cargo em virtude do “descontentamento manifestado” de Bolsonaro.

Após o atrito entre governo e a chefia do BNDES , funcionários do banco convocaram  ato para a próxima quarta-feira contra a “antipatriótica desconstrução da instituição, em especial a medida do relator da reforma da Previdência de acabar com os repasses constitucionais do PIS/Pasep para o Banco”.

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Economia

Bolsa encosta em 100 mil pontos e fecha no maior nível em quatro meses

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A bolsa de valores aproximou-se dos 100 mil pontos e encerrou esta quarta-feira (8) no maior nível em quatro meses. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), subiu 2,05% e fechou o dia aos 99.770 pontos.

O indicador alcançou o nível mais alto desde 6 de março, cinco dias antes de a Organização Mundial da Saúde decretar a pandemia de covid-19, quando tinha fechado aos 102 mil pontos. O Ibovespa seguiu a bolsa norte-americana. O índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, encerrou esta quarta com alta de 0,68%.

No mercado de câmbio, houve forte volatilidade. O dólar comercial operou em baixa durante quase toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 10h30, chegou a ser vendido a R$ 5,32. No início da tarde, por volta das 12h30, foi para R$ 5,38, mas caiu durante o restante da tarde, até fechar em R$ 5,347, com recuo de R$ 0,038 (-0,71%).

No Brasil, os investidores repercutiram o crescimento de 13,9% nas vendas do varejo em maio, com estabilidade em relação a maio do ano passado. O mercado também refletiu o crescimento da produção industrial no mês passado em 12 de 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No exterior, o dólar passou a perder força no mercado internacional após diretores do Federal Reserve, Banco Central norte-americano, advertirem para o risco de que a maior economia do planeta está estagnada e que os recentes ganhos nos indicadores econômicos são apenas temporários. A divisa caiu cerca de 6% em relação às principais moedas estrangeiras nas últimas duas semanas.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. Nos últimos dias, os investimentos têm oscilado entre possíveis ganhos com o relaxamento de restrições em vários países da Europa e em regiões dos Estados Unidos e contratempos no combate à doença.

Edição: Aline Leal

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Economia

CNC revisa para 9,2% a retração no volume de vendas no varejo

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A Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC) revisou de 10,1% para 9,2% a previsão de retração no volume das vendas no varejo ampliado para este ano. No varejo restrito, que exclui os ramos automotivo e de materiais de construção, a projeção de queda também diminuiu de 8,7% para 6,3%. 

As estimativas foram calculadas com base nos dados positivos da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indicou crescimento de 13,9% no volume de vendas no comércio varejista nacional, em maio, na comparação com abril. A alta foi registrada após dois meses de queda em consequência dos efeitos da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

No dia 16 de junho, a CNC tinha anunciado retração de 10,1% no volume das vendas no varejo ampliado este ano. No varejo restrito, havia projeção de queda de 8,7%. As estimativas também levavam em consideração os dados da Pesquisa Mensal de Comércio, mas eram referentes a PMC de abril.

Ao comentar as previsões de abril, o presidente da CNC, José Roberto Trados, disse que em ambos os casos “a crise sem precedentes imposta à atividade econômica, na história recente”, deveria levar o setor a registrar a maior queda anual desde os anos 2000. Sem os efeitos da pandemia, a previsão da CNC divulgada em fevereiro com base em dados de dezembro de 2019 era de crescimento de 5,3% para o setor neste ano.

Avanço

Na revisão apresentada hoje (8), a entidade indicou que a queda do isolamento social e as estratégias de e-commerce ajudaram o varejo a repor parte das perdas impostas pela covid-19, até o momento. A expectativa é que o setor também avance em junho, com o início da flexibilização das medidas restritivas de distanciamento social. 

Para o presidente da CNC, o comércio mostra sinais de recuperação, “após chegar ao fundo do poço”. Ainda assim, estimou que a recuperação do setor ainda depende dos impactos da crise em alguns pontos como o mercado de trabalho.

“Mantida a tendência gradual de abertura dos estabelecimentos comerciais, o setor deverá apresentar perdas menos acentuadas nos próximos meses. Contudo, mesmo em um cenário mais próximo à normalidade operacional, a recuperação da atividade comercial ainda dependerá dos impactos da crise sobre variáveis condicionantes do consumo, como o mercado de trabalho, a oferta e a demanda de crédito e o nível de confiança dos consumidores”, observou.

Na visão da CNC, embora o varejo tenha registrado elevação de 13,9% em relação, a abril, a alta foi insuficiente para o setor recuperar as perdas de março de 2,8%, e de abril, de 16,3%, que refletiram diretamente nos efeitos da pandemia sobre o consumo.

Perdas

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, em março, até o fim de junho, os prejuízos do setor com a crise, segundo a CNC, atingiram R$ 240,8 bilhões. O economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes, disse que as perdas do setor atingiram o pico em abril e a partir desse momento têm sido menores. 

“As perdas mensais de faturamento em relação ao período anterior ao surto da doença se aproximaram de R$ 40 bilhões em março, atingindo, rapidamente, um pico de R$ 77,4 bilhões em abril. Desde então, o setor segue apresentando perdas menos intensas”, disse.

A CNC destacou que um levantamento da Receita Federal indicou que o volume de vendas no comércio eletrônico tem evoluído de forma acelerada nos últimos meses, e esse é um dos fatores da evolução registrada no comércio depois de maio. Na comparação de maio de 2020 com igual mês do ano passado, houve alta de 39%, mas na relação de junho com igual mês em 2019, o aumento real ficou em 72%.

O economista ressaltou também que o número de notas fiscais eletrônicas que, em fevereiro deste ano, tinha média diária de aproximadamente 650 mil emissões, subiu para 1,26 milhão de operações no último mês. “Em junho de 2019, foram emitidas 520 mil notas diárias, registrando, portanto, um avanço de 142% no comparativo anual”, disse.

Pelos cálculos da CNC, o início das flexibilizações em diversas regiões do país reduziu em R$ 13,3 bilhões os prejuízos do comércio em junho. A entidade avaliou que se a queda no índice de isolamento social mantivesse o ritmo mais lento dos últimos meses, as perdas do varejo chegariam a R$ 67,9 bilhões, no mês passado. Com a redução das medidas restritivas, o volume caiu para R$ 54,6 bilhões.

Edição: Fernando Fraga

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