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Economia

Decisão sobre diesel foi acordada com presidente da Petrobras, diz Planalto

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presidente Jair Bolsonaro
Reprodução/Flickr/Governo de Transição

Segundo Planalto, Bolsonaro consultou o presidente da Petrobras antes de segurar preço do diesel

O Palácio do Planalto afirmou, nesta sexta-feira (12), que a decisão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de segurar o preço do diesel
foi tomara em conjunto com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco.

A declaração do Planalto veio após a confirmação do vice-presidente, general Hamilton Mourão, de que Bolsonaro foi o responsável pelo recuo no valor do diesel

, que estava programado para sofrer um reajuste de 5,74%; e também depois de as ações da Petrobras caírem mais de 5% após a interferência na sua política de preços.

De acordo com uma fonte do governo, Bolsonaro
procurou Castello Branco e, durante a conversa, chegaram juntos à  conclusão de que este não seria “o momento oportuno” para o reajuste do diesel
. Entretanto, ainda segundo este integrante do Planalto, a interferência da noite de quinta-feira (11) seria pontual e não se tornaria uma prática frequente, mesma afirmação feita por Mourão
.

O temor do mercado é que a empresa volte a sofrer interferência do governo na política de preços
, a exemplo do que ocorreu na administração da ex-presidente Dilma Rousseff
. Segundo Mourão, no entanto, isso não vai acontecer. Tenho absoluta certeza de que ele não vai praticar a mesma política da ex-presidente Dilma Rousseff no tocante à intervenção do preço do combustível e da energia”, afirmou.

Decisão de Bolsonaro afeta mercado

A decisão de suspender o reajuste no preço do óleo diesel afetou diretamente o mercado finaceiro brasileiro. O Ibovespa, principal índice local de ações, recua 0,85%, aos 93.946 pontos. Quem mais contribui para esta perda é a Petrobras
. Os papéis ordinários (ON, com direito a voto) registram recuo de 5,18%, enquanto os preferenciais (PN, sem direito a voto) caem 5,25%.

Desde o início de 2019, com o fim dos subsídios do governo federal ao combustível, a estatal adotava prazo de sete dias para os reajustes. No fim de março, ampliou o intervalo. Analistas afirmaram na ocasião que a mudança poderia ter sido uma tentativa de evitar uma nova paralisação dos caminhoneiros
, insatisfeitos com o preço do produto.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência monitora há meses a movimentação da categoria
. Desde o início do ano, o combustível acumula alta de pouco mais de 15% nas refinarias.

Para Mourão, a intervenção do presidente foi justamente tomada para evitar essa possível greve dos caminhoneiros
. “Justamente pelo momento que estamos vivendo. Eu tenho visto alguns dados que tem me chegado da pressão do lado dos caminheiros. Acredito que o presidente está buscando a melhor solução para equacionar o problema”, disse. 

Desde o último mês, integrantes do governo federal tem feito tentativas de agradar os caminhoneiros, na esperança de reduzir as possibilidades de uma nova greve da categoria. Mourão não confirmou. “Já faz algum tempo que esses dados [de possível greve de caminheiros]  vem chegando. Mas são dados, não há uma confirmação. Então temos que tratar com cuidado, e eu acho que foi essa a visão do presidente e de quem o assessorou nessa decisão”, explicou.

Em março, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, chegou a dizer que Bolsonaro tem um  ” amor muito grande” pelos caminhoneiros
 . Dias antes, Bolsonaro anunciou  a criação de um cartão caminhoneiro , que vai garantir a compra de diesel e outros combustíveis sem variação contínua de preço, e ainda prometeu outras medidas em breve para a categoria
.

No fim de março, a Petrobras já havia anunciado outra medida favorável aos caminhoneiros, com o lançamento do “Cartão Caminhoneiro” , que permitirá a antecipação da compra de volumes maiores de diesel
a um preço fixo. Os detalhes, porém, só seriam divulgados após a conclusão de estudos que seriam concluídos no prazo de 90 dias.

Nesta semana, o IBGE divulgou inflação de 0,75% em março, a maior taxa para o mês desde 2015. O resultado foi afetado principalmente por alimentos e combustíveis como álcool e gasolina.

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Economia

Nordeste deve receber 1,2 bi para combater seca e fome

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Agência Brasil

Investimento
Nicolas Nogueira

Investimento será de 1,2 bilhão para combater fome e seca no Nordeste

Até 250 mil famílias de pequenos agricultores da Região Nordeste poderão contrair US$ 217,8 milhões (R$ 1,2 bilhão) em empréstimos para combater os efeitos da seca e da fome. O financiamento foi aprovado por unanimidade pela diretoria executiva do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida) das Nações Unidas.

A aprovação ocorreu nessa quinta-feira (03), mas só foi divulgada nesta sexta-feira (04) pelo Ministério da Economia. Chamado Plantando Resiliência Climática em Comunidades do Semiárido Nordestino, o projeto financiará ações de manejo sustentável da água e de enfrentamento da seca e das mudanças climáticas. Entre as principais ações, estão a introdução de tecnologias de coleta, armazenamento e reciclagem da água e a adoção de estratégias de diversificação produtiva no sertão.

Segundo o Ministério da Economia, o financiamento ainda depende de negociações internas para entrar em vigor. A pasta informou que a aprovação envolveu a articulação da Secretaria de Assuntos Econômicos Internacionais do ministério com as diretorias executivas do Fida e do Fundo Verde para o Clima (Green Climate Fund, em inglês).

Critérios

As famílias serão escolhidas conforme o nível de pobreza, com prioridade para mulheres, jovens, comunidades tradicionais e indígenas. A maior parte dos recursos virá do GCF, que aportará US$ 99,5 milhões, dos quais US$ 34,5 milhões como doação não reembolsável. O Fida entrará com US$ 30 milhões.

Do lado do governo brasileiro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dará US$ 73 milhões como contrapartida em empréstimos aos estados nordestinos. Estes também contribuirão com US$ 15,3 milhões em espécie. O Fida vai gerenciar a operação, mas a execução e o monitoramento do projeto, informou o Ministério da Economia, ficarão a cargo do BNDES.

Com a missão específica de combate à fome e à pobreza rural, o Fida recebe apoio do governo brasileiro há mais de 40 anos. A instituição financeira internacional está baseada em Roma, onde fica o Fundo de Agricultura e de Alimentos das Nações Unidas.

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Economia

Bolsa de valores sobe e atinge maior pontuação em nove meses

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Brasil Econômico

Ibovespa
Arquivo/Bovespa

Última vez que Ibovespa passou dos 113 mil pontos foi em fevereiro desde ano

A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou a sexta-feira (04) em alta e atingiu o maior patamar desde o início da crise causado pela pandemia de coronavírus. O Ibovespa subiu 1,30% com 113.750.

A última vez em que a B3 registrou esses números foi no dia 21 de fevereiro, quatro dias após o anúncio do primeiro caso de Covid-19 registrado no Brasil.

O dólar apresentou nova queda de 0,32% , cotado a R$ 5,12. A moeda norte-americana terminou o dia com o menor valor desde 22 de julho. Durante a semana, o dólar recuou 3,79% , entretanto, no acumulado do ano, o avanço é de 27,7% .

Investidores apontam uma leve recuperação econômica e perspectivas positivas após o anúncio da autorização de aplicação de vacinas contra a Covid-19 e os dados positivos do PIB do terceiro trimestre no país, como motivos para o crescimento dos investimentos no Brasil. 

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