conecte-se conosco


Política MT

Delegada reassume coordenação das investigações sobre a “Grampolândia Pantaneira”

Publicado

Ana Cristina Feldner comandou investigações em 2017, quando integrante do Governo Taques foram presos

A delegada Ana Cristina Feldner voltou a integrar o grupo de trabalho que conduz os inquéritos policiais que apuram interceptações telefônicas ilegais em Mato Grosso, conhecida como “Grampolândia Pantaneira”. A portaria desta quarta-feira (11) é assinada pelo diretor-geral da Polícia Civil, Mário Dermeval de Resende e determina que Feldener atue como coordenadora das investigações.

Ela substitui o delegado Rafael Mendes Scatolon, que deixou o caso no dia 15 de agosto por supostamente ter envolvimento com testemunhas de um dos investigados. O fato veio à tona depois que uma foto foi publicada nas redes sociais e teria causado problemas dentro da equipe especial de investigação. Ele então, passou a atuar na Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra Administração Pública (Defaz).

Feldner esteve à frente das investigações sobre os grampos ilegais em 2017, até o caso ser avocado pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Mauro Campbell Marques. As investigações conduzidas por ela resultaram na deflagração da “Operação Esdras”, que apurou um esquema de obstrução a Justiça e que tentou afastar o desembargador Orlando Perri da investigação sobre o caso.

Leia Também:  Sérgio Moro autoriza uso da Força Nacional na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia

Durante a operação, foram presos integrantes do Governo Pedro Taques (PSDB), como os então secretários de Segurança Pública, Rogers Jarbas, de Justiça e Direitos Humanos, Airton Siqueira Junior, da Casa Civil, Paulo Taques, o chefe da Casa Militar, Evandro Lesco, a esposa dele, Hellen Lesco, além de membros da Polícia Militar

publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Política MT

Justiça bloqueia R$ 2,2 milhões de procurador, esposa e empresa por propina recebida de empresas de ônibus

Publicado

Chico Lima teria recebido propina para atrasar licitação do transporte intermunicipal

O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara de Ação Cível e Popular de Cuiabá, determinou o bloqueio de bens do procurador aposentado do Estado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o “Chico Lima”, de sua esposa Carla Maria Lima e da empresa Pro Nefron – Nefrologia Clínica e Terapia Renal Substitutiva Ltda., de propriedade de Francisco Gomes Neto, filho de Chico Lima. A ação investiga danos causados ao Estado em razão do atraso na licitação do transporte intermunicipal, mediante pagamento de propina, durante o governo Silval Barbosa.

A decisão é de 20 de dezembro e resultou em um total de R$ 2,2 milhões bloqueados da família Lima, sendo: R$ 640 mil de Chico Lima, R$ 324 mil de sua esposa e R$ 1,241 milhão da empresa Pro Nefro. Conforme denúncia do MPE, os valores recebidos referem-se à propina recebida de empresários do setor de transporte intermunicipal entre 2014 e 2015

As investigações ganharam força após a delação premiada do o ex-governador Silval Barbosa, que confessou ter recebido propina para editar um decreto, em 2014, que na prática inviabilizava a licitação do setor, já que o Governo teria que cumprir um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta firmado em 2007 com o MP, que obrigava o poder público a fazer a licitação até março de 2010.

Leia Também:  CCJR vai analisar 18 matérias na terça-feira (28)

A concorrência pública foi lançada em 2012 e partir daí as empresas que operavam sem licitação passaram a entrar com medidas judiciais contra o procedimento.

De acordo com o MP, houve pagamento indevido ao então governador, Silval Barbosa, para que o decreto fosse editado. A negociata teria sido de R$ 6 milhões pagos pelo Grupo Verde com articulação de Chico Lima e Júlio Cesar de Lima, que era presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Estado de Mato Grosso (Setromat).

Sem bloqueio

Na mesma decisão, o juiz Bruno D’Oliveira Marques negou o bloqueio de R$ 162 milhões de empresários e empresas de ônibus, também denunciadas pelo MPE.

São elas: Verde Transporte (R$ 75.144.009,60), Viação Sol Nascente (R$ 1.397.725,46), Viação Eldorado (R$ 28.738.955), Empresa de Transportes Andorinha (R$ 8.862.855,15), Expresso Rubi (R$ 18.308.623,73), Transportes Jaó (R$ 7.087.250,87), Viação São Luiz (R$ 597.075,83), Viação Xavante (R$ 13.986.227,57), Rápido Chapadense (R$ 2.435.993) e Orion Turismo (R$ 4.735.518,51).

Continue lendo

Política MT

Prefeito defende coalizão de partidos de esquerda para disputa da eleição suplementar ao Senado

Publicado

Para Zé do Pátio, é fundamental que a oposição se una para construir uma candidatura alternativa aos “barões do agro”

O prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (Solidariedade), presidente estadual do partido, está defendendo a coalizão das forças de esquerda em Mato Grosso para definir um nome único para a disputa da eleição suplementar ao Senado da República, prevista para este ano, com a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos), pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Selma Arruda foi cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral e pelo Tribunal Superior Eleitoral pela prática de caixa 2 durante o período de pré-campanha e abuso de poder econômico.

Conforme Zé do Pátio, por se tratar de um pleito atípico, é fundamental que a oposição se una para construir uma candidatura alternativa, que venha para enfrentar os barões do agronegócio. Na visão do prefeito de Rondonópolis, a eleição do Senado vai se caracterizar numa disputa nacional e não apenas de cunho regional.

“Está havendo uma nova realidade política se formando no Estado e no País, e o momento é de definição, de escolha de lado em que cada partido e grupo estará. Não existe hoje mais espaço para se ficar em cima do muro”, observa o prefeito.

Leia Também:  Deputados querem sessões somente às terças e quartas para terem mais tempo para viajar

Para o prefeito de Rondonópolis, um dos líderes da coalizão que reúne pelo menos sete partidos, a oposição deve lançar um candidato representativo e com visibilidade eleitoral para ganhar o pleito. O prefeito entende que a eleição suplementar será preparatória para as eleições municipais. Daí – adianta – a necessidade de a oposição marchar unida.

Apesar das discussões estarem incipientes, o prefeito alerta para a necessidade de que se tenha uma definição o mais rápido possível sobre o assunto. No comando da Prefeitura de Rondonópolis, o prefeito Zé do Pátio é bastante conhecido pelo seu perfil populista. Para a disputa do Senado, a ideia, conforme o prefeito, é avaliar perfis e fazer pesquisas para escolher um nome com chance de êxito nas urnas.

Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana