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Política MT

Deficiência na infraestrutura de transportes derruba ganhos da supersafra

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Senador de MT enalteceu programa desenvolvido pela Aprosoja destinado à melhoria no planejamento de safra

Enquanto maior produtor de grãos do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, o Brasil perde em competitividade e derruba ganhos e lucros por falta de uma melhor infraestrutura de transporte. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (7), pelo senador Wellington Fagundes (PL), presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura, ao defender, em plenário, que a “produção agropecuária e a infraestrutura de transportes precisam seguir no mesmo compasso”.

A produção brasileira de soja, considerada um dos principais produtos da pauta de exportação, chegou este ano a um total de 114,843 milhões de toneladas, com uma área plantada de 35,822 milhões hectares. Isso representa uma produtividade de 3.206 quilos por hectare, bem próximo da maior produtividade do mundo, que é a dos Estados Unidos, que é de 3.468 kg/ha.

Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, produziu 32,455 milhões de toneladas colhidas, ocupando uma área de 9,7 milhões de hectares. A produtividade do Mato Grosso é, portanto, de 3.346 kg por hectare, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “Estamos, portanto – disse o senador do PL – em termos de produtividade, atrás dos Estados Unidos, considerada a maior potência mundial de produção, a tão somente 122 quilos por hectare”.

Fagundes disse acreditar que, em termos tecnológicos, o Brasil – a partir de Mato Grosso – tem amplas condições de superar em breve o índice de produtividade americano. Nesse sentido, destacou um novo trabalho que está sendo desenvolvido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), visando promover o gerenciamento de riscos na lavoura, através da compilação de dados oriundos da medição meteorológica, com estações físicas instaladas em propriedades rurais. Fatores que, segundo ele, diminuem riscos e melhoram a rentabilidade nas lavouras.

Contudo, ressaltou que a diferença ainda permanecerá elevada em termos de ganhos e lucratividade. Os Estados Unidos, segundo o senador, têm um custo de produção de 163 dólar por tonelada de soja produzida, enquanto o Brasil vai a 291 dólares por tonelada.

“Nós ainda temos uma infraestrutura que deixa muito a desejar, e isso encarece extremamente a produção, tanto na busca por insumos quanto para levar nossa produção para exportação” – frisou.

Ele ressaltou que as condições da malha viária são muito precárias: buracos, falta de sinalização, rodovias sem asfalto, são alguns dos itens que precisam ser enfrentados, ele assinalou. Estudo feito pela Confederação Nacional de Transportes mostrou que 57% dos trechos avaliados em 2018 apresentaram estado geral com classificação regular, ruim ou péssima.

Um dos primeiros problemas a serem corrigidos diz respeito ao reequilíbrio da malha de transporte. “Precisamos avançar nos regulamentos públicos, para que haja incentivos e investimentos nos modais ferroviário e aquaviário, e na própria questão rodoviária, onde se concentra a maior parte do transporte de cargas do nosso País” – disse.

Vice-presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, Wellington lembrou que existem entre 15 e 17 trilhões de dólares de capitais disponíveis ao redor do mundo, aplicados a juros negativos, que procuram soluções mais rentáveis. Inclusive, em projetos de infraestrutura.  “O Brasil, como percebemos, oferta uma espetacular demanda para esses negócios. Para isso, estamos trabalhando na melhoria de nossos marcos regulatórios e no aperfeiçoamento da segurança jurídica”, ponderou.

 

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Estado cumpre calendário e paga folha salarial de novembro aos servidores nesta terça-feira

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Folha de pagamento de novembro chega a R$ 535 milhões

O Governo do Estado paga, nesta terça-feira (30), os salários e proventos do mês de novembro dos servidores públicos ativos, inativos e pensionistas. A folha de pagamento líquida deste mês, segundo a Secretaria Adjunta do Tesouro Estadual, da Secretaria de Fazenda, foi de R$ 535.376.562,46.

Desse total R$ 350.816.123,91 destinam-se ao pagamento dos servidores ativos e R$ 184.560.438,55 para inativos e pensionistas. Vão receber salários e proventos cerca de 115 mil pessoas. As ordens de pagamento foram encaminhadas ao Banco do Brasil nesta segunda-feira (29).

Até meio dia de terça-feira todos os depósitos já terão sido processados pelo Banco do Brasil. Os valores estarão liberados tanto para quem tem contas no Banco do Brasil, como para aqueles que fizeram portabilidade a outros bancos.

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Projeto cria política estadual de valorização da mulher no campo

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou à Assembleia Legislativa da Mato Grosso (Almt), no último dia 10, o Projeto de Lei nº 1045/2021, que institui a política estadual de valorização da mulher no campo. O objetivo é fomentar a atividade rural das mulheres, sua inclusão qualificada na atividade agrícola com o desenvolvimento de ações que resultem no respeito à sua capacidade produtiva e suas potencialidades profissionais, bem como na asseguração à sua plenitude emocional, física e psíquica.

Para o parlamentar, a realidade rural termina por constituir-se num espaço de múltiplas formas de desigualdades sociais, de discriminação, de violência doméstica, de gênero e patrimonial o que, por conseguinte, traduz-se numa conjuntura de desvalorização do trabalho agrícola exercido pela mulher, ocasionando em dificuldades impostas com relação ao acesso à terra, a créditos e a insumos agrícolas.

De acordo com o Anuário das Mulheres Brasileiras, publicado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em 2011, dos 27,1% de empregos permanentes na agropecuária, somente 5,1% eram ocupados por mulheres. De modo inversamente proporcional, as mulheres lideram as estatísticas somente no que tange o trabalho agrícola não remunerado, correspondendo a cerca de 30,7% dos que exercem a atividade sem expectativa de ganho monetário, enquanto os homens representam cerca de 11,1% na mesma situação.

“É importante evidenciar também que, apesar de ganharem menos e exercerem a maior parte dos trabalhos rurais não remunerados, as mulheres chegam a gastar até 90% de sua renda com a família, enquanto que entre os homens o gasto fica em torno de 30 a 40%”, explicou Barranco.

Ainda em sua justificativa para o projeto, o deputado afirmou que a trabalhadora rural exerce um relevante papel como provedora de suas famílias, por meio da agricultura de subsistência, em especial nos países em desenvolvimento, e são as primeiras a serem afetadas pelos impactos de produtos químicos perigosos no ambiente, principalmente pelos pesticidas.

“Assim sendo, a superação desta situação adentra na modificação das relações de gênero a partir de ações emancipatórias e construção da autonomia da mulher camponesa e somente através de sua participação nos diversos espaços de poder, será possível romper com a lógica histórica que permeia as desigualdades de gênero e de desvalorização do seu trabalho no meio rural e nos demais setores da sociedade”, defendeu o parlamentar.

Fonte: ALMT

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