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Defesa da senadora Selma Arruda entra com recurso contra cassação na próxima semana

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O recurso dá o direito à senadora seguir no mandato até que a decisão seja transitada em julgado, se não for reformada nas instâncias superiores

A banca de defesa da senadora mato-grossense Selma Arruda (PSL), vai entrar com recurso contra a cassação do mandato da ex-juíza já na próxima semana. A confirmação é do advogado Narciso Fernandes Barbosa, que pretende aproveitar o feriadão da Semana Santa para elaborar a peça final de defesa da senadora. “A expectativa é que no início da semana, após o feriado, o recurso esteja pronto. Estamos estudando ponto por ponto do acórdão”, explicou o advogado.

Selma Arruda foi cassada, por unanimidade pelo TRE por abuso de poder econômico e prática de caixa 2 durante o período pré-eleitoral. O prazo de recurso já está aberto. O recurso dá o direito à senadora seguir no mandato até que a decisão seja transitada em julgado, se não for reformada nas instâncias superiores.

No Tribunal Regional Eleitoral, o relator da ação, desembargador Pedro Sakamoto, que também resultou na inelegibilidade da senadora, manifestou, em seu voto, que foram feitos pagamentos de despesas de campanha e não declarados na prestação de contas, reprovada no ano passado.

A senadora, apesar da decisão do TRE, se diz tranquila. “A tranquilidade que tenho é com a consciência dos meus atos, a retidão que tive em toda a minha vida e que não seria diferente na minha campanha e trajetória política. Respeito a Justiça e, exatamente por esse motivo, vou recorrer às instâncias superiores, para provar a minha boa fé e garantir que os 678.542 votos que recebi da população mato-grossense”, afirma Selma Arruda.

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Pré-candidatura de Medeiros ao Senado é aprovada por unanimidade pelo Podemos

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A Executiva Estadual do Podemos e representantes de diretórios municipais se reuniram na manhã desta sexta-feira (21), na sede do partido em Cuiabá, para discutir a eleição suplementar do próximo dia 26 de abril. Por unanimidade, o partido definiu que terá candidato próprio ao Senado da República e que o pré-candidato é o deputado federal José Medeiros.

“Por aclamação a pré-candidatura do Medeiros foi aprovada e lançada pelo partido. Temos certeza que o nome do Medeiros é um dos favoritos na disputa. Além disso, a eleição suplementar vai fortalecer o partido e as nossas pré-candidaturas no pleito de outubro”, destacou o presidente do Podemos de Cuiabá, Niuan Ribeiro.

O secretário geral do Podemos, Benedito Lucas, lembrou o empenho da sigla em ajudar a senadora Selma Arruda a reverter o processo de cassação. “A Executiva Estadual e Nacional vem trabalhando para reverter à cassação da nossa senadora, mas infelizmente ainda não obtivemos sucesso. Diante disso e do prazo para a realização da convenção, as lideranças do Podemos entenderam que é necessário se posicionar para não perder espaço político. Nossa intenção é manter a representatividade no Senado. Por isso, vamos ter candidato próprio nesta eleição suplementar”, explicou o dirigente do Podemos.

Benedito lembrou ainda, que Medeiros teve uma atuação importante no período que exerceu o mandato de senador, sendo o primeiro parlamentar a defender o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). “Medeiros é um nome que vinha sendo preparado pelo Podemos para disputar o Senado nas eleições de 2018. Infelizmente, a pré-candidatura foi desarticulada pelos adversários. Agora, nosso partido reconhece a necessidade de corrigir essa injustiça e lançar sua pré-candidatura a senador”.

Com a confirmação da pré-candidatura de Medeiros, a Executiva Estadual marcou para o próximo dia 12 de março a convenção partidária, às 19 horas, no Hotel Mato Grosso, em Cuiabá.

Na reunião, também foi discutida a organização da legenda para as eleições municipais. O Podemos pretende lançar candidato a prefeito nas cidades polos do estado e candidatos a vereadores nos 141 municípios.

O Podemos, que é presidido em Mato Grosso por José Medeiros, está organizado em mais de 80 municípios.

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Selma chama congressistas de “malandros” e diz que R$ 30 bilhões exigidos de Bolsonaro serão para compra de voto

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Senadora fez as afirmações em vídeo gravado em suas redes sociais

A senadora Selma Arruda (PODE) classificou deputados federais e senadores como “malandros” devido as articulações para derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a um artigo que permite aos parlamentares determinar a prioridade de pagamento das emendas, ou seja, em que ordem serão executadas. O valor chega a R$ 30,6 bilhões.

Na prática, com a derrubada do veto, o Congresso poderá decidir a prioridade de pagamentos de parte dos recursos dos ministérios.

De acordo com Selma, o veto deverá ser colocado em votação na primeira semana de março, logo após o recesso de Carnaval.

“O Congresso Nacional vai gastar esse dinheiro como quiser. Distribuir para seus currais eleitorais, para aqueles apaniguados que querem em ano de eleição usar esse dinheiro para se reeleger ou para eleger aqueles que os apoiam. Não vamos deixar isso acontecer”, disse Selma em um vídeo publicado em suas redes sociais e encaminhado à imprensa nesta sexta-feira (21).

Selma ainda lembrou a declaração do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, que nesta semana afirmou que o Congresso estava chantageando o Executivo e se tornou alvo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, ambos do DEM.

“Nós sabemos que nesta semana até o general heleno desabafou, falou um palavrão, dizendo que chega desses caras nos extorquirem. É isso que o Congresso está fazendo com o nosso presidente Bolsonaro”, disse a senadora.

“Só nesse ano, que é um ano que as pessoas estão com raiva só do PT, mas estão esquecendo que há vários partidos corruptos nesse Brasil, vocês estão prestes a serem enganados com R$ 30 bilhões”,

“O nosso déficit total do Estado é de R$ 40 bilhões. Vai ter que pegar dinheiro emprestado para dar R$ 30 bilhões para esses malandros distribuírem como quiserem em ano de eleição”.

“Isso serve para comprar voto, fazer rachadinha, para dar 30% de comissão para aqueles malandros que gostam de comissão. Isso serve para sustentar todo esse esquema corrupto com qual nós tanto brigamos”.

Selma ainda alertou sobre um possível acordo entre o Governo e o Congresso para que fosse liberado metade desses recursos, ou seja, R$ 15 bilhões, o que ela classificou de imoral. Ela convocou a população para pressionar a bancada federal para não aprovar a proposta

“Isso também é absolutamente imoral e a gente não pode deixar acontecer. O Podemos, que é o meu partido, já entrou com obstrução total. Vamos votar pelo veto total. Vários partidos já estão aderindo a essa luta pelo veto total. O grupo Muda Senado do qual eu participo com muita honra, está unido em cima desse veto total”, conclui.

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